Integrantes do GT de Gênero do ISPN. Da esquerda para a direita: Marília Pinheiro, Caroline Yoshida, Raíssa Ribeiro, Cristiane Azevedo e Jéssica Pedreira. Foto: Amanda Vieira/ Acervo ISPN

Integrantes do GT de Gênero do ISPN. Da esquerda para a direita: Marília Pinheiro, Caroline Yoshida, Raíssa Ribeiro, Cristiane Azevedo e Jéssica Pedreira. Foto: Amanda Vieira/ Acervo ISPN

Integrantes do GT de Gênero do ISPN. Da esquerda para a direita: Marília Pinheiro, Caroline Yoshida, Raíssa Ribeiro, Cristiane Azevedo e Jéssica Pedreira. Foto: Amanda Vieira/ Acervo ISPN

Integrantes do GT de Gênero do ISPN. Da esquerda para a direita: Marília Pinheiro, Caroline Yoshida, Raíssa Ribeiro, Cristiane Azevedo e Jéssica Pedreira. Foto: Amanda Vieira/ Acervo ISPN

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ISPN celebra 36 anos com lançamento de Política Institucional de Gênero

Instituto avança na consolidação do compromisso histórico com a equidade

No mês de abril, em que completa 36 anos de trajetória dedicada aos povos indígenas, quilombolas, aos povos e comunidades tradicionais e aos agricultores familiares, o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) dá mais um passo na promoção do fortalecimento dos meios de vida sustentáveis com protagonismo comunitário. A instituição lança oficialmente sua Política de Gênero, um marco estratégico que consolida a equidade de gênero como dimensão central de sua cultura organizacional, governança e atuação nos territórios.

“A adoção da Política de Gênero do ISPN representa a consolidação de uma construção coletiva iniciada em 2021, no Grupo de Trabalho (GT) de Gênero, baseada no diálogo, no respeito ao contexto dos territórios e no compromisso com a justiça socioambiental”, relata diretora superintendente do ISPN, Cristiane Azevedo.

“Mais do que um marco institucional, essa política reafirma que a promoção da equidade, do cuidado e da diversidade deve fazer parte das práticas e relações do dia a dia. Por isso, sua implementação depende de cada pessoa do ISPN assumir o papel de agente dessa mudança estrutural, tornando esse compromisso uma prática coletiva e permanente”, completa a diretora.

O GT de Gênero foi criado em 2021 como um espaço de acolhimento e escuta entre mulheres. Ao longo dos anos, foi ampliando seu escopo e, em 2025, o grupo passou a construir diretrizes com o apoio de uma consultora externa. Após esse processo,  foi elaborado um texto por representantes do GT de Gênero, com a contribuição da coordenação do Instituto, que reflete princípios como a interseccionalidade e a cultura do cuidado.

“Entendemos que este é um instrumento vivo que deve orientar tanto a nossa gestão interna quanto as relações com parceiros e comunidades nos territórios”, analisa a integrante do GT e analista socioambiental plena do ISPN, Jessica Pedreira. 

Interseccionalidade e compromisso climático

O documento, que agora orienta todas as ações do Instituto, está alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5 e 13, que tratam da Igualdade de Gênero e da Ação contra a Mudança Global do Clima, reforçando a conexão entre as lutas por direitos das mulheres e de pessoas com identidades de gênero dissidentes e a emergência climática.

A política tem como foco a defesa dos Direitos Humanos e da justiça socioambiental, reconhecendo que a equidade de gênero é inseparável da proteção do meio ambiente e da dignidade das pessoas. Além disso, preza pela promoção da autonomia e do bem-viver, em harmonia com os territórios e suas comunidades, em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estabelece a dignidade, liberdade e igualdade como direitos fundamentais de todas as pessoas.

Um dos destaques dessa política é a adoção da interseccionalidade, reconhecendo que mulheres, meninas e pessoas LGBTQIAPN+ são atravessadas por múltiplas camadas de opressão, como raça, classe, etnia, idade e deficiência. A política, portanto, trata as identidades de gênero como experiências plurais que exigem respostas específicas e cuidadosas.

Da gestão aos territórios

A Política de Gênero do ISPN estabelece compromissos tanto para o público interno (equipe contratada, consultores e estagiários) quanto para o público externo (fornecedores, parceiros nos territórios e organizações parceiras).

Entre as principais diretrizes internas, destacam-se: a transversalização da perspectiva de gênero em todos os processos; a paridade de gênero em processos seletivos e espaços de governança e ações formativas periódicas para sensibilização e prevenção de violências.

Para o público externo, as ações são orientadas para a promoção da participação de pessoas de gêneros, raças, etnias e sexualidades diversas em projetos, respeitando as demandas e realidades dos territórios. Também estão incluídas a prevenção de violência, assédio e discriminação de gênero e a integração da perspectiva de gênero nos projetos.

Monitoramento e avaliação

O GT de Gênero será responsável por acompanhar a implementação do Plano de Ação de Gênero do ISPN, e pela revisão periódica, que será realizada a cada cinco anos, ou quando necessário, considerando lições aprendidas, indicadores e recomendações de avaliações internas ou externas. 

O monitoramento é parte do processo de aprendizado organizacional e vai se refletir nas atualizações da política. A ouvidoria institucional, responsável por tratar denúncias e violações, com autonomia e proteção às partes envolvidas, apoiará no monitoramento e avaliação, garantindo a confidencialidade. 

Acesse aqui a Política de Gênero do ISPN.

Autoria: Amanda Vieira/ Assessoria de Comunicação do ISPN

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