Fotos: Oficina na Aldeia Maçaranduba – TI Caru

Essa é uma ferramenta e uma metodologia de gestão ambiental, utilizadas em Terras Indígenas, e que foi consagrada na Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), instituída em 2012. O etnomapeamento configura-se na construção de mapas com os locais importantes do território indígena, o seu uso cultural, a distribuição espacial dos recursos naturais, a identificação de impactos ambientais e outras informações relevantes, salvaguardando o interesse, o olhar e a compreensão indígena. Ele é feito com base em desenhos livres, uso de imagens de satélite, croquis, mapas e cartas geográficas. Juntamente com os diagnósticos sócio ecológicos, os planos de vida e outros instrumentos, possibilita a construção de cenários sobre o uso e a conservação do território.

Nesse sentido, até o mês de novembro, o ISPN está realizando oficinas de etnomapeamento e mapas de vulnerabilidade em diversas aldeias nas Terras Indígenas Caru, Rio Pindaré e Alto Turiaçu (Maranhão), junto aos povos Guajajara, Awá-Guajá e Ka’apor. A atividade promove um espaço importante na construção e organização da gestão territorial e ambiental de suas terras. Ao mesmo tempo, permite o protagonismo indígena na proteção e governança do seu próprio território de forma sustentável. A iniciativa acontece no âmbito do Subprograma Proteção Territorial por meio do Plano Básico Ambiental – Componente Indígena (PBACI) da Vale para a ampliação da Estrada de Ferro Carajás e é realizada pelas organizações indígenas em parceria com a Funai.