A fotografia é um meio de gravar os movimentos, as manifestações culturais, as práticas, o dia a dia de uma sociedade, de um território, de uma comunidade. Fotografar é mais do que um registro, possibilita a materialização de um olhar, a forma de enxergar uma ação, uma cena, um fato.

Ela é muito importante como sistematização de experiências e de informações, principalmente, para as organizações da sociedade civil. Retrata, documenta, relata e evidencia o trabalho em campo, a incidência e a atuação de uma instituição.

Ao mesmo tempo, é através do ato de fotografar que também se constrói uma comunicação, disseminando e visibilizando as ações mundo afora.  Serve de evidências e documento para uma ação político-institucional. A fotografia serve ainda como elemento de afirmação dos povos indígenas, dos quilombolas e dos agricultores familiares, perpetuando assim suas histórias, seus modos de vida e seus saberes.

Pensando assim, o ISPN promoveu uma Oficina de Fotografia, na semana passada, no escritório de Santa Inês – MA. As atividades foram voltadas para a equipe técnica e administrativa, e ainda foram convidados representantes de organizações parceiras, como as associações indígenas locais.

A oficina foi ministrada pela jornalista Isabel Lima e pela pedagoga Vanusa Babaçu – professoras no tema, com experiências também em registro e exposição fotográfica com movimentos sociais, em especial na temática indígenas e quilombolas. Com uma carga horária de 20h, os participantes tiveram momentos teóricos e aulas práticas, que aconteceram na cidade histórica de Pindaré Mirim, também no Maranhão.

Vanusa Babaçu espera que a oficina possa aperfeiçoar o trabalho das organizações, em especial do ISPN. “Acredito que a oficina veio para aperfeiçoar a composição das imagens para evidenciar as ações em campo. Trabalhamos alguns pontos importantes, como melhorar e utilizar as técnicas mais simples na hora de fotografar com qualidade, auxiliando o texto na questão imagética e ilustrativa. A partir de então, pretendemos que os participantes possam ter um olhar mais cuidadoso no momento dos registros fotográficos”, explicou Babaçu.

“Eu não tinha muita noção técnica de fotografia. Acredito que a oficina vai contribuir quando a gente for pra campo e melhorar no visual dos relatórios. Mudou nosso olhar em identificar e trabalhar a fotografia”, relatou a técnica administrativa, Amanda Abreu.

De acordo com o assessor técnico do ISPN, Erinaldo Nunes (Socó), a Oficina de Fotografia veio aperfeiçoar o trabalho em campo da equipe. “Tivemos noção do básico sobre fotografia, como por exemplo, como enquadrar melhor no momento de fotografar.   Irá qualificar os nossos relatórios, pois a fotografia é um meio também de informação e documento. A oficina lançou um novo olhar para os nossos registros fotográficos”, ressaltou.