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	<title>Arquivo de Fundo Ecos - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivo de Fundo Ecos - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<item>
		<title>Fundo Ecos abre chamada para projetos em territórios conservados por comunidades</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/fundo-ecos-abre-chamada-para-projetos-em-territorios-conservados-por-comunidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ariel Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 16:15:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
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					<description><![CDATA[O 47° Edital recebe propostas de organizações em Territórios e Áreas Conservadas por Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais e Locais (TICCAs) no Cerrado e na Caatinga ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A chamada </span><b>Fortalecimento de Segurança Alimentar e Governança de Territórios de Comunidades do Cerrado e da Caatinga</b><span style="font-weight: 400;"> do </span><b>47° Edital (n° 1/2026)</b><span style="font-weight: 400;"> do Fundo Ecos, mecanismo financeiro do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), está aberta para envio de projetos até dia 27 de abril de 2026, às 18h, horário de Brasília (DF). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O edital é voltado para as organizações inseridas no contexto de <strong>TICCAs – Territórios de Vida</strong>, um conceito internacional definido como territórios e áreas geridos, manejados e conservados por povos e comunidades tradicionais, indígenas ou locais. E precisam compreender três características: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">relação profunda com o território, ligada à identidade, cultura, espiritualidade e bem-estar; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">autonomia para tomar decisões e gerir o território; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">modos de vida que contribuem para a conservação da biodiversidade e valores sociais associados.</span></li>
</ul>
<p>Os projetos da chamada devem se enquadrar em pelo menos uma das seguintes linhas temáticas: (i) produção sustentável, segurança alimentar e tecnologias sociais; ou (ii) gestão territorial, fortalecimento organizacional e incidência política, com protagonismo de mulheres e/ou jovens.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O recurso previsto para este edital é de R$1,3 milhão e apoiará exclusivamente a categoria de pequenos projetos, com valor máximo de R$130 mil por iniciativa, destinados prioritariamente a organizações em fase inicial de desenvolvimento, com pouca ou nenhuma experiência em gestão de projetos, visando incentivar e fortalecer suas ações. Cada organização poderá submeter apenas uma proposta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acesse o edital </span><a href="https://fundoecos.org.br/edital/edital-47-ticcas/"><b>aqui</b></a><span style="font-weight: 400;">, leia os itens com atenção antes do envio do projeto que deve ser feito por formulário online com link disponível na página do edital. A submissão deve seguir rigorosamente todas as questões do formulário que guiam essa elaboração de propostas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas atenção:</span> <span style="font-weight: 400;">o formulário não tem salvamento parcial, ele precisa ser preenchido de uma só vez. Faça um rascunho do seu projeto. Nos anexos na página do edital, está disponível o “roteiro offline” na versão .docx para ser utilizado como rascunho pela sua organização na hora de submeter a proposta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ajudar organizações comunitárias e demais interessados em desenvolverem inciativas com impactos ambientais e sociais, o ISPN tem uma série de vídeos que auxiliam na elaboração da proposta. Veja os vídeos </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=PLijMKiJgIFZExKj3TnlaS1PDRIgIr8Wgm&amp;si=JVStgSVGsiqccnZK"><b>aqui</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também, para entender melhor sobre TICCAs, o ISPN elaborou uma publicação que sistematiza estratégias de proteção de territórios conservados por comunidades tradicionais no Cerrado a partir das experiências do Fundo Ecos (antigo PPP-ECOS) e pode ser acessada </span><a href="https://ispn.org.br/publicacao/fortalecimento-de-areas-conservadas-por-comunidades-ticcas-no-brasil-a-experiencia-do-ppp-ecos/"><b>aqui</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_32944" aria-describedby="caption-attachment-32944" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-32944" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Print.png" alt="" width="1600" height="762" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Print.png 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Print-300x143.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Print-1024x488.png 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Print-768x366.png 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Print-1536x732.png 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-32944" class="wp-caption-text">Série de vídeos produzida pelo ISPN ajuda organizações comunitárias no processo de elaboração de projetos ecossociais. Foto: Captura de tela do Youtube</figcaption></figure>
<p><b>Recursos e abrangência do edital </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os recursos para apoiar os projetos são do Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU) e da Iniciativa Internacional do Clima (IKI), sendo executados pelo ISPN em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A chamada se insere na Oitava Fase Operacional do </span><i><span style="font-weight: 400;">Small Grants Programme (SGP)</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, que tem apoio financeiro do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), executado pelo ISPN em parceria com o PNUD. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São elegíveis propostas inseridas nas Paisagens Prioritárias dos biomas Cerrado e Caatinga apoiadas pela Oitava Fase Operacional do </span><i><span style="font-weight: 400;">SGP</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Confira a seguir os municípios de abrangência das paisagens prioritárias do edital , que foram pactuadas nas Oficinas de Consultas previamente realizadas com parceiros locais  dos territórios: </span></p>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Alto Rio Poti, Piauí (PI)</b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; municípios de Pedro II, Milton Brandão, Juazeiro do Piauí;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Cerrado Sul Maranhense, Maranhão (MA)</b><span style="font-weight: 400;"> – municípios de Balsas, Carolina, Riachão, São Raimundo das Mangabeiras, Sambaíba, Loreto, São Domingos do Azeitão, São Félix de Balsas, Benedito Leite, Tasso Fragoso e Alto Parnaíba.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Kaiowá e Guarani, Mato Grosso do Sul (MS) </b><span style="font-weight: 400;">– municípios de Antônio João, Bela Vista, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Rio Brilhante, Dourados, Douradina, Caarapó, Amambaí e Itaporã.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Oeste da Bahia:</b></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><b>&#8211; Bacia hidrográfica do Rio Corrente (BA)</b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; municípios de Correntina, Santa Maria da Vitória e Coribe;</span></p>
<p><b>&#8211; Oeste da Bahia, Bacia Hidrográfica do Rio Grande (BA)</b><span style="font-weight: 400;"> &#8211; município de Formosa do Rio Preto, Barreiras, São Desidério.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a assessora técnica do ISPN, a engenheira florestal Jessica Pedreira, a definição das áreas de abrangência do edital busca potencializar as iniciativas nas paisagens prioritárias, fortalecendo os territórios e ampliando os impactos das ações em curso na Oitava Fase Operacional do </span><i><span style="font-weight: 400;">SGP</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Pactuamos com os parceiros locais nos territórios a abrangência das paisagens prioritárias da Oitava Fase Operacional, e ao direcionar o apoio do edital para esses territórios, conseguimos fortalecer processos que já estão em andamento e promover resultados mais consistentes e duradouros junto às comunidades”, destaca.</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_32946" aria-describedby="caption-attachment-32946" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32946" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/BrunaBraz-9058.png" alt="" width="1920" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/BrunaBraz-9058.png 1920w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/BrunaBraz-9058-300x200.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/BrunaBraz-9058-1024x683.png 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/BrunaBraz-9058-768x512.png 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/BrunaBraz-9058-1536x1024.png 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption id="caption-attachment-32946" class="wp-caption-text">Mulheres Guarani e Kaiowá durante intercâmbio na Terra Indígena Rio Pindaré no Maranhão. Foto: Bruna Braz/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p><b>Sobre o Fundo Ecos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Fundo Ecos, mecanismo financeiro do ISPN, integra a estratégia da instituição voltada à promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais, atuando como um instrumento de ampliação do acesso a recursos por iniciativas comunitárias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com mais de 30 anos de atuação, o Fundo Ecos apoia projetos que fortalecem o protagonismo das comunidades, incentivando meios de vida sustentáveis, a conservação ambiental e ações de adaptação às mudanças do clima. Ao longo desse percurso, o Fundo já destinou mais de 31 milhões de dólares para mais de mil iniciativas, apoiando diretamente organizações de base comunitária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saiba mais sobre o Fundo Ecos no site: </span><a href="https://fundoecos.org.br/"><span style="font-weight: 400;">fundoecos.org.br</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fundo Ecos divulga projetos selecionados no edital 45°</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/fundo-ecos-divulga-projetos-selecionados-no-edital-45/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ariel Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 20:18:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ispn.org.br/?p=32889</guid>

					<description><![CDATA[Iniciativas promovem produção sustentável, valorização cultural e autonomia de comunidades em territórios do Cerrado e da Caatinga]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Um total de 26 projetos foi selecionado na chamada do Fundo Ecos, voltada ao apoio de iniciativas de organizações da sociedade civil (OSCs) e organizações de base comunitária (OBCs) nos biomas Cerrado e Caatinga.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://fundoecos.org.br/editais/45o-edital-cerrado-e-caatinga/"><span style="font-weight: 400;">45º edital (nº 2 de 2025)</span></a><span style="font-weight: 400;"> apoia propostas que buscam promover práticas socioeconômicas sustentáveis, contribuindo para o bem-estar das comunidades e gerando benefícios ambientais globais. As iniciativas selecionadas valorizam cadeias da sociobiodiversidade e promovem a conservação dos territórios, das culturas e dos saberes tradicionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A chamada contemplou duas categorias de apoio. Na categoria pequenos projetos, 15 iniciativas receberão até R$ 150 mil cada, voltadas a organizações em fase inicial de desenvolvimento que necessitam de recursos para fortalecer suas ações. Já na categoria projetos de consolidação, 11 iniciativas contarão com apoio de até R$ 250 mil para ampliar a escala de atuação de organizações que já apresentam resultados e impactos positivos comprovados. Confira o resultado abaixo:</span></p>
<pre><b>PEQUENOS PROJETOS 
</b></pre>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Nome </strong></td>
<td><strong>Organização Proponente</strong></td>
<td><strong>Estado</strong></td>
<td><strong>Bioma </strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Sistema agroflorestal: ACOMAF-TABOCA</td>
<td>Associação Comunitária dos Moradores e Agricultores Familiares do Povoado Taboca</td>
<td>Alagoas</td>
<td>Caatinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Quintais Produtivos Agroecológicos</td>
<td>Associação dos Moradores de Maracajá</td>
<td>Ceará</td>
<td>Caatinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Raízes do Sertão: Quintais Produtivos e Sistemas Agroflorestais para a Sustentabilidade no Vale do Canindé</td>
<td>Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Localidade Estreito</td>
<td>Piauí</td>
<td>Caatinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Nutrindo a terra, alimentando o povo: práticas e saberes Xukuru-Kariri no fortalecimento da Caatinga</td>
<td>Associação Indígena do Grupo Wpyra-Swpirá</td>
<td>Alagoas</td>
<td>Caatinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Regeneração Etnoecológica do Quilombo de Serra Negra e requalificação de seu sítio arqueológico no entorno do Parque Nacional da Chapada Diamantina</td>
<td>Grupo Ambientalista de Palmeiras</td>
<td>Bahia</td>
<td>Caatinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Elas em Rede: Fortalecimento de Grupos de Mulheres e Agroecologia nos Territórios de Babaçuais</td>
<td>Associação Comunitária de Educação em Saúde e Agricultura</td>
<td>Maranhão</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Semeando resiliência: Fortalecimento e defesa dos modos de produção para a permanência das famílias e jovens de forma digna em seus locais de origem</td>
<td>Associação Comunitária dos Pequenos Agricultores de Baixa Grande e Arredores</td>
<td>Bahia</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Tecendo Histórias: Identidade, Saberes e Resistência das Fiandeiras e Tintureiras de Talismã</td>
<td>Associação Anjos da Selva</td>
<td>Tocantins</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Zum, Zum, Zum Ecológico. “Jovens Apicultores do Cerrado. Cultivando o Futuro com abelhas”.</td>
<td>Associação comunitária e Educacional Ribinha Rego</td>
<td>Maranhão</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Projeto Sol que Transforma: Mulheres do Cerrado Produção Sustentável, Energia Limpa e Bioeconomia o Caminho para Assegurar o Futuro</td>
<td>Associação dos Agricultores da Nova Descoberta</td>
<td>Maranhão</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Delícias do Babassu: Fortalecimento da Agroindústria Comunitária das Mulheres Rurais Quilombolas de Pedrinhas</td>
<td>Clube de Mães Trabalhadoras Rurais Quilombolas Lar de Maria</td>
<td>Maranhão</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Mulheres da Peneira – Casa da Farinha e da Memória Quilombola de Dona Nair</td>
<td>Comunidade Quilombola Nossa Senhora Aparecida</td>
<td>Goiás</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Ró Tsoreptuna: Mapear o território, Conservar o Cerrado e Consultar os A’uwé Xavante</td>
<td>Flor de Ibez &#8211; Instituto de Vida Integral</td>
<td>Mato Grosso</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Produção Sustentável de Biogás e Biofertilizantes a partir de Resíduos de Mandioca em Biodigestor de Baixo Custo como Alternativa Energética e Ambiental para Agricultores Familiares</td>
<td>Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins</td>
<td>Tocantins</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Areias Pedagógicas do Cerrado</td>
<td>União das Associações das Escolas Famílias Agrícolas do Maranhão</td>
<td>Maranhão</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>PROJETOS DE CONSOLIDAÇÃO </b></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Nome </strong></td>
<td><strong>Organização Proponente </strong></td>
<td><strong>Estado</strong></td>
<td><strong>Bioma </strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Terra Viva, Mesa Farta: Cultivo Sustentável com Segurança Alimentar</td>
<td>Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Comunidade Vereda</td>
<td>Piauí</td>
<td>Caatinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Caatinga que Produz: Juventude, saberes e sociobiodiversidade fortalecendo a associação JOCA e o território</td>
<td>Associação Slow Food do Brasil</td>
<td>Rio Grande do Norte</td>
<td>Caatinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Pajeú Agroecológico</td>
<td>Diaconia</td>
<td>Pernambuco</td>
<td>Caatinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Todos pelo Rio Mosquito – Fase II: Tecendo Redes pelo Bem Viver</td>
<td>Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha</td>
<td>Minas Gerais</td>
<td>Caatinga e Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Rota Caminhos da Agroecologia II &#8211; Garantindo os direitos de Povos e Comunidades Tradicionais</td>
<td>Associação do Centro de Tecnologia Alternativa</td>
<td>Mato Grosso</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Fortalecimento Organizacional de Mulheres Indígenas no Cerrado: produção sustentável e gestão territorial para segurança alimentar</td>
<td>Associação dos Povos Tradicionais e Indígenas da Comunidade Laranjeiras</td>
<td>Piauí</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Fortalecendo e ampliando Iniciativas Produtivas Sustentáveis desenvolvidas por comunidades rurais em Áreas de Proteção Ambiental no Cerrado Tocantinense.</td>
<td>Associação Onça D’água de apoio à Gestão e ao Manejo das Unidades de Conservação do Tocantins</td>
<td>Tocantins</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Cozinha Quilombola Kalunga: Saberes, Sabores e Autonomia das Mulheres para a Conservação do Cerrado</td>
<td>Associação Quilombola Kalunga</td>
<td>Goiás</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Nossas Plantas, Nossa Saúde</td>
<td>Cáritas Diocesana de Goiás (CDG)</td>
<td>Goiás</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>IÊ Baru: Inteligência Econômica e Ecológica da Cadeia do Baru no Cerrado</td>
<td>Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge</td>
<td>Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
<tr>
<td>Na Chapada das Veredas: mulheres que transformam!</td>
<td>Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica</td>
<td>Minas Gerais</td>
<td>Cerrado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: center;"><a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Projetos-selecionados-45o-edital-Fundo-Ecos.pdf"><strong>Confira mais informações dos projetos selecionados</strong></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“As iniciativas selecionadas estão voltadas ao fortalecimento de povos e comunidades tradicionais, da agricultura familiar e de práticas produtivas sustentáveis em diferentes territórios, com protagonismo de mulheres e jovens. Há destaque para temas como agroecologia, quintais produtivos, sistemas agroflorestais, fortalecimento de cadeias da sociobiodiversidade e valorização cultural”, explica o coordenador do programa Iniciativas Comunitárias do ISPN, Rodrigo Noleto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A chamada prevê cerca de R$ 5 milhões a projetos no âmbito da Oitava Fase Operacional do </span><i><span style="font-weight: 400;">Small Grants Programme</span></i><span style="font-weight: 400;"> (SGP) no Brasil, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). </span></p>
<figure id="attachment_32891" aria-describedby="caption-attachment-32891" style="width: 1920px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32891" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Camila-Araujo-EFA-Rio-Peixe-WEB-19.jpg" alt="" width="1920" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Camila-Araujo-EFA-Rio-Peixe-WEB-19.jpg 1920w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Camila-Araujo-EFA-Rio-Peixe-WEB-19-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Camila-Araujo-EFA-Rio-Peixe-WEB-19-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Camila-Araujo-EFA-Rio-Peixe-WEB-19-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Camila-Araujo-EFA-Rio-Peixe-WEB-19-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption id="caption-attachment-32891" class="wp-caption-text">Mulheres e jovens lideram iniciativas que promovem inovação comunitária. Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p><b>Próximos passos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As organizações selecionadas receberão comunicados do ISPN para a condução dos trâmites necessários e a mobilização dos pontos focais responsáveis pelas iniciativas. Os projetos também participarão de oficinas iniciais de orientação e contarão com o acompanhamento da equipe do Fundo Ecos durante a execução das ações, que poderá ocorrer por até 18 meses.</span></p>
<p><b>Sobre o Fundo Ecos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Fundo Ecos, mecanismo financeiro do ISPN, é parte fundamental da estratégia de atuação da organização para a promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais, sendo um instrumento de democratização do acesso a recursos para projetos comunitários.</span></p>
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<article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [&amp;:has([data-writing-block])&gt;*]:pointer-events-auto scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-69b46df1-fd48-83e9-bea5-9a2630139914-1" data-testid="conversation-turn-40" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant">
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<p data-start="88" data-end="473" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Implementado há mais de 30 anos pelo ISPN, o Fundo Ecos apoia iniciativas que fortalecem o protagonismo comunitário, promovendo meios de vida sustentáveis, conservação ambiental e estratégias de adaptação às mudanças do clima. Ao longo de sua trajetória, já apoiou mais de mil projetos, com repasses superiores a 31 milhões de dólares diretamente para organizações de base comunitária.</p>
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<figure id="attachment_32892" aria-describedby="caption-attachment-32892" style="width: 1200px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32892" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Nova-Conquista-II-03.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Nova-Conquista-II-03.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Nova-Conquista-II-03-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Nova-Conquista-II-03-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Nova-Conquista-II-03-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-32892" class="wp-caption-text">Projetos selecionados valorizam cadeias da sociobiodiversidade e promovem a conservação dos territórios, culturas e saberes tradicionais. Foto: Acervo da Associação de Agricultores e Agricultoras do Assentamento Nova Conquista II</figcaption></figure>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Do fogão à conquista de espaços: a força do coletivo das mulheres da Chapada das Veredas</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/do-fogao-a-conquista-de-espacos-a-forca-do-coletivo-das-mulheres-da-chapada-das-veredas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Simões]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 19:01:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ispn.org.br/?p=32867</guid>

					<description><![CDATA[Por entre as grotas e chapadas do Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais, um movimento de união feminina fortalece a comunidade, o sentimento de pertencimento e o resgate de tradições culturais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O que começou com um lanche compartilhado nos encontros de mulheres no Vale do Jequitinhonha (MG) tornou-se o alicerce de uma mudança estrutural. Desde 2023, moradoras de 11 comunidades rurais passaram a se reunir mensalmente pelo desejo de conquistar autonomia, partilhar saberes e vivências.</p>
<p style="text-align: left;">Mirante, Ribeirão Veredinha, Ribeirão das Posses, Pindaíba, Boiada I, Boiada II, Gameleira, Monte Alegre, Caquente, Pontezinha, Vendinhas e Macaúbas ficaram mais próximas com encontros femininos que quebraram barreiras e construíram pontes. Maria Aparecida Guimarães, da comunidade quilombola de Macaúbas, município de Veredinha, participa do grupo de mulheres desde o início das reuniões que, atualmente, conta com mais de 90 participantes. “Hoje, chegar no grupo e ver aquele tanto de mulher é uma alegria muito grande”, relata.</p>
<p>Anteriormente ao grupo de mulheres, na comunidade do Gentio, também foi criada a Associação de Mulheres Agricultoras do Córrego da Lagoa e Beira do Fanado (ASMAFA). Fundada em 2015 com apenas 12 mulheres, a associação hoje tem mais de 105 participantes que se encontram periodicamente para alçar voos ainda mais altos.</p>
<p>Mais do que paredes de tijolos, a sede abriga cursos de costura, apicultura, compartilhamento de técnicas de agricultura familiar e <a href="https://ispn.org.br/noticia/encurraladas-por-eucalipto-comunidades-do-alto-jequitinhonha-lutam-para-preservar-modo-de-vida-comunitario/">tecnologias sociais, como as cisternas e as barraginhas para mitigar a escassez de água, muito afetada pelo cultivo de eucalipto que ocupou a região</a>. A criação da associação possibilitou geração de renda, encontros que romperam o isolamento rural e fortaleceram a identidade da comunidade.</p>
<p>Outra grande realização foi a certidão de reconhecimento como comunidade quilombola, a primeira do município de Turmalina a conquistar o título. Para Salete Maciel, vice-presidente da ASMAFA, a conclusão da sede própria, onde as decisões são tomadas coletivamente, é a materialização de um sonho. &#8220;Nossa finalidade é unir. Aqui todo mundo tem respeito, fala e ouve&#8221;, afirma.</p>
<figure id="attachment_32871" aria-describedby="caption-attachment-32871" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32871 size-large" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0317-1024x683.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0317-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0317-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0317-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0317-1536x1024.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0317-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-32871" class="wp-caption-text">Dona Salete, vice-presidente da ASMAFA, na nova sede. Foto: Juliana Simões/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p>A inauguração da sede da ASMAFA e a possibilidade dos encontros do grupo das mulheres são ações de um ciclo de projetos com financiamento do Fundo Ecos do ISPN e execução em parceria com o Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (CAV).</p>
<p>Esses projetos estão no contexto da Sétima Fase Operacional do Small Grants Programme no Brasil (SGP) e fazem parte da estratégia de Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais do ISPN, apoiada com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e implementada em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Por meio desse projeto, 22 iniciativas de conservação do Cerrado foram selecionadas, sendo 10 no Alto Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.</p>
<p>Ao longo dos últimos 30 anos, o Fundo Ecos executou mais de mil projetos, alcançando a participação de cerca de 77 mil mulheres. “Esse projeto é muito importante para nós, fortaleceu a Associação e a comunidade”, enfatizou Dona Salete.</p>
<h3>Além do cuidado da casa: a ocupação de espaços e o fortalecimento da rede de mulheres</h3>
<p>A estrutura patriarcal historicamente limitou a mulher ao espaço privado. A coordenadora da Escola Família Agrícola Veredinha (EFAV), Neltinha Oliveira, destaca que o maior desafio foi despertar essas mulheres para ocuparem espaços de decisão. Ela afirmou que, por causa da sobrecarga de tarefas e afazeres domésticos, muitas delas não conseguiam participar de espaços políticos e de formação. Muitas também são mães e incluem seus filhos nas atividades lúdicas dos encontros. Mesmo com a resistência de alguns maridos, elas não têm deixado de participar.</p>
<p>Para além dos desafios, Neltinha complementou sobre a relevância dos encontros nessa transformação, abrindo portas para a escuta, partilhas e aprendizados. “Ao se engajarem, elas perceberam a importância desse espaço para criarem laços e se fortalecerem&#8221;, pontua.</p>
<p>Esse fortalecimento se reflete na saúde mental, autocuidado e no bem-estar. Tereza dos Santos, da Comunidade de Monte Alegre, Veredinha, relata que os encontros, que contam também com apoio de psicólogos, tornam &#8220;a vida mais leve&#8221;. O lanche compartilhado não é apenas alimento; é troca de sabores, saberes e realidades. Também ressalta como os encontros e as escutas entre as mulheres são relevantes nessa transformação. &#8220;O grupo trouxe um desenvolvimento grande para as comunidades. Nos tornamos todas amigas, como se fosse uma família&#8221;, disse Tereza.</p>
<figure id="attachment_32872" aria-describedby="caption-attachment-32872" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32872 size-large" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0082-1024x683.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0082-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0082-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0082-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0082-1536x1024.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0082-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-32872" class="wp-caption-text">Tereza dos Santos, da Comunidade de Monte Alegre, município de Veredinha (MG). Foto: Juliana Simões/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p>Nessas ocasiões, as mulheres também dialogam sobre seus direitos, modos de resgatar a ancestralidade, valorizar o território, práticas agroecológicas, uso de plantas medicinais, participação em feiras da região, rodas de conversa e oficinas de acesso ao crédito.</p>
<h3>Tradição, cultura e identidade vivas</h3>
<figure id="attachment_32881" aria-describedby="caption-attachment-32881" style="width: 200px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32881 size-medium" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0218-1-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0218-1-200x300.jpg 200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0218-1-683x1024.jpg 683w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0218-1-768x1152.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0218-1-1024x1536.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0218-1-1365x2048.jpg 1365w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/IMG_0218-1-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /><figcaption id="caption-attachment-32881" class="wp-caption-text">Neltinha conduzindo cantos durante a Roda da Gamela no Vale do Jequitinhonha. Foto: Juliana Simões/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p>Um dos marcos mais emocionantes do projeto na Chapada das Veredas é o resgate cultural. A Roda da Gamela, uma tradição que estava se perdendo no tempo, voltou a girar. Por meio do grupo, as mulheres resgataram a dança e os cantos passados de geração em geração, envolvendo agora jovens e crianças também.</p>
<p>&#8220;O grupo de mulheres nos tirou da beira do fogão, nos levou para outras comunidades e resgatou a Roda da Gamela&#8221;, disse Maria Aparecida celebrando esse reencontro com as raízes. Ela recordou que dançava na comunidade na qual nasceu. Explicou que, além do canto das músicas, as pessoas vão ao centro da roda, sobem na gamela e recitam versos.</p>
<p>Tereza Silva, da comunidade de Gameleira, Veredinha, lembra dessa tradição desde o tempo dos seus avós e bisavós. “Agora, as pessoas estão recuperando o que já estava esquecido. A dança da gamela foi uma coisa muito importante que resgatamos”, disse.</p>
<p>A secretária escolar da EFAV, Margarete Alves, reforça que essa transmissão da herança cultural para os mais novos garante que a identidade da Chapada das Veredas permaneça viva. “É fundamental transmitir a nossa cultura, a nossa essência e as nossas raízes para os nossos jovens para manter viva a nossa história”, argumentou.</p>
<p>O impacto do projeto é visível na criação de redes, no fortalecimento de parcerias e, sobretudo, no brilho nos olhos de cada agricultora familiar e quilombola que se reconhece como parte de algo maior. “A semente já foi plantada e muitos frutos já foram colhidos. Pude perceber a questão da elevação da autoestima das mulheres nesses encontros, do pertencimento e se permitirem ser cuidadas”, celebrou Margarete.</p>
<p>O isolamento deu lugar à rede; o silêncio deu lugar ao canto da Gamela. “Elas saíram de casa, se conectaram, trocaram experiências, se fortaleceram enquanto grupo e vem fazendo um trabalho maravilhoso na nossa comunidade”, concluiu ela.</p>
<figure id="attachment_32869" aria-describedby="caption-attachment-32869" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32869 size-large" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/foto-1-1024x658.jpg" alt="" width="800" height="514" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/foto-1-1024x658.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/foto-1-300x193.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/foto-1-768x494.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/foto-1-1536x987.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2026/03/foto-1-2048x1317.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-32869" class="wp-caption-text">Mulheres reunidas com a gamela. Foto: Joice Cristene/Acervo CAV</figcaption></figure>
<p>Neste 8 de março, quando celebramos o Dia Internacional da Mulher, a trajetória das mulheres da Chapada das Veredas reafirma uma verdade fundamental: coletivos de mulheres organizados são estratégicos para o bem-viver, para a soberania dos territórios e para o fortalecimento comunitário.</p>
<p>Ao transformar a roda em resistência e o encontro em espaço de decisão, elas mostram que desenvolvimento com justiça socioambiental se constrói com protagonismo feminino. Que as histórias dessas mulheres sirvam de exemplo e inspiração — e que mais comunidades reconheçam e invistam na força coletiva das mulheres como caminho para um futuro mais solidário, sustentável e cheio de raízes vivas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rainhas do Sertão: criação de abelhas nativas gera renda e ajuda a proteger o meio ambiente no Ceará</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/rainhas-do-sertao-criacao-de-abelhas-nativas-gera-renda-e-ajuda-a-proteger-o-meio-ambiente-no-ceara/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Dec 2025 20:33:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ispn.org.br/?p=32589</guid>

					<description><![CDATA[Projeto fortalece agricultura familiar, envolve jovens e mulheres e contribui para a conservação no semiárido cearense
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de abelhas nativas sem ferrão está sendo expandida no sertão do Ceará, ao lado da já tradicional apicultura. Em municípios como Paramoti, Pentecoste e outros do Vale do Curu, a meliponicultura vem sendo adotada como uma alternativa sustentável de geração de renda, conservação ambiental e fortalecimento comunitário.</p>
<p>O projeto Néctar do Sertão, realizado pela Agência de Desenvolvimento Econômico Local (ADEL) em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), tem incentivado a recuperação das populações de abelhas nativas e o resgate de uma prática ancestral que une tradição, ciência e conservação.</p>
<blockquote><p>“Quando a gente fala desse projeto, não tem como não falar dos impactos positivos que ele tem causado, até mesmo pela sensibilização ambiental que ele desperta”, explica Mailson Bezerra, técnico da ADEL que acompanha os produtores da Rede Néctar do Sertão.</p></blockquote>
<p>Hoje já são 80 produtores beneficiados em cinco municípios, incluindo novos participantes — entre eles, jovens e mulheres.</p>
<figure id="attachment_32591" aria-describedby="caption-attachment-32591" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32591 size-large" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-17-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-17-768x1024.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-17-225x300.jpg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-17-1152x1536.jpg 1152w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-17-1536x2048.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-17-scaled.jpg 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption id="caption-attachment-32591" class="wp-caption-text">Técnico do projeto, Mailson Bezerra, ao lado de caixas de abelhas nativas que foram distribuídas para 80 meliponicultores. Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Qualquer pessoa pode cuidar de um meliponário. As abelhas nativas são dóceis, não têm ferrão e podem ser manejadas sem risco. É uma atividade simples, rentável e que desperta o senso de coletividade e de cuidado com a natureza”, destaca Mailson.</p></blockquote>
<p>Na comunidade Sítio do Meio, em Pentecoste (CE), Brena de Araújo, de 28 anos, representa a nova geração de meliponicultoras. “Participei do projeto em 2015 e agora estou de volta. Tenho seis caixas de jandaíra e já tive boa renda com a venda do mel e do pólen”, conta, acrescentando que o projeto vai além do recurso financeiro.</p>
<blockquote><p>“A gente aprende sobre a importância de proteger a mata nativa e vê que jovens e mulheres podem trabalhar sem sair da comunidade. É tudo que a gente quer. Estar com a família, fazer uma renda extra, ajudar na comunidade e conservar o meio ambiente.”</p></blockquote>
<figure id="attachment_32592" aria-describedby="caption-attachment-32592" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32592 size-large" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-26-1024x768.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-26-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-26-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-26-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-26-1536x1152.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-26-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-32592" class="wp-caption-text">Brenda de Araújo é uma das meliponicultoras beneficiadas pelo projeto da ADEL. Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p>A zootecnista Epifânia de Macedo, parceira da ADEL, lembra que o Brasil abriga cerca de mil espécies de abelhas nativas, fundamentais para a polinização de plantas e culturas agrícolas.</p>
<blockquote><p>“No Nordeste, a jandaíra é a rainha do sertão”, diz. “Essas abelhas estão totalmente adaptadas ao clima e à florada da região. Além da produção de mel e pólen, elas têm grande potencial para a educação ambiental e o turismo rural.”</p></blockquote>
<p>Epifânia também destaca que o trabalho dos meliponicultores é essencial para a ciência e a conservação. “Não adianta o conhecimento ficar só dentro da sala de aula. A parceria entre pesquisadores e comunidades é fundamental para proteger as abelhas e manter a biodiversidade viva.”</p>
<p>Um desses produtores parceiros da pesquisa acadêmica é Everardo Alves Moreira, experiente meliponicultor e guardião de um meliponário modelo de 2016, construído com apoio do Fundo Ecos no projeto Rede Néctar do Sertão, financiado pelo GEF e parceria do PNUD.</p>
<p>Detentor de um importante conhecimento acerca das abelhas nativas, Everardo trabalha com mais de 200 caixas de meliponicultura.</p>
<p>Em Paramoti, o agricultor Francisco Antônio cria abelhas nativas há mais de oito anos e viu na meliponicultura uma forma de ampliar a renda da família. “Comecei com três colmeias e hoje já passei de vinte. O mel da jandaíra é muito valorizado. Chega a R$ 250 o litro e é muito procurado por quem busca produtos medicinais”, conta.</p>
<p>Francisco explica que o manejo das abelhas exige cuidado, especialmente durante o período seco. “A gente alimenta as colmeias até chegar o inverno, quando elas voltam a coletar o próprio alimento na natureza. É um trabalho de paciência e de respeito com o ciclo da vida.”</p>
<p>Para Renato Araújo, assessor técnico do ISPN, a meliponicultura é um exemplo de como a conservação ambiental pode caminhar junto com o desenvolvimento local. “A pessoa que cria abelhas vira protetora da natureza. Ela não quer que queimem nem desmatem, porque sabe que isso acaba com a florada”, explica. “Nosso trabalho é fortalecer atividades econômicas compatíveis com a conservação. Quando a comunidade se envolve, todo mundo ganha, inclusive o meio ambiente.”</p>
<figure id="attachment_32593" aria-describedby="caption-attachment-32593" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32593 size-large" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-82-1024x768.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-82-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-82-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-82-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-82-1536x1152.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Meliponicultura-Ceara-Camila-Araujo-82-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-32593" class="wp-caption-text">Francisco apresenta o meliponário da Associação de Apicultores de Paramoti (CE). Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p>Airton Matheus, conhecido como Tino, é secretário de Desenvolvimento Agrário e vice-prefeito de Paramoti. Ele acompanha de perto o impacto do projeto no município.</p>
<blockquote><p>“A associação de apicultores existe desde 1998, e a meliponicultura veio somar forças. É uma nova atividade que gera renda e ajuda a conservar o ecossistema”, afirma. “A ideia é ampliar ainda mais essa produção e fortalecer o mel da jandaíra como um símbolo do nosso sertão.”</p></blockquote>
<p>As abelhas nativas são responsáveis pela polinização de 90% das plantas com flores e de cerca de 65% dos alimentos consumidos no mundo. No Ceará, o trabalho coletivo de agricultores, pesquisadores e instituições parceiras está ajudando a garantir que elas continuem cumprindo esse papel vital.</p>
<p>Do zumbido leve das jandaíras ao mel dourado que chega às feiras e mercados locais, o projeto Néctar do Sertão mostra que é possível florescer em parceria com a natureza — e que o sertão, quando bem cuidado, é mesmo um lugar fértil de vida, saberes e esperança.</p>
<p>O projeto Néctar do Sertão é uma iniciativa da Agência de Desenvolvimento Econômico Local (ADEL) com apoio do Fundo Ecos, do ISPN, e recursos do GEF, em parceria com o PNUD. Esse é o terceiro projeto da ADEL com o Fundo Ecos (2013, 2015 e 2024).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fundo Ecos lança edital para apoiar projetos comunitários no Cerrado e na Caatinga</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/fundo-ecos-lanca-edital-para-apoiar-projetos-comunitarios-no-cerrado-e-na-caatinga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2025 20:47:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ispn.org.br/?p=32106</guid>

					<description><![CDATA[Edital vai investir cerca de R$ 5 milhões em projetos comunitários no Cerrado e na Caatinga]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fundo Ecos, mecanismo financeiro do ISPN, lança edital no âmbito da Oitava Fase Operacional do Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).</p>
<p>O objetivo é apoiar iniciativas de organizações da sociedade civil (OSCs) e organizações de base comunitária (OBCs) nos biomas Cerrado e Caatinga que promovam práticas socioeconômicas sustentáveis, contribuindo para o bem-estar das comunidades e gerando benefícios ambientais globais.</p>
<p>As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário no site do Fundo Ecos até as 18h do dia 10 de novembro. <a href="https://form.jotform.com/252713951291660" target="_blank" rel="noopener">Acesse o formulário aqui</a>.</p>
<blockquote><p>“A proposta deste edital é atender organizações comunitárias espalhadas nos territórios dos biomas Cerrado e Caatinga, numa tentativa de superar a invisibilidade e as desigualdades no acesso a recursos que essas regiões enfrentam”, explica o coordenador do programa Iniciativas Comunitárias do ISPN, Rodrigo Noleto.</p></blockquote>
<p>Ainda segundo ele, a chamada busca fortalecer organizações que valorizam cadeias da sociobiodiversidade e, principalmente, promovem a conservação dos territórios, culturas e saberes. “Para nós, o Fundo Ecos fortalece a promoção de justiça ambiental aos povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares”, acrescenta.</p>
<p>O edital prevê o aporte de cerca de R$ 5 milhões para apoio a projetos, com recursos do GEF, no âmbito do projeto “Oitava Fase Operacional do GEF/SGP”, executado pelo ISPN em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).</p>
<p>A seleção das propostas e a definição das diretrizes gerais do Fundo Ecos contam com o apoio do Comitê Gestor Nacional (CGN), composto por representantes do PNUD, de órgãos governamentais, da sociedade civil e da academia.</p>
<p>Mais informações estão disponíveis em: <a href="http://fundoecos.org.br/editais" target="_blank" rel="noopener">fundoecos.org.br/editais</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Veredinha: Feira da agricultura familiar é cultura comunitária onde ‘clientes são amigos’</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/veredinha-feira-da-agricultura-familiar-e-cultura-comunitaria-onde-clientes-sao-amigos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 19:42:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ispn.org.br/?p=32029</guid>

					<description><![CDATA[Em meio ao desafio do êxodo rural, jovens de Veredinha mostram que a agricultura familiar pode ser sustento, cultura e futuro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A barraca “Caipira Fernandes” na Feira da Agricultura Familiar de Veredinha comercializa de tudo um pouco: ovos caipiras, leite de vaca, leite de cabra, derivados como queijo, requeijão e doce de leite, e até animais de pequeno porte, como pintinho, frango, pato, galinha e galinha-d’angola.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, frutas como laranja, limão, mamão, banana nos tipos caturra e prata, chuchu, acerola, abacate; verduras como inhame, taioba, mandioca, abóbora, batata, quiabo; além de café, urucum e plantas medicinais do Cerrado, como canela-de-velho e espinheira-santa, também fazem parte da diversidade ofertada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À frente do empreendimento, Júnia Maria Fernandes cresceu indo à feira. Quando tinha oito anos, lembra que comprou a primeira bicicleta com o dinheiro arrecadado ajudando os pais. Hoje, aos 31, é dali que tira seu sustento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cesta de produtos de Júnia é tão diversificada quanto a da maioria dos agricultores de Veredinha. “Tudo que vendo é da minha propriedade, é até difícil citar, porque são muitas variedades”, conta.</span></p>
<figure id="attachment_32033" aria-describedby="caption-attachment-32033" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32033" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7058.jpg" alt="" width="1500" height="1000" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7058.jpg 1500w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7058-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7058-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7058-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /><figcaption id="caption-attachment-32033" class="wp-caption-text">De plantas medicinais e ovos, o empreendimento Caipira Fernandes conta com marca e embalagem próprios. Foto: Acervo Pessoal/Reprodução</figcaption></figure>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Mas a feira é muito mais do que um espaço de comércio. “Para mim e minha família, representa também um momento de lazer, onde a gente encontra os amigos, conversa, troca ideias. Pra você ter uma noção, minha mãe e meu pai preferem ir à feira do que a uma festa!”, brinca Júnia.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como Júnia, a agricultora Thamires Aparecida, 31 anos, também faz da feira sua principal fonte de renda. Moradora da comunidade Mirante, ela trocou a vida na cidade pela roça há cinco anos. Hoje, ao lado do marido, trabalha com a produção de feijão verde, hortaliças, cheiro verde, beterraba e ainda com a apicultura.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Mexer com a terra me ajudou na ansiedade e me conectou com a natureza. É prazeroso plantar e colher seus próprios frutos, saudáveis e sem agrotóxicos”, conta.</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_32031" aria-describedby="caption-attachment-32031" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32031" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7056.jpg" alt="" width="1200" height="1599" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7056.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7056-225x300.jpg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7056-768x1023.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7056-1153x1536.jpg 1153w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-32031" class="wp-caption-text">Agricultura familiar Thamires Aparecida é comerciante na feira de Veredinha. Foto: Acervo pessoal/Reprodução</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Thamires destaca que a feira é também um espaço de fortalecimento feminino. “É maravilhoso levar nossos produtos para comercializar e também se encontrar, trocar ideias, tirar dúvidas e aprender umas com as outras.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença das mulheres é marcante. Maria Aparecida Alves Guimarães, conhecida como Cida Macaúba, participa desde o início da feira e reforça a importância desse protagonismo. “É muito maravilhoso chegar numa reunião e saber que a gente é mulher e está tomando esse espaço na feira, numa reunião, num evento. É um orgulho enorme.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As três agricultoras fazem parte da Associação dos Feirantes da Agricultura Familiar de Veredinha (AFAVE), criada em 2011. Para Cida Macaúba, a entidade é decisiva: “Cada dia a gente vê só melhora. Para nós agricultores, a associação faz muita diferença”.</span></p>
<figure id="attachment_32032" aria-describedby="caption-attachment-32032" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32032" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7060.jpg" alt="" width="1500" height="1000" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7060.jpg 1500w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7060-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7060-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_7060-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /><figcaption id="caption-attachment-32032" class="wp-caption-text">Plantas medicinais do empreendimento Caipira Fernandes. Foto: Reprodução/Caipira Fernandes</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, a AFAVE foi uma das organizações selecionadas no </span><b>edital 36 do Fundo Ecos</b><span style="font-weight: 400;">, com o projeto </span><b>“Agricultura Familiar Tradicional: na luta por água, recuperação dos solos e biodiversidade”, </b><span style="font-weight: 400;">executado com recursos do Small Grants Programme (SGP-GEF). O objetivo central é viabilizar o acesso à água e valorizar os produtos da biodiversidade e da feira livre nas comunidades rurais de Veredinha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto envolve </span><b>118 famílias</b><span style="font-weight: 400;"> e inclui a construção de tecnologias sociais para captação e armazenamento de água da chuva, cursos sobre uso racional da água e produção de insumos orgânicos, fomento ao extrativismo da paisagem e fortalecimento da feira livre municipal. Além de garantir melhores condições de produção, busca restaurar a qualidade de vida das famílias agricultoras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que garantir renda, a feira é símbolo de identidade coletiva e de resistência no Alto Jequitinhonha. “Eu vejo os clientes como amigos, eles são parte da minha história”, diz Júnia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A feira também tem papel estratégico para a permanência dos jovens no campo — um desafio para a agricultura familiar no Brasil. Em 2017, o Censo Agropecuário do IBGE mostrou que havia cerca de </span><b>570 mil pessoas com até 34 anos trabalhando no campo</b><span style="font-weight: 400;">, o que representa menos de 4% do total, sendo a maioria homens. Em Veredinha, jovens como Júnia e Thamires resistem a essa tendência e mostram que a feira pode ser caminho de renda, cultura e futuro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, os desafios permanecem: o escoamento da produção, o acesso à água e o incentivo à juventude rural são apontados como prioridades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Veredinha, a feira livre mostra que a agricultura familiar é mais do que economia — é cultura comunitária. Como resume Cida Macaúba: “Não desista. Muitas vezes temos ganhos e perdas, mas quando a gente vê uma boa colheita, só agradece a Deus. Trabalhar na terra é acreditar no amanhã.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Jovens do campo são aposta para um futuro agroecológico</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/jovens-do-campo-sao-aposta-para-um-futuro-agroecologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ariel Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 12:46:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.ispn.org.br/?p=31371</guid>

					<description><![CDATA[Formação em escolas rurais fortalece o protagonismo juvenil, que alia saberes tradicionais e práticas sustentáveis para transformar as comunidades]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">“Temos uma ligação forte com a agricultura familiar, estudar aqui é como estar em uma segunda casa”, afirma o estudante Paulo Lopes sobre a vivência como aluno na Casa Familiar Rural (CFR) de Itapecuru-Mirim (MA), onde cursa o ensino médio. O local faz parte de um contexto de educação voltada para a realidade do campo, no qual os Centros Educativos Familiares de Formação por Alternância (CEFFAs) trabalham com a juventude, filhos e filhas da agricultura familiar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São instituições comunitárias, sem fins lucrativos, que adotam a pedagogia da alternância, na qual estudantes alternam períodos presenciais na escola e aplicação nos espaços familiares ou comunitários no campo</span><span style="font-weight: 400;">. Envolvem um processo de identificação de necessidades locais, construção conjunta de soluções, valorização dos saberes populares, </span><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento sustentável e permanência com dignidade no meio rural. Combinam aulas regulares com disciplinas ligadas à agricultura familiar e demais temas sociais relacionados ao território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, no Brasil, são mais de 240 CFRs e cerca de 157 Escolas Família Agrícolas (EFAs). No Maranhão, existem 18 CFRs e 19 EFAs, segundo os dados da Federação das Casas Familiares Rurais do Maranhão (Fecafar), do Instituto de Representação, Coordenação e Assessoria das Associações das Casas Familiares Rurais no Maranhão (Ircoa) e da União das Associações das Escolas Famílias Agrícolas do Maranhão (Uaefama). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As CRFs e as EFAs são, em geral, coordenadas por associações comunitárias locais, compostas por representantes das famílias de agricultores, representantes da comunidade local e educadores, mas também podem ser geridas por parceiros institucionais como sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais e igrejas. Muitas vezes são mantidas pela doação das famílias de alunos, por convênios com organizações, parcerias com governos e até a captação de recursos de editais públicos ou privados. </span></p>
<figure id="attachment_31372" aria-describedby="caption-attachment-31372" style="width: 1112px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31372" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20240702_093255-300x233.jpg" alt="" width="1112" height="864" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20240702_093255-300x233.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20240702_093255-1024x795.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20240702_093255-768x597.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20240702_093255-1536x1193.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20240702_093255-2048x1591.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1112px) 100vw, 1112px" /><figcaption id="caption-attachment-31372" class="wp-caption-text">Alunos da CRF de Presidente Médici (MA) se apresentam no Seminário de Formação Social e Pedagógica para Associações, Monitores e Jovens das Casa Familiares Rurais do Ircoa, em 2 de julho de 2024. Foto: Ariel Rocha/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p><b>Sucessão familiar </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O campo enfrenta uma diminuição gradual da população rural. Em 2012, eram 30,2 milhões de pessoas, e em 2024 esse número caiu para 26 milhões. O Maranhão segue como um dos estados mais rurais do país: 2 milhões de pessoas vivem no campo, representando 28% da população total do estado. Esses dados são do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar, elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A monitora da disciplina de agronomia e responsável pela parte prática na CFR do município de Zé Doca, Olga Oliveira dos Anjos, ressalta que o papel do jovem no meio rural está muito ligado à sucessão familiar. O agricultor familiar enfrenta dificuldade para estimular os jovens da família a trabalharem na unidade produtiva e na permanência na propriedade rural. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O papel dessas instituições é mostrar para o jovem que ele não precisa sair do campo para ter oportunidade de trabalho. Caso seja uma vontade continuar atuando nesse meio, empreendendo como agricultor familiar na sua unidade produtiva ou desenvolvendo outras atividades profissionais que auxiliam no desenvolvimento do meio rural, existem várias possibilidades e os CEFFAs mostram serem possíveis”, explica a monitora.    </span></p></blockquote>
<figure id="attachment_31374" aria-describedby="caption-attachment-31374" style="width: 1111px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31374" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241008_134651-300x225.jpg" alt="" width="1111" height="833" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241008_134651-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241008_134651-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241008_134651-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241008_134651-1536x1152.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241008_134651-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1111px) 100vw, 1111px" /><figcaption id="caption-attachment-31374" class="wp-caption-text">Na pedagogia da alternância, os estudantes alternam períodos de estudos presenciais nas escolas e de aplicação dos conhecimentos nos espaços familiares ou comunitários. Foto: Ariel Rocha/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As iniciativas de educação do campo propiciam o acesso à educação contextualizada para filhos e filhas de agricultores familiares, sem que eles precisem se afastar das famílias. Os jovens se dividem entre o tempo-escola e tempo-comunidade, onde, para além de um conteúdo técnico agrícola, o currículo escolar é orientado pelos princípios da agroecologia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alunos como Paulo Lopes possuem uma vivência de trabalho nas unidades produtivas de suas famílias, criando pequenos animais e cultivando alimentos para comercialização e autoconsumo. Esse também é o caso da aluna Jaciele Oliveira, filha de agricultores, que desenvolve na CFR de Zé Doca atividades e adquire conhecimentos com o intuito de continuar melhorando o trabalho que seus pais já realizam. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Além do aprendizado, a gente adquire a experiência. Botamos a mão na massa e aprendemos novas coisas para podermos aplicar na área da nossa família. O sistema agroflorestal é um desses novos aprendizados que tive aqui na CFR, que é um sistema que posso levar para a minha comunidade e replicar com os meus pais”, comenta Jaciele Oliveira. </span></p></blockquote>
<figure id="attachment_31376" aria-describedby="caption-attachment-31376" style="width: 917px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31376" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250127_091120-300x280.jpg" alt="" width="917" height="856" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250127_091120-300x280.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250127_091120-768x716.jpg 768w" sizes="(max-width: 917px) 100vw, 917px" /><figcaption id="caption-attachment-31376" class="wp-caption-text">A estudante Jaciele Oliveira e a monitora Olga Oliveira dos Anjos durante implementação de SAF na CFR de Zé Doca. Foto: Ariel Rocha/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p><b>Formação para a transição agroecológica </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para fortalecer o movimento de conservação ambiental integrado à geração de renda sustentável para as famílias do campo, o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) em parceria com as CFRs de Itapecuru-Mirim e Zé Doca, e também a EFA do município de Cantanhede (MA), promoveu o curso “Fundamentos e Ecologia dos Sistemas Agroflorestais”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cerca de 40 jovens estudantes das unidades participaram da formação que ocorreu nos meses de outubro e novembro de 2024. Além da capacitação, que uniu teoria à prática, os alunos puderam vivenciar o processo de implementação de um Sistema Agroflorestal (SAF) nas áreas das instituições em janeiro deste ano. Professores, membros das comunidades locais e representantes de associações e sindicatos participaram do processo de formação.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Foi no curso que a jovem estudante da CFR de Itapecuru-Mirim Ana Clara Rodrigues teve o primeiro contato mais aprofundado com essa forma de trabalhar a terra. O SAF se apresenta como uma alternativa para recuperar áreas degradadas em seu território. “Apesar de ser uma região rural, meu povoado tem muitas áreas degradadas. Acredito que essas áreas podem ser recuperadas com o SAF. É um sistema que tem muito potencial para o nosso território”, afirma.</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_31378" aria-describedby="caption-attachment-31378" style="width: 1192px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31378" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250128_110724-300x140.jpg" alt="" width="1192" height="556" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250128_110724-300x140.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250128_110724-1024x478.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250128_110724-768x359.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250128_110724-1536x717.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250128_110724-2048x956.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1192px) 100vw, 1192px" /><figcaption id="caption-attachment-31378" class="wp-caption-text">Alunos da CFR de Zé Doca, com professores, representantes das comunidades locais e de sindicatos e assessores técnicos do ISPN reunidos durante implementação de SAF em 14 de janeiro de 2025. Foto: Ariel Rocha/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Filha de agricultores familiares, Ana Clara já atua com a suinocultura para consumo próprio, mas acredita que o SAF pode representar um passo adiante para a sua comunidade. “Foi uma experiência muito enriquecedora participar do curso, tanto por conhecer novas pessoas de outros lugares, quanto pelo conteúdo. Eu não conhecia tanto o SAF e agora vejo o quanto ele pode ajudar o meio ambiente, gerar renda e reflorestar áreas degradadas”, comenta.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">E é nessa transição agroecológica — processo gradual de mudança de sistemas convencionais para sistemas baseados em princípios agroecológicos, buscando a sustentabilidade — que os jovens do campo podem ser protagonistas na atuação. É o que defende o coordenador da EFA de Cantanhede, Paulo Henrique Coelho, que vê grande potencial na formação dos jovens para a disseminação da cultura agroflorestal como solução para enfrentar a crise climática.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Os jovens das famílias camponesas são a nossa sucessão rural, vão assumir as comunidades e as lideranças das associações. São o futuro dessa comunidade, sendo esse futuro com mais acesso à informação e capacidade de implementar Sistemas Agroflorestais nas suas unidades produtivas familiares e também nas comunidades circunvizinhas da sua escola, do seu município e território rural”, explica o coordenador da EFA. </span></p></blockquote>
<figure id="attachment_31380" aria-describedby="caption-attachment-31380" style="width: 1191px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31380" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250213_151043-300x140.jpg" alt="" width="1191" height="556" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250213_151043-300x140.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250213_151043-1024x478.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250213_151043-768x359.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250213_151043-1536x717.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20250213_151043-2048x956.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1191px) 100vw, 1191px" /><figcaption id="caption-attachment-31380" class="wp-caption-text">Ana Clara Rodrigues durante a atividade de implementação do SAF na CFR de Itapecuru-Mirim. Foto: Ariel Rocha/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p><b>Sistemas Agroflorestais </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ainda recentes, os SAFs implementados como parte prática do curso “Fundamentos e Ecologia dos Sistemas Agroflorestais” já mudam a paisagem das CFRs e EFA. A experiência de recuperação de uma nascente na área de implementação na EFA de Cantanhede mostra como o SAF é uma importante ferramenta para recuperação de áreas degradadas, que combina árvores frutíferas e madeiras com culturas agrícolas e/ou criação de animais, para otimizar o uso da terra, conciliando produção de alimentos e conservação ambiental. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de restaurar, esse sistema representa uma alternativa sustentável e resistente, ajudando a equilibrar o clima local e promovendo mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O consultor do ISPN e engenheiro florestal Luan Harmon, que ministrou o curso e acompanhou a implementação dos SAFs nas escolas, afirma que o impacto dessa educação diferenciada é transformador. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Os jovens não só se interessam pela parte produtiva, mas também pelo papel do sistema na regeneração do solo, no aumento da biodiversidade e na melhoria da qualidade de vida no campo. Ficam muito motivados quando compreendem a lógica dos estratos florestais e da sucessão ecológica e, mais ainda, quando chega o momento de colocar tudo em prática, participando do plantio e vendo o sistema ganhar forma diante dos próprios olhos”, comenta.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os CEFFAs buscam fortalecer o senso de comunidade e a vivência coletiva, formando para além de trabalhadores rurais: é uma construção da autonomia, senso crítico e desenvolvimentos de várias habilidades. Um dos principais objetivos dessas instituições é mostrar que é possível viver e trabalhar no campo com dignidade, sem precisar migrar por falta de oportunidades. </span></p>
<figure id="attachment_31382" aria-describedby="caption-attachment-31382" style="width: 1191px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-31382" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241106_104142-300x225.jpg" alt="" width="1191" height="893" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241106_104142-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241106_104142-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241106_104142-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241106_104142-1536x1152.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/08/20241106_104142-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1191px) 100vw, 1191px" /><figcaption id="caption-attachment-31382" class="wp-caption-text">Alunos durante a recuperação de uma nascente de lago na implementação de SAF na área na EFA de Cantanhede em novembro de 2024. Foto: Ariel Rocha/Acervo ISPN</figcaption></figure>
<p><b>Outras iniciativas e apoios  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ISPN lançou em 2024 o </span><a href="https://ispn.org.br/agroecologia-e-sociobiodiversidade-do-cerrado/"><span style="font-weight: 400;">Caderno Didático sobre Agroecologia e Sociobiodiversidade do Cerrado</span></a><span style="font-weight: 400;">,  voltado para educadores e estudantes dos CEFFAs e de cursos técnicos ligados à agricultura familiar. O caderno oferece conteúdos contextualizados sobre agroecologia e sociobiodiversidade do Cerrado, alinhados à realidade do campo e aos princípios da Pedagogia da Alternância. Objetivo é apoiar a formação técnica e humana, fortalecendo práticas sustentáveis e a identidade da agricultura familiar na região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no âmbito de apoio e fortalecimento de iniciativas comunitárias, os editais 38 e 39 do Fundo Ecos do ISPN, lançados em 2024, tinham como foco</span><span style="font-weight: 400;"> a seleção de iniciativas lideradas por mulheres e jovens no contexto da educação do campo. Estão sendo apoiados dez </span><span style="font-weight: 400;">projetos executados por CEFFAs no Maranhão, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Goiás, incluindo um projeto submetido pela CFR de Zé Doca ao Edital 38. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é a primeira vez que esta CFR acessa o Fundo Ecos. Em 2019, com recursos do edital, foi possível construir o novo prédio da escola, ampliando significativamente a capacidade de atendimento e melhorando as condições para estudantes e educadores.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Para a direção da CFR de Zé Doca, ser novamente contemplada pelo Fundo Ecos é motivo de alegria e expectativa, pois permitirá concluir obras e melhorar a infraestrutura, ampliando as oportunidades de formação para jovens do campo e ajudando a reduzir o êxodo rural”, conclui a monitora Olga Oliveira dos Anjos. </span></p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Casa Sul Global: filantropia por clima, natureza e justiça socioambiental</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/casa-sul-global-filantropia-por-clima-natureza-e-justica-socioambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 15:40:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.ispn.org.br/?p=31108</guid>

					<description><![CDATA[Iniciativa articulada entre a Alianza Socioambiental Fondos del Sur e a Rede Comuá, das quais o ISPN e o Fundo Ecos fazem parte, será lançada on-line em 30 de julho, antes da estreia presencial na COP30 em Belém ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto os efeitos da crise climática se intensificam nos territórios, os mecanismos tradicionais de financiamento falham em garantir recursos justos, ágeis e eficazes para as populações que mais protegem os biomas. Os obstáculos são muitos: financiamentos excessivamente burocráticos, distantes da realidade local, com exigência de estruturas formais e relatórios complexos — muitas vezes em línguas estrangeiras.</p>
<p>Para transformar esse cenário, nasce a Casa Sul Global — uma ousada plataforma coletiva criada por e para o Sul Global, com o objetivo de reconfigurar os fluxos de recursos e as dinâmicas de poder no campo da filantropia climática e ambiental.</p>
<p>A iniciativa é fruto da articulação entre a <a href="https://alianzafondosdelsur.org">Alianza Socioambiental Fondos del Sur</a> e a <a href="https://redecomua.org.br">Rede Comuá</a>, reunindo fundos comunitários e temáticos de diferentes países da América Latina, África e Sudeste Asiático. A plataforma surge em um momento crítico:<a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/2024-foi-o-primeiro-ano-com-aquecimento-global-acima-de-15-c/"> em 2024, o mundo ultrapassou pela primeira vez o limite de aquecimento de 1,5 °C</a>, desencadeando eventos climáticos extremos em todos os continentes.</p>
<p>A proposta da Casa é fortalecer o protagonismo de povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, reconhecendo sua centralidade na conservação ambiental e na construção de soluções eficazes frente à emergência climática.</p>
<blockquote><p>“Nosso objetivo é colocar as soluções do Sul – e para o Sul – no centro dos debates globais sobre financiamento para clima, natureza e pessoas,” afirma a coordenadora executiva da Alianza Fondos del Sur e impulsionadora do projeto, Juliana Tinoco.</p></blockquote>
<p>Para a diretora superintendente do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Cristiane Azevedo, a plataforma representa a consolidação de anos de articulação estratégica entre fundos comunitários do Sul Global. O ISPN integra a Alianza e a Rede Comuá e mantém um fundo que fortalece iniciativas ecossociais lideradas por povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares e comunidades periurbanas, o Fundo Ecos.</p>
<blockquote><p>“A participação do ISPN e do Fundo Ecos na Casa Sul Global fortalece a visão de filantropia comprometida com a justiça socioambiental e climática,  com o protagonismo dos povos e comunidades locais. É também uma oportunidade de troca de experiências, fortalecimento de alianças e construção de estratégias coletivas que vão além da COP30, fortalecendo um movimento contínuo por justiça socioambiental”, afirma Cristiane.</p></blockquote>
<p>A Casa também é uma forma de demonstrar que existem mecanismos eficazes no Sul Global — como o próprio Fundo Ecos e outros fundos independentes — que precisam ampliar o acesso a recursos pelas comunidades locais para implementarem suas próprias soluções.</p>
<blockquote><p>“Mecanismos como os fundos de justiça socioambiental são exemplos de caminhos para um financiamento climático e para biodiversidade mais justos e alinhados às lutas das comunidades. Na COP30, o debate sobre financiamento será central, e esses atores filantrópicos do Sul Global têm muito a contribuir”, afirma o diretor executivo da Rede Comuá, Jonathas Azevedo.</p></blockquote>
<p>Coordenador do Fundo Ecos e do Programa Iniciativas Comunitárias do ISPN, Rodrigo Noleto ressalta que a atuação em rede é essencial para o fortalecimento das organizações:</p>
<blockquote><p>“Articular-se em torno de iniciativas como a Casa Sul Global é fundamental para ampliar o debate e permitir que as vozes das diferentes organizações, de forma articulada, alcancem financiadores e gestores de políticas públicas.”</p></blockquote>
<h3>Lançamento oficial</h3>
<p>A Casa Sul Global será apresentada ao público em um evento on-line no dia 30 de julho de 2025. Sua primeira edição física acontecerá durante a COP30, em Belém (PA), em parceria com a Rede de Fundos Comunitários da Amazônia Brasileira e o movimento #ShiftThePower. A programação presencial será sediada no Canto Coworking, um espaço histórico e central da capital paraense, com sete dias de atividades e trocas.</p>
<figure id="attachment_31111" aria-describedby="caption-attachment-31111" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31111 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/unnamed.gif" alt="" width="1200" height="1600" /><figcaption id="caption-attachment-31111" class="wp-caption-text">Espaço que sediará a Casa Sul Global na COP30. Foto: Canto/Divulgação</figcaption></figure>
<p>📅 Evento de lançamento virtual<br />
🗓️ Data: 30 de julho de 2025<br />
⏰ Horário: 10h30–12h (UTC-3)<br />
🌐 Formato: Online, com interpretação simultânea em português, espanhol e inglês</p>
<h4><strong>Palestrantes:</strong></h4>
<ul>
<li>Artemisa Castro Félix – Fondo Acción Solidaria (FASOL)</li>
<li>Cristi Marie C. Nozawa – Samdhana Institute</li>
<li>Josimara Baré – Fundo Indígena Rutî / Rede de Fundos Comunitários da Amazônia Brasileira</li>
<li>Joshua Amponsem – Youth Climate Justice Fund</li>
<li>Larissa Correia de Amorim – Casa Fluminense / Aliança Territorial da Rede Comuá</li>
<li>Lisa Chamberlain – Environmental Justice Fund</li>
<li>Maria Amália Souza – Fundo Casa Socioambiental</li>
</ul>
<p><strong>Abertura e Mediação:</strong> Suleiman Abdullahi, Fundador da Common Reserve e representante do movimento #ShitThePower</p>
<p><strong>Apresentando A Casa Sul Global:</strong></p>
<ul>
<li>Juliana Tinoco – Alianza Socioambiental Fondos del Sur</li>
<li>Jonathas Azevedo – Rede Comuá</li>
</ul>
<h4><a href="https://us06web.zoom.us/webinar/register/WN_TRTDmjvKTaGWVarXSb9Quw#/registration" target="_blank" rel="noopener">Link para inscrição.</a></h4>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fogo amigo: redes comunitárias enfrentam as chamas com saberes ancestrais e ação coletiva</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/o-fogo-amigo-redes-comunitarias-enfrentam-as-chamas-com-saberes-ancestrais-e-acao-coletiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 19:31:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
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					<description><![CDATA[Evento reuniu mais de 120 brigadistas voluntários e comunitários em Brasília no início de julho]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Com a chegada da seca, os biomas brasileiros se tornam palcos de uma luta desigual: o avanço dos incêndios impulsionados por mudanças climáticas, ações criminosas e desmatamento; </span><span style="font-weight: 400;">do outro lado, as brigadas voluntárias e comunitárias lutam com coragem para conservar a natureza e sistemas produtivos da agricultura das comunidades,  com experiência e sabedoria tradicional e, muitas vezes, escassez de recursos e pouca proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da queda de 65,8% nas áreas queimadas entre janeiro e junho de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, e da redução de 46,4% no número de focos de calor, segundo dados do Sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os incêndios florestais ainda geram preocupação. De norte a sul do país, indígenas, agricultores, voluntários — homens, mulheres e jovens — se mobilizam para proteger os territórios atingidos, com ou sem apoio governamental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o que mostra o evento “Brigadas em Rede:  Encontro de Fortalecimento e Articulação entre Brigadas Voluntárias e Comunitárias”, realizado em Brasília pelo Fundo Casa Socioambiental, com apoio do ISPN, Rede Nacional de Brigadas Voluntárias (RNBV), IPAM, BASE, Brigada Feminina Apinajé e o Programa COPAÍBAS, entre os dias 1 e 3 de julho, reunindo representantes de diferentes regiões do Brasil.</span></p>
<figure id="attachment_30417" aria-describedby="caption-attachment-30417" style="width: 1315px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-30417" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_112155-2048x1536-1-300x225.jpg" alt="" width="1315" height="986" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_112155-2048x1536-1-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_112155-2048x1536-1-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_112155-2048x1536-1-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_112155-2048x1536-1-1536x1152.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_112155-2048x1536-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1315px) 100vw, 1315px" /><figcaption id="caption-attachment-30417" class="wp-caption-text">Encontro “Brigadas em Rede” reuniu brigadistas voluntários e comunitários entre 1 e 3 de julho em Brasília (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<figure id="attachment_30420" aria-describedby="caption-attachment-30420" style="width: 1315px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-30420" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_094751-2048x1536-1-300x225.jpg" alt="" width="1315" height="986" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_094751-2048x1536-1-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_094751-2048x1536-1-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_094751-2048x1536-1-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_094751-2048x1536-1-1536x1152.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_094751-2048x1536-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1315px) 100vw, 1315px" /><figcaption id="caption-attachment-30420" class="wp-caption-text">Deputada Federal Célia Xakriabá (PSOL MG) participou de evento de brigadistas em Brasília (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“Com o trabalho importantíssimo das brigadas voluntárias e comunitárias nos territórios é possível diminuir incêndios. Todos os esforços de prevenção e combate a incêndios são necessários para cobrir todo o território brasileiro, com suas diferentes paisagens e sistemas de governanças”, avalia Lívia Moura Carvalho, assessora técnica do ISPN e pesquisadora de Manejo Integrado do Fogo (MIF). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com ela, a atuação do corpo de bombeiros militar e das brigadas florestais contratadas pelos órgãos públicos não são suficientes para lidar com incêndios, sobretudo em meio a mudanças climáticas. “As atividades preventivas do dia a dia, o monitoramento e a prontidão das primeiras respostas aos incêndios dependem da atuação das comunidades locais e dos voluntários.  Por isso, o reconhecimento e fortalecimento dessas brigadas é imprescindível para reduzirmos os problemas com incêndios no mundo.”</span></p>
<figure id="attachment_30424" aria-describedby="caption-attachment-30424" style="width: 791px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-30424" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_095744-scaled-1-225x300.jpg" alt="" width="791" height="1055" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_095744-scaled-1-225x300.jpg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_095744-scaled-1-768x1024.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_095744-scaled-1-1152x1536.jpg 1152w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_095744-scaled-1-1536x2048.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250703_095744-scaled-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 791px) 100vw, 791px" /><figcaption id="caption-attachment-30424" class="wp-caption-text">Lívia Moura Carvalho, assessora técnica do ISPN e pesquisadora de Manejo Integrado do Fogo (MIF) (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Terra Indígena Apinajé, no Tocantins, a brigada feminina coordenada por Maria Aparecida Apinajé, conhecida como Cida Apinajé, é exemplo de protagonismo das mulheres. Criada em 2021, com 42 mulheres, hoje a brigada já reúne 52 integrantes. “Nosso trabalho é pela preservação do território, que é sagrado para nós. Nossa cultura, nossa medicina e nossa espiritualidade estão ligadas à terra”, explica Cida. As brigadistas indígenas atuam na prevenção e combate a incêndios florestais, educação ambiental e recuperação de áreas degradadas, com destaque para as nascentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação do povo Apinajé com o fogo é milenar. Ele é utilizado no manejo da roça, na caça, nos rituais e no estímulo da frutificação de plantas nativas como pequi, buriti e caju. O trabalho da brigada busca aliar os saberes ancestrais com conhecimento técnico e científico. É um exemplo de resultado do trabalho do Manejo Integrado do Fogo (MIF), estratégia que combina uma série de ações, como o uso consciente do fogo e técnicas de prevenção e combate a incêndios. “A gente não quer apagar esse saber, mas fortalecer e usar com responsabilidade”, afirma.</span></p>
<figure id="attachment_30426" aria-describedby="caption-attachment-30426" style="width: 1233px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-30426" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/unnamed-31-300x225.jpg" alt="" width="1233" height="925" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/unnamed-31-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/unnamed-31-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/unnamed-31-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/unnamed-31-1536x1152.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/unnamed-31.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1233px) 100vw, 1233px" /><figcaption id="caption-attachment-30426" class="wp-caption-text">Maria Aparecida Apinajé é brigadista e liderança na TI Apinajé (TO) (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A abordagem do MIF (Manejo Integrado do Fogo) contempla o reconhecimento de práticas e saberes tradicionais, além da implementação de ações preventivas e supressivas, como a recuperação de áreas degradadas e o uso de queimas prescritas em determinados ambientes. Essas queimas controladas são estratégias eficazes para evitar grandes incêndios, reduzir a emissão de gases de efeito estufa e proteger ecossistemas sensíveis — como florestas, áreas prioritárias de conservação e zonas produtivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, o uso controlado do fogo também pode estimular a frutificação de espécies nativas, como o cajueiro, o pequizeiro e a palmeira de buriti — exatamente como acontece no território de Cida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Nossos anciãos são transmissores de conhecimento. O fogo tem uma relação cultural forte com o meu povo”, explica ela, destacando que sua comunidade equilibra saberes tradicionais e conhecimentos “não indígenas” no manejo do fogo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na TI Apinajé, as brigadas florestais contratadas pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama) por um período de seis meses atuam em colaboração com as comunidades locais e brigadas voluntárias. “Essa união de fortalecimento vai trazer apenas benefícios para o povo Apinajé.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem abriu caminho para o protagonismo de mulheres indígenas no combate a incêndios foram as mulheres Xerente. Também em 2021, a primeira brigada indígena feminina voluntária foi criada na TI Xerente, no Tocantins. “Fogo para nós não é só queima e incêndio. Usamos para fortalecer as plantas frutíferas, queimando a parte de baixo”, explica a brigadista Jucicleide Xerente. Com apoio dos anciãos e um calendário de queimas prescritas, as mulheres percorrem as aldeias com ações educativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Descobri que nossa experiência pode inspirar outras mulheres. Foi um prazer muito grande ouvir que as brigadistas voluntárias Xerente são uma inspiração”, afirmou Jucicleide sobre a participação no evento Brigadas em Rede. “Eu vim sem medo de participar, porque eu quero ter conhecimento, por isso a gente precisa dominar o medo da gente.”</span></p>
<figure id="attachment_30430" aria-describedby="caption-attachment-30430" style="width: 1059px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-30430" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-1-scaled-1-225x300.jpeg" alt="" width="1059" height="1412" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-1-scaled-1-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-1-scaled-1-768x1024.jpeg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-1-scaled-1-1152x1536.jpeg 1152w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-1-scaled-1-1536x2048.jpeg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-1-scaled-1.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1059px) 100vw, 1059px" /><figcaption id="caption-attachment-30430" class="wp-caption-text">As brigadistas Jucicleide Xerente e Cida Apinajé em visita ao escritório do ISPN (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma brigada comunitária pode ou não ser voluntária e é composta por pessoas que têm vínculo com o território e que atuam no local em que vivem ou onde desenvolvem atividades de subsistência. É o caso da brigada Guajajara, na TI Caru, no Maranhão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">João Reis da Silva Guajajara, chefe de esquadrão da brigada, explica que ela foi formada após um grande incêndio em 2015. “A gente trabalha tanto com o combate quanto com a prevenção, educação ambiental e reflorestamento. Somos 22 brigadistas hoje, e durante seis meses atuamos contratados pelo Ibama.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos primeiros meses de estiagem, a brigada atua com educação, organização e conscientização. Quando chega janeiro, o trabalho passa a ser voluntário, focado em plantio e reflorestamento. “Após o fim do contrato, temos o comprometimento de trabalhar por conta própria, enquanto indígenas e moradores do local. Porque é nossa casa”.  </span></p>
<figure id="attachment_30432" aria-describedby="caption-attachment-30432" style="width: 1256px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-30432" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_1088-2048x1365-1-300x200.jpg" alt="" width="1256" height="837" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_1088-2048x1365-1-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_1088-2048x1365-1-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_1088-2048x1365-1-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_1088-2048x1365-1-1536x1024.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_1088-2048x1365-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1256px) 100vw, 1256px" /><figcaption id="caption-attachment-30432" class="wp-caption-text">Parte da brigada Guajajara com o chefe do esquadrão, João Guajajara (2º à direita), na TI Caru (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação da brigada Guajajara abarca as Terras Indígenas Awá, Alto Turiaçu e a própria Caru. Desde a criação, em 2015, o fogo descontrolado não havia afetado mais o cinturão ecológico no Maranhão. Até 2024, quando um incêndio atingiu o território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Foi um incêndio causado por atividades ilícitas e criminosas. Mesmo que a gente sempre tenha trabalhado dentro e fora da comunidade com conscientização e uso adequado do fogo para evitar o prejuízo ao território.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O chefe da esquadrão explica que o fogo também é uma questão cultural para o seu povo, para o manejo das tradicionais roças de toco e para manter as práticas de caça. “Antigamente, as pessoas faziam a queima da nossa roça tradicional para a preparação da terra. Hoje são os brigadistas, porque está muito mais seco hoje em dia.”  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A brigada cobre um território sensível, onde vivem os povos Guajajara e Awá Guajá. A gestão do fogo é feita com base no diálogo intercomunitário e na valorização das práticas tradicionais, como a “roça de toco”, sistema ancestral de preparo da terra. “Hoje em dia está mais seco, então o fogo é mais perigoso. Por isso os brigadistas assumem o manejo. Prevenir é tão importante quanto combater”, diz João.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A brigada na Caru executa um projeto com apoio do ISPN e financiamento do Projeto Floresta+ Amazônia. Além de fortalecer a ação da brigada, o projeto prevê um encontro de todas as brigadas indígenas do Maranhão em setembro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Magno Menezes, da Terra Indígena Canabrava (MA), relata que o fogo costuma avançar na sua terra a partir da BR-226. A brigada local surgiu em 2017 e foi estruturada em 2020. Desde então, o trabalho de monitoramento tem impedido novos incêndios. “A gente não quer só combater. Queremos evitar que o fogo comece. Esse encontro foi um combustível. Descobrimos que há leis que protegem as brigadas e aprendemos com a experiência de outros territórios”, diz.</span></p>
<figure id="attachment_30437" aria-describedby="caption-attachment-30437" style="width: 1257px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-30437" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/unnamed-32-300x228.jpg" alt="" width="1257" height="955" /><figcaption id="caption-attachment-30437" class="wp-caption-text">Magno Menezes, da brigada comunitária Cana Brava (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Cristiano Krahô, do povo Krahô (TO), atua numa brigada formada pelo Prevfogo, mas luta por autonomia. “Queremos uma brigada livre, que funcione o ano todo. Não é só combater, é restaurar, é cuidar. O evento foi muito importante, aprendi novas formas de agir com menos sacrifício.”</span></p>
<h2>Estratégia e financiamento</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Estratégia Nacional do Voluntariado no Manejo Integrado do Fogo, realizada pelo IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) e coordenada pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) em parceria com outros órgãos nacionais, tem o objetivo de ampliar e fortalecer a participação da sociedade no manejo integrado do fogo, reconhecendo contribuições de diferentes setores na proteção de territórios culturais e modos de vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Lívia Moura, do ISPN, que participou do desenvolvimento de uma “</span><a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/secd/manejo-integrado-do-fogo/Guia_brigadas_completo_2412181.pdf"><span style="font-weight: 400;">Cartilha de Boas Práticas do Voluntariado</span></a><span style="font-weight: 400;">”, a estratégia traz grandes avanços para o fortalecimento das brigadas que atuam voluntariamente no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A assessora do ISPN explica que o papel de organizações da sociedade civil  tem sido de apoiar brigadas por meio de financiamento de projetos comunitários. “As brigadas compram seus equipamentos, constroem suas estruturas, fazem suas rondas e aceiros nos territórios, recuperam áreas degradadas com o plantio de mudas e semeadura direta, entre outras ações”, diz Moura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o caso do Fundo Ecos, que vêm apoiando a estruturação de brigadas por meio de projetos. “Retomamos o uso tradicional do fogo em 2013, com apoio do Fundo Ecos e ISPN. Hoje fazemos aceiros, cercamento de nascentes, monitoramento e queimas prescritas para manejo do gado e proteção dos buritizais”, explica Eldo Barreto, da associação Fecho de Clemente, oeste da Bahia, região que já conta com pelo menos 95 km de aceiros mantidos em áreas comunitárias.  </span></p>
<figure id="attachment_30439" aria-describedby="caption-attachment-30439" style="width: 1256px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-30439" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_3964-2048x1365-1-300x200.jpg" alt="" width="1256" height="837" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_3964-2048x1365-1-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_3964-2048x1365-1-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_3964-2048x1365-1-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_3964-2048x1365-1-1536x1024.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_3964-2048x1365-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1256px) 100vw, 1256px" /><figcaption id="caption-attachment-30439" class="wp-caption-text">Em Correntina (BA), comunidades de Fecho de Pasto atuam na construção de aceiros (Foto: Raisa Pina/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2013, a associação Fecho de Clemente foi contemplada com apoio do edital do Fundo Ecos para a execução do projeto “Guardiões do Cerrado e nascentes assegurando a sustentabilidade socioambiental do Fecho de Pasto”. Desde então, uma parceria se estabeleceu entre os fecheiros e o ISPN.</span><i></i></p>
<figure id="attachment_30441" aria-describedby="caption-attachment-30441" style="width: 699px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-30441" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-2-scaled-1-225x300.jpeg" alt="" width="699" height="932" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-2-scaled-1-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-2-scaled-1-768x1024.jpeg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-2-scaled-1-1152x1536.jpeg 1152w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-2-scaled-1-1536x2048.jpeg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-16-at-16.59.17-2-scaled-1.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 699px) 100vw, 699px" /><figcaption id="caption-attachment-30441" class="wp-caption-text">Fecheiros de pasto, Eugênio Moreira e Eldo Barreto atuam com MIF para conservação do Cerrado no Vale do Arrojado e no Vale do Rio Corrente (BA) (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A associação atua com MIF no Vale do Arrojado e no Vale do Rio Corrente (BA) e hoje empresta equipamentos e transporte para outras comunidades da região, para fortalecer redes de cooperação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na comunidade de Pedro II (PI), Aline Rodrigues integra o projeto Renascer, voltado à restauração ecológica. Ela participa da formação de uma brigada de jovens e encontrou inspiração no evento em Brasília. “Ainda não temos equipamentos, mas temos vontade. Estamos tentando capacitar 16 jovens para atuarem com prevenção e reflorestamento.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Presidente da Associação Nova Terra, Rodrigues também é beneficiária do Fundo Ecos por meio de projeto aprovado no edital 35. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mesmo caminho, e também com apoio do Fundo Ecos, Jefferson Santos, da </span><span style="font-weight: 400;">Associação dos Produtores Agroecológicos do Alto São Bartolomeu (Aprospera)</span><span style="font-weight: 400;">, localizada no </span><span style="font-weight: 400;">Assentamento Oziel Alves III</span><span style="font-weight: 400;">, explica que sua comunidade organiza uma brigada agroecológica após sucessivas perdas por incêndios criminosos. “Falta consciência e apoio. O encontro mostrou que não estamos sozinhos. Há parceiros, como o Fundo Ecos e o ISPN, que ajudam a criar redes e oferecem formação.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ISPN também tem articulado com diferentes atores e instituições para a implementação da Política Nacional do Manejo Integrado do Fogo (PNMIF, Lei 14.944/2024), acompanhando projetos de lei, políticas públicas e suas regulamentações “para que reflitam as necessidades das brigadas da melhor forma possível”, destaca Lívia.</span></p>
<figure id="attachment_30444" aria-describedby="caption-attachment-30444" style="width: 1289px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-30444" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250702_123620-2048x1536-1-300x225.jpg" alt="" width="1289" height="967" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250702_123620-2048x1536-1-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250702_123620-2048x1536-1-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250702_123620-2048x1536-1-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250702_123620-2048x1536-1-1536x1152.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/20250702_123620-2048x1536-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1289px) 100vw, 1289px" /><figcaption id="caption-attachment-30444" class="wp-caption-text">Brigadistas parceiros com a equipe do Fundo Ecos e do ISPN (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A troca de experiências em Brasília uniu brigadas federais, voluntárias e comunitárias. Entre as falas, a certeza de que o fogo não é só ameaça. Ele também é saber, tradição, ferramenta e parte da vida em muitos territórios. Mas sem apoio contínuo e políticas públicas estruturantes, quem protege a terra continua apagando incêndios com as próprias mãos — literalmente.</span></p>
<p><em>Texto por Camila Araujo/Assessoria de Comunicação do ISPN.</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conheça a Rede Pajeú de Agroecologia, uma força coletiva no Semiárido do Pernambuco</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/conheca-a-rede-pajeu-de-agroecologia-uma-forca-coletiva-no-semiarido-do-pernambuco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 12:09:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[centro sabiá]]></category>
		<category><![CDATA[cobh pajeú]]></category>
		<category><![CDATA[diaconia]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Ecos]]></category>
		<category><![CDATA[rede pajeú de agroecologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://novo.ispn.org.br/?p=26837</guid>

					<description><![CDATA[Articulação da sociedade civil tem como objetivo incidir politicamente sobre temas como defesa do rio Pajeú, combate à mudanças climáticas e o protagonismo de mulheres na agroecologia ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30844" aria-describedby="caption-attachment-30844" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30844" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-7.jpg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-7.jpg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-7-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-7-1024x682.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-7-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-7-1536x1023.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-30844" class="wp-caption-text">Representantes de organizações que integram a Rede Pajeú de Agroecologia e parceiros reunidos para apresentação de planejamento estratégico (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma força coletiva no interior Semiárido do Pernambuco para articular organizações agroecológicas da sociedade civil em torno de eixos estratégicos e potencializar incidências políticas. Esse é o papel da Rede Pajeú de Agroecologia, que tem como debates centrais a </span><b>defesa do Rio Pajeú</b><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>combate às mudanças climáticas</b><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>protagonismo das mulheres na agroecologia</b><span style="font-weight: 400;"> e o </span><b>fortalecimento dos territórios</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Rede está presente no </span><b>Sertão do Pajeú</b><span style="font-weight: 400;">, que abriga 17 municípios e cerca de 314 mil habitantes, incluindo cidades como Serra Talhada, Sertânia, São José do Egito e Afogados da Ingazeira. Marcada por tradições sertanejas, paisagens de clima seco e uma rica diversidade cultural — do cordel à poesia —, a região enfrenta desafios como a </span><b>poluição de recursos hídricos</b><span style="font-weight: 400;">, os</span><b> impactos das energias renováveis</b><span style="font-weight: 400;"> e as </span><b>mudanças climáticas</b><span style="font-weight: 400;">, mas também se destaca por iniciativas de resistência e </span><b>convivência sustentável com o bioma</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;A atuação em rede é estratégica porque ninguém faz nada sozinho. Nossas propostas de convivência com o Semiárido, combate à desertificação e às mudanças climáticas só se concretizam por meio de processos coletivos&#8221;, afirma Riva Almeida, coordenadora do Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá, uma das organizações fundadoras da Rede.</span></i></p></blockquote>
<figure id="attachment_30846" aria-describedby="caption-attachment-30846" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30846" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-8.jpg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-8.jpg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-8-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-8-1024x682.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-8-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-8-1536x1023.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-30846" class="wp-caption-text">Coordenadora local do Centro Sabiá, Riva Almeida (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Almeida, o Centro Sabiá teve um papel histórico na formação da Rede Pajeú, atuando como articulador de diversas organizações locais durante a execução de um projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Agroecológica, entre 2014 e 2017.</span><b> &#8220;Era um período de intensa crise política no país, e sentíamos a necessidade de maior articulação para enfrentar os desafios&#8221;</b><span style="font-weight: 400;">, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, após atravessar um processo de planejamento estratégico, com apoio do Fundo Ecos, do ISPN, entre agosto de 2024 e abril de 2025, a Rede Pajeú de Agroecologia se reorganiza para </span><b>ampliar sua capacidade de incidência política</b><span style="font-weight: 400;">. Realizado em três encontros, a proposta final do planejamento foi apresentada na sede da Casa Mulher do Nordeste, em Afogados da Ingazeira (PE), em 8 de abril. </span></p>
<figure id="attachment_30848" aria-describedby="caption-attachment-30848" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30848" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-9.jpg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-9.jpg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-9-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-9-1024x682.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-9-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-9-1536x1023.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-30848" class="wp-caption-text">Planejamento estratégico da RPA foi facilitado pela consultora Juliana da Paz (vestido azul ao centro da foto) (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“O planejamento estratégico era uma demanda para a RPA seguir construindo sustentabilidade, tendo como protagonistas associações de mulheres, grupos informais, organizações não governamentais e sindicatos, comprometidos com a convivência com o Semiárido. Esta tem sido a luta da RPA, desde os primeiros movimentos”, explicou a supervisora de Projetos da Casa Mulher do Nordeste, Sara Rufino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a representante da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, Apolônia Gomes, o planejamento foi fundamental para que a articulação pudesse encontrar seu norte e estabelecer a governança. “A partir da construção desse espaço, sobretudo as mulheres conseguiram entender seu papel na RPA, na comunidade e nos espaços em que atuam.”</span></p>
<figure id="attachment_30850" aria-describedby="caption-attachment-30850" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30850" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-10.jpg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-10.jpg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-10-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-10-1024x682.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-10-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-10-1536x1023.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-30850" class="wp-caption-text">Apolônia Gomes é representante da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, organização que integra a RPA (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A Rede Pajeú é composta pelo Centro Sabiá, pela Casa Mulher do Nordeste, pela Associação Agroecológica do Pajeú (ASAP), pela Diaconia, Associação Comunitária de Bom Sucesso, Associação Rural Mista da Comunidade de Fortuna, entre outros. Cada qual liderando um debate estratégico para incidência política. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A expansão de parques eólicos e solares no Sertão do Pajeú é um desses debates estratégicos e controversos na região. Se por um lado representam fontes de energia renováveis, por outro os empreendimentos – quando implantados no modelo de larga escala – trazem consigo uma </span><b>série de impactos ambientais e sociais que preocupam as comunidades locais e organizações da sociedade civil</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os parques eólicos enfrentam críticas por causarem </span><b>poluição sonora constante </b><span style="font-weight: 400;">(com ruídos que podem ultrapassar 45 decibéis), </span><b>alto índice de mortalidade de aves</b> <b>migratórias</b><span style="font-weight: 400;"> (incluindo espécies ameaçadas) e uma </span><b>profunda transformação na paisagem do sertão</b><span style="font-weight: 400;">, afetando ecossistemas inteiros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já os complexos solares geram controvérsias pelo </span><b>uso intensivo do solo</b><span style="font-weight: 400;"> (com terraplanagem que altera a drenagem natural), </span><b>descarte de painéis fotovoltaicos</b><span style="font-weight: 400;"> (que contêm metais pesados) e o </span><b>uso indiscriminado de herbicidas</b><span style="font-weight: 400;"> para manutenção das áreas.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Não nos opomos à proposta da energia renovável, mas ao modelo que está chegando ao território: de forma centralizada, que degrada e destrói. Com desmatamento e uso de herbicidas para &#8216;limpar&#8217;, no caso das solares, o entorno das placas&#8221;, afirma Almeida, coordenadora do Centro Sabiá.</span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No território quilombola Feijão e Posse, em Mirandiba (PE), o que preocupa é uma obra do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), executada pela Eletrobras, que pretende implementar novas linhas de transmissão de energia elétrica na região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a tesoureira da associação da comunidade, Mazer Souza, a obra vai passar dentro de nove comunidades. “Nossa luta hoje é para que a empresa mude esse traçado. A gente não quer linhas de transmissão passando dentro dos territórios. </span><b>Vai impactar nossa vida, e o que a gente conservou ao longo de anos vai ser devastado</b><span style="font-weight: 400;">. Como se a gente não existisse ali”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo ela, a Rede Pajeú de Agroecologia tem fortalecido a associação para chegar até as pessoas responsáveis pelo empreendimento e questionar a contradição do projeto. “Tem lei que protege nossas comunidades quilombolas, a natureza, mas tem lei que dá direito a devastar o que conservamos em troca de dinheiro. </span><b>E a gente sabe que a vida não é compensada com dinheiro</b><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<figure id="attachment_30852" aria-describedby="caption-attachment-30852" style="width: 1380px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30852 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-11-e1753456554270.jpg" alt="" width="1380" height="968" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-11-e1753456554270.jpg 1380w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-11-e1753456554270-300x210.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-11-e1753456554270-1024x718.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-11-e1753456554270-768x539.jpg 768w" sizes="(max-width: 1380px) 100vw, 1380px" /><figcaption id="caption-attachment-30852" class="wp-caption-text">Mazer Souza (blusa preta), conhecida como Mazé, é tesoureira da Associação Quilombola da Comunidade Feijão e Posse (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As famílias da comunidade temem pelas reservas ambientais e por eventualmente serem retiradas de suas terras. A atuação da comunidade na RPA busca levar </span><b>informações sobre o que está acontecendo nos territórios</b><span style="font-weight: 400;"> e disseminar informações para outros territórios quilombolas.</span></p>
<p><b>Defesa do Pajeú </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O saneamento e tratamento de águas residuárias, advindas do tratamento de esgoto, do Rio Pajeú é agenda fundamental da Rede. Alvo de desmatamento e queimadas no entorno, </span><b>o curso hídrico recebe lançamento de esgotos urbanos e lixo de nove emissores diferentes</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Movimento territorial realizado pela primeira vez em 2010 para denunciar ameaças na bacia hidrográfica do Pajeú liderado pela agricultora familiar do</span><span style="font-weight: 400;"> Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Pernambuco (MMTR-PE) Vanete Almeida, a Caravana do Pajeú foi retomada em 2023, fruto de uma articulação da </span><span style="font-weight: 400;">Rede Pajeú de Agroecologia com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Pajeú (COBH Pajeú). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O COBH Pajeú é parte do sistema integrado de gestão dos recursos hídricos de Pernambuco e é composto por parte significativa das organizações da Rede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É nessa instância de gestão das águas que as organizações da RPA influenciam políticas públicas de conservação e preservação do meio ambiente a partir das experiências de convivência com o Semiárido em bases agroecológicas”, explica a presidente do Comitê Ita Porto de Oliveira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Ita, que também é assessora político pedagógico da Diaconia, </span><b>ocupar o espaço de governança das águas é “fundamental para propor saídas”</b><span style="font-weight: 400;"> a temas importantes como o enfrentamento à desertificação, a revitalização de bacias e os impactos dos empreendimentos de energias renováveis. </span></p>
<figure id="attachment_30855" aria-describedby="caption-attachment-30855" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30855" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-12.jpg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-12.jpg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-12-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-12-1024x682.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-12-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-12-1536x1023.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-30855" class="wp-caption-text">Ita Porto de Oliveira é representante do Comitê da Bacia Hidrográfica do Pajeú e coordenadora da Diaconia (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><b>Mulheres na agroecologia </b></p>
<p><b>A região do Pajeú enfrenta historicamente um contexto de violência contra mulheres</b><span style="font-weight: 400;">. Dados demonstram essa realidade: somente nos primeiros seis meses de 2024, foram 1.203 casos de violência registrados em todas as 17 cidades do Pajeú, quase 5% dos 26.752 casos que ocorreram em todo estado no mesmo período. Os municípios no Pajeú que lideram o ranking são Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, São José do Egito, Tabira e Carnaíba.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“Um dos princípios da Rede é enfatizar a perspectiva da igualdade de gênero, para garantir autonomia econômica, acesso e controle aos recursos e bens comuns e a participação das mulheres nos espaços de decisão política”, explica Sara Rufino, da Casa Mulher do Nordeste. </span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Apolônia Gomes, por sua vez, lembra que a Rede tem sido “porta de entrada” para que mulheres discutam políticas públicas em seus municípios, “para que elas estejam nesses locais, atuando e se fortalecendo, acessando mercado e outras políticas, deslanchando a comercialização e trabalhando os produtos que produzem”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É mais um espaço para que a gente paute os direitos das mulheres, como a </span><b>divisão justa do trabalho doméstico, a produção e inserção no mercado institucional, para que elas rompam o ciclo de violência</b><span style="font-weight: 400;">”, conclui a representante da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú. </span></p>
<figure id="attachment_30858" aria-describedby="caption-attachment-30858" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30858" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-13.jpg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-13.jpg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-13-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-13-1024x682.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-13-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-13-1536x1023.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-30858" class="wp-caption-text">Sara Rufino é supervisora de projetos da Casa Mulher do Nordeste (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O apoio do </span><b>Fundo Ecos</b><span style="font-weight: 400;"> à Rede Pajeú de Agroecologia é uma </span><b>ação estratégica para fortalecimento de articulações comunitárias e socioambientais</b><span style="font-weight: 400;">, parte </span><span style="font-weight: 400;">da Sétima Fase Operacional do Small Grants Programme, implementada no Brasil pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e recursos do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF). Saiba mais </span><a href="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2022/12/ISPN-XX-CADERNO_GEF7_PAJEU-IMPRESSO.pdf"><span style="font-weight: 400;">aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
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