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	<title>Arquivos #votepelocerrado - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos #votepelocerrado - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>“Não suporto mais comer soja todos os dias”, diz Cerrado, o primeiro bioma-candidato das eleições brasileiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2022 14:03:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
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					<description><![CDATA[Com um histórico admirável de cumprir com tudo o que promete, o Cerrado concede sua primeira entrevista como candidato e aproveita para fazer campanha: &#8220;Pense em mim na hora de votar!&#8221; Condenado há mais de setenta anos por um crime não cometido e cumprindo pena perpétua de trabalho dedicado ao agronegócio, o agora candidato às [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Com um histórico admirável de cumprir com tudo o que promete, o Cerrado concede sua primeira entrevista como candidato e aproveita para fazer campanha: &#8220;Pense em mim na hora de votar!&#8221;</em></p>
<p>Condenado há mais de setenta anos por um crime não cometido e cumprindo pena perpétua de trabalho dedicado ao agronegócio, o agora candidato às eleições Cerrado se diz injustiçado e reivindica sua liberdade. Em entrevista inédita, o Cerrado denuncia que tem sido vítima de tortura pelo poder público e pela iniciativa privada: “Tiraram minha diversidade alimentar e me obrigam a comer soja o dia inteiro. Não suporto mais nem o cheiro. Também me submetem a longas sessões de pisoteio de gado! Parece que estou constantemente em um pesadelo, gritando por socorro sem ninguém me ouvir”, revela com exclusividade.</p>
<p>A sentença ao bioma foi proferida em meados da década de 1950, quando o agronegócio começou a se desenvolver no centro do Brasil e não parou mais. Para poder avançar, a monocultura articulou uma estratégia política que condenou o Cerrado à tortura e ao cerceamento de sua liberdade natural. “Não houve crime da minha parte, mas tiveram que inventar uma mentira para que pudessem se aproveitar de mim. Disseram que meu solo não era bom, mas não param de aumentar a colheita de grãos”, denuncia.</p>
<p>Ele entra na sala da entrevista e surpreende a todos: é um senhor maduro de milhões de anos, de baixa estatura, coluna torta, mas com raízes de mais de 30 metros que foram difíceis de serem organizadas na sala pequena da reportagem. Indignado mas de cabeça erguida, o candidato Cerrado disputa as eleições e entra para a história como o primeiro bioma a tentar uma vaga na Câmara Federal, ao mesmo tempo em que luta contra sua condenação injusta ao <i>agribusiness</i>. Nesta entrevista exclusiva, o candidato rebate <i>fake news</i> a seu respeito, abre o jogo sobre o que de fato se passa no centro do Brasil e promete uma revolução política ambiental a partir de 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Por que você está preso?</b></p>
<p>Eu não sei porque estou preso entre soja e gado. É uma sentença injusta. Não gostavam do meu tronco retorcido, minha casca grossa, minha folha larga. Não gostavam que eu tivesse estatura menor e que perdesse minhas folhas no inverno para me fingir de morto e economizar água. Não gostavam da minha cor vermelha e dos meus pedregulhos. Mas gostaram muito do meu terreno plano e das minhas fontes de água, que poderiam favorecer suas lavouras. Para explorar minhas riquezas contra minha vontade, tiveram que inventar uma história de que eu não era fértil, que meu solo não era bom. Veja se é possível isso! Eu, a savana mais biodiversa do mundo! Como é que falam que minha terra não é boa? E ainda não têm vergonha na cara, porque não param de colher soja. Então, objetivamente, eu te respondo: estou preso por uma <i>fake news</i> que inventaram sobre mim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>E o que você tem a dizer a quem acredita nessa fake news?</b></p>
<p>Apenas que eu sou responsável por 5% de toda a biodiversidade do planeta, sendo que metade é exclusiva minha. Eu faço fronteira com todos os demais biomas brasileiros, exceto os Pampas, correspondendo a 24% do território brasileiro. Eu estou presente em 11 estados brasileiros! Até São Paulo tem Cerrado, você sabia? Das 12 bacias hidrográficas mais importantes do país, 8 nascem de mim. Se eu morrer, você também morre, porque sem água não há vida. Eu abriga os aquíferos Guarani, Bambuí e Urucuia, sendo que o Guarani é o segundo maior reservatório subterrâneo de água do mundo. Não quero me gabar, mas minha importância hidrológica e energética é impressionante. Sou responsável por 70% da vazão do Rio São Francisco e 47% da vazão da bacia do Rio Paraná que abastece a hidrelétrica de Itaipu. Minhas águas são importantes também para Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Sem contar que eu estoco cerca de 13,7 bilhões de toneladas de carbono e abrigo milhares de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Essa sua prisão é realmente ruim? O que se fala é que o Brasil todo está ganhando com o avanço do agronegócio no Cerrado.</b></p>
<p>Ganhando o quê? Estão é perdendo água, alimento, biodiversidade e equilíbrio climático. Eu falo isso há tempos. Quando tudo acabar, não tem como chorar. Mas ainda há tempo para frear o desmatamento, recuperar áreas degradadas e valorizar a economia da sociobiodiversidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Como?</b></p>
<p>Votando em mim nessas eleições! #VotePeloCerrado <i>[ele fala enquanto sinaliza a hashtag com os dedos floridos de ipê branco e um sorriso no rosto]</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Mas você não gosta de ser destaque nas exportações nacionais?</b></p>
<p>Eu confesso que me sinto torturado todos os dias. Sofro com o pisoteio de gado e com o trabalho compulsório de me dedicar à monocultura de grãos. Tiraram minha diversidade alimentar e me obrigam a comer soja o dia inteiro. Não suporto mais o cheiro de soja, quero é minha cagaita, minha mangaba, minha lobeira e todas as outras milhares de espécies que eu tinha; quero os animais e os povos que se alimentam delas e que cada dia estão em menor número. Vou te falar que não estou sozinho. Eu sou muitos, sou uma legião, milhares de comunidades tradicionais que sentem o mesmo que eu. Estamos falando de indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, pescadores artesanais, comunidades de fundo e fecho de pasto e vários outros segmentos tradicionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que você quer exatamente?</b></p>
<p>Eu quero minha liberdade de volta, quero ser quem eu sou, a savana mais biodiversa do mundo, que garante água, alimento, cultura e segurança climática para as populações. Não peço nada demais. Não entendo como as pessoas veem as tragédias climáticas acontecendo e não entendem que estão diretamente relacionadas com o desmatamento que faz em mim e em minha companheira Amazônia, outra guerreira. Queremos a liberdade de sermos quem somos, natureza biodiversa!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Você, como um candidato do centro do Brasil, o que acha que é preciso mudar?</b></p>
<p>Só no primeiro semestre de 2022, desmataram de mim uma área do tamanho do Distrito Federal, cerca de 472.816 hectares. Você sabia que eu perco 2 mil hectares de vegetação nativa por dia? As áreas privadas representaram 78,9% do desmatamento no bioma. Basta! Eu quero ter autonomia sobre meu território novamente, quero ver árvores brotarem e as comunidades felizes de novo. Nos últimos 36 anos, mais de 16 milhões dos meus hectares foram transformados em soja. É um bom alimento, mas não pode ser o único! Só de pensar já me dá náusea.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>E como veio a ideia de se candidatar às eleições?</b></p>
<p>Depois que vi tantos candidatos usando meu nome em vão &#8211; e usando mal! &#8211; pensei que não tinha escolha senão entrar na disputa política real. Foi difícil no início, tivemos que consultar diversas equipes jurídicas, porque nenhum bioma havia sido candidato antes, mas minhas advogadas conseguiram uma brecha para garantir minha disputa. Entrei para ganhar! Nesse mundo de candidatos que apresentam promessas falhas, eu tenho a meu favor minha história de promessas sempre cumpridas: eu garanto água, comida, cultura, energia e equilíbrio ambiental. Não tem pessoa com melhor histórico que eu!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>E quais são suas principais promessas?</b></p>
<p>É preciso mudar a política econômica ambiental. Isso se garante com tolerância zero ao desmatamento, recuperação de áreas degradadas usando rede de sementes das comunidades tradicionais, e incentivo ao fortalecimento da economia dos povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares. Quem me der seu voto pode ter certeza que lutarei com troncos e flores para não deixar projetos anti-ambientais e anti-indígenas serem aprovados na Câmara Federal. #VotePeloCerrado</p>
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		<item>
		<title>#VotePeloCerrado: campanha cobra propostas para salvar o bioma</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/eleicoes-campanha-da-sociedade-civil-cobra-propostas-para-salvar-o-cerrado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2022 14:23:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[#votepelocerrado]]></category>
		<category><![CDATA[11 de setembro]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Geralmente esquecido por candidatos, bioma já perdeu metade de sua vegetação original e corre risco de extinção devido à alta velocidade de desmatamento; ONG ressalta importância do Cerrado para segurança alimentar, recursos hídricos e equilíbrio climático do planeta O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) lança a campanha #VotePeloCerrado, uma ação de conscientização sobre a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>Geralmente esquecido por candidatos, bioma já perdeu metade de sua vegetação original e corre risco de extinção devido à alta velocidade de desmatamento; ONG ressalta importância do Cerrado para segurança alimentar, recursos hídricos e equilíbrio climático do planeta</i></p>
<p>O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) lança a campanha <a href="https://cerrado.org.br/campanhas/" target="_blank" rel="noopener"><b>#VotePeloCerrado</b></a>, uma ação de conscientização sobre a importância do bioma e as consequências trágicas que sua degradação pode causar para nossa sociedade caso  não haja políticas públicas efetivas para salvar a savana mais biodiversa do mundo, conhecida como “berço das águas” do Brasil. A intenção é mobilizar cidadãos na cobrança de seus candidatos sobre propostas para conservação de seus ecossistemas e combate ao desmatamento em ascensão.</p>
<p>A campanha pode ser acessada pelas redes sociais do ISPN (<a href="https://www.instagram.com/ispn_brasil/">@ispn_brasil</a>) e conta com duas ações <i>offline </i>de sensibilização de público, por meio de degustação de sucos de frutos nativos do Cerrado e distribuição gratuita de água para hidratação (veja abaixo). #VotePeloCerrado é realizada por ISPN e Rede Cerrado, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), Small Grants Programme, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Projeto CERES, União Europeia e WWF-Brasil.</p>
<p>“É importante que as pessoas conheçam a diversidade de sabores do Cerrado, o potencial que esses frutos têm para geração de renda e a conservação da biodiversidade. A água que sacia a sede e que gera a energia de inúmeras casas do país vem do Cerrado”, explica Isabel Figueiredo, Coordenadora do Programa Cerrado e Caatinga do ISPN. “Sem Cerrado, não há água e, sem água, não há vida. O Cerrado grita por socorro e nós gritamos pelo Cerrado”.</p>
<p>O vídeo inaugural da campanha apresenta o Cerrado como o melhor candidato dessas eleições, porque cumpre tudo aquilo que promete: segurança alimentar, água fresca, geração de energia e renda, diversidade cultural e equilíbrio climático. “Como nosso herói não é um candidato real, precisamos cobrar daqueles que receberão nossos votos propostas que incluam a conservação do bioma”, destaca Figueiredo.</p>
<p><iframe title="Em quem votar nestas eleições? #VotePeloCerrado" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/_ih0MqE-oDU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Entre 30 de agosto e 2 de outubro, as peças veiculadas nas redes sociais do Instituto trazem dados científicos e associações do bioma com o cotidiano dos brasileiros, independentemente da região em que habitam.</p>
<p><b>Campanha no Festival Ilumina e no Eixão de Brasília</b></p>
<p>Duas parcerias fortalecem a campanha para realização de ações <i>offline </i>de degustação de sucos de frutos nativos e distribuição de água gratuita: uma delas é o <a href="https://festivalilumina.com.br/">Festival Ilumina</a>, que chega à sua 8ª edição na Chapada dos Veadeiros (GO); a outra é a <a href="https://redecerrado.org.br/">Rede Cerrado</a>, em Brasília (DF).</p>
<p><strong>Entre os dias 9 e 10 de setembro,</strong> a “estação de hidratação” do ISPN estará na Aldeia Multiétnica, em Alto Paraíso de Goiás (GO), para sensibilização do público do Festival Ilumina. Durante esses dias, também serão realizadas no Festival duas rodas de conversa sobre a importância do bioma e seus povos: &#8220;Quem está protegendo o Cerrado?&#8221; (09/09) e &#8220;A água que você bebe vem do Cerrado&#8221; (10/09).</p>
<p><strong> Já no dia 11,</strong> <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/dnn/2003/Dnn9960.htm">Dia Nacional do Cerrado</a>, é a vez da estação se juntar à programação do Grito pelo Cerrado, realizado pela <a href="https://redecerrado.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Rede Cerrado</a> no Eixão Norte, na altura da quadra 210. As atividades da data especial na capital brasileira incluem ações culturais, artísticas e políticas. Uma delas é a Corrida de Toras dos Povos Timbira e Xavante, realizada há quase 20 anos, em importantes centros políticos e econômicos do Brasil. A prática é tradicional dos povos A&#8217;uwe Xavante e Timbira, e tem sido uma forma de manifestação política-cultural dos povos indígenas para dar visibilidade à luta pela demarcação dos seus territórios e à defesa da conservação do Cerrado e sua sociobiodiversidade.</p>
<p>A Corrida fará a abertura do evento com a concentração marcada para às 9h, no Eixão Norte, na altura da 207, e a saída às 10h seguindo até a 210, onde estarão a degustação de sucos do Cerrado, atividades para a criançada, grupo de percussão e falas potentes em defesa da savana brasileira. Confira o card da divulgação:</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-18123 aligncenter" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/ISPN_Campanha-Cerrado_Dia-do-cerrado_whatsapp-1-285x300.png" alt="" width="285" height="300" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/ISPN_Campanha-Cerrado_Dia-do-cerrado_whatsapp-1-285x300.png 285w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/ISPN_Campanha-Cerrado_Dia-do-cerrado_whatsapp-1-973x1024.png 973w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/ISPN_Campanha-Cerrado_Dia-do-cerrado_whatsapp-1-768x809.png 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/ISPN_Campanha-Cerrado_Dia-do-cerrado_whatsapp-1.png 1080w" sizes="(max-width: 285px) 100vw, 285px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;"><a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Manifesto-pelo-Cerrado-2.pdf" target="_blank" rel="noopener">Confira aqui o manifesto pelo Cerrado</a></h4>
<p><b>Sabores</b></p>
<p>Cajuzinho-do-cerrado, araticum, murici, pequi, buriti, babaçu, bacuri, cagaita, mangaba, jatobá e tantas outras delícias são apenas algumas das milhares de espécies de plantas presentes no Cerrado, conservadas por agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais. Durante a campanha, o público poderá conhecer alguns desses sabores e entender como é possível cobrar de políticos ações para a conservação deste bioma que já perdeu metade da sua vegetação nativa.</p>
<figure id="attachment_18062" aria-describedby="caption-attachment-18062" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18062" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/cagaita-frutos-dodesign-s-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/cagaita-frutos-dodesign-s-300x224.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/cagaita-frutos-dodesign-s.jpg 560w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-18062" class="wp-caption-text">Pesquisas apontam que a cagaita é rica em vitamina C e antioxidantes (Foto: DoDesign-s)</figcaption></figure>
<p>Serão distribuídos pelas estações de hidratação do ISPN sucos de araticum, coquinho azedo, mangaba e cagaita, além de água mineral para compensar a seca e o calor. A distribuição será feita até acabarem os estoques e o público poderá retirar o brinde especial, um copo da campanha para levar um pedaço do Cerrado para casa e lembrar de votar pelo bioma.</p>
<figure id="attachment_18064" aria-describedby="caption-attachment-18064" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-18064" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/araticum-dodesign-s-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/araticum-dodesign-s-300x199.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/araticum-dodesign-s.jpg 560w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-18064" class="wp-caption-text">O araticum possui antioxidantes e previne doenças degenerativas. Os povos da Chapada dos Veadeiros fazem uso para combater reumatismo e úlcera (Foto: DoDesign-s)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>3 eixos para salvar o Cerrado</b></p>
<p>Terena Castro, assessora técnica do ISPN, destaca que a conservação do Cerrado é urgente e possível por meio de caminhos interdependentes que devem ser garantidos pelos políticos eleitos, que são: o uso sustentável, o fim do desmatamento e a inclusão dos produtos da sociobiodiversidade nativa no consumo cotidiano das pessoas.</p>
<p>“É importante que cidadãos estejam atentos às propostas dos candidatos e que cobrem de políticos ações que possam salvar o Cerrado. A ameaça real que o bioma sofre é um risco para nossa segurança alimentar, para nossas fontes de água e para o equilíbrio climático global, além de violar direitos territoriais de milhares de comunidades tradicionais do país”, comenta.</p>
<p>“É preciso pesquisar as propostas e a trajetória de candidatos que receberão nossos votos neste ano, para verificar se eles se comprometem com o uso sustentável da biodiversidade, com a redução do desmatamento no Cerrado, e com a economia de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares, que chamamos de ‘economia da sociobio’. Essa atitude salva o Cerrado”, completa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-18068 size-large" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Box-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Box-1024x576.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Box-300x169.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Box-768x432.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Box-1536x864.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Box.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p><b>Cerrado sociobiodiverso</b></p>
<p>No bioma, vivem mais de oitenta etnias indígenas, além de quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, ribeirinhos, pescadores artesanais, comunidades de fundo e fecho de pasto, entre outros, que têm seus modos de vida diretamente relacionados com a biodiversidade local. O Cerrado abriga os aquíferos Guarani, Bambuí e Urucuia, além de nascentes de oito das doze principais regiões hidrográficas do Brasil. Ele é responsável por 70% da vazão do Rio São Francisco e 47% da vazão da bacia do Rio Paraná, que abastece a hidrelétrica de Itaipu.</p>
<p>O Cerrado é tema de segurança global, sendo central para os debates sobre mitigação das mudanças climáticas. Com raízes que ultrapassam 30 metros de profundidade, representando até 75% da biomassa de arbustos e árvores, o bioma consegue estocar cerca de 13,7 bilhões de toneladas de carbono.</p>
<p><b>Ameaça de extinção</b></p>
<p>Entre agosto de 2020 e julho de 2021, o Cerrado perdeu área de vegetação nativa equivalente a 6 cidades de São Paulo, um aumento de 8% em relação ao ano anterior. A região do MATOPIBA, que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, concentrou 61,3% do desmatamento no período (ou perda de 5.227,32 km²). Segundo Mapbiomas, foram quase 6 milhões de hectares perdidos em uma década, de 2010 a 2020. A monocultura é uma das principais responsáveis pelo desmatamento.</p>
<p>De acordo com dados do Mapbiomas, a área de lavoura no Brasil triplicou entre 1985 e 2020, passando de 19 milhões de hectares para 55 milhões. Destes, 36 milhões de hectares são dedicados à soja, em uma área maior do que a Itália. Metade desse avanço está no Cerrado, que perdeu 16,8 milhões de hectares para a soja nos últimos 36 anos.</p>
<p>“O Cerrado, escrito com inicial maiúscula, é tão importante quanto a Amazônia para biodiversidade e equilíbrio climático. A minimização das desigualdades sociais depende também do incentivo a um desenvolvimento sustentável”, afirma Terena Castro. “O segundo maior bioma do Brasil serve de moradia, alimentação e geração de renda para milhares de comunidades tradicionais do país, muitas invisibilizadas nos mapas oficiais”, finaliza.</p>
<p><strong>Saiba mais sobre o Cerrado <a href="https://cerrado.org.br/">aqui</a>.</strong><b></b></p>
<p><b>Serviço<br />
</b><b>Campanha #VotePeloCerrado<br />
</b>De 30 de agosto a 2 de outubro em @ispn_brasil (Instagram, Twitter e Facebook)<br />
Degustação de sucos e estação de hidratação:<br />
9 e 10 de setembro: Festival Ilumina, Aldeia Multiétnica de Alto Paraíso de Goiás<br />
11 de setembro: Grito pelo Cerrado, Eixão Norte de Brasília (na altura da 2010), das 10h às 13h.</p>
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