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	<title>Arquivos Semiárido - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos Semiárido - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<item>
		<title>“Precisávamos de um programa com ações locais e impactos globais”, Don Sawyer</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/precisavamos-de-um-programa-com-acoes-locais-e-impactos-globais-don-sawyer-durante-o-ii-encontro-de-experiencias-e-aprendizados-do-ppp-ecos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 May 2018 13:40:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Extrativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Semiárido]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 80 organizações ecossociais do Cerrado e da Caatinga se encontraram em Brasília para troca de saberes e elaboração de estratégias socioambientais e políticas para os biomas. Nos últimos cinco anos, foram mais de 100 projetos, 15.000 famílias beneficiadas, 8.500 comercializando produtos da biodiversidade e 3.000 adotando práticas sustentáveis de manejo do solo e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Mais de 80 organizações ecossociais do Cerrado e da Caatinga se encontraram em Brasília para troca de saberes e elaboração de estratégias socioambientais e políticas para os biomas.</h4>
<p>Nos últimos cinco anos, foram mais de 100 projetos, 15.000 famílias beneficiadas, 8.500 comercializando produtos da biodiversidade e 3.000 adotando práticas sustentáveis de manejo do solo e da água. O II Encontro de Experiências e Aprendizados do PPP-ECOS no Cerrado e na Caatinga, realizado entre 8 e 10 de maio, em Brasília, trouxe avanços alcançados pelo programa e perspectivas sociais, políticas e ambientais para os próximos anos. O encontro foi organizado pelo ISPN em parceria ao PNUD e com recurso do Fundo do Meio Ambiente Mundial (GEF).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-6298" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/1-300x300-1.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/1-300x300-1.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/1-300x300-1-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Os resultados, segundo Don Sawyer, não se limitaram às regiões trabalhadas. “Precisávamos de um programa com ações locais e impactos globais”, comentou o assessor sênior do ISPN. A conservação da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida das populações que dependem dela impactam em uma agenda global no que diz respeito ao enfrentamento à pobreza, à conservação do meio ambiente e à valorização de saberes tradicionais essenciais para a manutenção de modos de vida sustentáveis.</p>
<h4>“Essas iniciativas respeitam nossa história, nosso modo de ser e pensar e permitem o diálogo com o meio ambiente. É assim que trazemos contribuições para a sociedade, inclusive, porque nós que fornecemos alimentação saudável”. – Valéria Paye, coordenação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB)</h4>
<p>O primeiro dia de evento trouxe a retrospectiva das ações dos projetos entre 2012 e 2017 e apresentações criadas pelos próprios participantes: representantes de 85 organizações, do poder público federal, de povos e comunidades tradicionais e parceiros. Performances, danças e poesias traduziram experiências do Programa mostrando que a biodiversidade do Cerrado e da Caatinga pulsam no ritmo da cultura popular. Foi enaltecida a importância dos biomas para o equilíbrio ambiental com o grito: “Cerrado e Caatinga vivem!”.</p>
<p><img decoding="async" class="alignright size-full wp-image-6299" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/2-1-300x300-1.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/2-1-300x300-1.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/2-1-300x300-1-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Com rodas de diálogos e exposição de experiências em 17 estados do centro-oeste, nordeste e norte, o segundo dia do Encontro proporcionou troca de saberes e inspiração para novas estratégias. Beneficiamento de produtos extraídos de forma sustentável – como licuri, mel, plantas e frutos – implementação de tecnologias de convivência com a seca e de sistemas agroecológicos entre outras iniciativas falam não somente sobre novas formas de geração de renda e impactos positivos para o ambiente, mas como essas ações também apoiam lutas comunitárias históricas.</p>
<h4>“O PPP-ECOS ajuda a salvar nosso território tradicional. Se não fosse o trabalho com a apicultura, não aguentaríamos a pressão. Os fazendeiros dizem que acabamos com a terra, mas esse trabalho prova que a conservamos.”- Rogério Silva, liderança pesqueira da comunidade de Caraíbas, no norte de Minas Gerais.</h4>
<p>Além de contribuir na defesa dos territórios, muitas iniciativas colocam as mulheres no protagonismo, o que promove seu reconhecimento enquanto seres políticos, desconstruindo opressões históricas de gênero. Outros benefícios socioambientais e políticos foram compartilhados: a reorganização comunitária, o incentivo à conservação do solo e da água e o fortalecimento de identidades tradicionais e do aprendizado nas bases.</p>
<h4>“Os movimentos sociais percebem o PPP-ECOS como algo que fortalece a educação no campo e isso é estratégico para o futuro, porque a educação é quem nos liberta para prosseguir atuando” – Guilherme Mamede, liderança jovem do Projeto Mutirão Agroflorestal em Mambaí/GO.</h4>
<p><img decoding="async" class="alignright wp-image-6295 size-400" src="http://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2018/10/1080508-II-Encontro-PPP-ECOS-©COMBUCA-10-1-400x300.jpg" alt="" width="400" height="300" />A articulação com coletivos de advogados/as populares foi um dos aprendizados estratégicos mencionados. O apoio jurídico garantiu direitos essenciais para o sucesso dos projetos, como a defesa do território e o acesso a Políticas, a exemplo do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A comunicação popular também foi abordada. “É importante articular os veículos alternativos para denunciar o que acontece nas comunidades. Isso nos protege, inclusive, a nível internacional”, contou Edite Souza do Projeto Gerações Geraizeiras, da Bahia.</p>
<p>No último dia de evento, os participantes se organizaram em grupos por biomas e pensaram em estratégias de consolidação das ações e a continuidade do Programa nos próximos cinco anos. O fortalecimento das articulações em rede, diante das ofensivas vindas com os grandes empreendimentos nas disputas territoriais, teve destaque. Iniciativas como a Rede Cerrado foram vistas como estratégicas para o fortalecimento das bases comunitárias. Para Neto Santos, do Centro Mandacaru, no estado do Piauí, “é possível fortalecer nossas articulações e redes para nossas incidências políticas”.</p>
<p>A continuidade do PPP-ECOS (GEF- Small Grants Programme) mostrou-se central para que os avanços prossigam. Criar estratégias políticas nesse sentido fundamentaram os debates, enfatizando a necessidade do diálogo com sociedade, parceiros e poder público. Segundo o representante do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires, o governo tem interesse em continuar o programa.</p>
<h4>“Estamos totalmente empenhados, junto a parceiros, como ISPN, a dar continuidade ao PPP-ECOS. Olhando para trás, vejo como o programa apoiou a construção de políticas públicas. No ministério, o setor de extrativismo depende muito do que ele faz” – Mauro Pires, da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério.</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-6300" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/3-1-300x300-1.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/3-1-300x300-1.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/3-1-300x300-1-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Após três dias de debates, troca de saberes e construção de estratégias, os/as participantes voltam com a missão de multiplicarem os conhecimentos. Fortalecidos para os novos desafios sociais, políticos e ambientais, a perspectiva é a continuidade do Programa por meio de estratégias como a educação de base, a incidência política e a articulação em rede.</p>
<p>Os projetos do PPP-ECOS valorizam, visibilizam e contribuem com a resistência das comunidades tradicionais. O grito dos povos fala sobre relações com a biodiversidade que trazem benefícios para uma lógica mundial que exige o respeito e o diálogo entre populações e meio ambiente para continuidade dos recursos no amanhã. Cerrado e Caatinga resistem e vivem para que ainda se possa respirar a sustentabilidade ambiental com equidade social.</p>
<figure id="attachment_6296" aria-describedby="caption-attachment-6296" style="width: 200px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-6296 size-200" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/1080508-II-Encontro-PPP-ECOS-©COMBUCA-48.jpg" alt="" width="200" height="267" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/1080508-II-Encontro-PPP-ECOS-©COMBUCA-48.jpg 600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/1080508-II-Encontro-PPP-ECOS-©COMBUCA-48-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /><figcaption id="caption-attachment-6296" class="wp-caption-text">Vanilda de Araújo, da comunidade quilombola do Corcovado (BA), e o artesanato de sua história.</figcaption></figure>
<h4>“Essas comunidades detém ricos saberes ancestrais sobre a natureza. Precisamos resgatar esses conhecimentos para que elas continuem com um trabalho reconhecido a nível mundial. Elas são uma das soluções para o futuro: é necessária a parceria com povos tradicionais para proteger o meio ambiente” – Bráulio Dias, professor do departamento de ecologia da UNB.</h4>
<p><a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1928156720536808.1073741828.201859416499889&amp;type=1&amp;l=1483aac58c" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Clique aqui para ver as fotos do II Encontro de Experiências e Aprendizados do PPP-ECOS</strong></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mais de 80 organizações do Cerrado e da Caatinga se reunirão para debater o desenvolvimento sustentável dos biomas</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/mais-de-80-organizacoes-do-cerrado-e-da-caatinga-se-reunirao-para-debater-o-desenvolvimento-sustentavel-dos-biomas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 May 2018 13:57:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Extrativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Semiárido]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontro promoverá troca de saberes ecossociais com ênfase em iniciativas comunitárias nas regiões e trará perspectivas para os próximos cinco anos. Práticas que incentivam o desenvolvimento e o uso sustentável da biodiversidade do solo e da água serão apresentadas no 2º Encontro de Experiências e Aprendizados do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) no Cerrado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Encontro promoverá troca de saberes ecossociais com ênfase em iniciativas comunitárias nas regiões e trará perspectivas para os próximos cinco anos.</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-6311 size-200" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/LOGOFINAL.png" alt="" width="200" height="210" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/LOGOFINAL.png 800w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/LOGOFINAL-286x300.png 286w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/LOGOFINAL-768x806.png 768w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></p>
<p>Práticas que incentivam o desenvolvimento e o uso sustentável da biodiversidade do solo e da água serão apresentadas no 2º Encontro de Experiências e Aprendizados do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS) no Cerrado e na Caatinga. Organizado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), o encontro acontece nos dias 8, 9 e 10 de maio, na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília-DF. Serão 85 organizações apoiadas pelos PPP-ECOS e convidadas para a troca de saberes e articulação de ações para a continuidade do Programa nas regiões.</p>
<p>Promoção de atividades agroextrativistas, do desenvolvimento de sistemas de agrofloresta, do reuso de água cinza e da construção de fogões agroecológicos são algumas das práticas desenvolvidas entre 2013 e 2018 no Programa. Os saberes desenvolvidos a partir dessas práticas serão compartilhados e darão bases para a elaboração dos caminhos nos próximos cinco anos, inclusive, no que diz respeito às políticas para os povos e comunidades tradicionais das regiões. <em>“Esse encontro vem proporcionar a troca de aprendizados e saberes, demonstrando o potencial das comunidades em gerar resultados efetivos no âmbito do desenvolvimento rural e da conservação ambiental”</em>, pontua a assessora técnica do ISPN, Juliana Napolitano.</p>
<p>Além de trazer a troca de experiências, os resultados das ações e a construção de perspectivas, a programação do Encontro conta com um Talk Show para o entendimento da contribuição do PPP-ECOS para o desenvolvimento sustentável do Cerrado e da Caatinga. No dia 9, às 17h30, acontecerá ainda a Feira da Biodiversidade, que será aberta ao público e trará produtos agroecológicos dos biomas para serem conhecidos e comercializados como mel, conservas de frutos nativos, sabonetes, castanhas entre outros.</p>
<p><em>“A continuidade do PPP-ECOS é fundamental para as comunidades, pois com ele iniciamos vários projetos, como nossas agroflorestas. Precisamos continuar nos organizando com os nossos plantios, articulando as vendas, enfim, prosseguir com a melhoria da nossa qualidade de vida. O PPP-ECOS nos possibilita transformações”</em>, conta a agricultura familiar e membro de uma das organizações apoiada pelo Programa, a Associação de Mulheres Empreendedoras Rurais e Artesanais de Barro Alto e Santa Rita do Novo Destino (AMERA), Ginercina Silva.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>No mês da mulher, agricultoras de Goiás e Pernambuco trocam saberes e força</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/no-mes-da-mulher-agricultoras-de-goias-e-pernambuco-trocam-saberes-e-forca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ispn]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Mar 2018 17:28:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Semiárido]]></category>
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					<description><![CDATA[Apoiadas pelo PPP-ECOS, nos dias 6 e 7 de março, mulheres do Cerrado trocaram experiências no Sertão para superar impactos das mudanças climáticas. “Goiás sempre teve água, mas agora nossa região vem sofrendo com uma estiagem de quase três anos.” No município de Santa Rita do Novo Destino, a cerca de 300 km de Brasília, Josimar Aparecida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Apoiadas pelo PPP-ECOS, nos dias 6 e 7 de março, mulheres do Cerrado trocaram experiências no Sertão para superar impactos das mudanças climáticas.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-600 wp-image-4901" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/03/sementes-na-mao-600x400.jpg" alt="" width="600" height="400" /><a href="http://www.ispn.org.br/arquivos/IMG_6628.jpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-4848 size-full" style="border-radius: 12px;" src="http://www.ispn.org.br/arquivos/IMG_6628.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a></p>
<p>“Goiás sempre teve água, mas agora nossa região vem sofrendo com uma estiagem de quase três anos.” No município de Santa Rita do Novo Destino, a cerca de 300 km de Brasília, Josimar Aparecida (Josa) vê os impactos das mudanças climáticas na sua vida. As ações do agronegócio com o cultivo de monoculturas, como a soja, agravam o desmatamento, alterando o clima. A agricultora já perdeu metade de sua produção, inclusive, culturas importantes para sua renda, como o milho e o feijão. Além de cuidar sozinha das demandas domésticas, precisou intensificar o trabalho no roçado. A cultura patriarcal no Brasil faz com que os impactos das mudanças climáticas cheguem primeiro para as mulheres.</p>
<p>Para aprender a driblar a situação e se empoderar em busca de mais autonomia, Josa e mais duas companheiras da Associação de Mulheres Empreendedoras Rurais e Artesanais de Barro Alto e Santa Rita do Novo Destino (AMERA), Ginercina Silva e Luzia Dalva da Silva, saíram em jornada para conhecer as experiências de convivência com o Semiárido das agricultoras do sertão de Pernambuco. O intercâmbio, que aconteceu nos últimos dias 6 e 7, foi articulado a partir do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais &#8211; PPP-ECOS (com recursos do GEF e gerenciado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza &#8211; ISPN) e da Casa da Mulher do Nordeste (CMN), ONG pernambucana com foco no feminismo e agroecologia.<a href="http://www.ispn.org.br/arquivos/IMG_6628.jpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-4848 size-full" style="border-radius: 12px;" src="http://www.ispn.org.br/arquivos/Cisterna-Calçadão-de-Antônia.redimensionado.jpg" alt="" width="450" /></a></p>
<p>Após um dia e meio de viagem, as goianas chegaram à cidade de Afogados da Ingazeira, localizado no Sertão do Pajeú do estado. Foram três experiências visitadas de mulheres que, apesar de viverem em regiões diferentes, possuem vivências parecidas com as agricultoras do Cerrado e também precisam lutar contra a mesma cultura machista que age para aprisioná-las no âmbito privado e negar sua autonomia e seu direito enquanto sujeitos políticos.</p>
<p>No dia 6, nas terras de Maria Celeste Galdino, localizada no município de Solidão, a cerca de uma hora de Afogados, puderam ver de perto como funciona um sistema que vem sendo implementado pela CMN desde 2017 no sertão: o reuso da água cinza. O sistema, apesar de novo, vem se mostrando importante para a sustentabilidade das famílias sertanejas e para a melhoria da qualidade de vida, principalmente, das mulheres. “Agora eu posso ter minhas plantações, colocar minhas frutas e não depender só do marido para colocar o pão em casa”, comentou Celeste, que vem ganhando mais independência depois do sistema implementado.</p>
<p><strong><em>&#8220;Água cinza é aquela que vem das atividades domésticas, como lavar louça, roupa e tomar banho. No sistema, que possibilita seu reuso, ela passa por processos de filtragem. Na produção rural pode ser usada para irrigar espécies frutíferas.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.ispn.org.br/arquivos/IMG_6628.jpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-4848 size-full" style="border-radius: 12px;" src="http://www.ispn.org.br/arquivos/construção-sistema-de-reuso-da-água-cinza.redimensionado.jpg" alt="" width="450" /></a></p>
<p>Na segunda experiência, conheceram tecnologias de convivência com o Semiárido, como a cisterna calçadão e o barreiro trincheira, ambas localizadas nas terras da agricultora Zilda Simões, que já consegue ter uma boa convivência com a seca na região a partir da utilização dessas tecnologias. Ela também possui um fogão agroecológico, instalado recentemente, e que contribui para diminuição do desmatamento da Caatinga para obtenção de lenha e otimiza seu tempo de trabalho. Além disso, efeitos danosos para a saúde, como a irritação dos olhos, não acontecem mais, pois o fogão não emite fumaça, lhe garantindo mais qualidade de vida. “Percebo que isso impacta bem as mulheres daqui, elas têm orgulho de falar de suas experiências e são empoderadas. Quero levar comigo todo esse aprendizado. Nossa terra e nossas mulheres precisam”, pontua Ginercina.</p>
<p><strong><em>&#8220;Tecnologias de convivência com o Semiárido armazenam a água das chuvas e possibilitam às famílias agricultoras o acesso à água o ano todo. Depois da pressão da sociedade civil, em 2002, elas começaram a ser implementadas mais fortemente enquanto política, por meio da Articulação no Semiárido Brasileiro com recurso federal.&#8221;</em></strong></p>
<p>No último dia de intercâmbio, 7, as agricultoras de Goiás aprenderam o passo a passo de como é feita a construção da tecnologia para o reuso da água cinza. Antonia da Silva recebeu o grupo em sua casa e todas acompanharam o processo de construção do seu sistema. “O debate não é apenas sobre o reuso da água, mas como todo o processo envolve e impacta na vida das agricultoras. Possibilitando a autonomia das mulheres a partir do econômico, mas sem esquecer as subjetividades e sua auto-estima”, conta a responsável por projetos da CMN, Claudineide de Oliveira.<a href="http://www.ispn.org.br/arquivos/IMG_6628.jpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-4848 size-full" style="border-radius: 12px;" src="http://www.ispn.org.br/arquivos/sementes-na-mão.jpg" alt="" width="450" /></a></p>
<p>O intercâmbio também possibilitou a troca de saberes culturais, sementes e mudas. “É muito feliz perceber como os saberes aqui são compartilhados, estou me sentindo cada vez mais autoconfiante e vou voltar pra casa fortalecida”, expressou Dalva. A linguagem de agricultora para agricultora facilita e promove um empoderamento profundo, pois cada uma se reconhece na fala da outra. Aprender de maneira horizontal destaca a importância de conectar as bases nos processos construtivos. Em Goiás, os conhecimentos também serão repassados para os demais membros da associação, o que mostra um efeito positivo em cadeia.</p>
<p>O gosto deixado ao final do intercâmbio foi de que ele precisa ser transformado em algo maior, alcançando mais agricultoras, permitindo que outras mulheres se fortaleçam e entendam a importância de lutarem pela sua autonomia para que alcancem sua inserção política. “Temos muita honra em receber vocês aqui no sertão. Esse intercâmbio é muito importante para fortalecer as mulheres no campo e enquanto agentes políticos, para que não precisemos abandonar nossas terras. Aqui, nós estamos recebendo vidas que estão se transformando”, concluiu Zilda.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mapa de projetos do PPP-ECOS</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/mapa-de-projetos-do-ppp-ecos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2018 14:04:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Extrativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Semiárido]]></category>
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					<description><![CDATA[O Programa de Pequenos Projetos Ecossociais – PPP-ECOS – comemora 23 anos em 2018 e está alcançando a marca 600 projetos apoiados desde seu início, ajudando comunidades a desenvolverem iniciativas de conservação e produção sustentável em todas as regiões do país. Preparamos um mapa para mostrar a abrangência do programa e para tornar disponível ao [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Programa de Pequenos Projetos Ecossociais – PPP-ECOS – comemora 23 anos em 2018 e está alcançando a marca 600 projetos apoiados desde seu início, ajudando comunidades a desenvolverem iniciativas de conservação e produção sustentável em todas as regiões do país.</p>
<p>Preparamos um mapa para mostrar a abrangência do programa e para tornar disponível ao público um pouco dessa rica base de dados que compõe o PPP-ECOS.</p>
<p>Ao longo dos anos várias carteiras de projetos foram desenvolvidas, sendo a carteira GEF/SGP/PNUD a pioneira, que investiu exclusivamente no Cerrado por 18 anos. A partir de 2013 a abrangência do programa foi ampliada para a Caatinga e com a nova carteira de projetos do Fundo Amazônia / BNDES foram apoiadas iniciativas na Amazônia, na região do Arco do Desmatamento.</p>
<p>Outras carteiras de projetos foram desenvolvidas nos anos recentes, a exemplo dos projetos Satoyama, os projetos indígenas PPP-GATI, os projetos indígenas do Fundo Clima e os projetos com quebradeiras de coco babaçu do acordo PBA VALE.</p>
<p>Confira no mapa abaixo a localização aproximada de todos os projetos do PPP-ECOS.</p>
<p><iframe src="https://www.google.com/maps/d/embed?mid=17zklfI4VMnsx0m_0wYLOrcqajDFb0uRp" width="767" height="767"></iframe></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>24º Edital do PPP-ECOS</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/24o-edital-do-ppp-ecos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ispn]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Sep 2017 19:59:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Extrativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Semiárido]]></category>
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					<description><![CDATA[Está no ar o 24º Edital do PPP-ECOS, que selecionará projetos de entidades que já foram apoiadas pelo programa nos anos anteriores. O apoio será de até 10 mil dólares, para serem executados em 6 meses. O valor máximo do apoio será 10 mil dólares. Critérios de elegibilidade: A entidade beneficiária possui projeto selecionado nos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está no ar o 24º Edital do PPP-ECOS, que selecionará projetos de entidades que já foram apoiadas pelo programa nos anos anteriores.</p>
<p>O apoio será de até 10 mil dólares, para serem executados em 6 meses. O valor máximo do apoio será 10 mil dólares.</p>
<p>Critérios de elegibilidade:</p>
<ul>
<li>A entidade beneficiária possui projeto selecionado nos editais 17º (2013); 19º (2014) ou 22º (2015) do PPP-ECOS;</li>
<li>O projeto selecionado já está concluído ou em vias de conclusão; e</li>
<li>A execução do projeto se deu de forma ágil, demonstrando capacidade de gestão da organização, atendendo devidamente as regras do PPP-ECOS.</li>
</ul>
<p>As áreas temáticas do edital:</p>
<ul>
<li>Manejo e uso sustentável da biodiversidade na Caatinga;</li>
<li>Produção agroecológica no Cerrado e na Caatinga; e</li>
<li>Ações para a recuperação de áreas degradadas e controle de erosão no Cerrado e na Caatinga.</li>
</ul>
<p><strong>As propostas devem ser enviadas no formulário padrão, pelo e-mail instituto@ispn.org.br, até as 18hs do dia 29 de setembro.</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cerratinga &#8211; Produção Sustentável e Consumo Consciente</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/6084-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2015 14:03:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Extrativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Semiárido]]></category>
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					<description><![CDATA[O Cerratinga é um site para conhecer frutos, produtos, receitas, histórias e um pouco da cultura dos povos e comunidades tradicionais do Cerrado e da Caatinga. Este projeto é uma iniciativa do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), em parceria com diversas organizações, com o objetivo de disponibilizar ao público uma variedade de informações sobre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-6085 size-600" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/logo-cerratinga-grande-sem-folhas-transparentes-3.png" alt="" width="600" height="330" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/logo-cerratinga-grande-sem-folhas-transparentes-3.png 800w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/logo-cerratinga-grande-sem-folhas-transparentes-3-300x165.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/logo-cerratinga-grande-sem-folhas-transparentes-3-768x423.png 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" />O Cerratinga é um site para conhecer frutos, produtos, receitas, histórias e um pouco da cultura dos povos e comunidades tradicionais do Cerrado e da Caatinga.</p>
<p>Este projeto é uma iniciativa do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), em parceria com diversas organizações, com o objetivo de disponibilizar ao público uma variedade de informações sobre espécies nativas destes biomas. Ricas em sabores, cores e cheiros, essas espécies contam com alta qualidade nutricional e medicinal. E como a sustentabilidade é o mote, aqui se encontra também um pouco sobre os modos de vida dos grupos responsáveis pela conservação e pelo uso desses recursos naturais.</p>
<p><a href="http://www.cerratinga.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acesse o site do Cerratinga aqui.</a></p>
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