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	<title>Arquivos Quilombolas - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos Quilombolas - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>Aprender com povos tradicionais: COP15 mira conservação da biodiversidade</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/aprender-com-povos-tradicionais-cop15-mira-conservacao-da-biodiversidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2022 13:24:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ISPN participa do evento em Montreal, no Canadá, para contribuir no debate a favor da economia da sociobiodiversidade e conservação de todos os biomas brasileiros &#160; &#8220;Não se engane, a crise da biodiversidade também é uma crise climática&#8221;, afirmou o diretor-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza &#8211; IUCN, Dr. Bruno Orbele, em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>ISPN participa do evento em Montreal, no Canadá, para contribuir no debate a favor da economia da sociobiodiversidade e conservação de todos os biomas brasileiros</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Não se engane, a crise da biodiversidade também é uma crise climática&#8221;, afirmou o diretor-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza &#8211; IUCN, Dr. Bruno Orbele, em carta aberta frente à 15ª Conferência de Biodiversidade da Organização das Nações Unidas (COP15), que iniciou-se em Montreal, no Canadá. Segundo Orbele, a UNFCCC COP 27, recém encerrada em Sharm El-Sheikh, no Egito, deixou claro que os limites de temperatura estabelecidos pelo Acordo de Paris não serão alcançados sem a proteção de todos os ecossistemas intactos, restaurando o que já foi esgotado e permitindo que a natureza e as soluções baseadas na natureza façam sua parte.</p>
<p>Este reconhecimento eleva a importância das decisões que serão discutidas durante a Conferência da Biodiversidade COP 15. A expectativa é encerrar 2022 com um acordo global ambicioso que evite a extinção de espécies e traga sinalizações claras dos meios e disposições financeiras dos países para recuperar os danos já causados ao meio ambiente, que resultam em progressiva perda de biodiversidade e dos ecossistemas naturais capazes de garantir mitigação e adaptação às mudanças do clima.</p>
<p>O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) participa deste debate mundial para defender o protagonismo e contribuições dos territórios de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares, que por meio do uso sustentável geram renda e segurança alimentar com a conservação dos ecossistemas. “É preciso olhar, valorizar e aprender com os povos tradicionais que habitam as florestas, as savanas, os campos, os sertões e todas as diversas de paisagens naturais que existem no Brasil e no mundo”, afirma Fabio Vaz Ribeiro de Almeida, Coordenador-Executivo do Instituto.</p>
<p>Diante da realidade das mudanças climáticas em nível global, o antropólogo pontua a necessidade de repensar os modos de produção de renda e riqueza, considerando que as consequências geradas pelo desmatamento em ascensão e pelos sistemas alimentares de larga escala são insustentáveis. Para ele, o uso sustentável e o reconhecimento dos conhecimentos tradicionais associados à sociobiodiversidade podem oferecer respostas tanto para o modelo econômico predatório da natureza, quanto caminhos para mitigação e adaptação às mudanças do clima.</p>
<p>“O desenvolvimento sustentável de sociedades do Sul e do Norte Global é uma possibilidade se colocarmos em prática técnicas e estratégias aprimoradas há séculos pelos modos de vida das comunidades locais. Os povos tradicionais brasileiros têm muito a ensinar ao mundo”, acrescenta. Almeida participará da COP15 ao lado de Guilherme Eidt, assessor de políticas públicas do ISPN, Lívia Carvalho Moura, assessora técnica da organização, e uma pequena delegação de povos tradicionais apoiadas pelo Instituto, com representantes de comunidades quilombolas e indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Voz que vem das comunidades</b></p>
<p>Antonia Cariongo, ativista do movimento negro e defensora de direitos humanos e do meio ambiente, é uma das integrantes do grupo que vai à Montreal. “Esse é um espaço extremamente importante para nós, povos e comunidades tradicionais. É importante que estejamos presentes nessas discussões que envolvem nossa convivência com a mãe Terra. Esse espaço é importante para falarmos sobre os nossos modos de vida”, compartilha a liderança quilombola do quilombo Cariongo, no estado do Maranhão.</p>
<p>Ela ressalta sua expectativa de poder falar de suas experiências cotidianas. “Quero falar do meu povo, das nossas vivências, dos nossos territórios, mas sobretudo falar das ameaças que vivemos. Quero falar da perda da nossa biodiversidade: o babaçu, a castanha, o bacuri, o pequi. É dessa biodiversidade que fazemos o extrativismo [que sustenta e gera renda para as comunidades], mas ela está sendo derrubada pelo agronegócio”, denuncia Antonia.</p>
<p>O Coordenador-Executivo do ISPN destaca ser necessário fortalecer o protagonismo dos povos nas discussões de temas que os afetam diretamente. “A repartição de benefícios advindos do conhecimento tradicional associado à biodiversidade, por exemplo, tema quente que será debatido na COP15, não só interessa às comunidades como precisa envolver lideranças locais nas discussões”, argumenta.</p>
<p>Além de atuar pela proteção dos povos, o ISPN também está acompanhando a construção da <a href="https://ispn.org.br/cop-27-equilibrio-climatico-global-depende-da-conservacao-de-todos-os-biomas/">legislação europeia anti-desmatamento</a> para importação de <i>commodities</i>. Há uma forte expectativa de a União Europeia anunciar a versão final da norma nesta COP15. A matéria, que afeta diretamente a produção de soja brasileira, pode ser uma ferramenta aliada para a conservação ambiental do país. A depender da ambição dos europeus de incluir outras áreas arborizadas além dos ecossistemas florestais no escopo da legislação. Do contrário,  corre-se o risco dela se tornar ineficaz, deixando de fora o bioma Cerrado, principal vítima do desmatamento associado à expansão do agronegócio e commodities destinadas para o mercado europeu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Cadê a biodiversidade que estava aqui?</b></p>
<p>Entre 1970 e 2018, houve redução de 69% da vida selvagem mundial, segundo a última edição do relatório Planeta Vivo. Conforme destacado pelo WWF-Brasil, a América Latina apresenta o maior declínio regional (94%), enquanto as populações de espécies de água doce registraram o maior declínio global (84%). Essa tendência é confirmada pelo relatório de Avaliação Global IPBES sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (2019), segundo o qual 1 milhão de espécies de animais e plantas estão agora ameaçadas de extinção.</p>
<p>A cada ano, cerca de US$ 125 trilhões em serviços ecossistêmicos são fornecidos à economia global por meio de água potável, água para processos industriais, alimentos, ar fresco, absorção de calor, solo produtivo e florestas e oceanos que absorvem carbono. Mais da metade do PIB global depende da natureza. Ela é a maior aliada no combate à crise climática.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O que está em jogo em Montreal?</b></p>
<p>Na conferência de Montreal, o objetivo será fechar o acordo sobre um novo Marco Global para Biodiversidade Pós 2020. Ele delineará o que os países precisam fazer, individual e coletivamente, nos próximos oito anos, até 2030, e daí para frente, para colocar a humanidade no rumo certo para que alcancemos a visão geral da CDB, que busca “viver em harmonia com a natureza” até 2050.</p>
<p>Uma das metas mais importantes é a que pede aos países que garantam que pelo menos 30% das áreas terrestres e marinhas sejam conservadas globalmente até 2030 (ponto conhecido como 30&#215;30). De acordo com o WWF-Brasil, os atuais sistemas alimentares, baseados sobretudo na monocultura, geram 70% da perda de biodiversidade na terra. Uma transição para a agricultura sustentável, como a praticada por povos e comunidades tradicionais, é essencial para proporcionar segurança alimentar e resiliência a longo prazo. <i>(Com informações do WWF-Brasil)</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>SOBRE O ISPN</b></p>
<p>O ISPN é uma organização não-governamental brasileira sem fins lucrativos, fundada em abril de 1990 e sediada em Brasília e em Santa Inês, no Maranhão. Com 32 anos de atuação, é reconhecido por sua experiência em conservação e uso sustentável da biodiversidade, apoiando povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares nos biomas Cerrado, Amazônia e Caatinga. Tem como missão contribuir para viabilizar a equidade social e o equilíbrio ambiental, com o fortalecimento de meios de vida sustentáveis e estratégias de adaptação às mudanças do clima.</p>
<p><b>Siga</b>: <a href="https://www.instagram.com/ispn_brasil/">Instagram</a> | <a href="https://www.youtube.com/user/InstitutoSPN">Youtube</a> | <a href="https://twitter.com/ISPN_Brasil">Twitter</a> | <a href="https://www.facebook.com/ISPNBR/">Facebook</a></p>
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		<title>Cultura e força Kalunga</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/cultura-e-forca-kalunga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 15:35:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-11573 aligncenter" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Kalungas-comunidade.jpeg" alt="" width="478" height="385" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Kalungas-comunidade.jpeg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Kalungas-comunidade-300x242.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Kalungas-comunidade-1024x826.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Kalungas-comunidade-768x620.jpeg 768w" sizes="(max-width: 478px) 100vw, 478px" /></p>
<p>Território e identidade são elementos interligados quando falamos sobre o quilombo Kalunga do Mimoso, localizado no Tocantins. A comunidade fica dentro do grande território Kalunga, composto por descendentes de negros escravizados fugidos das minerações. Com seus antepassados, aprenderam sobre as culturas africanas, como a Suça. Com dança, saias rodadas, cantos, viola, tambor e pandeiros, esta manifestação cultural marca festejos religiosos, colheitas e folias dos povoados.</p>
<p>Além desse legado histórico, os Kalunga do Mimoso também carregam a cultura alimentar de seus antepassados. Paçoca de carne de sol, mungunzá, tapioca, carne cozida, açafrão e tantas outras delícias somam-se à biodiversidade do Cerrado e integram o dia a dia da comunidade. No mês da Consciência Negra, lembramos que os Kalunga do Mimoso resistem e conservam seu território, conquistado na luta e em respeito ao meio ambiente. No ritmo da Suça, na organização comunitária, na diversidade alimentar e no legado de seus antepassados, eles e elas encontraram os caminhos para a liberdade.</p>
<p>A comunidade Kalunga do Mimoso recebe apoio do nosso fundo para a Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS), por meio do financiamento do Fundo Amazônia. O projeto da comunidade foca a formação de jovens, infraestrutura e o levantamento deste patrimônio imaterial para enriquecer um plano de turismo que una cultura e meio ambiente, para, no futuro, ser mais uma alternativa de renda para a comunidade.</p>
<p><em><strong>Programa sobre os Kalunga do Mimoso </strong></em></p>
<p>Confira a edição sobre os Kalunga do Mimoso no programa de áudio Canto da Coruja Comunidade, <a href="https://ispn.org.br/canto-da-coruja-comunidade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clique aqui. </a></p>
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		<title>Direitos de povos e comunidades tradicionais é pauta no Congresso Nacional</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/direitos-de-povos-e-comunidades-tradicionais-e-pauta-no-congresso-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2019 23:40:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[por Flávia Quirino, da FIAN Brasil Audiência pública ocorreu nessa segunda-feira, 17, e denunciou violações de direitos “Tiraram da gente o único espaço que tínhamos voz, que era o CNPCT e se isso acabar não vai restar nada para gente” A fala é de Maura Ney Piemonte, representante do povo Cigano, que participou nesta segunda-feira [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>por Flávia Quirino, da FIAN Brasil</em></p>
<h5 style="text-align: center;">Audiência pública ocorreu nessa segunda-feira, 17, e denunciou violações de direitos</h5>
<figure id="attachment_8554" aria-describedby="caption-attachment-8554" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-8554 size-600" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Povos-e-comunidades-tradicionais-se-reunem-no-plenario-da-camara-com-cartaz-resistir-para-existir.jpg" alt="Foto: Acervo ISPN/Méle Dornelas" width="600" height="351" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Povos-e-comunidades-tradicionais-se-reunem-no-plenario-da-camara-com-cartaz-resistir-para-existir.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Povos-e-comunidades-tradicionais-se-reunem-no-plenario-da-camara-com-cartaz-resistir-para-existir-300x175.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Povos-e-comunidades-tradicionais-se-reunem-no-plenario-da-camara-com-cartaz-resistir-para-existir-1024x598.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Povos-e-comunidades-tradicionais-se-reunem-no-plenario-da-camara-com-cartaz-resistir-para-existir-768x449.jpg 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-8554" class="wp-caption-text">Foto: Acervo ISPN/Méle Dornelas</figcaption></figure>
<blockquote>
<h5 style="text-align: center;">“Tiraram da gente o único espaço que tínhamos voz, que era o CNPCT e se isso acabar não vai restar nada para gente”</h5>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">A fala é de Maura Ney Piemonte, representante do povo Cigano, que participou nesta segunda-feira (17/06) de uma audiência pública que teve como objetivo discutir os direitos de povos e comunidades tradicionais (PCTs) do país, realizada na Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e da Amazônia, na Câmara dos Deputados em Brasília.</p>
<blockquote><p>“Nós estamos no Brasil há 445 anos e são 445 anos de exclusão social. as nossas crianças, adultos, idosos são analfabetos, nós não temos direito à saúde, não temos direito à escola. Se pra vocês a sigla CEP significa Código de Endereçamento Postal, para nós, ciganos, significa Ciganos em Extrema Pobreza. Território? Pra nós não existe. O nomadismo nos é imposto, por uma sociedade que não nos aceita. Tiraram da gente o único espaço que tínhamos voz, que era o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, se isso acabar não vai sobrar nada pra gente, nada. Não vamos ter onde reclamar, por exemplo, quando nossas crianças são tiradas da mãe dentro da maternidade, só pelo fato de serem ciganas”, destacou Maura, que é da Associação CEDRO.</p></blockquote>
<p>Assim como Maura, mais 21 representantes de PCTs reivindicaram direitos e denunciaram situações de ameaças aos territórios como a devastação ambiental, invasão de terreiros, escassez de água e alimentos e impactos de grandes empreendimentos empresariais. “Pela defesa dos nossos territórios, todos os dias, as nossas lideranças são ameaçadas. A gente vive em um contexto em que o nosso território é o nosso sustento”, ressaltou Francisca Nascimento, quebradeira de coco babaçu, representante do Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).</p>
<blockquote><p>“Nós, todas as comunidades tradicionais somos protetores do meio ambiente. Se nós não protegermos o meio ambiente, a mãe terra, não adianta tanto maquinário, tanto ferro, que ela (terra) não vai produzir mais. Não adianta ter muita máquina se não proteger a terra, enquanto esse pessoal pensa só em destruir, nós estamos preservando”, apontou João Araújo, representante da Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais.</p></blockquote>
<p>Entre os PCTs do Brasil, estão povos Indígenas, Quilombolas, Geraizeiros, Pantaneiros, Quebradeiras de Côco de Babaçu, Povos de Terreiro e de Matriz Africana, Extrativistas, Ribeirinhos, Pescadores artesanais, Extrativistas Costeiros e Marinhos, Ciganos, entre outros.</p>
<h6>Política Nacional</h6>
<p>A assessora de Direitos Humanos da FIAN Brasil, Roberta Amanajás, destacou a necessidade de transformar o Decreto nº 6.040/07, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, em Lei. “É muito importante que o Congresso transforme esse Decreto em Lei, em uma política de Estado”.</p>
<p>A secretária executiva da Rede Cerrado, Kátia Favilla, ressaltou que estamos vivendo uma política de negação da identidade e de tutela desses povos. “Começar a segurar nas mãos dos povos e comunidades tradicionais é ter uma lei, de fato, para os povos e comunidades tradicionais”.</p>
<h6>Resistir para existir</h6>
<p>“Nós queremos que esta Casa venha realmente atender aos pedidos ao que, hoje, estão fortemente ameaçados, não só de povos e comunidades, mas vários segmentos. Se fazer visível é uma necessidade de sobrevivência. Estamos nesta audiência para mostrar que existimos. Existimos em todo o Brasil. Temos uma identidade e o Estado brasileiro precisa reconhecer nossos povos e comunidades tradicionais por meio de políticas públicas”,  salientou a presidenta da CNPCT e representante da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneiras, Claudia Sala de Pinho.</p>
<p>Sobre a extinção do CNPCT, por meio do Decreto 9.759/2019, em 11 de abril, Cláudia destacou que o Estado brasileiro precisa garantir um espaço de participação e diálogo com os PCTs. “A extinção dos conselhos é fechar esta porta de participação e diálogo, essa porta precisa estar aberta, precisamos garantir que o CNPCT vai continuar. Nós vamos continuar resistindo para continuar existindo nesse Estado brasileiro”.</p>
<h6>Parlamentares</h6>
<p>Os parlamentares Edmilson Rodrigues (PSOL/PA), autor do requerimento que solicitou a audiência pública, Talíria Petrone (PSOL/RJ), Célio Moura (PT/TO) e Airton Faleiro (PT/PA) participaram da audiência pública e destacaram o compromisso com o fortalecimento e visibilidade da luta dos povos e comunidades tradicionais do país.</p>
<p><a href="https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/55936" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acesse aqui o vídeo da audiência completo. </a></p>
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		<title>Audiência Pública debate direitos de povos e comunidades tradicionais nesta segunda</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/audiencia-publica-debate-direitos-de-povos-e-comunidades-tradicionais-nesta-segunda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2019 12:31:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma audiência pública para debater as diretrizes e objetivos para as políticas de desenvolvimento sustentável de povos e comunidades tradicionais, acontece nesta segunda-feira (17/06), às 10 horas, no Plenário 14, da Câmara dos Deputados, em Brasília. Convocada pela Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e da Amazônia, a audiência pública reunirá representantes de 21 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-8538 size-600" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/convite-para-a-audiencia-na-camara.png" alt="" width="600" height="600" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/convite-para-a-audiencia-na-camara.png 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/convite-para-a-audiencia-na-camara-300x300.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/convite-para-a-audiencia-na-camara-1024x1024.png 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/convite-para-a-audiencia-na-camara-150x150.png 150w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/convite-para-a-audiencia-na-camara-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></h5>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Uma audiência pública para debater as diretrizes e objetivos para as políticas de desenvolvimento sustentável de povos e comunidades tradicionais, acontece nesta segunda-feira (17/06), às 10 horas, no Plenário 14, da Câmara dos Deputados, em Brasília.</strong></h5>
<p>Convocada pela Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e da Amazônia, a audiência pública reunirá representantes de 21 segmentos de povos e comunidades tradicionais (PCTs) do país e terá como uma das demandas a recriação do Conselho Nacional de PCTs, extinto no dia 11 de abril pelo presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>“O CNPCT é uma conquista dos povos e comunidades tradicionais, uma luta de muitos anos, é um espaço de Estado e não um espaço de governo. Esta audiência pública será um espaço de visibilidade política e das demandas de PCTs, principalmente para fortalecer a recriação do Conselho e fortalecer também a Política Nacional”, ressalta a presidenta do CNPCT, Cláudia de Pinho, representante da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneiras.</p>
<p>Além de parlamentares, também participam da audiência pública Raimundo Konmannanjy, Povo de Terreiro ACBANTU, Benício José de Lima, Povo indígena APOINME; Maura Ney Piemonte, Povo Cigano ACEDRO; Samuel Caetano, Geraizeiro do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas CAA- NM; Célia Regina das Neves, Extrativista Costeiro e Marinho CONFREM BRASIL; Francisca da Silva Nascimento, Coordenadora Geral do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu – MIQCB; Roberta Amanajás, assessora de Direitos Humanos da FIAN BRASIL – Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas; João Araújo, Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais; Kátia Favilla, Secretária Executiva da Rede Cerrado.</p>
<h6>Extinção CNPCT</h6>
<p>O Conselho foi extinto por meio do Decreto 9.759/2019, que revogou o Decreto nº 8.243 de 2014, que institui a Política Nacional de Participação Social – PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social – SNPS, extinguindo assim, todos os conselhos, comissões de participação social junto ao Governo Federal.</p>
<p>Desde o anúncio desta medida, a sociedade civil do CNPCT tem mobilizado parceiros e instituições para a recriação do órgão à exemplo de uma minuta apresentada no dia 14 de maio, ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos solicitando a recriação do Conselho.</p>
<h6>Sobre o CNPCT</h6>
<p>Instituído pelo Decreto 8.750 de maio de 2016, o Conselho é um órgão de caráter consultivo e seus conselheiros e conselheiras são eleitos por meio de edital público. O processo eleitoral aconteceu ainda no mesmo ano, porém o resultado deste só foi divulgado em fevereiro de 2017. Apesar da nomeação em 14 julho de 2017, conselheiras e conselheiros eleitos só tomaram posse no dia 11 de setembro de 2018.</p>
<p>Entre as principais atribuições do CNPCT estão coordenar e acompanhar a implementação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, instituída pelo Decreto nº 6.040/07. A Política foi elaborada tendo como principal objetivo a promoção do desenvolvimento sustentável desses grupos com ênfase no reconhecimento, no fortalecimento e na garantia dos seus direitos territoriais, sociais, ambientais, econômicos e culturais, respeitando e valorizando suas identidades, formas de organização e instituições.</p>
<h6>Povos e Comunidades Tradicionais</h6>
<p>PCT’s são definidos como: grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.</p>
<p>Entre os PCTs do Brasil, estão povos Indígenas, Quilombolas, Geraizeiros, Pantaneiros, Quebradeiras de Côco de Babaçu, Povos de Terreiro e de Matriz Africana, Extrativistas, Ribeirinhos, Pescadores artesanais, Extrativistas Costeiros e Marinhos, Ciganos, entre outros</p>
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		<title>Tambor de Crioula atrai intercâmbio intercultural entre indígenas e quilombolas no Maranhão</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/tambor-de-crioula-atrai-intercambio-intercultural-entre-indigenas-e-quilombolas-no-maranhao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jan 2019 19:27:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Povos e Comunidades Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>
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<p>O intercâmbio representa um momento de compartilhamento de experiências entre povos de culturas diversas e de tradição oral e tem se mostrado uma rica forma de proporcionar contatos e momentos de aprendizado. Foi com este intuito que ocorreu o Intercâmbio Intercultural entre o povo Guajajara da Terra Indígena Rio Pindaré e os quilombolas da comunidade Vila Fé em Deus, município de Santa Rita – MA, em novembro de 2018. Na ocasião, os participantes foram conhecer e participar da Festa do Tambor de Crioula em homenagem ao santo São Benedito, que é tradicionalmente homenageado como protetor das terras de preto, dos quilombos e da história ancestral. A iniciativa foi idealizada e organizada pela Associação Mainumy da Terra Indígena Pindaré e pela Associação Comunitária Remanescente de Quilombo da Vila Fé em Deus, e contou com apoio do ISPN, no âmbito do Programa Estratégico do Maranhão (Poema) e do Plano Básico Ambiental – Componente Indígena no Subprograma Etnodesenvolvimento, em parceria com a Vale.</p>
<p>O Tambor de Crioula é uma dança de matriz africana praticada nos quilombos do Maranhão e é perpetuada entre as gerações. Geralmente, ocorre em festas de aniversário, vitória no futebol, festa de preto velho, bumba-meu-boi ou na festa do santo padroeiro. É comumente dançado em Carnaval, festas juninas e está sempre associado ao louvor a São Benedito.</p>
<p>O período entre os preparativos e o dia da festa do Tambor é um grande momento de cooperação e confraternização no quilombo. Homens, mulheres e jovens ajudam na organização do espaço, na ornamentação para o altar de São Benedito, na fogueira para esquentar o couro dos tambores, e na produção da comida, que é partilhada entre todos da comunidade e os convidados. E foi assim na Vila Fé em Deus, uma grande festa e uma mostra da valorização e perpetuação das tradições culturais, animando moradores e atraindo gente das localidades vizinhas e do município sede.</p>
<p>A dança do Tambor de Crioula não requer ensaios, pois o modo de dançar é repassado pelas coreiras (mulheres que dançam o tambor) para as mais jovens dentro da roda. As mulheres se vestem com saias rodadas com estampas em cores vivas, anáguas largas com renda na borda e blusas rendadas e decotadas brancas ou de cor. Os homens trajam calça branca, chapéu de palha e camisa estampada.</p>
<p>A animação é feita com o canto puxado pelos homens e acompanhando pelas mulheres. Um homem puxa a toada de levantamento. Em seguida, o coro – que é seguido por três tambores: o tambor grande, o meião e o crivador – chama e mante a roda de tambor viva, passando esse canto a compor o refrão para os improvisos que se sucederão.</p>
<p>As mulheres, além de dançarem e serem o destaque da roda, ajudam a entoar os cantos. Os temas, puxados livremente em toadas, remetem à louvação aos santos protetores, sátiras, homenagem às mulheres, desafio de cantadores, fatos do cotidiano e despedidas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-6784 alignright" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/01/criancas-dancarinas-de-tambor-de-crioula.jpg" alt="" width="430" height="430" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/01/criancas-dancarinas-de-tambor-de-crioula.jpg 430w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/01/criancas-dancarinas-de-tambor-de-crioula-300x300.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/01/criancas-dancarinas-de-tambor-de-crioula-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 430px) 100vw, 430px" /></p>
<p>O Tambor de Crioula apresenta coreografia livre e variada. Os movimentos são mais soltos, mais intensos e bem acentuados, seguindo o compasso dos tocadores. A dança apresenta uma particularidade: a punga ou umbigada. Entre as mulheres, se caracteriza como um convite para entrar na roda. Quando uma delas está no centro e quer sair, avança em direção a outra companheira, aplicando-lhe a punga, que consiste no toque com a barriga. A que estiver na roda vai para o centro para continuar a brincadeira.</p>
<p>“Me criei dentro do Tambor de Crioula. É uma tradição que foi deixada pelo meu avô, que aprendeu com meu bisavô. E, assim, a gente vai passando de geração em geração. É uma alegria muito grande poder levar essa cultura à frente. Ficamos mais felizes em receber os nossos irmãos indígenas, em vir aqui, e conhecer um pouco da nossa cultura”, falou orgulhoso o presidente da Associação de Tambores de Crioula do Quilombo Vila Fé em Deus, Genilton Barbosa.</p>
<p>Arlete Viana Guajajara, do povo Guajajara da Aldeia Januária (TI Rio Pindaré), ficou deslumbrada ao conhecer a Festa do Tambor de Crioula. “A gente observou o quanto essa manifestação é valorizada pelos quilombos. E a gente precisa disso: conhecer outras culturas para fortalecer nossa. Ficamos maravilhados em ver jovens, crianças e adultos envolvidos na festa. A partir desse momento a gente firma parcerias e laços afetivos com essa comunidade. Fiquei muito emocionada com essa valorização, lembrei muito da nossa cultura. Há mais de 500 anos, a gente continua resistindo e preservando”, enfatizou.</p>
<p>São Benedito – É um santo negro africano. No Brasil, a veneração se inicia fortemente no período da escravidão, dentro das senzalas. É considerado padroeiro da gastronomia, dos cozinheiros. E está relacionado também a fartura e a comida.</p>
<p>Tambor de Crioula é Patrimônio Cultural – Em 2007, o Tambor de Crioula ganhou o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. A Lei nº 13.248 de 12 de janeiro de 2016 estabeleceu a data de 18 de junho como o Dia do Tambor de Crioula. A Lei foi votada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Governo Federal.</p>
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		<title>O dia em que o quilombo voltou a ser terra de todos</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/o-dia-em-que-o-quilombo-voltou-a-ser-terra-de-todos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jul 2018 13:47:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[Territórios]]></category>
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					<description><![CDATA[Por: Assessoria de Comunicação da Rede Cerrado Comunidade quilombola de Monte Alegre entra para a história de luta dos povos e das comunidades tradicionais do Brasil O barracão coberto de palha, erguido por moradores da própria comunidade, até aquele momento, não era espaço comum do quilombo. A vontade de ter um lugar para festas, tambores [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por: Assessoria de Comunicação da Rede Cerrado</em></p>
<h4>Comunidade quilombola de Monte Alegre entra para a história de luta dos povos e das comunidades tradicionais do Brasil</h4>
<p>O barracão coberto de palha, erguido por moradores da própria comunidade, até aquele momento, não era espaço comum do quilombo. A vontade de ter um lugar para festas, tambores e partilhas, até aquele momento, não havia se concretizado. Foi só chegar a notícia de que o Seminário Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais ocorreria ali, naquele chão de terra batida, de poeira solta pelo sol, que… Pronto! Mãos, braços, pernas, ombros, em meio a algumas ferramentas, mobilizou aquele povoado que, em um esforço coletivo, em poucos dias, colocou aquele barracão de pé. Assim como em poucos minutos as faixas foram colocadas indicando qual era o caminho. A cozinha que era livre tinha brasa acesa noite e dia. Comida boa, de verdade e aos tantos. A casa estava pronta. Os povos que chegariam de todas as partes do Brasil já podiam, muitos com suas redes, se “achegar”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Abertura Seminário Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/x4auLnopKF4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A comunidade quilombola de Monte Alegre, localizada no município de São Luís Gonzaga, no interior do Maranhão, já estava em festa quando, entre os dias 3 e 5 de julho, recebeu em sua terra cerca de 200 pessoas, entre conselheiros dos povos e comunidades tradicionais (PCTs), movimentos sociais parceiros, apoiadores nacionais e internacionais, além da comunidade. Mais de 13 estados brasileiros estavam ali representados. Para quê? Avaliar a Política Nacional de PCTs e discutir uma agenda comum para o Conselho Nacional, que apesar de nunca ter sido empossado pelo Governo Federal, iniciou as atividades em busca do bem viver para as quase cinco milhões de pessoas que resistem pela existência dos costumes tradicionais.</p>
<p>O Quilombo de Monte Alegre, ao longo dos três dias de intensos estudos e debates entre as comunidades tradicionais, acolheu e foi acolhido. Um território marcado pela luta de um povo que desde 1870 resiste naquele chão, de geração em geração, pelo direito de permanecerem na terra que lhes é comum. Que lhes é sagrada.</p>
<p>Mas um dia nessa história ficou tristemente marcado. Os olhos estarrecidos dos que estavam lá viram 97 casas da comunidade, que na época eram todas de palha, pegando fogo. Como quem marca um boi com ferro quente, aqueles homens marcaram centenas de corações que nunca puderam esquecer aquele 12 de novembro de 1979.</p>
<p><a href="http://redecerrado.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Leia a reportagem completa no site da Rede Cerrado</a></p>
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