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	<title>Arquivos pará - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>Após 407 anos, povo Tenetehar se reúne para celebrar a resistência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Aug 2021 15:04:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[guajajara]]></category>
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					<description><![CDATA[Tenetehar, o povo que sempre habitou a porção oriental do vale amazônico, vai se reunir pela primeira vez após 407 anos de separação. O encontro será nos próximos dias 7 a 9 de agosto de 2021 na aldeia São Pedro, localizada na Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá, no Pará. O evento vai reunir lideranças [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenetehar, o povo que sempre habitou a porção oriental do vale amazônico, vai se reunir pela primeira vez após 407 anos de separação. O encontro será nos próximos dias 7 a 9 de agosto de 2021 na aldeia São Pedro, localizada na Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá, no Pará. O evento vai reunir lideranças indígenas do povo Tenetehar para discutir estratégias de sobrevivência e defesa dos seus territórios.</p>
<p>A realização do encontro é da Federação dos Povos Indígenas do Pará (FEPIPA) com apoio da Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (COAPIMA), e do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), no âmbito do projeto Povos Indígenas e Paisagens Sustentáveis no Cerrado e na Amazônia, uma parceria com a Iniciativa Internacional Climática e Florestal da Noruega (NICFI), Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e Instituto Nupef.</p>
<p><strong>Quem são os Tenetehar?</strong></p>
<p>A história de separação deste povo iniciou por volta do século XVI a partir da fundação de São Luiz (MA) pelos franceses e de Belém (PA) pelos portugueses, e esse sistema de conquista europeia atravessou o território Tenetehar. Após a separação colonial, o povo dividido passou a ser chamado de Tembé, no lado paraense e de Guajajara, no lado maranhense. “Apesar da separação que o Estado brasileiro impôs aos Tenetehar, ainda assim nossas ancestralidades nos fazem estar conectados. Nós nunca nos separamos espiritualmente”, afirma Puyr Tembé, coordenadora executiva da FEPIPA. A autodenominação Tenetehar significa “o homem verdadeiro” ou “o homem de verdade”, porém no sentido de caracterizar uma pessoa de carne e osso sem remeter à ideia de alguém que determina verdades. Os Tenetehar pertencem à família linguística Tupi.</p>
<p><strong>Estratégias de gestão territorial para a resistência e sobrevivência </strong></p>
<p>Muito celebrado pelas lideranças indígenas, o encontro tem uma importância singular no atual contexto de constantes ataques aos direitos indígenas no Brasil. “Vamos nos juntar para pensar estratégias de luta e mostrar que precisamos estar unidos e fortalecidos como um só”, reforça Puyr Tembé. Nesse sentido, o evento vai debater diversas estratégias de fortalecimento da gestão territorial e ambiental desse extenso território que reúne 14 Terras Indígenas. Trata-se de uma região que sofre diversos tipos de pressões socioambientais, tais como invasões para retirada ilegal de madeira, para criação de gado e outros tipos de atividades que aumentam a degradação ambiental em uma das regiões que mais sofre com o desmatamento na Amazônia.</p>
<p>As invasões também impactam a vida nas aldeias indígenas atentando até mesmo contra a vida de lideranças que lutam para proteger os seus territórios. Por isso, as temáticas debatidas vão envolver os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs)- que são instrumentos que organizam os planos de futuro dos territórios indígenas; o papel das mulheres indígenas no cuidado com a mãe-terra; o Mosaico Gurupi- um conjunto de áreas protegidas que reúne Terras Indígenas do território Tenetehar e que se configura num importante instrumento de fortalecimento da gestão territorial em âmbito de macropaisagens; os Guardiões e as Guerreiras da Floresta &#8211; que são coletivos indígenas que voluntariamente monitoram as Terras Indígenas contra as práticas de ilícitos; e ainda os Protocolos de Consulta- que são importantes instrumentos de autodeterminação que rege sobre o direito indígena à consulta livre, prévia e informada sobre atividades externas ao território que afetem o bem-viver indígena direta ou indiretamente.</p>
<p>Para o coordenador do Programa Povos Indígenas do ISPN, João Guilherme Nunes Cruz, este encontro é mais uma oportunidade para que os povos indígenas possam debater desafios que lhes são comuns e propor soluções integradas, como no caso dos Tenetehar que vão discutir a conservação, a cultura, a proteção territorial, dentre outras questões. “Apoiamos este evento por entendermos que irá contribuir para a gestão desta macropaisagem, por meio da conservação ambiental e da valorização dos meios de vida dos Tenetehar”, afirmou.</p>
<p><strong>Cuidados com a segurança sanitária</strong></p>
<p>Em virtude da participação de muitos convidados advindos de diferentes Terras Indígenas do Maranhão e do Pará, a FEPIPA elaborou um rigoroso Protocolo de Segurança Sanitária para evitar disseminação da Covid-19 entre os participantes. O Protocolo tem como base as regulações oficiais vigentes de contenção do coronavírus e determina que o participante já tenha tomado as duas doses da vacina. Todos os participantes farão testagem rápida na chegada e na saída do evento, deverão usar máscaras, álcool em gel e manter o máximo de distanciamento social possível.</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p><strong> </strong>Evento: 1º Encontro do povo Tenetehar<br />
Objetivo: Reunir o povo Tenetehar após 407 anos e discutir estratégias de gestão dos territórios indígenas para a resistência e sobrevivência.<br />
Data: 7 a 9 de agosto de 2021<br />
Local: Aldeia São Pedro, Terra Indígena Alto Rio Guamá (PA)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Informações:</strong></p>
<p><a href="mailto:contato.fepipa@gmail.com">contato.fepipa@gmail.com</a><br />
<a href="mailto:andreza@ispn.org.br">andreza@ispn.org.br</a></p>
<p>(Arte: FEPIPA)</p>
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