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	<title>Arquivos kayapó - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>PPP-ECOS: A força das mulheres Mebengokre vem da Floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 13:16:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A chegada das chuvas e o fim do período da seca na Amazônia significa também o encerramento de um ciclo de atividades dos projetos vinculados ao ISPN na floresta. Foi assim com o &#8220;Projeto Menire – a força das mulheres Mebengokre vem da Floresta&#8221;, do Instituto Raoni (IR), sobre o qual falaremos nesta publicação. As [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada das chuvas e o fim do período da seca na Amazônia significa também o encerramento de um ciclo de atividades dos projetos vinculados ao ISPN na floresta.</p>
<p>Foi assim com o &#8220;Projeto Menire – a força das mulheres Mebengokre vem da Floresta&#8221;, do Instituto Raoni (IR), sobre o qual falaremos nesta publicação.</p>
<p>As mulheres Mebengokre Kayapó encontram na semente negra Cumaru uma forma de tirar sustento e organizar a luta de seu povo na região. A atividade acontece na aldeia Piaraçu, localizada na Terra Indígena Capoto Jarina, às margens do rio Xingu, e fica a cerca de 5km de uma estrada de terra, por onde elas chegam na floresta.</p>
<p>O trajeto para a colheita do Cumaru envolve um deslocamento de carro e caminhada mata à dentro. Essa é uma forma de as mulheres gerarem renda a toda comunidade e ainda conservarem a floresta, que sofre com todo tipo de pressão por parte do agronegócio. A estrada que as leva para a floresta é a mesma que escoa soja e outros produtos de monocultivos da região.</p>
<p>As lideranças Kayapó buscam qualificar a produção do Cumaru, que além de ser fonte de renda, é também uma semente sagrada para os povos da região, com propriedades medicinais. Elas também começam a produzir mudas de semente para que o Cumaru possa ser cultivado ali mesmo nos roçados da comunidade.</p>
<p>O Projeto Menire trabalhou neste sentido: no apoio da produção do Cumaru e de seu beneficiamento.</p>
<p>Quando os casos de covid começaram a baixar, as mulheres kayapó puderam finalmente se reencontrar. Nesse momento, foram feitas expedições de campo para coleta de 1300 kg da semente, além de mapeamento de matrizes, reuniões e conversas entre aldeias sobre a execução do projeto e discussões para o aprimoramento da organização produtiva, com oficina de formação de coletoras.</p>
<p>As atividades envolveram duas terras indígenas e três povos, com 53 famílias coletoras do Cumaru e outras 30 envolvidas no enriquecimento das roças e pomares.</p>
<p>Nós, do ISPN, pudemos visitar o território Kayapó em junho, ocasião em que realizamos uma Oficina de Capacitação em Elaboração de Projetos.</p>
<p>E com isso, celebramos o sucesso do Projeto Menire, que fortalece o trabalho do povo kayapó e o caminho para a construção da Soberania Alimentar que almejamos.</p>
<p>#AquiTemPPPECOS conta histórias na perspectiva de quem conserva os biomas brasileiros. Siga acompanhando.</p>
<p><em>Foto: Acervo ISPN. </em></p>
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