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	<title>Arquivos Juventude - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos Juventude - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>Três estratégias para envolver jovens no campo</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/tres-estrategias-para-envolver-jovens-no-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 13:41:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Bico do Papagaio]]></category>
		<category><![CDATA[Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Família Agrícola]]></category>
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		<category><![CDATA[Quebradeira de coco]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombola]]></category>
		<category><![CDATA[Zona rural]]></category>
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					<description><![CDATA[Comunidades tradicionais e agricultores familiares do Maranhão e do Tocantins mostram que educação, comunicação e a prática do artesanato engajam a juventude e a torna orgulhosa de suas raízes rurais, conscientes de que são elas que sustentam as cidades, para além de suas próprias famílias &#160; O desenvolvimento e a modernidade passam pela roça. Essa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>Comunidades tradicionais e agricultores familiares do Maranhão e do Tocantins mostram que educação, comunicação e a prática do artesanato engajam a juventude e a torna orgulhosa de suas raízes rurais, conscientes de que são elas que sustentam as cidades, para além de suas próprias famílias</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desenvolvimento e a modernidade passam pela roça. Essa é a convicção do estudante Erivelton Oliveira Sousa, 18 anos, estudante do último ano do ensino médio da Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio Padre Josimo. No extremo norte do Tocantins, os alunos aprendem não só matemática, português, biologia, artes e as disciplinas convencionais, mas também têm aulas sobre movimentos sociais, sindicatos, produção agroecológica e criação de animais. Baseada na pedagogia da alternância, crianças e jovens passam uma semana na escola e uma semana realizando atividades em casa, aplicando os conhecimentos nas suas próprias comunidades e compartilhando o que aprendem sobre a terra com suas famílias agricultoras.</p>
<p>Remanescente quilombola da comunidade Ciriaco, localizada às margens do Rio Tocantins, Erivelton chegou à EFA ainda no ensino fundamental. Ele recorda que encontrou um espaço onde pode se identificar com o que era ensinado, encontrando uma relação sólida entre teoria e prática. Hoje ele planeja seguir seus estudos superiores em Ciências Agrárias, mas não quer ir para longe: quer estar próximo o suficiente de sua comunidade para continuar aprimorando cada vez mais o trabalho local com a terra.</p>
<p>&#8220;Se todo mundo sair do campo, quem vai alimentar a cidade? Quem vai sujar a mão de terra? O desenvolvimento também está no campo, ele é a base para sustentar a cidade&#8221;. Erivelton tem consciência da importância da sucessão rural, algo que aprendeu na sua escola e que vê no seu cotidiano. Ele comenta que sua comunidade era grande no passado, mas hoje há apenas uma família habitando o local, à qual ele serve de fonte de informação sobre melhores práticas agrícolas. Por lá, plantam cana, criam galinhas, mantêm uma horta e, mais recentemente, Erivelton iniciou a implantação de um apiário local.</p>
<figure id="attachment_15648" aria-describedby="caption-attachment-15648" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-15648" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/erivelton.png" alt="Erivelton Oliveira Sousa" width="600" height="374" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/erivelton.png 839w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/erivelton-300x187.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/erivelton-768x479.png 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15648" class="wp-caption-text">Erivelton Oliveira Sousa, estudante, sabe a importância do campo para as cidades (Acervo ISPN/Raisa Pina)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Agroecologia da escola para a família</b></p>
<p>Silmara Silva, 17 anos, há quatro anos na EFA, sonha em ser fotógrafa e já começou a se aventurar pelo campo artístico. Na aula de artes da EFA, os estudantes são estimulados a realizarem obras de pintura, colagem e desenhos com elementos naturais recolhidos do bosque. Mas o que mais tocou Silmara foi o aprendizado sobre agroecologia. &#8220;É uma forma da gente melhorar as coisas; aqui na escola ensinam a gente a não usar agrotóxico, isso melhora a nossa vida&#8221;.</p>
<p>De acordo com a pesquisa <i>Who Cares, Who Does?</i> de 2020, realizada pela Kantar, quem mais influencia as pessoas em suas escolhas e suas mudanças de consumo numa direção ambiental são os filhos. Celebridades famosas aparecem em oitavo lugar da lista de influenciadores, o que reforça a importância da juventude para a formação da família inteira. Recentemente, uma <a href="https://www.brasildefato.com.br/2020/11/19/juventude-do-bico-do-papagaio-to-quer-permanecer-no-campo-mas-precisa-de-condicoes">pesquisa feita pela APA-TO</a> entre a juventude agroecológica do Bico do Papagaio mostrou que, de 245 estudantes de 12 municípios da região, 72% desejam continuar no campo. O número é resultado das ações de educação e de engajamento desses jovens em comunicação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Comunicação para divulgar e valorizar</b></p>
<p>Matheus Indiano, 23 anos, ex-aluno da EFA e atual técnico da instituição na docência sobre agroecologia, é um dos jovens que integra o GT das Juventudes Rurais do Bico, grupo que reúne quilombolas, quebradeiras de coco e assentados membros de movimentos sociais que organizam as juventudes rurais. Criado em 2018, o GT discute temas do campo e, durante a pandemia, por meio de oficinas temáticas para redes sociais, passou a estimular a produção de conteúdo elaborados pelas próprias comunidades para divulgar direitos, identidades e culturas das comunidades.</p>
<p>No perfil do Instagram, o GT divulga vídeos e fotos produzidos pelos jovens, como o tutorial para fazer turbantes, realizado por Laith Cardoso, ou ainda o tutorial gravado por Antônio Ly, que ensina a fazer uma caixinha de segredos com a palha da palmeira do babaçu. Para Matheus, que sofria preconceito na infância por ser da zona rural, a educação foi fundamental para que ele tivesse orgulho de suas origens.</p>
<p>&#8220;Viemos de antepassados criados no campo, isso faz com que nós, jovens, precisemos dar continuidade a essa luta. Percebo que faço a defesa de uma luta de trabalhadores, é importante lembrar das origens&#8221;, diz o universitário que atualmente estuda Licenciatura em Educação do Campo na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), no campus de Marabá. O trabalho que o GT das Juventudes Rurais do Bico faz, além de engajar, amplia o alcance de narrativas protagonizadas por jovens orgulhosos do campo e com conhecimento valioso em agroecologia, que serve em benefício do equilíbrio climático global.</p>
<figure id="attachment_15650" aria-describedby="caption-attachment-15650" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-15650 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/matheus.png" alt="Matheus Indiano" width="600" height="355" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/matheus.png 600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/matheus-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15650" class="wp-caption-text">Matheus Indiano busca qualificação para compartilhar com sua comunidade (Acervo ISPN/Raisa Pina)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Artesanato para agregar valor</b></p>
<p>Do outro lado do Rio Tocantins, já no estado do Maranhão, na região Tocantina, as quebradeiras de coco babaçu da Estrada do Arroz, nas proximidades da Reserva Extrativista do Ciriaco, executaram um projeto que, além de beneficiar mais de 150 famílias, envolvem a juventude na cadeia de produção e comercialização de sabonetes e enfeites. Após capacitação virtual e consultoria empresarial, nasceu a Pindowa, marca coletiva do artesanato das quebradeiras de cinco povoados que compartilham o território (São Félix, Olhos D’água dos Martins, Ciriaco, Coquelândia e Petrolina). O nome é uma referência ao babaçu ainda no estágio juvenil e é resultado do projeto Babaçu Fonte de Vida, apoiado pelo Fundo para Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) e pela Suzano.</p>
<p>As representantes das organizações comunitárias de quebradeiras de coco vem participando cada vez mais de feiras de empreendedorismo e artesanato, além de expandir as encomendas nacional e internacionalmente. O Consulado da Suíça no Brasil é um parceiro e recentemente convidou a Pindowa para participar de um evento no país europeu. No último trimestre, a marca produziu quase dois mil sabonetes feitos à base do óleo de coco babaçu. Neste Natal, as jovens planejam elaborar um kit especial para comercialização via Instagram e WhatsApp.</p>
<figure id="attachment_15652" aria-describedby="caption-attachment-15652" style="width: 501px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-15652" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-300x212.jpg" alt="Bárbara" width="501" height="354" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-300x212.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-1024x724.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-768x543.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-1536x1086.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-scaled.jpg 2048w" sizes="(max-width: 501px) 100vw, 501px" /><figcaption id="caption-attachment-15652" class="wp-caption-text">Bárbara, filha de quebradeira de coco, é uma das artesãs da Pindowa (Suzano/Fernando Soares)</figcaption></figure>
<p>As experiências das juventudes do Bico do Papagaio e da fronteira do Maranhão, com toda sua consciência e orgulho de serem do campo, preocupados com as gerações futuras e a continuidade da sucessão rural para benefício das cidades e também do clima global, fazem emergir o verso do poeta Manoel de Barros: &#8220;Meu quintal é maior do que o mundo&#8221;. Talvez os quintais desses jovens não sejam maiores, mas com certeza são eles os responsáveis por salvar o planeta das tragédias anunciadas de agrotóxicos e mudanças climáticas. O futuro do mundo está no quintal agroecológico dessas juventudes.</p>
<p>Os Projetos que fomentam a EFA Bico Padre Josimo (Educação do campo e a agroecologia: caminhos para juventude camponesa do Bico), a APA-TO (Organização Sócio-Produtiva para Fomento de Circuitos Curtos de Comercialização da Rede Bico Agroecológico) e as quebradeiras de coco babaçu (Organização da Rede de Produção Agroecológica dos municípios de Araguatins e Buriti) recebem o apoio do Fundo PPP-ECOS, de promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais, com recursos do Fundo Amazônia e gerenciado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Sobre o Fundo PPP-ECOS</b></p>
<p>A promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) é a principal estratégia adotada pelo ISPN na busca por um desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental. Para viabilizar esta estratégia, o Instituto gere um Fundo independente que capta e destina recursos a projetos de organizações comunitárias que atuam pela conservação ambiental por meio do uso sustentável dos recursos naturais, gerando benefícios econômicos e sociais. Hoje, a carteira de financiadores do Fundo PPP-ECOS conta com o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Fundo Amazônia/BNDES, Laudes Foundation, União Europeia e Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Jovens indígenas do Maranhão realizam exposição sobre ritual local em São Luís</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/jovens-indigenas-do-maranhao-realizam-exposicao-sobre-ritual-local-em-sao-luis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ispn]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2019 13:25:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_7596" aria-describedby="caption-attachment-7596" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-7596 size-600" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/guajajara-pb-tiny.jpeg" alt="índios guajajara em ritual" width="600" height="400" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/guajajara-pb-tiny.jpeg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/guajajara-pb-tiny-300x200.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/guajajara-pb-tiny-1024x683.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/guajajara-pb-tiny-768x512.jpeg 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7596" class="wp-caption-text">Foto parte da exposição. Autor: Genilson Guajajara</figcaption></figure>
<p dir="ltr">O mês de abril é dedicado às ações de luta e resistência política e cultural dos povos indígenas. Nesse propósito, a Casa do Maranhão &#8211; equipamento cultural vinculado à Secretaria da Cultura do Estado (Secma) &#8211;  sediada em São Luís, preparou uma programação especial com o tema “Os Povos Indígenas e o Espaço Museal: Um resignificar de práticas sociomuseológicas frente aos saberes e fazeres tradicionais”. Uma série de atividades, algumas com o apoio do ISPN, foram pensadas para esse momento, como exposições, exibição de documentário, rodas de conversa e outros espaços educativos.</p>
<p dir="ltr">“O objetivo da programação é desmistificar a figura do indígena como algo romântico, exótico, com importância apenas folclórica para a cultura. Trata-se de um momento de narrar a história que os livros não contam”, explicou o diretor da Casa do Maranhão, Iguatemy Carvalho.</p>
<p>Dentro da programação, está a exibição do curta-metragem e a exposição fotográfica “Wyra’u Haw – A grande festa” da localidade de Piçarra Preta, Terra Indígena Rio Pindaré, no município de Bom Jardim (MA) &#8211; que retrata o ritual do povo indígena Guajajara quando a menina entra no ciclo menstrual pela primeira vez e o menino na puberdade. A iniciativa contou com apoio do ISPN e da Vale, no âmbito do Plano Básico Ambiental – Componente Indígena (PBACI), através do Subprograma Fortalecimento Cultural.</p>
<p>A exposição é resultado do trabalho do coletivo de comunicação Pinga Pinga. O grupo reúne 10 jovens de comunidades tradicionais e indígenas da região do Vale do Pindaré. Alguns deles participaram de formações em audiovisual pela ONG Vídeo nas Aldeias (@videonasaldeias), como parte do PBACI, implementado pelo ISPN.</p>
<p>São 23 imagens que registram cenas da Festa do Moqueado, também chamada de “Ritual da Menina Moça” &#8211;  tradição secular que vem sendo preservada pelo povo Guajajara no Maranhão, um dos maiores do Brasil. A iniciativa simboliza a transição entre a infância e a chegada à vida adulta. Após ser submetida ao ritual, a garota está apta a executar todos as atividades das mulheres adultas da aldeia.</p>
<p>O jovem indígena Genilson Guajajara (@genilsonguajajara), da Aldeia Piçarra Preta (Terra Indígena Rio Pindaré), é um dos integrantes do coletivo Pinga Pinga e está bastante orgulhoso em ver seu trabalho exposto em um grande espaço cultural na Capital do Maranhão. “A exposição, tanto do curta-metragem como das fotografias, é importante para nós, pois conta a história do meu povo. Mostra minha cultura. E, é uma forma também de resistência”, explica.</p>
<p>A programação voltada na Casa do Maranhão vai até dia 30 deste mês, com entrada gratuita. O espaço funciona de terça-feira a sábado, das 9h às 18h, e aos domingos das 9h às 13:30h.</p>
<p>Para mais informações, <a href="http://www.sectur.ma.gov.br/casa-do-maranhao">clique aqui.</a></p>
<p>Confira mais fotos da exposição também de autoria do jovem Genilson Gajajara:</p>
<p><img decoding="async" src="http://novo.ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2019/05/mulheres-guajajara.jpeg" /><br />
<img decoding="async" src="http://novo.ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2019/05/mulheres-sentadas-guajajara.jpeg" /><br />
<img decoding="async" src="http://novo.ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2019/05/velha-guajajara.jpeg" /><br />
<img decoding="async" src="http://novo.ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2019/05/velhas-cozinhando-guajajara.jpeg" /><br />
<img decoding="async" src="http://novo.ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2019/05/velho-guajajara.jpeg" /><br />
<a href="http://novo.ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2019/05/jovens-guajajara.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone" src="http://novo.ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2019/05/jovens-guajajara.jpeg" alt="" width="1280" height="853" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A volta de Chico Mendes: a sabedoria de gerações</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/a-volta-de-chico-mendes-a-sabedoria-de-geracoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Nov 2018 13:56:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Extrativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Povos e Comunidades Tradicionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Após 30 anos da partida de uma das lideranças mais importantes para a proteção socioambiental, antigas e novas gerações se encontram em Brasília para fortalecerem ações futuras e coletivas. Seringueiros, agricultores, geraizeiros, indígenas e tantos outros povos e comunidades tradicionais traduzem como o extrativismo promove a conservação ambiental defendida por Chico Mendes ao longo de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Após 30 anos da partida de uma das lideranças mais importantes para a proteção socioambiental, antigas e novas gerações se encontram em Brasília para fortalecerem ações futuras e coletivas.</em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-600 wp-image-6436" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-2.jpg" alt="" width="600" height="400" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-2.jpg 800w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-2-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-2-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Seringueiros, agricultores, geraizeiros, indígenas e tantos outros povos e comunidades tradicionais traduzem como o extrativismo promove a conservação ambiental defendida por Chico Mendes ao longo de sua história. Assim, entre os dias 6 e 7 de novembro, antigas e novas gerações desses povos se encontraram no Seminário Nacional da Juventude Extrativista do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), em Brasília. O CNS, que hoje converge povos de diferentes regiões do Brasil, é um dos protagonistas na defesa dos territórios tradicionais, protegendo meios de vida sustentáveis. Com o Seminário, o Conselho resgata, por meio de lideranças comunitárias antigas, a história de Chico visando fortalecer a continuidade da luta dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais por meio do protagonismo da juventude.</p>
<p><em><strong>Chico Mendes, presente.</strong></em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-400 wp-image-6439" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-5.jpg" alt="" width="400" height="219" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-5.jpg 800w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-5-300x164.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-5-768x420.jpg 768w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />São diversas as políticas e iniciativas nacionais e internacionais resultantes do legado de Mendes e importantes para a conservação da biodiversidade e a defesa dos povos. O ex-presidente da CNS, Joaquim Belo, do Amapá, lembra que o conceito e a implementação de reservas extrativistas, por exemplo, foram cruciais para garantir o direito ao território de agricultores e povos e comunidades tradicionais na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica e demais biomas brasileiros. “Junto com as Unidades de Conservação (UC’s), elas são vistas como meios políticos que asseguram aos povos a proteção necessária para a continuidade dos seus modos de vida alinhadas ao uso sustentável da biodiversidade”, explanou durante o seminário.</p>
<p>O representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Mauro Pires, trouxe outras políticas resultantes do legado de Chico, como o Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), a Lei Chico Mendes, o Programa Amazônia Solidária, o Fundo Amazônia, dentre outras. Pires ainda comentou sobre a representatividade do Brasil nas convenções internacionais a partir do significado que Chico passou a ter para o mundo. “Começamos a ter muita importância na Conferência de Biodiversidade (CDB), por exemplo. Nesse e em outros espaços internacionais, nos tornamos referência em debates como o combate ao desmatamento”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-400 wp-image-6438" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-3.jpg" alt="" width="400" height="269" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-3.jpg 800w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-3-300x202.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-3-768x516.jpg 768w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />Fábio Vaz, Coordenador Executivo do ISPN, organização apoiadora do seminário, trouxe ainda ações que, além de fortalecerem a luta pela sociobiodiversidade, permitem o protagonismo político dos povos, também defendida pela simbologia de Mendes. “O PPP-ECOS [Programa de Pequenos Projetos Ecossociais] é um exemplo de iniciativa que, além de permitir a inserção produtiva dos povos e comunidades tradicionais, possibilita que elas influenciem e acessem políticas públicas”. Vaz também destacou a importância de redes como o CNS para a resistência na atual conjuntura política. “É importante resistir, mas resistir de forma articulada”.</p>
<p><em><strong>Gerações de saberes pela resistência</strong></em></p>
<p>Diante da releitura das políticas conquistadas pela trajetória de luta de Chico e seus contemporâneos, também foi destacado a importância da juventude na perpetuação dessa história. Para outro ex-presidente do CNS, Júlio Barbosa, a luta de Chico Mendes permanece viva na trajetória dos povos que resistem pelo território e por direitos. Segundo o seringueiro do Acre, esse legado não pode ser abandonado, e a juventude tem papel crucial nessa jornada. “O grande desafio dos jovens hoje é dar continuidade à luta de Chico, que é a nossa luta. Diante da conjuntura que vivenciamos no Brasil, a juventude é quem pode impedir que os sonhos de Chico acabem”.</p>
<p>Quem reforçou o raciocínio de Barbosa foi o também ex-presidente da CNS, Atanagildo Matos, também seringueiro. O paraense refletiu sobre a importância do aprendizado coletivo entre diferentes gerações para a criação de estratégias de luta e resistência. A partir do que Chico Mendes pensava, discutia e escrevia, Matos defende que não se pode desvalorizar as sabedorias antigas, mas entender como elas fortalecem as políticas socioambientais. “A inteligência não envelhece, o que nós raciocinamos é dinâmico”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-400 wp-image-6437" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar.jpg" alt="" width="400" height="267" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar.jpg 800w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/11/editar-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />A voz da juventude também esteve presente, compartilhando processos de lutas atuais e reverberando aprendizados colhidos por seus antepassados. “Qual o legado que nós extrativistas vamos deixar daqui 30 anos? Precisamos criar redes para mobilizar a juventude, as bases e nossas comunidade. Aprendi que é preciso resistir na ideia de que o coletivo constrói”, defendeu a jovem extrativista do Pará e estudante do curso etnodesenvolvimento da Universidade Federal do Pará, Leticia Moraes.</p>
<p>Para o geraizeiro Samuel Caetano, do Norte de Minas, o papel da juventude é ocupar os espaços acadêmicos, os sindicatos e outros meios onde possam ter voz. “Temos que fazer um processo de descolonização e contar nossa história, porque o protagonismo tem que ser nosso.” Samuel ainda conta que o norte utópico é necessário e serve como estratégia de resistência. “É preciso acreditar nas nossas utopias. Chico Mendes era uma pessoa das utopias e olhem o legado que ele nos deixou”, defende.</p>
<p>Ainda para a juventude, a partir da percepção que tiveram sobre a trajetória de lideranças que as antecederam, é preciso valorizar e enaltecer as culturas e modos de vida tradicionais, o que também contribui para a desaceleração do êxodo rural. Os jovens presentes pontuaram a importância em perceber o processo de luta como algo transitório, que, assim como o saber e a cultura, é passado de geração para geração. É essencial resistir no campo com consciência sobre o valor presente nas formas de ser dos extrativistas e povos e comunidades tradicionais.</p>
<p>A voz coletiva de Chico está presente, quando as antigas lideranças transmitem a sabedoria popular sobre a conservação da biodiversidade para as novas gerações. Raimundo Mendes, agroextrativista do estado do Acre e primo de Chico Mendes, defende que a luta e os direitos da juventude rural devem ser conhecidos e valorizados também pela juventude urbana. “Nossos jovens rurais devem ter o direito de crescer e viver no campo de forma intelectual, e fazer com que o campo seja produtivo de forma sustentável. Essa é a luta que eu, Chico e outros companheiros fizemos no passado e continuamos fazendo no presente”, comentou.</p>
<p>Dessa forma, os debates levantados durante o Seminário se transformaram em uma carta política com objetivos e ações para a juventude desenvolver nos próximos 30 anos. Afinal, Chico Mendes renasce nas ações coletivas que promovem o desenvolvimento ambiental sustentável e socialmente justo. Ele revive na proteção de seus sonhos transmitida de geração em geração.</p>
<h4>Chico Mendes, Herói do Brasil – A exposição</h4>
<p>O encerramento do Seminário aconteceu no dia 7, no entanto, seus debates e o imaginário construído permanecem no Museu da República até 9 de dezembro, por meio da exposição multimídia “Chico Mendes, Herói do Brasil”. A entrada para visitação é franca e a exposição fica aberta de terça a domingo, das 9h às 18h30.</p>
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		<title>No Maranhão, juventude une proteção ambiental e incidência política</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/no-maranhao-juventude-une-protecao-ambiental-e-incidencia-politica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jun 2018 14:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilização Social]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Povoado de Vila União, no município de Buriticupu, a 408 quilômetros de São Luís (MA), o ISPN vem executando o “Projeto único” que tem como uma de suas linhas temáticas o lixo e a reciclagem. Durante o mês de junho, crianças, jovens, pais e funcionários da escola municipal Padre Anchieta, junto com membros do ISPN, se organizaram, identificaram o lixo produzido no povoado, avaliaram seus riscos e fizeram coletas para reciclagem. Por meio de oficinas, os materiais coletados foram transformados e simbolizam mais do que brinquedos ou ornamentações, mas um processo que garante o protagonismo ambiental e político da juventude na comunidade. “A oficina em Vila união foi pensada para ser construída com a escola local, pois ela é a principal ferramenta para mobilizarmos e envolvermos um grupo mais heterogêneo.” , comenta Silvia Teixeira, assessora técnica do ISPN.</p>
<p>Foram cerca de 400 garrafas PETS e inúmeras sacolas plásticas recolhidas e transformadas em boi-bumbás, flores, peças de crochê e pufes durante as oficinas sobre reciclagem e educação ambiental, realizadas entre os dias 21 e 24 de junho, com 70 pessoas. Além disso, 85 pneus foram coletados e, entre outubro e novembro, servirão de base na construção de uma praça para fortalecer a convivência e o lazer público no município. Ao total, serão necessários 700 pneus que estão sendo coletados na própria comunidade e em povoados vizinhos, por meio de parcerias com borracharias e empresas de recapagens. Uma peça de teatro e uma cartilha sobre o processo também estão previstos como desdobramentos das ações .</p>
<p>As oficinas permitiram que a comunidade refletisse sobre a responsabilidade de todos com o meio ambiente, inclusive, do poder público. Dessa forma, o projeto previu um seminário entre outubro e novembro com a participação dos gestores municipais, do IBAMA, da Secretaria de Meio Ambiente, do ICMBIO e da Defensoria Pública. O momento quer propor um plano de ação para o recolhimento e acondicionamento adequado do lixo. “Todos nós, inclusive as empresas privadas, o Estado e o município, precisamos entender nossas responsabilidades. O lixo, além trazer consequências irreparáveis ao meio ambientes, é uma questão de saúde pública e saúde é um direito básico nosso. Se nos povoados não existe a coleta, como cobrar dos moradores uma consciência ambienta?”, comenta Sílvia.</p>
<p>As ações proporcionadas pelo projeto colocam a juventude em sintonia não só com os diálogos sobre meio ambiente, mas em como a proteção ambiental está ligado ao fazer político e cidadão de cada um. “Eu estou encantada porque o objetivo não é só fazer a praça de bem social, ou os materiais reciclados, mas também cobrar e firmar o compromisso do município com a questão para que ela seja sustentável”, pontua Teixeira.</p>
<h4>Projeto único</h4>
<p>O Projeto simboliza um conjunto de ações executado por nove comunidades do oeste do Maranhão, todas assessoradas pelo ISPN. Além da linha do lixo e reciclagem, ele também possui temáticas voltadas para:</p>
<ul>
<li>Quintais produtivos com o enriquecimento da galinha caipira</li>
<li>Horta coletiva</li>
<li>Beneficiamento do mesocarpo do babaçu</li>
<li>Usina de arroz</li>
<li>Apiculturas e hortaliças.</li>
</ul>
<p>As ações do projeto estão previstas para acontecerem até janeiro de 2019 e são financiadas pela Vale S.A como contrapartida ambiental.</p>
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