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	<title>Arquivos Gênero - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos Gênero - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<item>
		<title>Empoderamento de mulheres será central em editais PPP-ECOS pelos próximos 5 anos</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/empoderamento-de-mulheres-sera-central-em-editais-ppp-ecos-pelos-proximos-5-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 20:59:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[ecossociais]]></category>
		<category><![CDATA[editais]]></category>
		<category><![CDATA[empoderamento]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O compromisso é fortalecer comunidades rurais especialmente por meio da promoção da equidade de gênero. Projeto lançado em parceria entre GEF, PNUD e ISPN vai investir R$ 16 milhões em áreas de Minas Gerais, Bahia, Piauí e Pernambuco Desde 1994, o ISPN coordena no Brasil o Small Grants Programme &#8211; SGP (Programa de Pequenos Projetos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>O compromisso é fortalecer comunidades rurais especialmente por meio da promoção da equidade de gênero. Projeto lançado em parceria entre GEF, PNUD e ISPN vai investir R$ 16 milhões em áreas de Minas Gerais, Bahia, Piauí e Pernambuco</i></p>
<p>Desde 1994, o ISPN coordena no Brasil o Small Grants Programme &#8211; SGP (Programa de Pequenos Projetos em português), implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF). Hoje, esse programa faz parte da estratégia para a Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS), que agora tem uma nova fase no ISPN para mais cinco anos de apoio às organizações comunitárias no Cerrado e na Caatinga. O diferencial desta fase é a atenção ao envolvimento e empoderamento de mulheres do campo.</p>
<p>“Gênero não é apenas uma adição, mas um componente-chave do tecido estrutural do projeto, do qual depende o sucesso das metas projetadas”, comenta a assessora técnica do ISPN que também acompanha o PPP-ECOS no Brasil, Livia Carvalho Moura. O seminário virtual de lançamento do projeto, realizado na quinta-feira, 7, sinalizou que uma nova etapa para o apoio a projetos comunitários no Brasil está se iniciando: mais consciente sobre a urgência do debate de gênero, e ainda mais conectado com a sabedoria que vem de povos e das comunidades tradicionais, especialmente, das vozes femininas.</p>
<p>Graciete Santos, coordenadora da Casa da Mulher do Nordeste, destacou que é fundamental entender qual o papel das mulheres nesse percurso. Ela lembrou a histórica desigualdade entre homens e mulheres no país, e o papel fundamental que iniciativas como o PPP-ECOS possuem para contribuir com a mudança dessa realidade.</p>
<p>&#8220;O enfoque no gênero vai ser fundamental para essa nova etapa do PPP-ECOS. Nós vemos no dia a dia a importância da mulher para a conservação, para o acesso à água. São elas que precisam se desdobrar para dar conta de casa e lutar por mais autonomia. São elas também quem primeiro se conscientizam sobre a importância da conservação. É preciso pensar nas mulheres&#8221;, alertou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><i>Protagonismo feminino como estratégia para  o desenvolvimento sustentável </i></b></p>
<p>E foi com a Casa da Mulher do Nordeste, no Sertão do Pajeú pernambucano, que o PPP-ECOS pode apoiar um dos projetos que traduzem a potência das mulheres. Entre 2017 e 2018, a organização desenvolveu um projeto com o reuso da água que sobra da lavagem da louça, do banho e outras atividades domésticas para ser usada na agricultura. O projeto garantiu que 44 mulheres tivessem acesso à tecnologia e as capacitou para o repasse da construção do sistema, potencializando esse recurso na Caatinga.</p>
<p>O reuso da água cinza conseguiu aumentar a irrigação nas plantações e garantir mais autonomia para as mulheres. A partir do uso desse recurso, algumas começaram a produzir e comercializar o excedente (saiba mais sobre esse projeto <a href="https://ispn.org.br/mes-das-mulheres-as-aguas-de-marco/">aqui</a>).  Essa nova etapa do PPP-ECOS afirma um compromisso para fortalecer ainda mais o foco na equidade de gênero e no empoderamento das mulheres, com metas que seguem lado a lado ao desenvolvimento sustentável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><i>Seminário virtual abre nova etapa do Programa </i></b></p>
<p>Representantes do ISPN, do PNUD e do poder público, além de organizações da sociedade civil parceiras participaram do seminário de lançamento. Carlos Arboleda, representante-residente adjunto do PNUD, agradeceu a parceria do ISPN. “Só posso agradecer pelo trabalho ao longo de 27 anos implementando pequenas doações que geraram impactos fundamentais para a agenda socioambiental do Brasil”, declarou.</p>
<p>Na ocasião, Marcus Cesar Barreto, da secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia, enfatizou a importância de existir o protagonismo comunitário na construção dos projetos e a relevância na democratização do acesso aos recursos. “Vamos continuar apoiando ações que se desenham de baixo para cima, que venham das comunidades e sejam para as comunidades. Além disso, a visão que nós temos é que precisamos de projetos menores e mais eficientes, para que se consiga abraçar mais comunidades”, comentou.</p>
<p>Isabel Figueiredo, coordenadora do Programa Cerrado e Caatinga do ISPN, salientou que, em toda a trajetória do PPP-ECOS, o objetivo é fortalecer os modos de vida locais e demonstrar a importância e potência dos biomas aliados aos saberes das populações tradicionais. “É um conjunto de ações somado ao compartilhamento do conhecimento que contribui para a conservação de biomas tão invisibilizados como o Cerrado e a Caatinga”.</p>
<p>Ela ainda ressalta o diferencial dos editais PPP-ECOS: &#8220;A forma como a gente zela da relação com os beneficiários é muito especial no PPP-ECOS. As comunidades se sentem seguras para fazer, testar, errar e ter um apoio técnico ali. Nessa nova fase, acreditamos que ter um olhar mais voltado para as questões do protagonismo das mulheres fala muito sobre um desenvolvimento cada vez mais estrutural e igualitário”, finaliza Figueiredo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>História</b></p>
<p>Entre 2013 e 2018, o PPP-ECOS conseguiu beneficiar cerca de 16 mil famílias em mais de 100 municípios do Cerrado e da Caatinga por meio de 104 projetos. Esse empenho ainda contribuiu para o manejo sustentável de aproximadamente 950.000 hectares, 11 mil pessoas participaram de processos formativos e cerca de 20 contribuições para o aprimoramento de políticas públicas no campo socioambiental foram realizadas pelos projetos. A nova fase do PPP-ECOS surge com a esperança de trazer mais impactos positivos para as realidades desses biomas brasileiros. Conheça <a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/portfolio-cerradocaatinga.pdf">aqui</a> outros resultados da última fase do PPP-ECOS/GEF no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Sobre o PPP-ECOS</b></p>
<p>A promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) é a principal estratégia adotada pelo ISPN na busca por um desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental. Para viabilizar essa estratégia, o Instituto gere um Fundo independente que capta e destina recursos a projetos de organizações comunitárias que atuam pela conservação ambiental por meio do uso sustentável dos recursos naturais, gerando benefícios econômicos e sociais. Hoje, a carteira de financiadores do Fundo PPP-ECOS conta com o <b>Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF)</b>, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Fundo Amazônia/BNDES, Laudes Foundation, União Europeia e Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU).</p>
<p><a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/"><b><i>Saiba mais sobre o PPP-ECOS.</i></b></a></p>
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		<item>
		<title>ISPN e Marcha das Margaridas: as mulheres do Maranhão agradecem</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/ispn-e-marcha-das-margaridas-as-mulheres-do-maranhao-agradecem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2019 15:10:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilização Social]]></category>
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					<description><![CDATA[Trabalhadoras do estado do Maranhão enviam carta de agradecimento ao ISPN pelo apoio para a participação na 6º edição da Marcha das Margaridas “Gratas por estarem conosco nessa longa caminhada pela emancipação humana”. A carta de agradecimento das 26 organizações &#8211; que receberam apoio do ISPN para garantir a ida de mulheres para Marcha das [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8987 size-600" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/08/Mulheres-do-Maranhao-agradecem-ISPN.jpeg" alt="" width="600" height="400" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/08/Mulheres-do-Maranhao-agradecem-ISPN.jpeg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/08/Mulheres-do-Maranhao-agradecem-ISPN-300x200.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/08/Mulheres-do-Maranhao-agradecem-ISPN-1024x683.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/08/Mulheres-do-Maranhao-agradecem-ISPN-768x512.jpeg 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<h6 style="text-align: center;"><em>Trabalhadoras do estado do Maranhão enviam carta de agradecimento ao ISPN pelo apoio para a participação na 6º edição da Marcha das Margaridas</em></h6>
<p>“Gratas por estarem conosco nessa longa caminhada pela emancipação humana”. A carta de agradecimento das 26 organizações &#8211; que receberam apoio do ISPN para garantir a ida de mulheres para Marcha das Margaridas 2019 &#8211; reflete o compromisso da organização com o empoderamento feminino e a justiça social.  Ao todo, serão 42 mulheres vindas da região Tocantina no Maranhão que se juntarão às milhares de camponesas na luta por visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena.</p>
<p>O ISPN apoiou a vinda do grupo de mulheres com a garantia de diárias e alimentação. Além disso, a congregação religiosa Irmãs dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils entrou com apoio para o transporte das mulheres do Maranhão até Brasília. “Consideramos de grande importância essa unidade construída entre as mulheres do campo. É necessário construir um projeto que as mulheres sejam protagonistas de sua própria história. E esse apoio das organizações, como o ISPN, viabiliza essa participação das mulheres, pois muitas companheiras não têm autonomia econômica ainda”, conta Gilvânia da Silva do Movimento Sem Terra (MST).</p>
<h4><a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/08/Carta-de-agradecimento-mulheres-marcha-das-margaridas.pdf">Confira aqui a carta de agradecimento</a></h4>
<h5>Marcha das Margaridas 2019</h5>
<p>A Marcha das Margaridas é a maior ação organizada por mulheres na América Latina. Realizada de quatro em quatro anos, sua primeira edição foi no ano 2000, em agosto, e esse segue sendo o mês oficial de realização. Em sua 6º edição, 2019, a Marcha acontece entre os dias 13 e 14, quando milhares de trabalhadoras do campo, das águas e das florestas marcharão na capital federal com o lema “Margaridas na Luta por um Brasil com Soberania Popular, Democracia, Justiça, Igualdade e Livre de Violência”.</p>
<p>O nome é uma homenagem a Margarida Maria Alves, sindicalista paraibana assassinada em 1983 a mando de fazendeiros. Margarida lutava pelos direitos das trabalhadoras, pela reforma agrária e pelo direito à terra. Até hoje, nenhum acusado de seu assassinato foi condenado.</p>
<p>“Aproveitamos para parabenizar a Contag, suas federações e sindicatos, que muito se esforçaram para realizar mais esse momento especial na vida das agricultoras brasileiras, que com sua coragem, força e perseverança trazem do campo para a cidade o despertar das Margaridas, da Esperança por dias melhores, que tanto precisamos!”, conta o coordenador do Programa Amazônia do ISPN, Rodrigo Noleto.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Maranhão rumo à Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/maranhao-rumo-a-marcha-das-mulheres-indigenas-em-brasilia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2019 21:01:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje (09/08), Dia Internacional dos Povos Indígenas, foi dada a largada para a primeira Marcha das Mulheres Indígenas, que será realizada em Brasília – DF. Cerca de 400 indígenas de diversos territórios do Maranhão saem rumo à capital do país organizadas em oitos caravanas. A Marcha acontece até a próxima terça-feira (13) e reunirá povos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje (09/08), Dia Internacional dos Povos Indígenas, foi dada a largada para a primeira Marcha das Mulheres Indígenas, que será realizada em Brasília – DF. Cerca de 400 indígenas de diversos territórios do Maranhão saem rumo à capital do país organizadas em oitos caravanas. A Marcha acontece até a próxima terça-feira (13) e reunirá povos indígenas de todo o Brasil.</p>
<p>Com o tema “Território: nosso corpo, nosso espírito”, o objetivo da Marcha é dar visibilidade às ações das mulheres indígenas, discutindo questões inerentes às suas diversas realidades, reconhecendo e fortalecendo os seus protagonismos e capacidades na defesa e na garantia dos direitos humanos, em especial o cuidado com a mãe terra, com o território, com o corpo e com o espírito.</p>
<p>A Marcha das Mulheres Indígenas será muito mais do que o nome do evento sugere. A proposta é realizar um grande encontro de mulheres indígenas para discutir e encaminhar questões e proposições referentes à luta, resistência, território, cultura e direitos dos povos indígenas, frente às ameaças da atual conjuntura política, do agronegócio, das mudanças climáticas, do machismo e do racismo.</p>
<p>No intuito de buscar unidade e fortalecimento, a ideia é que logo em seguida do evento, as indígenas se somem à Marcha das Margaridas &#8211; ato que reunirá mulheres do campo e da floresta &#8211; numa grande manifestação nacional em prol dos direitos e do protagonismo da mulher, a partir de uma nova visão de desenvolvimento sustentável e justiça social.</p>
<p>“É uma conquista a gente realizar a Marcha, mostra que as mulheres indígenas estão se empoderando. Estamos juntas pelos nossos direitos. Vamos se unir a todas as mulheres do Brasil, do campo e dos territórios indígenas”, ressaltou a coordenadora da Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão – Coapima, Marcilene Guajajara.</p>
<p>“A Marcha será um momento muito importante para nós, mulheres, que estamos cada vez mais fortalecidas na luta pelos nossos direitos. Vamos deixar lá, em Brasília, o nosso recado: nenhum direito a menos. Mulheres unidas jamais serão vencidas. As guerreiras estão firmes na luta pelos nossos povos e pelos nossos territórios”, enfatizou Maísa Guajajara, integrante da Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão – Amima.</p>
<p>O ISPN é um dos parceiros no estado para a Marcha. O Instituto participou da articulação e mobilização para o evento junto às mulheres e lideranças indígenas, e também está apoiando no deslocamento das caravanas do Maranhão até Brasília. ntainer]</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“É preciso colocar o cuidado coletivo e a aliança entre nós em pauta”</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/e-preciso-colocar-o-cuidado-coletivo-e-a-alianca-entre-nos-em-pauta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2019 19:15:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Povos e Comunidades Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Territórios]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre os dias 14 e 16 de junho, aconteceu o 1º Encontro Nacional das Mulheres do Cerrado com o intuito principal de fortalecer suas organizações políticas. Violências físicas e psicológicas, falta de políticas públicas contextualizadas, invisibilização do trabalho e perseguição nos territórios foram alguns dos pontos refletidos durante o 1º Encontro Nacional das Mulheres do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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<a href='https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulheres-sentadas-em-circulo-observam-os-debates.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="200" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulheres-sentadas-em-circulo-observam-os-debates-300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulheres-sentadas-em-circulo-observam-os-debates-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulheres-sentadas-em-circulo-observam-os-debates-1024x681.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulheres-sentadas-em-circulo-observam-os-debates-768x511.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulheres-sentadas-em-circulo-observam-os-debates.jpg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>
<a href='https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Mulher-de-turbante-participa-de-plenaria.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="200" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Mulher-de-turbante-participa-de-plenaria-300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Mulher-de-turbante-participa-de-plenaria-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Mulher-de-turbante-participa-de-plenaria-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Mulher-de-turbante-participa-de-plenaria-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Mulher-de-turbante-participa-de-plenaria.jpg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>
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<a href='https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulher-com-chapeu-de-palha.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="200" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulher-com-chapeu-de-palha-300x200.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulher-com-chapeu-de-palha-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulher-com-chapeu-de-palha-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulher-com-chapeu-de-palha-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/mulher-com-chapeu-de-palha.jpg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>

<h5>Entre os dias 14 e 16 de junho, aconteceu o 1º Encontro Nacional das Mulheres do Cerrado com o intuito principal de fortalecer suas organizações políticas.</h5>
<p>Violências físicas e psicológicas, falta de políticas públicas contextualizadas, invisibilização do trabalho e perseguição nos territórios foram alguns dos pontos refletidos durante o 1º Encontro Nacional das Mulheres do Cerrado, realizado entre os dias 14 e 16, em Luziânia – (GO). Mais de cem mulheres vindas de diferentes regiões do bioma e de segmentos diversos de povos e comunidades tradicionais se reuniram para refletir sobre estratégias de resistência e estímulo ao protagonismo político. Dentre os caminhos, ficou claro que o cuidado uma com a outra e o fortalecimento coletivo são essenciais.</p>
<p>Nos três dias de encontros, as mulheres “cerradeiras” denunciaram o grave processo de invasão de territórios que suas comunidades vem sofrendo. O avanço de grandes empreendimentos, a expansão dos latifúndios, a grilagem e a mineração, dentre outras formas de invasão territorial, além de aumentarem os impactos ambientais com o desmatamento e a diminuição das fontes de água, trazem violências antes não conhecidas pelos povos e comunidades tradicionais. “O assédio sexual passa a perseguir nossas mulheres. Fora os agrotóxicos dessas empresas que contaminam nossos rios, envenenam nossos corpos e até nosso leite materno”, denuncia Joana*.</p>
<p>Além de lidarem com as problemáticas no âmbito público, as mulheres do Cerrado também precisam unir forças para enfrentar violências estruturais no seu cotidiano. A violência doméstica, a não valorização de seus trabalhos, dentre outros fatores fazem com que as mulheres adoeçam física e psicologicamente. Elas passam, assim, a perceber a necessidade de se articular e se fortalecer. “É preciso colocar o cuidado coletivo e a aliança entre nós em pauta”, pontua Maria*.</p>
<p>Diante das provocações e dos debates, as mulheres traçaram rumos para se empoderar politicamente, se pautando muito no cuidado com a outra, e nos instrumentos que permitem sua liberdade de fala e atuações políticas. A agroecologia e a educação contextualizada aparecem aqui como estratégias fundamentais de resistência nesse processo que, além do empoderamento feminino, conta com um processo de luta também pautado no cuidado. “A gente precisa cuidar da gente mesma para resistir aos problemas nas comunidades, precisamos construir nossa autonomia econômica, participar da política e tomarmos nossas decisões. Precisamos construir nossos movimentos populares”, declara Maria.</p>
<p style="font-weight: 400;"><a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Carta-de-Luziania.-16.06.19.pdf">Confira a carta final do encontro aqui. </a></p>
<p style="font-weight: 400;">*Por segurança, os nomes das mulheres nessa matéria são fictícios.</p>
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		<title>&#8220;Somos a maior representação do território, pois somos a expressão da própria mãe terra”</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/somos-a-maior-representacao-do-territorio-pois-somos-a-expressao-da-propria-mae-terra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[ispn]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Apr 2019 13:34:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[A mulher indígena sempre cumpriu um papel fundamental na proteção dos seus territórios, na sustentabilidade e na promoção da biodiversidade, na preservação das suas culturas e na manutenção dos seus modos de vida. Esse protagonismo se dá de diversas formas nas suas aldeias conforme a particularidade cultural de cada povo, como Guardiãs ou Guerreiras da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_7632" aria-describedby="caption-attachment-7632" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-7632 size-600" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/dia-indigena-tiny.jpeg" alt="" width="600" height="600" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/dia-indigena-tiny.jpeg 800w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/dia-indigena-tiny-300x300.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/dia-indigena-tiny-150x150.jpeg 150w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/dia-indigena-tiny-768x768.jpeg 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7632" class="wp-caption-text">Cartaz do dia da luta dos povos indígenas com mulher</figcaption></figure>
<p>A mulher indígena sempre cumpriu um papel fundamental na proteção dos seus territórios, na sustentabilidade e na promoção da biodiversidade, na preservação das suas culturas e na manutenção dos seus modos de vida. Esse protagonismo se dá de diversas formas nas suas aldeias conforme a particularidade cultural de cada povo, como Guardiãs ou Guerreiras da floresta, parteiras, responsáveis pelo cuidado com as crianças e com a terra, artesãs, presidentas de associações, artistas e tantas outras funções fundamentais à existência e resistência dos povos indígenas no Brasil.</p>
<p>Neste 19 de abril, Dia Nacional da Luta dos Povos Indígenas, o ISPN conversou Djuena Tikuna &#8211; indígena, jornalista, cantora, atriz e mãe. O nome Djuena significa “a onça que pula no rio”. Nasceu na Aldeia Umariaçu II, do povo Tikuna, no município de Tabatinga (AM). Ela, acima de tudo com a sua arte, tem sido uma das representantes das manifestações culturais dos parentes e de luta do movimento indígena. Sua trajetória reúne alguns álbuns, participação em grandes eventos e mostras internacionais, e importantes premiações na área musical. Com seu trabalho e talento, Djuena tem dado visibilidade às questões e aos povos indígenas deste país.</p>
<p><em><strong>ISPN:</strong> <strong>Ao seu ver, qual o papel da mulher indígena para o território e para a preservação dos modos de vida de cada povo?</strong></em></p>
<p><strong>Djuena:</strong> Todos nós temos um papel importante para a proteção dos territórios e para preservar nossos modos de vida. Homens e mulheres, jovens e idosos, todos têm um papel de fundamental importância nesse processo. Porém, a mulher indígena talvez seja a maior representação do território, pois somos a expressão da própria mãe terra que alimenta seus filhos e gera a vida. A nossa ligação com a territorialidade é nosso local de sabedoria e ensinamento, é onde nos percebemos protagonistas de nossa realidade, sem a opressão de outros espaços. É nossa saúde, nosso bem viver. É garantindo o território que podemos manifestar nossa sabedoria ancestral, e isso está ligado diretamente com a manutenção de nossos costumes, dos nossos rituais, de nossa forma de ver o mundo. O segredo de tudo é repassado para as moças novas, a cada geração.</p>
<p><em><strong>ISPN:</strong> <strong>Diante deste contexto político atual de negação e exclusão de direitos, nos fale um pouco sobre como a mulher indígena pode ter uma relevância nesse processo de articulação e mobilização em torno do movimento de resistência em todo o Brasil?</strong></em></p>
<p><strong>Djuena:</strong> O movimento de resistência não está iniciando agora. Pelo menos há 519 anos estamos resistindo a um projeto de extermínio do colonizador. E nós, mulheres indígenas, temos a consciência que essa luta também é nossa, sempre foi. Pois, fomos nós as violentadas e foram os nossos filhos que foram assassinados pelos invasores. Especificamente, dentro do movimento indígena, dentro de uma perspectiva contemporânea, temos ocupado espaços cada vez mais importantes de articulação e mobilização do nosso povo. Tiramos como o exemplo a parenta Sônia Guajajara que fez história sendo a primeira candidata indígena à presidência do país. Podemos falar também da Deputada Federal Joênia Wapichana. São mulheres que nos representam e são legítimas expressões da nossa resistência.</p>
<p><em><strong>ISPN: Como sua música, seu canto, pode contribuir para inspirar, articular e apoiar na luta e na resistência em favor das indígenas Brasil a fora?</strong></em></p>
<p><strong>Djuena:</strong> Meu canto traz a verdade do meu povo. Nele, carrego os ensinamentos da ancestralidade, da origem, dos meus encantados. Isso por si, já seria o suficiente para inspirar a resistência, pois é verdadeiro; assim como as nossas pautas de lutas. Entretanto, tem outro caminho da troca, pois é a resistência quem alimenta a minha canção. É inspirada na trajetória das lutas dos povos indígenas que eu componho minha música como expressão de nossa resistência, tendo a clareza que a minha arte está a serviço dos povos indígenas e fazemos parte de um caminho que outros seguirão para manter a cultura viva, sagrada e imortal.</p>
<h3><a href="http://apib.info/2019/04/01/chamamento-acampamento-terra-livre-2019/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Fique por dentro: Entre 24 e 26 de abril, acontece o Acampamento Terra Livre (ATL), quando indígenas de todo Brasil se reunirão em Brasília para denunciar ataques e reafirmar resistências. </a></h3>
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		<title>Grupos de mulheres protagonizam beneficiamento do babaçu no Maranhão</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/grupos-de-mulheres-protagonizam-beneficiamento-do-babacu-no-maranhao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2018 13:41:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Extrativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Povos e Comunidades Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Quebradeiras de Coco Babaçu]]></category>
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					<description><![CDATA[O papel da mulher na agricultura familiar fica cada vez mais visível. São elas que protagonizam o desenvolvimento ao redor de casa, promovendo a segurança alimentar, garantindo novas fontes de geração de renda e oportunizando a experimentação de diferentes atividades produtivas. Falar desse protagonismo é tratar de empoderamento, de trabalho coletivo e dos laços afetivos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O papel da mulher na agricultura familiar fica cada vez mais visível. São elas que protagonizam o desenvolvimento ao redor de casa, promovendo a segurança alimentar, garantindo novas fontes de geração de renda e oportunizando a experimentação de diferentes atividades produtivas. Falar desse protagonismo é tratar de empoderamento, de trabalho coletivo e dos laços afetivos que unem umas às outras em suas comunidades.</p>
<p>Foi nesse contexto, por meio do Programa de Apoio a Comunidades Tradicionais (PACT) em parceria com a Vale, que o ISPN apoiou a implementação de duas unidades de beneficiamento familiar envolvendo subprodutos do babaçu no mês de novembro. Foram investidos um total de R$ 80 mil nos empreendimentos, que beneficiou cerca de 30 mulheres.</p>
<p>Uma das unidades, que produz azeite, está localizada na comunidade de Pimental, município de Arari (MA). O outro empreendimento fica no povoado de Serra, em Tufilândia (MA) e vem trabalhando com o beneficiamento do mesocarpo do babaçu, com farinha, biscoito, leite, azeite, sorvete e bolo.</p>
<p>As duas unidades dispõem de toda estrutura necessária para beneficiar o coco babaçu, como maquinários, e materiais de higiene e segurança. A iniciativa vai promover maior produção e geração de renda com mais qualidade e eficiência para as quebradeiras de coco dos dois grupos de mulheres.</p>
<p>Antes da chegada do PACT, elas sofriam resistências e falta de apoio enquanto grupo de mulheres. No entanto, os desafios as impulsionaram a se unir, se organizar e trabalhar coletivamente.</p>
<p>Maria das Chagas Silva, 58 anos, percorre a pé 6km entre estradas de chão e travessia de rio para participar das reuniões e dos trabalhos de beneficiamento junto ao Grupo Mulheres Extrativistas Mão de Fibra, da comunidade de Serra. “É uma grande alegria para a nossa comunidade ter uma unidade com essa estrutura, fruto do nosso trabalho, do nosso suor. A gente espera multiplicar cada vez mais para dar continuidade as nossas atividades”, falou orgulhosa.</p>
<p>Para a presidente da Associação de Moradores do Povoado de Pimental, Nazaré Martins, o PACT veio fortalecer as famílias e o processo de produção que envolve o babaçu. “A gente já estava desanimada. O projeto chegou para valorizar o nosso trabalho e o nosso produto tão rico que temos na comunidade. Através da mini fábrica, a gente espera produzir ainda mais e com qualidade para vender um bom produto nos mercados e nas comunidades vizinhas”, ressaltou a quebradeira de coco.</p>
<p>Experiências como essas reforçam a importância crescente das mulheres no processo e na gestão produtiva de empreendimentos rurais. Essas ações fortalecem e incentivam a permanência delas no campo e a organização em grupos, ou até mesmo em associação, além de promover investimentos em formação e inclusão produtiva.</p>
<p>*Programa de Apoio a Comunidades Tradicionais (PACT) – É fruto de um chamamento público da empresa Vale S.A. por meio de um edital, bem como uma das condicionantes de licenciamento referente às obras do Programa de Capacitação Logística Norte (CLN) do projeto de duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) no estado do Maranhão. As atividades previstas no PACT contemplam as comunidades tradicionais de quebradeiras de coco babaçu e ribeirinhas afetadas pelo empreendimento.</p>
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		<title>Entrevista: Quem são as mulheres do Cerrado?</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/entrevista-quem-sao-as-mulheres-do-cerrado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2018 13:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[Anos de eleição nos lembram sobre a importância do protagonismo feminino para as transformações. Ser mulher em uma sociedade historicamente escrita pela narrativa dos homens exige, como nos canta Elza Soares, força para ser e prosseguir. E ser mulher no campo? Fomos em busca de agricultoras familiares, agroextrativistas e representantes de povos e comunidades tradicionais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Anos de eleição nos lembram sobre a importância do protagonismo feminino para as transformações. Ser mulher em uma sociedade historicamente escrita pela narrativa dos homens exige, como nos canta Elza Soares, força para ser e prosseguir. E ser mulher no campo? Fomos em busca de agricultoras familiares, agroextrativistas e representantes de povos e comunidades tradicionais para entender quem são as mulheres que reescrevem a história e impactam suas comunidades nas dinâmicas políticas e nos inspiram por meio de suas relações com o Cerrado. Afinal, a narrativa que se sustenta por meio da desigualdade de gênero também se depara com a luta e o canto das mulheres que vão até o fim do mundo.</p>
<h3><a href="https://soundcloud.com/maisumdiscos/a-mulher-do-fim-do-mundo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Escute a música de Elza Soares “A Mulher do fim do mundo”</a></h3>
<p>Agricultora familiar, agroextrativista e geraizeira, Maria Lúcia de Oliveira vive na comunidade Água Boa, em Rio Pardo de Minas (MG). Como uma de nossas entrevistadas, ela nos conta que “se não batalhássemos em defesa do Cerrado, acabaríamos no êxodo rural. Não teríamos como sobreviver”. Da mesma idéia comunga a agricultora familiar Ginercina Silva. Protagonista do cuidado com as agroflorestas na comunidade de Lagoa Seca, no município de Santa Rita do Novo Destino (GO), ela nos conta que, diante das mudanças climáticas, “a mulher é quem sofre mais, porque nós que gerimos a água dentro de casa, para a família, para os animais. Nosso trabalho dobra”, assim, ela reforça a importância do papel da mulher para manter o Cerrado em pé e produtivo para se encarar as mudanças no entorno.</p>
<p>E, no Cerrado, as mulheres também precisam de segurança e garantia de direitos para prosseguirem na defesa desse bioma. A raizeira e agrônoma Lourdes Cardozo Laureano, da comunidade Chupa Osso, de Góias Velho (GO), descreve as políticas necessárias para ela e todas as companheiras. “Precisamos aprimorar as políticas contra o feminicídio e a violência doméstica, com a criação de delegacias de mulheres rurais, a ampliação de medidas protetivas, direitos sobre pensão alimentícia e atenção aos serviços de saúde da mulher. É necessário que nos consultem na elaboração e implementação de políticas, pois nunca somos ouvidas sobre nossas necessidades específicas de gênero”.</p>
<p>Por fim, da comunidade quilombola do Cedro, em Mineiros (GO), Lucely Moraes Pio coloca tanto amor pelo Cerrado em sua fala que transborda poesia. “O Cerrado para mim significa tudo: força, aprendizado, cultura e saúde”.</p>
<p>Confira a entrevista que fizemos com essas quatro mulheres de luta que apareceram aqui para nos ensinarem sobre como o canto se torna resistência.</p>
<p><a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/clique-aqui.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Para baixar a entrevista clique aqui.</a></p>
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		<title>Oficina promove o diálogo intercultural para o fortalecimento das parteiras e dos cuidados das gestantes Awá</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/oficina-promove-o-dialogo-intercultural-para-o-fortalecimento-das-parteiras-e-dos-cuidados-das-gestantes-awa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2018 12:48:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[Para valorizar o diálogo intercultural entre as medicinas Awá e ocidental, foi realizada a Oficina de Saúde Awá Guajá, na Aldeia Awá (Terra Indígena Caru) no Maranhão, no início de setembro. A atividade foi desenvolvida pelo ISPN, no âmbito do Plano Básico Ambiental Componente Indígena (PBA-CI), em parceria com a Vale, Frente de Proteção Etnoambiental [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para valorizar o diálogo intercultural entre as medicinas Awá e ocidental, foi realizada a Oficina de Saúde Awá Guajá, na Aldeia Awá (Terra Indígena Caru) no Maranhão, no início de setembro. A atividade foi desenvolvida pelo ISPN, no âmbito do Plano Básico Ambiental Componente Indígena (PBA-CI), em parceria com a Vale, Frente de Proteção Etnoambiental da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Distrito Sanitário Especial Indígena/MA (Dsei/MA) – Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).</p>
<p>O objetivo do evento foi discutir sobre os cuidados com a gestação e o resguardo. A atividade contou com aproximadamente 20 pessoas, entre parteiras experientes e aprendizes, agentes indígenas de saúde, professores, lideranças, mães, pai, avós, técnicos e enfermeiros do Posto de Saúde da Aldeia Awá/DSEI-MA, assessores do ISPN e representantes da Funai.</p>
<p>As discussões se pautaram nas perspectivas da medicina Awá e ocidental para o pré-natal e os cuidados com a saúde da mulher. Ficou evidente que para os Awá uma das principais formas de cuidado em todas as passagens entre as diferentes fases da vida e, de forma mais específica, entre a gestação e pós-parto, está na alimentação cabendo aos pais do recém-nascido a restrição alimentar e, inclusive, a interdição ao pai no que é especialidade dos Awá: a caça.</p>
<p>“Quando vivíamos no mato se comia coisas da floresta. O esposo cuidava da mulher grávida e não dava comida remosa para a mulher. A esposa e o marido só podiam comer a caça que lhes dessem, como o jabuti, capelão e cutia. Comiam também o babaçu e mel doce”, explicou a parteira Imuín Awá.</p>
<p>Como um dos resultados da atividade, foi sugerida uma caderneta intercultural da gestante Awá Guajá. A ideia desse instrumento é promover um acompanhamento gestacional e de pós-parto em conjunto, entre parteiras, familiares e o Posto de Saúde Awá Guajá/Dsei-MA.</p>
<p>Durante a oficina, a enfermeira do Posto de Saúde Awá Guajá, Renata Cruz, ressaltou aos Awá sobre a importância do exame papanicolau para a prevenção do câncer uterino e detecção de demais doenças. Bem como o acompanhamento da gestante (pré-natal) para a prevenção de possíveis problemas gestacionais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-5970 size-400" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/IMG_2069.jpg" alt="" width="400" height="300" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/IMG_2069.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/IMG_2069-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/IMG_2069-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/IMG_2069-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />Foi um momento fundamental também para as parteiras demonstrarem suas práticas e saberes no pré-natal tradicional Awá Guajá, como o conselho desde o início da gestação, avaliações entre as diferentes fases da lua e importantes manobras para ajeitar a criança na posição cefálica.</p>
<p>A parteira Takwari Awá Guajá relatou que acompanha o crescimento da barriga através das fases da lua, contando a partir da lua crescente (Jahã Wehenamua). “Se a barriga não cresce de acordo com as fases da lua, procuro saber se há algo de errado”, informou Takwari.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Awá Guajá</strong> – Povo de língua tupi-guarani presente em quatro terras indígenas no estado do Maranhão: Caru, Awá, Alto Turiaçu e Araribóia, com uma população de mais de 400 pessoas, de recém contato.</em></p>
<p><em>O <strong>PBACI</strong> é parte integrante do processo de licenciamento ambiental referente ao empreendimento Estrada de Ferro Carajás (EFC) – Componente Índígena em operação pela Vale S.A. voltado aos povos Awá e Guajajara das Terras Índígenas Caru e Rio Pindaré no Maranhão. Está estruturado a partir de dois componentes (Awá e Guajajara), em execução pelo ISPN, e que estão organizados em cinco subprogramas: Proteção Territorial; Fortalecimento Cultural; Fortalecimento Institucional; Etnodesenvolvimento; e Saúde.</em></p>
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		<title>Quebradeiras de coco babaçu no protagonismo</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/quebradeiras-de-coco-babacu-no-protagonismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Aug 2018 13:32:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Quebradeiras de Coco Babaçu]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre os dias 15 e 16, no Maranhão, aconteceu a Oficina de Construção Coletiva do Projeto de Fortalecimento Institucional das Quebradeiras de Coco Babaçu e Estruturação da Cadeia Produtiva do Babaçu. Ela reuniu comunidades de quebradeiras de coco e extrativistas do Maranhão e Tocantins, sindicatos de trabalhadores rurais, organizações comunitárias, a academia e representantes da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 15 e 16, no Maranhão, aconteceu a Oficina de Construção Coletiva do Projeto de Fortalecimento Institucional das Quebradeiras de Coco Babaçu e Estruturação da Cadeia Produtiva do Babaçu. Ela reuniu comunidades de quebradeiras de coco e extrativistas do Maranhão e Tocantins, sindicatos de trabalhadores rurais, organizações comunitárias, a academia e representantes da empresa Suzano, Papel e Celulose.</p>
<p>A ação, realizada pelo ISPN em parceria ao Centro Maranhense de Estudos Socio-Ambiental e Assessoria Rural (CEMEAAR), focou na consolidação de uma proposta coletiva para um projeto visando fortalecer a economia e as questões sociais para mitigar os impactos causados pelos empreendimentos da Suzano, para quem será apresentado o projeto.</p>
<p>“As comunidades representadas por lideranças reafirmaram suas demandas e um plano de ação que foi rediscutido para a consolidação de um documento atual baseado nessa reflexão coletiva”, comentou o coordenador de programas do ISPN, Rodrigo Noleto. Essa grande articulação em torno de um projeto de desenvolvimento para as quebradeiras de coco babaçu reafirma a importância de garantir o protagonismo dessas famílias nos processos que, diretamente, interferem suas vidas.</p>
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		<title>Mulheres indígenas do Maranhão fortalecem estratégias de organização</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/mulheres-indigenas-do-maranhao-fortalecem-estrategias-de-organizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jul 2018 12:45:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre os dias 24 e 26 de julho, na Aldeia indígena Januária (MA), aconteceu o II Encontro de Mulheres Indígenas da Articulação de Mulheres Indígenas do Maranhão (AMIMA), com parceria do ISPN e da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). O evento reuniu cerca de 100 mulheres das etnias Guajajara (TI Arariboia, TI Caru e TI [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 24 e 26 de julho, na Aldeia indígena Januária (MA), aconteceu o II Encontro de Mulheres Indígenas da Articulação de Mulheres Indígenas do Maranhão (AMIMA), com parceria do ISPN e da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). O evento reuniu cerca de 100 mulheres das etnias Guajajara (TI Arariboia, TI Caru e TI Rio Pindaré), Awá (TI Caru e TI Awá), Ka’apor (TI Alto Turiaçu), Krikati, Gavião, Kreniê e Krepun e teve como objetivo avançar no regimento interno da articulação, além de traçar estratégias de ações pela igualdade de gênero e pelo emponderamento das mulheres. O momento deu continuidade aos debates ocorridos no primeiro encontro, em 2017.</p>
<p>“Queremos transformar o movimento de mulheres numa organização. Nós estamos ocupando os espaços, na cultura, na saúde, na educação. Há muito tempo só os homens estavam à frente, mas hoje isso vem mudando. As mulheres estão ocupando esses espaços. A gente conquistou apoio, credibilidade e valorização. Temos nossas organizações, nossas associações”, declamou a professora e vice-presidenta do CONDISI-Maranhão, Cíntia Guajajara, na cerimônia de abertura do encontro.</p>
<p>A partir dos eixos sobre Território e Geração de Renda, Poder e Decisão, Educação e Cultura, Saúde e Segurança Alimentar e Violência contra mulher, as indígenas traçaram estratégias visando o bem viver e o fortalecimento de seus territórios, principalmente, na perspectiva da mulher. A preocupação com a alimentação também teve destaque. Foi considerado fundamental a valorização, promoção e fortalecimento da alimentação tradicional, em oposição aos industrializados, cada vez mais presentes nas mesas das aldeias e ocasionando hipertensão, diabetes e câncer.</p>
<p>“Hoje o que me preocupa é a quantidade de hipertenso na minha aldeia. Será que é alimento dos Karaiw (brancos) que está trazendo isso para nós? Porque nosso alimento tradicional é muito sadio. Então, a nossa preocupação é fortalecer nosso alimento tradicional. Assim como fortalecer nossa língua Tenetehara. Nesse encontro temos que pensar como fortalecer isso.”, comenta Marcilene Guajajara, presidente da Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (COAPIMA) e Agente Indígena de saúde de sua aldeia.</p>
<p>O Encontro fortaleceu a AMIMA, quando as mulheres saíram mais dispostas a colocarem em prática suas ações estratégicas a partir dos eixos temáticos e da carta da 1ª Conferencia Livre das Mulheres Indígenas, elaborada em abril de 2017, durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília. Definiu-se também que o encontro deverá acontecer três vezes ao ano, para incentivar as mulheres a debaterem temas de seu interesse, propor ações de melhorias aos seus territórios e refletir sobre o bem viver.</p>
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