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	<title>Arquivos fogões agroecológicos - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos fogões agroecológicos - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>Fogões agroecológicos geram economia, qualidade de vida e reduzem impacto ambiental na Caatinga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 15:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[Uso da tecnologia social transforma realidade no Semiárido pernambucano com diminuição do consumo de lenha, fumaça expelida para fora de casa e autonomia para o trabalho feminino No Sertão do Pajeú (PE), os fogões agroecológicos estão mudando o dia a dia das comunidades rurais. Eles substituem os fogões a lenha tradicionais, eliminando a fumaça dentro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">Uso da tecnologia social transforma realidade no Semiárido pernambucano com diminuição do consumo de lenha, fumaça expelida para fora de casa e autonomia para o trabalho feminino</span></i></p>
<figure id="attachment_27045" aria-describedby="caption-attachment-27045" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-27045 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2496-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" /><figcaption id="caption-attachment-27045" class="wp-caption-text">Moradora do sítio Mandim, agricultora familiar Joselma Alves Ferreira recebeu um fogão agroecológico por meio de projeto com a apoio do Fundo Ecos (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No Sertão do Pajeú (PE), os fogões agroecológicos estão mudando o dia a dia das comunidades rurais. Eles substituem os fogões a lenha tradicionais, eliminando a fumaça dentro das casas e usando menos lenha – apenas gravetos secos e restos de plantas, sem precisar derrubar árvores.<strong> Além de gerar economia no gás de cozinha, ele protege a saúde das mulheres, evitando a inalação de fumaça que adoece os pulmões de quem cozinha todos os dias.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presidente da Associação Comunitária Rural de Fortuna, Maria Joselma de Vasconcelos, usa a tecnologia desde 2014. Segundo ela, o fogão agroecológico significa autonomia.<strong> “Eu só trabalhava em casa cuidando dos filhos e da roça. Com o fogão agroecológico, passei a ter mais tempo disponível e comecei a produzir e comercializar pamonha e canjica. Foi um sonho realizado. Desde então, consegui ter minha renda.”</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado do fogão, há um forno acoplado que tem eficiência energética, tornando possível o uso de lenha secundária, como podas, gravetos e sabugos de milho, encontradas no entorno dos quintais produtivos. “Economiza tempo para sair de casa. <strong>Não precisamos desmatar, é só pegar gravetos no quintal</strong>”, explica Vasconcelos, que também coordena um projeto comunitário apoiado pelo Fundo Ecos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um levantamento da Casa Mulher do Nordeste, </span><a href="https://cadernos.aba-agroecologia.org.br/cadernos/article/view/476/928"><span style="font-weight: 400;">apresentado em 2018</span></a><span style="font-weight: 400;"> na Revista Cadernos de Agroecologia, mostrou que <strong>o uso dos fogões agroecológicos entre 30 mulheres agricultoras no território do Pajeú gerou uma diminuição de 64% no tempo utilizado para adquirir lenha.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa também identificou que, com a implantação da tecnologia, houve uma <strong>queda de 45% no uso de lenha e 71% no uso de carvão. </strong></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;"><strong>&#8220;Essa tecnologia melhora a qualidade de vida das mulheres, ajuda no beneficiamento da produção agroecológica, na comercialização e protege o meio ambiente&#8221;</strong>, explica a supervisora de projetos da Casa Mulher do Nordeste, Sara Rufino, uma das autoras do estudo.  </span></p></blockquote>
<figure id="attachment_27047" aria-describedby="caption-attachment-27047" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-27047 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2342-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="2268" /><figcaption id="caption-attachment-27047" class="wp-caption-text">Sara Rufino, da Casa Mulher do Nordeste (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A Casa oferece oficinas para ensinar famílias a construir seus próprios fogões, que, segundo Sara, são de fácil multiplicação. <strong>Para acender o fogão, a orientação é uso de matéria orgânica absorvível pelo solo, como restos de cerca e gravetos. Não é necessário desmatar a Caatinga e tirar o galho vivo, tampouco usar carvão, produto do desmate</strong>. </span></p>
<figure id="attachment_27053" aria-describedby="caption-attachment-27053" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-27053 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2488-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27053" class="wp-caption-text">Fogão agroecológico, aceso com lenhas gravetos e restos de poda, no preparo de um arroz (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><b>“</b><span style="font-weight: 400;">As mulheres utilizam muito menos lenha. A emissão de gás do efeito estufa é muito menor, porque o tempo de cozimento do alimento é otimizado, e o tempo que o fogão fica aceso liberando fumaça é menor</span><b>.” </b></p>
<p><strong>O fogão funciona com uma câmara de combustão que aquece uma chapa de metal onde as panelas são apoiadas e tem um forno integrado. Todo o calor é aproveitado e a fumaça sai por uma chaminé externa. Saiba mais sobre o funcionamento dessa tecnologia social na Cartilha Mulheres na Caatinga, da <a href="https://issuu.com/cmnordeste/docs/cartilha_mulheres_na_caatinga_arte">Casa Mulher do Nordeste</a>. </strong></p>
<figure id="attachment_27049" aria-describedby="caption-attachment-27049" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27049 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/fogao_agroecologico_com_lenhas-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27049" class="wp-caption-text">Mancha preta na parede é resquício do antigo fogão a lenha; lenhas reunidas em latas são maiores do que o necessário para acender fogão agroecológico (Foto: Jessica Pedreira/Acervo ISPN <span class="creditos-imagem">(Foto: Divulgação/UNFCCC)</span></figcaption></figure>
<p><b>Menos desmatamento </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agricultoras familiares de São José do Egito, que receberam o fogão agroecológico por meio do projeto<strong> “Famílias agricultoras semeando agroecologicamente a paisagem do Pajeú”</strong>, da Associação Comunitária Rural de Fortuna, apoiado pelo Fundo Ecos, concordam com essa definição. </span></p>
<figure id="attachment_27055" aria-describedby="caption-attachment-27055" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27055 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2668-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1366" /><figcaption id="caption-attachment-27055" class="wp-caption-text">Grupo de mulheres beneficiárias de projeto Fundo Ecos da Associação de Fortuna com técnicas do ISPN, da Casa Mulher do Nordeste e parceiro do WRI (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“Um botijão de gás dura 30 dias no máximo. Agora, com o fogão agroecológico, eu vou passar três meses com o gás”, diz a produtora de queijos e bolos, Joselma Ferreira, que combina o uso do fogão agroecológico com fogão à gás conforme a disponibilidade financeira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amante da Caatinga, ela afirma que não tem vontade de morar “na rua”, se referindo à parte urbana do município, porque gosta muito de morar no campo. <strong>“No sítio eu crio minha galinha, meu pé de goiaba, manga, acerola e caju, meu pezinho de coentro e cebolinha. Se eu precisar disso na rua, eu vou ter que comprar. Aqui eu utilizo minha produção”. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o fogão agroecológico, Joselma Ferreira faz um pedido. “Eu peço para o pessoal não desmatar. Não faça isso, pra usar o fogão não precisa desmatar. A gente só tira madeira que está morta, caída no chão, as que estão vivas a gente não tira”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com pesquisa </span><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/as-muitas-faces-do-sertao/"><span style="font-weight: 400;">publicada em 2013 na Revista Fapesp</span></a><span style="font-weight: 400;">, o <strong>desmatamento ilegal na Caatinga está ligado sobretudo à questão energética</strong>, pela extração de lenha e carvão da mata nativa, que vai para siderúrgicas dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, ou indústrias de gesso e cerâmica no próprio semiárido. </span></p>
<figure id="attachment_27057" aria-describedby="caption-attachment-27057" style="width: 1864px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27057 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_8834-scaled.jpg" alt="" width="1864" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27057" class="wp-caption-text">Graviolas do quintal produtivo Maria Lourdes Feitosa, moradora da Cachoeira do Cancão, que também usa fogão agroecológico e já foi beneficiária do Fundo Ecos. “Viver no sítio é melhor que viver no mundo”, diz (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contemplada no projeto da associação de Fortuna para receber a tecnologia, Wendya Nascimento tem 22 anos e sempre morou em comunidade rural no semiárido pernambucano. O fogão, que acaba de ser construído em sua casa, leva um dia para ficar pronto e precisa de nove dias para a &#8220;cura&#8221; do cimento, até finalmente poder ser acendido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Eu faço bolo para vender. E o fogão agroecológico vai mudar a minha vida. Porque a energia tá vindo muito cara. Eu faço bolo na energia e, às vezes, no gás, quando tem muito pedido. Agora com o fogão agroecológico, isso vai mudar. Eu estou muito animada”, conta. </span></p>
<figure id="attachment_27059" aria-describedby="caption-attachment-27059" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27059 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2450-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" /><figcaption id="caption-attachment-27059" class="wp-caption-text">Quintal de Wendya conta com cisterna de tipo “enxurrada”, composta de uma bacia de decantação para limpeza da água (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><b>Política pública</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>Caatinga é um bioma totalmente brasileiro</strong> e abrange os Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais. 38% da população, constituída de aproximadamente 27 milhões de habitantes, vive em zonas rurais. A Caatinga é uma das florestas secas mais biodiversas do mundo, embora já tenha perdido cerca de metade da sua cobertura vegetal (Mapbiomas). </span></p>
<p><strong>Povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, agricultores e agricultoras familiares, sertanejos ajudam a conversar o bioma por meio dos seus modos de vida, enfrentando os desafios da histórica ocupação do bioma. </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dados da Articulação do Semiárido (ASA) mostram que, nas regiões de clima Semiárido, <strong>1,3% dos latifúndios (acima de mil hectares) concentram 38% das terras agricultáveis da região, enquanto 1,5 milhão de famílias camponesas dividem apenas 4,2% dessas áreas.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As tecnologias sociais de convivência com o Semiárido, como os fogões agroecológicos, são meios<strong> fundamentais para garantir e melhorar o acesso a recursos e para reduzir desigualdades sociais e de gênero. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em nível de política pública, o impacto é ainda maior, com potencial de transformar paisagens. Exemplo disso é o programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), implementado a partir de 2003, por iniciativa da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) com financiamento do Governo Federal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então, mais de um milhão de cisternas foram construídas. Com água garantida para consumo e produção, o desafio no Semiárido — que ocupa 12% do território nacional — já não é tanto a seca, mas a desigualdade histórica no campo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, nesse sentido, <strong>os fogões agroecológicos já provaram seu poder de transformar realidades no sertão e na paisagem.</strong></span></p>
<figure id="attachment_27065" aria-describedby="caption-attachment-27065" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27065 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2572-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27065" class="wp-caption-text">Luciene Josefa, moradora da zona rural de São José do Egito, foi beneficiada com fogão agroecológico (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Luciene Josefa, moradora do Sítio Mandim, compartilha o sentimento das demais agricultoras familiares: &#8220;Gosto da vida na Caatinga: mexer com planta, hortaliça, criar bichos, ovelha, leite, gado&#8230; Vive-se de milho, banana, galinha, ovo — e de projetos como esse do fogão.&#8221;</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">#AquiTemFundoEcos: O projeto “Famílias agricultoras semeando agroecologicamente na Paisagem do Pajeú”, da Associação Comunitária Rural de Fortuna, viabilizou a instalação de 10 fogões agroecológicos na comunidade de Fortuna e arredores. A iniciativa foi selecionada em um edital do Fundo ECOS, no âmbito do Small Grants Programme (SGP) — programa financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), implementado internacionalmente pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e executado no Brasil pelo ISPN.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Texto por Assessoria de Comunicação ISPN / Camila Araujo.</span></p>
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