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	<title>Arquivos coopevida - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos coopevida - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>Cooperativa atua no Matopiba para fortalecer a agricultura familiar agroecológica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2023 18:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[coopevida]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[Na contramão do desmatamento empreendido pelo agronegócio, a Coopevida trabalha com agricultores familiares no Sul do Maranhão desde 1992 para incentivar a pequena produção agroecológica O agricultor e técnico agrícola Zé Filho, 42 anos, sugeriu uma mística &#8211; momento de reflexão &#8211; antes de iniciar a reunião da direção da Cooperativa Agroecológica Pela Vida do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>Na contramão do desmatamento empreendido pelo agronegócio, a Coopevida trabalha com agricultores familiares no Sul do Maranhão desde 1992 para incentivar a pequena produção agroecológica</i></p>
<p>O agricultor e técnico agrícola Zé Filho, 42 anos, sugeriu uma mística &#8211; momento de reflexão &#8211; antes de iniciar a reunião da direção da Cooperativa Agroecológica Pela Vida do Cerrado Sul Maranhense (Coopevida) com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), numa manhã de abril de 2023.</p>
<p>Presidente da Coopevida, Joaquim Alves de Sousa, de 65 anos, lembrou, neste momento, de Manoel da Conceição, líder camponês maranhense que dedicou trabalho e vida pela organização de uma economia solidária nas mãos do povo trabalhador.</p>
<figure id="attachment_20508" aria-describedby="caption-attachment-20508" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-20508 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/morre-manoel-conceicao.jpg" alt="" width="1200" height="551" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/morre-manoel-conceicao.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/morre-manoel-conceicao-300x138.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/morre-manoel-conceicao-1024x470.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/morre-manoel-conceicao-768x353.jpg 768w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption id="caption-attachment-20508" class="wp-caption-text">Manoel da Conceição dedicou a vida à luta por um mundo justo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Manoel e Joaquim atuaram juntos na construção da Cooperativa em 1992, cujo objetivo era concretizar aquilo que sonhava o líder camponês: unificar trabalhadores e trabalhadoras rurais e fortalecer a agricultura familiar agroecológica na região &#8211; fronteira agrícola onde o desmatamento cresce em níveis alarmantes (dados abaixo).</p>
<p>A entidade, por sua vez, é fruto do Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural (CENTRU), um espaço para concretizar “os sonhos incubados” nas lutas do sindicato, nas palavras de Joaquim.</p>
<p>A propósito do órgão sindical, Manoel ajudou a criar a primeira entidade de Trabalhadores Rurais do Maranhão, em 1963, em Pindaré-Mirim. Dali, ele seria o primeiro presidente e ajudaria a aglutinar cerca de quatro mil trabalhadores rurais na luta.</p>
<p>Em agosto de 2021, o camponês foi vítima da Covid-19 e morreu aos 86 anos na cidade de Imperatriz (Maranhão). Com a Cooperativa, seu sonho segue vivo. Em 2023, são mais de 85 associados, além de fornecedores, que cultivam legumes e hortaliças, e colhem frutos cerratenses em seus quintais, manejando espécies nativas e plantando novas árvores frutíferas.</p>
<figure id="attachment_20552" aria-describedby="caption-attachment-20552" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-20552 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-37.jpg" alt="" width="1920" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-37.jpg 1920w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-37-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-37-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-37-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-37-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption id="caption-attachment-20552" class="wp-caption-text">Acerola é uma das frutas beneficiadas pela Coopevida (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p>A Cooperativa compreende os municípios maranhenses de Loreto, São Félix de Balsas, São Domingos do Azeitão, Sambaíba, Benedito Leite e São Raimundo das Mangabeiras &#8211; esta última é onde fica a sede do projeto, na avenida Rodoviária, bem ao centro da cidade. Ali, no número 230 da avenida, há uma lanchonete, em que produtos <i>in natura </i>e agroindustrializados, como as polpas de fruta, são comercializados.</p>
<h2>Armazenamento e escambo</h2>
<p>Chamado de Centro de Referência para Produção Agroextrativista (CERPAX), o estabelecimento está presente em todos os municípios em que a Cooperativa atua e também armazena as frutas coletadas por agricultores familiares na região para serem levadas à agroindústria &#8211; onde serão processadas e beneficiadas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-20564 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-55.jpg" alt="" width="1920" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-55.jpg 1920w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-55-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-55-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-55-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-55-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></p>
<figure id="attachment_20560" aria-describedby="caption-attachment-20560" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20560 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-67.jpg" alt="" width="1920" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-67.jpg 1920w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-67-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-67-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-67-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-67-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption id="caption-attachment-20560" class="wp-caption-text">Polpas de frutas, armazenadas nos CERPAX, são beneficiadas na agroindústria da Coopevida (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p>No início de abril de 2023, havia abóboras, bananas, milho, fava branca, feijão, farinha de mandioca, licores de murici, babaçu e cajá, azeite de pequi, copaíba e buriti, cachaças diversas, doce de banana, polpas de cajá, acerola e maracujá, comercializadas no espaço.</p>
<p>Nas prateleiras adjacentes, ficam os produtos de alimentação básica ou itens de higiene que não são produzidos pela Cooperativa. Estes itens, segundo seu Joaquim, podem ser comprados ou trocados.</p>
<p>Funciona assim: se um agricultor familiar precisa de um café, de um leite em pó, de um flocão de milho ou de papel higiênico e não tem dinheiro, ele tem a possibilidade de trocar por algo que produziu na roça e que poderá ser comercializado pela Coopevida.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-20554 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-9.jpg" alt="" width="1920" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-9.jpg 1920w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-9-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-9-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-9-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-9-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></p>
<figure id="attachment_20544" aria-describedby="caption-attachment-20544" style="width: 1849px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20544 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-511.jpg" alt="" width="1849" height="1232" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-511.jpg 1849w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-511-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-511-1024x682.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-511-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-511-1536x1023.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1849px) 100vw, 1849px" /><figcaption id="caption-attachment-20544" class="wp-caption-text">Prateleiras das CERPAX comercializam produtos da agricultura familiar e outros itens que podem ser adquiridos pelos agricultores da região (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p>Além disso, lanches, como mingau à base de mesocarpo de coco babaçu, ou pamonha, feita com milho agroecológico, são produzidos ali e destinados ao Instituto Federal do Maranhão e às escolas municipais e estaduais dos seis municípios. Essa parceria com mercados institucionais por meio do PNAE, Programa Nacional de Alimentação Escolar, é o carro chefe do projeto.</p>
<p>“A gente consegue abastecer a alimentação escolar com mais de 26 produtos, como polpas de fruta, cheiro verde, feijão, couve, farinha, melancia, cajá…”, afirmou seu Joaquim.</p>
<p>Participar da Coopevida como cooperada e fornecedora acrescentou renda ao trabalho da agricultora familiar Maria Alzena Santana, de 61 anos. Em sua roça, na zona rural de São Raimundo das Mangabeiras, ela cria porcos e galinhas e cultiva acerola, goiaba, tamarindo, cajá, caju, banana e manga: “sem agrotóxicos porque é mais sadio para a gente.”</p>
<h2>“O desafio do desmatamento é aqui”</h2>
<p>A Mangabeira, que aparece no nome da cidade São Raimundo das Mangabeiras, é uma árvore tropical que cresce na Caatinga, no Cerrado e no litoral nordestino. Se antes a presença da espécie justificava o nome dado ao município, hoje ela raramente é vista por ali.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20568 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/mangaba-arvore-acervo-ispn.jpg" alt="" width="560" height="420" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/mangaba-arvore-acervo-ispn.jpg 560w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/mangaba-arvore-acervo-ispn-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<figure id="attachment_20570" aria-describedby="caption-attachment-20570" style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20570 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/mangaba-arvore2-acervo-ispn.jpg" alt="" width="560" height="420" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/mangaba-arvore2-acervo-ispn.jpg 560w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/mangaba-arvore2-acervo-ispn-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /><figcaption id="caption-attachment-20570" class="wp-caption-text">Mangaba é o fruto da mangabeira, uma árvore da Caatinga (Foto: Isabela Lustz/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p>A maior parte desta espécie, de acordo com seu Joaquim, foi suprimida do entorno, seguindo um padrão da região, em que prevalece o recorde de supressão da vegetação nativa.</p>
<p>Uma pesquisa do IPAM Amazônia aponta que do total de vegetação suprimida no Cerrado, entre agosto de 2020 e julho de 2021, 61,3% (5227,32 km²) esteve concentrado na região, conhecida pela fronteira agrícola do MATOPIBA &#8211; que compreende os estados do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia.</p>
<p>Durante visita ao projeto da Coopevida, a engenheira agrônoma e assessora técnica do ISPN Juliana Napolitano alertou: “O desafio do desmatamento é aqui”, em referência à região fronteiriça. Na ocasião, ela ainda ressaltou a importância de iniciativas que atuam na contramão dos monocultivos.</p>
<p>Seu Joaquim concordou e disse que é preciso garantir a existência de sistemas de produção justos, agroecológicos e sociobiodiversos, com produtos orgânicos e a participação das famílias na organização cooperativista. Ocupar espaços por ali, segundo ele, é também um “embate com o agronegócio e com as monoculturas da região.”</p>
<p>Outro aspecto fundamental desta luta é o diálogo com a juventude, que sofre com a falta de incentivo para a manutenção da vida no campo e para a continuidade do trabalho com agricultura familiar. Quem atrai a maior parte dos jovens rurais por ali acaba sendo o próprio agronegócio.</p>
<p>Não é o caso do técnico agrícola Isael Borges, de 22 anos. Nascido na zona rural de Loreto, em que a agricultura familiar prevalece, o jovem agricultor explica que quando está em sua região de origem, fala sobre seu trabalho junto à COOPEVIDA e explica sobre a importância de sustentar um cultivo diversificado e sem veneno.</p>
<p>“Os agricultores precisam se associar nas cooperativas para conseguirem se fortalecer na contramão dos monocultivos. Não dá pra permanecer sozinho”, defende.</p>
<p>Zé Filho, que é secretário-geral da Cooperativa e também vereador na cidade de Loreto, defende que a Cooperativa “tem sido um instrumento fundamental para organizar o processo de produção, além de pensar o trabalho coletivo e a economia solidária”.</p>
<figure id="attachment_20562" aria-describedby="caption-attachment-20562" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20562 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-61.jpg" alt="" width="1920" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-61.jpg 1920w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-61-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-61-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-61-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-61-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption id="caption-attachment-20562" class="wp-caption-text">Assessora do ISPN, Juliana Napolitano, em visita técnica à agroindústria da Coopevida (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<h2>Programas e apoios</h2>
<p>Além da parceria com o PNAE, a entidade também se articula por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa de Compras da Agricultura Familiar (Procaf), do estado do Maranhão.</p>
<p>Outras frentes de apoio são com a Secretaria Estadual de Agricultura Familiar, com a Secretaria do Trabalho e da Economia Solidária, e uma “parceria privilegiada” com o ISPN, nas palavras de Joaquim.</p>
<p>“O ISPN está nos auxiliando a construir e organizar a estrutura da agricultura familiar na região praticamente desde o começo da Cooperativa.”</p>
<p>Parceiro da Coopevida desde 2009, quando o primeiro projeto submetido em um edital <b>PPP-ECOS/Fundo Amazônia</b> foi aprovado, o ISPN apoiou a entidade com uma agroindústria de processamento de polpa de frutas, com a construção das lanchonetes que escoam produtos da agricultura familiar, assistência para contratos com os mercados institucionais e um carro para deslocamento de mercadorias.</p>
<figure id="attachment_20548" aria-describedby="caption-attachment-20548" style="width: 1792px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20548 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-20-1.jpg" alt="" width="1792" height="1116" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-20-1.jpg 1792w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-20-1-300x187.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-20-1-1024x638.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-20-1-768x478.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Camila-Araujo-COOPEVIDA-WEB-20-1-1536x957.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1792px) 100vw, 1792px" /><figcaption id="caption-attachment-20548" class="wp-caption-text">ISPN é parceiro da Coopevida desde 2009 (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p>Para a assessora técnica Juliana, o PPP-ECOS parte de um princípio fundamental em que projetos são pensados, geridos e administrados pelas comunidades, para que se adequem à realidade do local.</p>
<p>“A gente sempre acreditou que os pequenos projetos são fundamentais, já que para muitas organizações somos o primeiro apoio que chega”, explicou durante a reunião com a Cooperativa, acrescentando que a perspectiva do Instituto é de que, se somos parceiros, também compartilhamos as dificuldades: “nosso objetivo é que todos os projetos cheguem ao fim da melhor forma possível para as organizações”.</p>
<p>Juliana lembrou ainda que não é possível promover conservação ambiental sem campesinos, indígenas, quilombolas e tantos outros povos e comunidades tradicionais. “Os modos de vida devem ser fortalecidos, já que a conservação acontece pelas mãos dos agricultores. No PPP-ECOS, <i>cabem todos os modos de vida da agricultura familiar.”</i></p>
<p><em>*O PPP-ECOS é a estratégia do ISPN para Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais, que apoia e fortalece iniciativas junto a povos e comunidades tradicionais e de agricultura familiar desde 1994. Nesse projeto, o PPP-ECOS recebe apoio do <strong>Fundo Amazônia</strong>.</em></p>
<p><em>** Foto da capa: Camila Araujo/Acervo ISPN. Texto por Camila Araujo, assessora de Comunicação do ISPN. </em></p>
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