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	<title>Arquivos Cerrado - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos Cerrado - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<item>
		<title>Como o fogo pode ajudar a conservar o meio ambiente</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/como-o-fogo-pode-ajudar-a-conservar-o-meio-ambiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 13:04:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[manejo de fogo]]></category>
		<category><![CDATA[MIF]]></category>
		<category><![CDATA[pnmif]]></category>
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					<description><![CDATA[Política Nacional do Manejo Integrado do Fogo é tema do terceiro episódio do ISPN Comenta, com a geógrafa e assessora técnica Lívia Carvalho  Parece contraditório imaginar que o fogo – aquele que consome vários hectares de Cerrado, Pantanal e Amazônia e outros biomas – possa ser um instrumento de conservação. Mas essa é uma das [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><i>Política Nacional do Manejo Integrado do Fogo é tema do terceiro episódio do ISPN Comenta, com a geógrafa e assessora técnica Lívia Carvalho </i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece contraditório imaginar que o fogo – aquele que consome vários hectares de Cerrado, Pantanal e Amazônia e outros biomas – possa ser um instrumento de conservação. Mas essa é uma das ações que o Manejo Integrado do Fogo (MIF) propõe: uma maneira técnica e científica de gerir o fogo, que o transforma em aliado – e que tem origem em conhecimentos tradicionais e indígenas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação entre o ser humano e o controle do fogo é ancestral. Como já discutido em </span><a href="https://ispn.org.br/artigo-usando-o-fogo-para-nos-proteger-dos-incendios/"><span style="font-weight: 400;">artigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no site do ISPN, comunidades tradicionais e indígenas há muito dominam esse conhecimento, usando o fogo de forma estratégica para prevenir que incêndios atinjam áreas maiores. Se &#8220;as águas de março fecham o verão&#8221;, o que vem pela frente é um período mais seco, onde a vegetação seca acumulada pode ser combustível para chamas descontroladas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença está no manejo. Enquanto um incêndio desordenado consome tudo em seu caminho, o fogo aplicado de forma planejada reduz a biomassa seca, criando barreiras naturais contra propagações desenfreadas. É como domar uma força selvagem e usá-la a nosso favor.</span></p>
<figure id="attachment_27304" aria-describedby="caption-attachment-27304" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-27304 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-15.jpg" alt="" width="1600" height="1066" /><figcaption id="caption-attachment-27304" class="wp-caption-text">Fogo aplicado de forma planejada reduz a biomassa seca e cria barreiras naturais contra incêndios desenfreados (Foto: Leonardo Milano/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em julho de 2024, esse conhecimento ganhou respaldo legal com a aprovação da </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/L14944.htm"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que estabelece diretrizes para a implementação e articulação do MIF por diferentes instituições e pessoas interessadas. A política busca reduzir áreas queimadas irregularmente por meio de técnicas sustentáveis, muitas delas inspiradas no saber tradicional de povos originários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o MIF vai além do fogo. Ele engloba atividades de educação ambiental e diálogo com comunidades, recuperação de áreas degradadas e formações técnicas e treinamentos de brigadistas, garantindo que o manejo seja feito de forma integrada e consciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem explica melhor esse conceito é Lívia Carvalho Moura, assessora técnica do ISPN, geógrafa e doutora em Ecologia pela UnB, no terceiro episódio do ISPN Comenta – um programa que discute pesquisas e temas urgentes para o equilíbrio ambiental e climático. </span></p>
<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">Assista ao vídeo completo ou leia a entrevista na íntegra abaixo.</span></i></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/d8fMx0hMZqY?si=u5uX1MYeEKr3VdDn" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<p><b>O que muda com a aprovação da PNMIF, sobretudo para as propriedades privadas?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da aprovação da política, o MIF era uma metodologia que estava sendo aplicada em algumas áreas protegidas. Isso envolvia algumas Unidades de Conservação (UCs) federais, poucas estaduais e algumas Terras Indígenas. Agora com a Política aprovada, a metodologia pode ser expandida para todo e qualquer território dentro do Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produtores rurais, técnicos, gestores de UCs estaduais, municipais, podem aplicar essa metodologia também com a aprovação dessa política. Em relação às áreas privadas, com a política, é possível implementar várias atividades que têm no MIF. Com os devidos instrumentos e autorizações, os proprietários e produtores rurais vão poder aplicar essa metodologia também. </span></p>
<p><b>Quem pode fazer o MIF e como começar?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo mundo pode aplicar o MIF, desde que tenha as informações necessárias, esteja ciente das atividades previstas, e desde que as atividades estejam autorizadas. Existem algumas atividades como implementação de queima prescrita, ou das queimas controladas, que vão necessitar de autorização prévia dos órgãos responsáveis. Mas outras atividades como por exemplo a recuperação de áreas degradadas, ou o trabalho com educação ambiental e sensibilização das comunidades do entorno, pode ser feito por vários profissionais, pelas comunidades em si e/ou parcerias com as escolas, com as universidades. Tudo isso pode ser aplicado desde que todo mundo esteja alinhado, ciente do trabalho a ser feito, que corresponda às atividades previstas no MIF. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante destacar que o MIF não é sinônimo de queima prescrita ou queima controlada. O MIF comporta várias atividades. São atividades do MIF, o combate aos incêndios e a parte preventiva, como queima prescrita e controlada, confecção de aceiros. Além disso, tem o trabalho com educação ambiental que envolve sensibilização da comunidade em torno do uso racional, consciente e controlado do fogo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também o MIF envolve a recuperação de áreas degradadas. Quando tem uma área que foi degradada por um incêndio, você pode e deve recuperar essa área, porque essa área recuperada pode ser usada para frear novos incêndios, ela pode ser muito importante para a dinâmica ecológica daquele local. A recuperação compõe a parte ecológica do MIF, assim como o entendimento sobre as necessidades das comunidades locais, tradicionais e povos indígenas. Tudo isso está dentro e deve ser previsto no MIF. </span></p>
<p><b>Como a recuperação de áreas degradadas pode auxiliar na prevenção de incêndios?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando você tem uma área degradada, a possibilidade de espécies exóticas que não fazem parte daquele sistema, como braquiária, andropogon, se instalarem é muito comum. Quando essas espécies se instalam, elas propiciam a passagem do fogo. São plantas inflamáveis, elas servem como combustível pro fogo e aumentam as chamas. O fogo, a intensidade do fogo, a altura das chamas, a velocidade de propagação costuma ser mais alta com sua presença. Se você recupera esses ecossistemas, você muda o tipo de combustível para que seja menos inflamável. Ainda podendo ser inflamável, mas não tanto quanto quando se tem as espécies exóticas, e você tem uma redução da intensidade do fogo, uma possibilidade a mais de combater o fogo caso aconteça um incêndio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo do ecossistema, o tipo de vegetação que vai se recuperar, não necessariamente é composto só de  árvores. No caso de matas ciliares, mata galeria, se recuperar com espécies arbóreas e mais úmidas, que também ajudam a frear esse fogo, se vier um incêndio, esse fogo vai ficar menos intenso porque você tem uma vegetação mais verde e mais úmida naquele local. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E mesmo quando o ecossistema é campestres, se recupera com a vegetação nativa que são plantas rasteiras de  capim, mesmo sendo uma vegetação favorável a passagem do fogo, muito provavelmente vão ser menos inflamáveis que as espécies exóticas. </span></p>
<figure id="attachment_27300" aria-describedby="caption-attachment-27300" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-27300 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-19.jpg" alt="" width="1600" height="1066" /><figcaption id="caption-attachment-27300" class="wp-caption-text">O MIF pode ser aplicado por qualquer pessoa, desde que se tenha as autorizações necessárias (Foto: Leonardo Milano/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Qual a diferença entre queima prescrita e queima controlada?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A queima prescrita é usada com a finalidade de manejo e conservação de ecossistemas naturais. Pode ser usada por gestores, pesquisadores e pessoas interessadas em manter a paisagem, manter um ecossistema. O Cerrado por exemplo é um bioma que tem vários ecossistemas, entre eles as áreas campestres, que geralmente são adaptadas ao fogo. Para manter essas áreas, os gestores de UCs, por exemplo, vão fazer todo um planejamento, um estudo daquela área com mapas. Este levantamento vai ajudar a entender onde estão as barreiras naturais que ajudariam a frear o fogo, áreas que precisam ser queimadas para serem mantidas, onde estão os acúmulos de combustível, que no caso é a vegetação seca, e que podem ser perigosas nos períodos críticos da seca. Então, eles vão estudar o melhor momento para fazer essa queima e até onde essa queima pode ir, tem todo um planejamento necessário que envolve a queima prescrita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a queima controlada, envolve uma finalidade produtiva. Geralmente quem vai fazer essa queima são os comunitários, os proprietários, produtores rurais. Quem tem interesse geralmente nas queimas controladas é para uma finalidade mais agrícola de limpeza, de áreas e terrenos, rebrota de capim para alimentar o gado. São variadas as finalidades para queimas controladas, mas são realizadas também de maneira controlada, em áreas menores, no geral, por uma finalidade relacionada à produção rural, ou à limpeza e proteção de áreas. </span></p>
<p><b>Qual a diferença entre Plano de Manejo do Fogo, Plano Operativo e Plano de Queima? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses planos são todos instrumentos do Manejo Integrado do Fogo (MIF), o Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) envolve um planejamento e é instrumento de mais longo prazo. em geral, se faz um planejamento de MIF, que vai subsidiar os outros tipos de planejamento de curto prazo, e ele funciona em geral por cinco anos mais ou menos. É um plano que conta com informações tanto sobre o local em que está fazendo o manejo, como informações da vizinhança. Nele devem haver  informações ecológicas, sobre a dinâmica ecológica, tipo de ecossistema, tipo de vegetação, como essa vegetação se comporta com o fogo, se ela precisa ou não do fogo, se ela precisa ser protegida do fogo, se a área precisa ser recuperada ou não, em quanto tempo, que tipo de espécie você precisa para recuperar aquela área. E também devem haver informações sociais, culturais, e econômicas. Tudo que está sendo feito pelas comunidades e populações locais é importante ser mapeado dentro do PMIF, para você fazer um planejamento realista e de acordo com as necessidades locais. Para além disso, as informações de prevenção e combate, que fazem parte do manejo do fogo em si, também devem constar no PMIF. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por ser um instrumento de longo prazo, ele não vai trazer informações do que vai ser implementado ano a ano, é um documento mais genérico que você busca informações para rechear o planejamento anual. Para esse planejamento anual, o instrumento mais adequado e indicado são os planos operativos, que dizem respeito àquele ano o que será feito naquela área ou território de interesse. Já os Planos de Queima, envolvem cada queima prescrita ou queima controlada que for fazer na área. Cada queima vai ter seu próprio plano, porque se trata de um instrumento exclusivo e único para o momento da queima. Depende das condições meteorológicas (direção do vento, temperatura, umidade relativa do ar), tipo de área queimada, quem vai participar daquela ação, tudo isso deve constar no plano de queima. </span></p>
<figure id="attachment_27302" aria-describedby="caption-attachment-27302" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-27302 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-18.jpg" alt="" width="1600" height="1066" /><figcaption id="caption-attachment-27302" class="wp-caption-text">Queima prescrita e queima planejada têm diferentes finalidades: a primeira tem foco em conservação e a segunda em produção (Foto: Fernando Tatagiba/ICMBio)</figcaption></figure>
<p><b>O MIF pode ser aplicado em qualquer bioma?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O MIF pode ser aplicado em qualquer bioma. Lembrando que o MIF também é combate, sensibilização e educação ambiental. Esse tipo de atividade é mais do que bem-vindo e necessário em todos os biomas. O que a gente precisa entender é que em cada bioma existem vários ecossistemas. Dentro de um mesmo bioma existem vários ecossistemas que devem ser manejados e planejados de maneira diferente. Por exemplo, na Amazônia, existem os campos amazônicos ou as savanas amazônicas que algumas espécies são adaptadas ao fogo. E quando pensamos numa das atividades do MIF que é a implementação das queimas prescritas, elas podem ser aplicadas nesses ecossistemas dentro do bioma amazônico. Não quer dizer que as florestas e todo ecossistema deva ser manejado da mesma forma com o uso do fogo. Outro exemplo seria o Cerrado, em que ocorrem ecossistemas mais sensíveis ao fogo. Nem todos os ecossistemas do Cerrado são adaptados ao fogo. Aqueles que são mais sensíveis, como matas ciliares ou matas secas, não podem ser manejados com as queimas prescritas. Dependendo do ecossistema, é necessário estudar quais as ações e qual planejamento é necessário para que aquele ambiente seja conservado. </span></p>
<p><b>De que forma as pessoas podem contribuir com o MIF?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que o MIF seja bem sucedido, é importante que as comunidades como um todo estejam cientes, participem e se envolvam com as ações e as diversas atividades que comportam o MIF. Isso com certeza vai fazer com que a implementação do MIF seja mais exitosa. Mas para além das áreas rurais e áreas de territórios e comunidades, as pessoas que estão em centros urbanos também podem ajudar na parte de monitoramento dos focos de calor e sensibilização sobre o fogo. Porque quando os focos ocorrem, é muito rápida a propagação do fogo. Os órgãos de controle ou os brigadistas tem muito pouco tempo para chegar até esse lugar e conseguir combater com eficiência aquele incêndio. Por isso quanto mais rápido e mais ágil ocorrer o sistema de alerta e aviso, grupos de whatsapp e trocas de informação, mais possível é de se combater os incêndios e, muito mais provável, que se consiga combatê-lios.  por isso é muito importante contar com todos que estão não só nas áreas rurais mas nos centros urbanos para essa parte de monitoramento e sensibilização da população. </span></p>
<p><b>Quem são os principais responsáveis atualmente pela implementação do MIF? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje os principais responsáveis pela implementação do MIF são gestores, analistas ambientais, brigadistas, que trabalham em UCs e Terras Indígenas. Por que hoje a maioria das áreas que estão sendo implementadas o MIF são essas, e as brigadas são chaves e estratégicas para essa implementação. Com a aprovação da política, se pretende que outras pessoas possam ajudar e contribuem com essas atividades, porque são muitas atividades, então tem trabalho pra muita gente. Os brigadistas não necessariamente são contratados pelo Governo,os brigadistas florestais. Temos hoje os voluntários e os comunitários, que fazem parte de uma comunidade específica que cuidam de um território que é do seu interesse ou onde têm suas famílias e seus sistemas produtivos. Esses atores são importantíssimos para que o mif consiga se expandir e ser ampliado para as áreas privadas e para os territórios comunitários.  </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Texto por  Camila Araujo / Assessoria de Comunicação do ISPN.</span></i></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Territórios titulados garantem proteção dos modos de vida de povos e comunidades tradicionais</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/territorios-titulados-garantem-protecao-dos-modos-de-vida-de-povos-e-comunidades-tradicionais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 14:01:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[cnpct]]></category>
		<category><![CDATA[territórios titulados]]></category>
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					<description><![CDATA[CNPCT entrega ao MDA proposta de minuta de decreto para titulação de terras tradicionais e pressiona por política de reconhecimento territorial; Ministério firma parceria com Tô No Mapa  Representantes do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) entregaram à Secretária-Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Fernanda Machiaveli, proposta de  minuta de decreto presidencial [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><i>CNPCT entrega ao MDA proposta de minuta de decreto para titulação de terras tradicionais e pressiona por política de reconhecimento territorial; Ministério firma parceria com Tô No Mapa </i></strong></p>
<p>Representantes do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) entregaram à Secretária-Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Fernanda Machiaveli, proposta de  minuta de decreto presidencial destinada à titulação de terras tradicionais, durante a 1ª Oficina de Construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.</p>
<p>A iniciativa, realizada na terça-feira, 3 de junho, destaca a urgência na proteção dos territórios tradicionais, garantindo os direitos dessas comunidades em meio a crescentes desafios socioambientais, como o avanço no Congresso Nacional do Projeto de Lei 2.159/2021, conhecido como PL da Devastação, que desmonta o processo de licenciamento ambiental, principal instrumento de proteção ao meio ambiente diante do desenvolvimento de empreendimentos com potencial risco à natureza e populações.</p>
<p>A expectativa do colegiado é que a proposta da minuta oriente o Governo Federal no reconhecimento e na titulação territorial.</p>
<blockquote><p><b><i>&#8220;Este decreto é uma prioridade urgente para garantir a proteção dos povos que preservam a biodiversidade essencial para todos nós. Sem justiça territorial, não existe justiça climática”,</i></b><i> destaca Samuel Caetano, presidente do CNPCT.</i></p></blockquote>
<figure id="attachment_30942" aria-describedby="caption-attachment-30942" style="width: 766px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30942" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/samuel-perfil-2-1.jpg" alt="" width="766" height="764" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/samuel-perfil-2-1.jpg 766w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/samuel-perfil-2-1-300x300.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/samuel-perfil-2-1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 766px) 100vw, 766px" /><figcaption id="caption-attachment-30942" class="wp-caption-text">Samuel Caetano é geraizeiro do norte de Minas Gerais e presidente do CNPCT (Foto: Rede Cerrado/Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Patrícia Silva, assessora de Advocacy do ISPN, que acompanhou o encontro, afirma que o CNPCT tem legitimidade para “exigir do governo a implantação de seus direitos, sobretudo territoriais”.</p>
<p>“Os povos e as comunidades tradicionais são responsáveis pela conservação de recursos naturais, mas seguem invisibilizados nas políticas públicas. Os instrumentos legais existentes para garantia de direitos territoriais, como as Reservas Extrativistas, os assentamentos ambientalmente diferenciados, as reservas de desenvolvimento sustentável, são insuficientes para garantir o acesso à segurança jurídica de seus territórios”, explica Patrícia Silva, acrescentando que a titulação das áreas “é essencial para conservação socioambiental e como estratégia para combater as mudanças climáticas”.</p>
<p>Segundo a coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, Maria Alaides, “a titulação não é apenas um direito, é um marco na luta que travamos todos os dias para proteger nossos modos de vida e nossos territórios. Com essa conquista, vamos levar à COP 30 uma mensagem clara: o Brasil precisa respeitar quem protege a natureza e a vida.&#8221;</p>
<p>A assessora jurídica da Terra de Direitos, Marina Antunes, avalia que, como sede da COP30, o Brasil precisa avançar na proteção territorial de povos e comunidades tradicionais. “A preservação dos biomas e da biodiversidade pelos povos tradicionais têm sido, historicamente, uma medida concreta de enfrentamento da crise climática.&#8221;</p>
<p>O evento contou com a participação de representantes de povos e comunidades tradicionais, de ministérios, de organizações da sociedade civil, de universidades, especialistas e parceiros institucionais envolvidos na agenda dos direitos e do desenvolvimento sustentável dos PCTs.</p>
<p>O Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável de PCTs deverá prever ações, fonte orçamentária e metas a serem alcançadas nos próximos anos em relação à garantia da proteção territorial e acesso a recursos naturais, inclusão social, infraestrutura, fomento à produção sustentável e enfrentamento à violação de direitos humanos. O documento final deverá ainda ser apresentado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro, na cidade de Belém (PA).</p>
<p><b>Tô No Mapa </b></p>
<p>Ainda durante o encontro, na terça-feira, 3, a Iniciativa Tô No Mapa assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o MDA para viabilizar parceria com o governo federal para a troca de conhecimentos e experiências em prol da melhoria de políticas públicas relacionadas ao reconhecimento dos territórios tradicionais.</p>
<p>“O objetivo deste ACT é apoiar o MDA na agenda de regularização de territórios tradicionais. Nós temos quase 400 territórios tradicionais com cadastro validado no aplicativo do Tô No Mapa, e esses são dados muito preciosos, já que as fontes de dados sobre territórios tradicionais costumam ser escassas. E para pensar qualquer política pública para territórios tradicionais, seja de regularização ou reconhecimento, a primeira demanda é a informação: quem são, quantos são, onde estão. Com o Tô No Mapa, conseguimos ajudar a responder essas perguntas”, explica o coordenador executivo da iniciativa André Moraes, assessor técnico do ISPN.</p>
<figure id="attachment_30944" aria-describedby="caption-attachment-30944" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30944" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-04-at-16.17.03-1.jpeg" alt="" width="1600" height="1204" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-04-at-16.17.03-1.jpeg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-04-at-16.17.03-1-300x226.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-04-at-16.17.03-1-1024x771.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-04-at-16.17.03-1-768x578.jpeg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-04-at-16.17.03-1-1536x1156.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-30944" class="wp-caption-text">Acordo de Cooperação Técnica entre Tô No Mapa e MDA é assinado (Foto: Allan Razera/MMA)</figcaption></figure>
<p>O Tô No Mapa é um aplicativo de celular desenvolvido para que povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares brasileiros realizem o automapeamento de seus territórios. Uma ferramenta acessível e gratuita, construída a partir do diálogo entre diversas comunidades e organizações sociais.</p>
<p>A iniciativa é fruto de uma parceria entre Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Rede Cerrado e Instituto Cerrados. Conheça mais <a href="https://tonomapa.org.br/">aqui</a>.</p>
<p><em>Texto por Camila Araujo/Assessoria de Comunicação do ISPN, com informações de Fernanda Silva/Rede Cerrado.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como comunidades de fecho de pasto conservam o Cerrado no oeste baiano</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/como-comunidades-de-fecho-de-pasto-conservam-o-cerrado-no-oeste-baiano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 13:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades fecheiras]]></category>
		<category><![CDATA[Correntina]]></category>
		<category><![CDATA[fecho de pasto]]></category>
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					<description><![CDATA[Há 300 anos vivendo no bioma, modo de vida fecheiro envolve a criação de gado para subsistência e a proteção da vegetação nativa Uso de terras coletivas, criação de gado, produção de alimentos agroecológicos, extrativismo de plantas medicinais e alimentícias. Essas são algumas das características que definem o modo de vida das comunidades de fecho [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><i>Há 300 anos vivendo no bioma, modo de vida fecheiro envolve a criação de gado para subsistência e a proteção da vegetação nativa</i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uso de terras coletivas, criação de gado, produção de alimentos agroecológicos, extrativismo de plantas medicinais e alimentícias. Essas são algumas das características que definem o modo de vida das comunidades de fecho de pasto, que vivem </span><a href="https://ispn.org.br/comunidades-tradicionais-de-fecho-de-pasto-e-seu-modo-proprio-de-convivencia-com-o-cerrado-historia-direitos-e-desafios/"><span style="font-weight: 400;">há pelo menos 300 anos em harmonia com o Cerrado</span></a><span style="font-weight: 400;"> no oeste da Bahia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da luta pelo fortalecimento e proteção desses territórios de uso coletivo, Elizete Barreto, do Fecho de Pasto de Clemente, destaca que o território é uma herança ancestral, com recursos naturais que pertencem “a toda a humanidade”, tal como a água que nasce ali e tem papel importante no abastecimento da cidade de Correntina (BA) e do rio São Francisco. Esse é um dos motivos pelo qual o território precisa ser protegido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Essas comunidades de fecho são guardiãs dos territórios que abrigam o Cerrado”, afirma Elizete, que mora na comunidade Praia, no município de Correntina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O modo de vida das comunidades de Fundo e Fecho de Pasto é marcado pela harmonia na convivência com o Cerrado. A população fecheira desenvolveu um sistema de criação de gado em que parte do ano ele fica solto nas áreas de uso coletivo, chamadas de “Gerais” pelas famílias camponesas, se alimentando do capim agreste (espécies de gramíneas nativas do Cerrado). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra parte do ano, o gado é trazido para próximo das moradias onde se alimenta de pasto plantado, permitindo que o pasto nativo se recupere até a próxima estação. O período da solta do gado acontece em dois momentos, baseado no regime de chuvas. </span><span style="font-weight: 400;">O gado é solto por volta de outubro, quando costuma chover. Os animais se alimentam do cerrado enquanto o capim exótico plantado cresce nas roças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois, é trazido de volta para a comunidade perto do feriado do Natal e se alimenta ali até fevereiro ou março. Uma segunda solta é realizada para que o pasto nas áreas cultivadas possa brotar de novo. Em maio, o gado volta para as áreas cultivadas, quando já há comida suficiente produzida para enfrentar a seca.</span></p>
<figure id="attachment_30923" aria-describedby="caption-attachment-30923" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30923" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Fellipe-Abreu-Correntina-2024-WEB-39-1-1.jpg" alt="" width="1080" height="720" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Fellipe-Abreu-Correntina-2024-WEB-39-1-1.jpg 1080w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Fellipe-Abreu-Correntina-2024-WEB-39-1-1-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Fellipe-Abreu-Correntina-2024-WEB-39-1-1-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Fellipe-Abreu-Correntina-2024-WEB-39-1-1-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><figcaption id="caption-attachment-30923" class="wp-caption-text">Criação de gado para subsistência é atividade comum entre comunidades de fecho de pasto (Foto: Fellipe Abreu/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A alternância ocorre para garantir que haja pastagem nativa ou cultivada o ano inteiro, sendo que os fechos de pasto, onde ocorrem a soltura do gado, ficam distantes de 10 a 80 km das comunidades onde vivem as famílias criadoras e camponesas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns exemplos de Fechos na região de Correntina são o Fecho de Clemente, Fecho do Bonito de Baixo, Fecho do Bonito de Cima, Busca Vida, Caititu, Bonsucesso e Capão das Antas, Fecho dos Morrinhos, Fecho do Brejo Verde, Fecho do Morrinhos a Entre Morros e Gado Bravo, Fecho da Vereda do Rancho e Fecho de Tarto. Cada fecho é o território de uso coletivo de um grupo de famílias, sendo que a maioria dos grupos está organizada em associações. </span></p>
<figure id="attachment_30925" aria-describedby="caption-attachment-30925" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30925" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240523_fellipeabreu_ispn_158920-scaled-2.jpg" alt="" width="2048" height="1150" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240523_fellipeabreu_ispn_158920-scaled-2.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240523_fellipeabreu_ispn_158920-scaled-2-300x168.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240523_fellipeabreu_ispn_158920-scaled-2-1024x575.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240523_fellipeabreu_ispn_158920-scaled-2-768x431.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240523_fellipeabreu_ispn_158920-scaled-2-1536x863.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-30925" class="wp-caption-text">Local em que o rio Corrente despeja suas águas no rio São Francisco. Os vales dos rios Arrojado, Correntina, Formoso, afluentes do Corrente, são morada de muitas comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto, e o avanço desenfreado do agronegócio ameaça suas inúmeras nascentes, rios e riachos (Foto: Fellipe Abreu /Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As comunidades tradicionais que resistem no território também fazem uso do extrativismo de frutos nativos, como o pequi, o buriti, o puçá, a cagaita e a mangaba, e do mel. Estão sendo produzidos cerca de 120 litros de mel por ano a partir de 20 caixas de abelhas. Para essas famílias, o Cerrado é a farmácia, onde coletam sementes de sucupira, amburana, entrecasca do ipê, seiva de copaíba, folhas de cagaita e inúmeros outros remédios ancestrais eficazes para curar um sem-número de doenças. Também coletam madeira e palha para construção de estruturas diversas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais recentemente, as comunidades perceberam que com a redução das chuvas, as veredas estavam secando. Para evitar que o pisoteio do gado agrave a situação, passaram a  realizar o cercamento de nascentes e de veredas, hoje são mais de 82 nascentes protegidas dentro de 10 fechos de pasto. Também passaram a realizar mutirões de plantio de sementes e mudas para recuperar trechos das veredas queimados por incêndios. Só em 2023, foram plantadas quase 3 mil mudas e 600 kg de sementes de plantas nativas do Cerrado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É uma relação harmoniosa e recíproca com o meio ambiente. Eles conservam e em retorno têm uma vida mais sustentável, com animais mais saudáveis, garantia de frutos e água em abundância nos rios. O modo de vida dessas famílias vem contribuindo para que recursos hídricos sigam existindo. Esse povo sempre utilizou a terra sem a supressão do Cerrado. É retirado dali o remédio, as plantas medicinais, os frutos nativos e a solta dos animais”, explica Julita Abreu, coordenadora na Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Centro Oeste da Bahia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prevenção a incêndios também é uma preocupação na região. No pastoreio do gado, os fecheiros monitoram as áreas para identificar possíveis focos de calor. Também realizam aceiros como método de manejo – são faixas de terra que são limpas e servem como barreira natural para impedir a propagação de incêndios florestais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma Brigada Comunitária voluntária foi formada nos últimos anos composta por mais de 250 fecheiros e fecheiras que monitoram diariamente pelo menos 50.000 hectares de áreas coletivas. A área protegida pela brigada é usada por mais de 1.500 famílias (6.000 pessoas). Desde que começaram a atuar em 2019, já promoveram mais de 70 ações de combate a incêndios, fizeram mais de 12 atividades de intercâmbio e 130 cursos de formação, e mantêm anualmente 98 km de aceiros nos fechos de pasto.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A parceria com o ICMBio, Prevfogo/IBAMA e Brivac (Brigada Voluntária Ambiental de Cavalcante) permitiu que os brigadistas recebessem treinamento para trabalhar com o Manejo Integrado do Fogo (MIF) na região. Projetos gerenciados pelas associações e apoiados pelo Fundo Ecos, Fundo Casa e DGM [Dedicated Grant Mechanism for Indigenous Peoples and Local Communities] contribuíram para equipar e capacitar as brigadas voluntárias e comunitárias nos últimos 10 anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Marco Antônio de Souza, morador da comunidade de Bonito de Cima, “cuidar e conservar o fecho é como cuidar de uma das maiores riquezas que o criador nos deu”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Tudo que estamos fazendo aqui é para garantir o que o agronegócio não faz: cuidar. O agronegócio só destrói. E ninguém produz tanta água quanto os fecheiros… alguém vai dizer que não dá pra plantar água, mas dá para conservar. Não dá pra plantar, mas dá pra colher”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As comunidades dos Vale do Arrojado, Formoso e Correntina dependem da água para plantar arroz, feijão, mandioca, milho, gergelim, banana, hortaliças, cana e capim de ração. No entorno das comunidades, as famílias plantam roças usando a água dos córregos e dos rios para irrigar. Por mais de uma centena de anos, os canais, chamados de </span><i><span style="font-weight: 400;">regos</span></i><span style="font-weight: 400;">, permitiram o uso das águas dos riachos na irrigação dos quintais, aguando as fruteiras, dando de beber aos animais de pequeno porte e viabilizando a vida nesses locais. De 2019 para cá, grande parte dos </span><i><span style="font-weight: 400;">regos </span></i><span style="font-weight: 400;">secou pela primeira vez em cem anos, e as mais de 6 mil famílias que os usam foram prejudicadas. Dia após o outro, eles também assistem o rio Arrojado secar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter reduzido nos últimos anos, devido à diminuição da disponibilidade de água e da pressão do agronegócio, a produção das comunidades fecheiras segue abundante. A feira da agricultura familiar de Correntina é famosa pela profusão de produtos como tapioca, farinha de mandioca, biscoitos diversos, açucar, rapadura, cachaça, queijo, mel, feijão, arroz, cheiro verde, verduras diversas e frutos do Cerrado da época. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eugênio Moreira, da comunidade Caixeiro, fecheiro em Bonito de Baixo, se preocupa com o avanço do agronegócio sobre o território. “Hoje a especulação é muito forte em cima da gente, querendo tomar nosso território. A gente está muito recuado, com pouca natureza e meio ambiente. E nós estamos nessa luta para proteger o Cerrado em pé.”</span></p>
<figure id="attachment_30928" aria-describedby="caption-attachment-30928" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30928" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240519_fellipeabreu_ispn_159744-scaled-2.jpg" alt="" width="2048" height="1366" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240519_fellipeabreu_ispn_159744-scaled-2.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240519_fellipeabreu_ispn_159744-scaled-2-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240519_fellipeabreu_ispn_159744-scaled-2-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240519_fellipeabreu_ispn_159744-scaled-2-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240519_fellipeabreu_ispn_159744-scaled-2-1536x1025.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-30928" class="wp-caption-text">Sinalização de supressão de vegetação em uma fazenda na zona rural de Correntina (BA), local que era domínio das comunidades tradicionais até os anos 1990 (Foto: Fellipe Abreu/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Morador da comunidade fecheira de Vereda Grande, também em Correntina, Rivaildo Souza diz que a luta da população do território é pela defesa do meio ambiente. “Nós lutamos por nossas nascentes, já que uma parte delas já morreu e a outra não tem nem 70% de chance de vida”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A região do oeste da Bahia vivencia mudanças significativas no ecossistema desde a década de 1970, momento em que o avanço da “fronteira” agrícola tornou Correntina um dos principais municípios produtores de monocultivo – </span><a href="https://app.uff.br/riuff/bitstream/handle/1/16176/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20FINAL%20Bianca%20Suzy%20dos%20Reis%20dos%20Santos.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y"><span style="font-weight: 400;">sobretudo soja e milho</span></a><span style="font-weight: 400;">. O cenário foi propício para a expansão do agronegócio por conta de incentivos de crédito agrícola oferecidos pelo governo, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2015, a região passou a ser considerada pela mesma Embrapa como parte da fronteira agrícola do MATOPIBA, onde a produção de commodities é o carro-chefe. As condições topográficas e hidrológicas da região favorecem a produção de grãos em escala industrial para exportação: com sistemas  de irrigação, piscinões, canais e perfuração de poços profundos, os empreendimentos do agronegócio ali estabelecidos conseguem retirar água do subsolo e garantir a água para fazer crescer os seus monocultivos, num contexto de condições climáticas cada vez mais incertas, geradas inclusive pelo desmatamento conduzido pelo próprio setor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque o Cerrado, bioma predominante na região, é considerado uma floresta subterrânea, com árvores que possuem raízes profundas, maiores até do que a própria copa. Essas raízes ajudam na absorção da água da chuva e na reposição dos aquíferos, que são reservas subterrâneas de água – o que faz o Cerrado ser considerado o coração das águas do Brasil e do continente sul-americano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O problema é que o desenvolvimento vislumbrado pelo agronegócio desrespeita  os modos de vida tradicionais dos camponeses e ribeirinhos da Bacia do Rio Corrente. O conflito é desencadeado pelo uso predatório da água e pela apropriação indevida dos territórios de uso coletivo para que se tornem lavouras, ou mesmo Reservas Legais das enormes fazendas que já desmataram a totalidade de suas áreas”, argumenta Isabel Figueiredo, coordenadora do Programa Cerrado, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ecóloga explica ainda que as práticas intensivas da agropecuária “compactam o solo, diminuindo a sua capacidade de repor as águas dos aquíferos”. “Além disso, está havendo uma ampliação da área irrigada, aumentando ainda mais a pressão pela água superficial, e, mais que tudo, subterrânea, um bem que deveria ser de toda a sociedade.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As comunidades tradicionais avaliam que hoje se mantém somente 3% das terras originalmente ocupadas pelos fecheiros. “O resto já foi grilado e hoje é área de desmatamento, de envenenamento de água, de seca nos rios e riachos e violência contra as nossas comunidades. Tem sido um momento difícil nesse Vale do Arrojado”, lamenta Eldo Moreira, também do Fecho de Pasto de Clemente. Antes das alterações na paisagem, as extensões de terra onde se criava o gado alcançavam a divisa com os Estados de Goiás e Minas Gerais.</span></p>
<figure id="attachment_30936" aria-describedby="caption-attachment-30936" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30936" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240520_fellipeabreu_ispn_158893-scaled-2.jpg" alt="" width="2048" height="1150" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240520_fellipeabreu_ispn_158893-scaled-2.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240520_fellipeabreu_ispn_158893-scaled-2-300x168.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240520_fellipeabreu_ispn_158893-scaled-2-1024x575.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240520_fellipeabreu_ispn_158893-scaled-2-768x431.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/06/20240520_fellipeabreu_ispn_158893-scaled-2-1536x863.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-30936" class="wp-caption-text">Plantio de commodities em área desmatada pelo agronegócio em contraste com o Cerrado conservado no território de uso tradicional das comunidades de fecho de pasto em Correntina (Foto: Fellipe Abreu/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No último dia 19 de maio, um novo episódio de violência e intimidação foi registrado na região. Segundo relato do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), oito viaturas policiais invadiram os territórios das comunidades de Brejo Verde e Aparecida do Oeste, arrombando casas sem mandado judicial. Três dias antes, dois camponeses de Brejo Verde foram presos no Rio de Janeiro, em viagem de férias. Até o fechamento da matéria seguiam presos, ainda no Rio de Janeiro, completando mais de 10 dias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Caderno de Conflitos no Campo de 2023, publicado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), aponta Correntina como o município com o maior número de conflitos agrários na Bahia. Nos últimos anos, a violência no campo tem se intensificado: de 2017 a 2023, o número de conflitos saltou 121% em relação ao período de 1985 a 2016, totalizando 132 casos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saiba mais em: </span><a href="https://ispn.org.br/comunidades-tradicionais-no-oeste-da-bahia-enfrentam-criminalizacao-e-violencia/"><span style="font-weight: 400;">Comunidades tradicionais no Oeste da Bahia enfrentam criminalização e violência</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Texto por Assessoria de Comunicação do ISPN/Camila Araujo com contribuições de Isabel Figueiredo.</span></i></p>
<p>Reportagem <a href="https://oeco.org.br/reportagens/como-comunidades-de-fecho-de-pasto-conservam-o-cerrado-no-oeste-baiano/">reproduzida no site do veículo ((o)) eco</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Povos e comunidades tradicionais devem liderar resposta à crise climática</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/povos-e-comunidades-tradicionais-devem-liderar-resposta-a-crise-climatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 17:25:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[filantropia comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento climático]]></category>
		<category><![CDATA[fundo sul global]]></category>
		<category><![CDATA[rede comuá]]></category>
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					<description><![CDATA[19ª Conferência Internacional sobre Adaptação Comunitária às Mudanças Climáticas (CBA19) e 13º Congresso GIFE destacam soluções locais e o papel da filantropia comunitária no combate à emergência climática Enquanto o mundo debate metas globais de redução de emissões de gases do efeito estufa, um consenso aparece em dois eventos sobre clima e filantropia realizados no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><i>19ª Conferência Internacional sobre Adaptação Comunitária às Mudanças Climáticas (CBA19) e 13º Congresso GIFE destacam soluções locais e o papel da filantropia comunitária no combate à emergência climática</i></strong></p>
<p>Enquanto o mundo debate metas globais de redução de emissões de gases do efeito estufa, um consenso aparece em dois eventos sobre clima e filantropia realizados no Brasil em maio: povos indígenas, comunidades tradicionais e populações periféricas devem ser protagonistas nas estratégias e implementação das ações de adaptação climática. Eles são os primeiros afetados – e os que detêm saberes ancestrais para enfrentar a crise e precisam ter acesso aos recursos necessários.</p>
<p>Dados do Sexto Relatório do IPCC (2022) fundamentam a urgência: na última década, moradores de áreas vulneráveis morreram 15 vezes mais em eventos climáticos extremos (secas, enchentes, tempestades) que populações de regiões com infraestrutura adequada.</p>
<p>Nesse contexto, a 19ª Conferência Internacional sobre Adaptação Comunitária  às Mudanças Climáticas (CBA19) – realizada de 12 a 16 de maio em Recife (PE) – e o 13º Congresso GIFE – de 7 a 9 de maio em Fortaleza (CE) – colocaram o foco em soluções locais e no papel estratégico da filantropia de base comunitária.</p>
<p>O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), membro da Aliança dos Fundos Socioambientais do Sul Global e da Rede Comuá, participou nos dois encontros para trocar experiências, fortalecer a atuação em rede e destacar a importância da filantropia comunitária como um caminho para fortalecer organizações locais protagonizadas por povos indígenas, povos tradicionais, mulheres e jovens, ampliando o acesso a um financiamento adequado para a promoção da justiça socioambiental e climática.</p>
<p>“Em um momento em que observamos retrocessos globais na pauta ambiental, participar de um espaço que reúne representantes comunitários e da rede de filantropia de mais de setenta países é motivador para a elaboração de novas soluções para a crise climática”, explica a Gerente de Projeto do ISPN, Terena Castro.</p>
<figure id="attachment_30915" aria-describedby="caption-attachment-30915" style="width: 1164px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30915" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/cb443285-471d-41a3-b67f-c903e4b21546-1.jpg" alt="" width="1164" height="1439" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/cb443285-471d-41a3-b67f-c903e4b21546-1.jpg 1164w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/cb443285-471d-41a3-b67f-c903e4b21546-1-243x300.jpg 243w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/cb443285-471d-41a3-b67f-c903e4b21546-1-828x1024.jpg 828w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/cb443285-471d-41a3-b67f-c903e4b21546-1-768x949.jpg 768w" sizes="(max-width: 1164px) 100vw, 1164px" /><figcaption id="caption-attachment-30915" class="wp-caption-text">Membros da Rede Comuá e da Aliança dos Fundos Socioambientais do Sul Global reunidos na CBA, em Recife (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Para a diretora-superintendente do ISPN, Cristiane Azevedo, “é importante olhar para o fluxo de financiamento do Norte para o Sul, para trazer os recursos aos locais em que populações com seus modos de vida tradicionais estão conservando a biodiversidade”.</p>
<p>A CBA, organizada pelo International Institute for Environment and Development (IIED) em parceria com o Governo de Pernambuco e do Instituto Clima e Sociedade (ICS), foi realizada pela primeira vez no Brasil e na América Latina com debates sobre &#8220;Ação de adaptação liderada localmente&#8221;, tanto na perspectiva &#8220;urbana&#8221; quanto da &#8220;natureza&#8221;.</p>
<p>“O evento foi um espaço rico de trocas entre lideranças e organizações de vários países e reforçou a importância das vozes dos territórios, da experiência de povos tradicionais, das periferias, que estão na lida com os impactos diretos da emergência climática”, acrescenta Azevedo. A busca dessas soluções para o alcance de uma adaptação justa e equitativa é uma pauta essencial e importante para ser tratada na COP-30, que também será realizada no Brasil, em Belém.</p>
<p><b>Congresso GIFE</b></p>
<p>Já entre os dias 7 e 9 de maio, o 13º Congresso GIFE [Grupo de Institutos Fundações e Empresas] reuniu atores do investimento social privado (ISP) e da filantropia para debater os caminhos inovadores e colaborativos para o desenvolvimento sustentável no Brasil. O evento foi realizado em Fortaleza, no Ceará, sob o tema “Desconcentrar poder, conhecimento e riquezas”.</p>
<figure id="attachment_30917" aria-describedby="caption-attachment-30917" style="width: 883px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30917" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/MarcusGIFEday03-9_result-1.png" alt="" width="883" height="577" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/MarcusGIFEday03-9_result-1.png 883w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/MarcusGIFEday03-9_result-1-300x196.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/MarcusGIFEday03-9_result-1-768x502.png 768w" sizes="(max-width: 883px) 100vw, 883px" /><figcaption id="caption-attachment-30917" class="wp-caption-text">Congresso GIFE em Fortaleza (CE) reuniu representantes do investimento social privado para debater caminhos da filantropia no Brasil (Foto: GIFE)</figcaption></figure>
<p>Entre os debates fundamentais do Congresso, o destaque fica para a necessidade de apoio direto às pessoas e comunidades que defendem seus territórios, construindo soluções locais e adaptadas às suas realidades – seja no campo ou nas cidades.</p>
<p>Um dos principais alertas do encontro foi a importância de uma relação próxima entre financiadores e comunidades, na qual a escuta ativa dos territórios é essencial para consolidar laços de confiança e, sobretudo, compromisso.</p>
<p>“O caminho para o investimento social privado é a necessidade de investir no desenvolvimento institucional das organizações para que o recurso possa chegar aonde precisa”, explicou a assessora técnica do ISPN Juliana Napolitano.</p>
<p>Integrante da equipe do Fundo Ecos, mecanismo de financiamento do ISPN para promoção de paisagens produtivas ecossociais, Napolitano complementa: “participar do congresso trouxe muitos aprendizados que contribuem para o aperfeiçoamento do nosso trabalho, assim como reforça o papel estratégico que o Fundo Ecos desempenha junto aos povos indígenas, agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais.”</p>
<p><i>Texto por Camila Araujo / Assessoria de Comunica</i>ção <i>do ISPN</i></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comunidades tradicionais no Oeste da Bahia enfrentam criminalização e violência</title>
		<link>https://ispn.org.br/nota-institucional/comunidades-tradicionais-no-oeste-da-bahia-enfrentam-criminalizacao-e-violencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 20:43:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nota institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Correntina]]></category>
		<category><![CDATA[fundo de pasto]]></category>
		<category><![CDATA[grileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Dois integrantes da comunidade Brejo Verde, no município de Correntina (BA), foram presos de forma arbitrária durante viagem à lazer no Rio de Janeiro. ISPN expressa preocupação e alerta para a escalada de violência e violação de direitos humanos e territoriais no oeste baiano ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dois integrantes da comunidade tradicional de Fundo e Fecho de Pasto de Brejo Verde – Solange Moreira Barreto e Silva, camponesa, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e agente comunitária de saúde, e seu esposo Vanderlei Moreira e Silva, também camponês – foram presos de forma arbitrária no Rio de Janeiro, em 16 de maio, enquanto realizavam uma viagem de lazer planejada há anos. A informação é do MAB.</p>
<p>De acordo com o Movimento, a prisão ocorreu sem qualquer apresentação de mandado ou informação prévia sobre acusações, em evidente afronta ao direito de ampla defesa, ao contraditório e ao devido processo legal, assegurados na Constituição Federal.</p>
<figure id="attachment_30990" aria-describedby="caption-attachment-30990" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30990" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image4.jpg" alt="" width="1024" height="678" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image4.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-300x199.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-768x509.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-30990" class="wp-caption-text">Vanderlei Moreira e Silva, camponês, foi detido de forma arbitrária ao lado da esposa Solange (Foto: Acervo CPT)</figcaption></figure>
<p>Paralelamente às prisões, intensificaram-se os ataques aos territórios tradicionais. Cerca de oito viaturas policiais invadiram os territórios das comunidades de Brejo Verde e Aparecida do Oeste, no dia 19 de maio, arrombaram casas sem mandado judicial e ameaçaram familiares dos fecheiros criminalizados, causando terror e violência psicológica.</p>
<p>O rancho – um abrigo de uso comunal – dos moradores de Brejo Verde, comunidade onde vivem Solange e Vanderlei, foi destruído, e seguranças armados foram vistos abrindo valetas e intimidando trabalhadores na região.</p>
<figure id="attachment_30992" aria-describedby="caption-attachment-30992" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30992" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image1.jpg" alt="" width="1290" height="843" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image1.jpg 1290w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-300x196.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-1024x669.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-768x502.jpg 768w" sizes="(max-width: 1290px) 100vw, 1290px" /><figcaption id="caption-attachment-30992" class="wp-caption-text">Moradores do território Brejo Verde reunidos em rancho que foi destruído durante episódio de violência e intimidação contra a comunidade (Foto: Acervo CPT)</figcaption></figure>
<figure id="attachment_30994" aria-describedby="caption-attachment-30994" style="width: 1506px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30994" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image2.jpg" alt="" width="1506" height="1999" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image2.jpg 1506w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-226x300.jpg 226w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-771x1024.jpg 771w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-768x1019.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-1157x1536.jpg 1157w" sizes="(max-width: 1506px) 100vw, 1506px" /><figcaption id="caption-attachment-30994" class="wp-caption-text">O que sobrou do rancho da Comunidade Brejo Verde após destruição (Foto: Acervo CPT)</figcaption></figure>
<p>Esses fatos se somam a um histórico de conflitos agrários e grilagem de terras públicas envolvendo setores do agronegócio, com o uso recorrente de força e intimidação para expulsar comunidades de seus territórios de uso coletivo.</p>
<p>A violência institucional – pela polícia do estado da Bahia e do Judiciário – constitui outra forma de intimidação e de tentativa de criminalização das lutas por direitos territoriais dos povos tradicionais. Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Correntina lidera o número de conflitos no campo na Bahia, com 132 registros entre 1985 e 2023 — número que vem crescendo drasticamente nos últimos dois anos.</p>
<p>Solange e Vanderlei são integrantes da Associação Comunitária de Preservação Ambiental dos Pequenos Criadores do Fecho de Pasto de Brejo Verde, Praia e Catolés, por meio da qual executaram o projeto “Fecho de pasto de Brejo Verde: fortalecimento de seu modo de vida”, selecionado no 36º edital Fundo Ecos, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), com financiamento do Small Grants Programme, do Fundo Global para o Meio Ambiente (SGP/GEF) e implementação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).</p>
<figure id="attachment_30996" aria-describedby="caption-attachment-30996" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30996" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image5.png" alt="" width="1140" height="801" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image5.png 1140w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image5-300x211.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image5-1024x719.png 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/image5-768x540.png 768w" sizes="(max-width: 1140px) 100vw, 1140px" /><figcaption id="caption-attachment-30996" class="wp-caption-text">Cartografia da comunidade de Brejo Verde (BA) mostra uso comunal e tradicional do território de fecho de pasto (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O ISPN se solidariza com as comunidades atingidas, com os movimentos sociais e organizações que atuam na defesa dos povos do campo, e alerta para o uso político da força estatal, em comunhão com grileiros, para reprimir comunidades tradicionais que lutam por seus territórios, modos de vida e direitos constitucionais.</p>
<p>Em coro com MAB e demais movimentos camponeses e populares, o ISPN exige:</p>
<ul>
<li>A liberdade imediata de Solange e Vanderlei;</li>
<li>A suspensão das ações policiais arbitrárias e o fim das ações de intimidação e violência nos territórios tradicionais;</li>
<li>A atuação urgente dos órgãos competentes para garantir a proteção das comunidades e a regularização fundiária dos territórios de Fundo e Fecho de Pasto;</li>
<li>A intervenção da Ouvidoria Agrária do Incra e do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Agrários do MDA.</li>
</ul>
<p>O Brasil não pode seguir naturalizando a perseguição a defensoras e defensores de direitos humanos. A democracia exige respeito às comunidades tradicionais, à justiça e à dignidade humana.</p>
<p>Lutar por direitos não é crime!</p>
<p><em>Assessoria de Comunicação do ISPN</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Povo de terreiro no DF conquista apoio inédito do Fundo Ecos</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/povo-de-terreiro-no-df-conquista-apoio-inedito-do-fundo-ecos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 17:18:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[df]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Ecos]]></category>
		<category><![CDATA[pipctafs]]></category>
		<category><![CDATA[terreiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto &#8220;Cerrado de Marias Sagradas Mulheres&#8221;, liderado por guardiãs de saberes ancestrais, é selecionado em chamada que prioriza mulheres e jovens no Cerrado e na Caatinga Entre as vozes que ecoam na resistência pelo Cerrado de pé, está a de Maria do Cerrado — mulher preta, benzedeira e rezadeira, cujas mãos carregam séculos de tradição. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">Projeto &#8220;Cerrado de Marias Sagradas Mulheres&#8221;, liderado por guardiãs de saberes ancestrais, é selecionado em chamada que prioriza mulheres e jovens no Cerrado e na Caatinga</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as vozes que ecoam na resistência pelo Cerrado de pé, está a de </span><b>Maria do Cerrado</b><span style="font-weight: 400;"> — mulher preta, benzedeira e rezadeira, cujas mãos carregam séculos de tradição. À frente do </span><b>Santuário de Maria – Terreiro da Vovó Maria Conga</b><span style="font-weight: 400;">, ela celebra uma vitória coletiva: o projeto “Cerrado de Marias &#8211; Sagradas Mulheres” aprovado de forma inédita no 39º Edital Fundo Ecos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Localizado na zona rural de </span><b>Planaltina (DF)</b><span style="font-weight: 400;">, a apenas 40 km da sede política do país, o terreiro é um farol de conservação — tanto cultural quanto ambiental. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;O Cerrado está sendo violentado. Um movimento como esse da sociedade civil nos dá esperança: o mundo tem jeito, o país tem jeito, Brasília tem jeito&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, afirma Maria, em relação ao encontro de sua organização com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), que gere o Fundo Ecos. </span></p>
<figure id="attachment_26881" aria-describedby="caption-attachment-26881" style="width: 1505px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26881 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/WhatsApp-Image-2025-03-26-at-21.54.14.jpeg" alt="" width="1505" height="983" /><figcaption id="caption-attachment-26881" class="wp-caption-text">Roda de benzimento durante Oficina de Planejamento de Projetos do Fundo Ecos, em Brasília (DF) (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto selecionado vai beneficiar três comunidades rurais no entorno do Santuário: Largo da Pedra Fundamental, Sítios Agrovale e Pacheco. O objetivo é fortalecer o protagonismo de mulheres da região, por meio de oficinas para aprimorar e sistematizar saberes ancestrais – como produção de mudas e ervas, chás, garrafadas, “ecojoias”, etc – ao longo de 18 meses. </span></p>
<p><b>Reconhecimento tardio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comunidades de terreiro, </span><b>reconhecidas oficialmente como povos tradicionais</b><span style="font-weight: 400;"> pelo </span><b>Decreto nº 12.278/2024</b><span style="font-weight: 400;">, são guardiãs de uma herança afro-brasileira que resiste à marginalização. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Demorou, mas finalmente fomos reconhecidos”</span></i><span style="font-weight: 400;">, reflete Maria. Para ela, ser povo de terreiro é </span><b>cultuar a vida em todas as suas formas</b><span style="font-weight: 400;"> — das plantas aos ancestrais, do alimento às rezas que atravessam gerações.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Benzimento é força ancestral. Nossa casa devocional honra aqueles que vieram escravizados e aqui plantaram raízes. Antes, Brasília tinha muitas benzedeiras; hoje, somos poucas. Manter essa tradição é parte de nosso trabalho.&#8221;</span></i></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-26887 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/WhatsApp-Image-2025-03-26-at-21.52.22.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-26901 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/signal-2025-03-26-215721_007.jpeg" alt="" width="1200" height="1600" /><div class="creditos-imagem">(Foto: Cássio Bezerra / Acervo ISPN)</div><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-26903 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/signal-2025-03-26-215721_006.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" /></p>
<figure id="attachment_26885" aria-describedby="caption-attachment-26885" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26885 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/WhatsApp-Image-2025-03-26-at-21.52.21.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" /><figcaption id="caption-attachment-26885" class="wp-caption-text">Benzedeiras do Santuário de Maria – Terreiro da Vovó Maria Conga (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN) <span class="creditos-imagem">(Foto: Cássio Bezerra / Acervo ISPN)</span></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O Distrito Federal abriga </span><b>330 terreiros</b><span style="font-weight: 400;">, segundo mapeamento da </span><b>Fundação Palmares e UnB (2018)</b><span style="font-weight: 400;">. No entanto, esses espaços são alvos constantes de violência: dados da </span><b>SSP-DF</b><span style="font-weight: 400;"> revelam que </span><b>quase metade dos crimes de intolerância religiosa em 2024 atingiu religiões de matriz africana</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Questionada sobre a essência de sua tradição, Maria resume: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;É honrar ervas, orixás, inquices e voduns. É partilhar o que se planta e nunca faltar. Não aspiramos riqueza, mas prosperidade. Sem ervas, não há axé — cada erva é um orixá.&#8221;</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, o apoio do </span><b>Fundo Ecos</b><span style="font-weight: 400;"> — que há mais de 30 anos apoia projetos de populações indígenas, tradicionais e agricultores familiares — chega como um marco. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Abre portas para outros projetos&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, celebra Maria. O edital, financiado pelo </span><b>BNDES</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>GEF/PNUD</b><span style="font-weight: 400;">, prioriza </span><b>mulheres e jovens </b><span style="font-weight: 400;">no</span> <span style="font-weight: 400;">Cerrado e na Caatinga. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Mulheres são útero, jovens são renovação. O Cerrado é o berço das águas do planeta, e a Caatinga, a força da resiliência&#8221;, conclui a benzedeira.</span></i></p>
<figure id="attachment_26883" aria-describedby="caption-attachment-26883" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26883 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/WhatsApp-Image-2025-03-26-at-21.52.18.jpeg" alt="" width="1200" height="1600" /><figcaption id="caption-attachment-26883" class="wp-caption-text">Altar para rezas e benzimentos, com manjericão e outras ervas, e a figura de São Francisco de Assis (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por Assessoria de Comunicação do ISPN / Camila Araujo </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fundo PPP-ECOS lança novo edital de R$ 4,2 mi para apoiar projetos de jovens e mulheres</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/fundo-ppp-ecos-destina-r-42-mi-a-projetos-de-jovens-e-mulheres-no-cerrado-e-na-caatinga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 17:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[edital]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Ecos]]></category>
		<category><![CDATA[jovens e mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[Organizações podem se inscrever em três tipos de projeto: Pequeno, Consolidação ou Estratégico (Foto: Guilherme Noronha/Acervo ISPN) Edital recebe inscrições até 2 de outubro; iniciativas selecionadas terão foco em mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Cerrado e na Caatinga O 39º edital do Fundo PPP-ECOS, gerido pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). vai [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24394 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/IMG_3507-1.jpg" alt="" width="1012" height="712" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/IMG_3507-1.jpg 1012w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/IMG_3507-1-300x211.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/IMG_3507-1-768x540.jpg 768w" sizes="(max-width: 1012px) 100vw, 1012px" /></p>
<p>Organizações podem se inscrever em três tipos de projeto: Pequeno, Consolidação ou Estratégico (Foto: Guilherme Noronha/Acervo ISPN)</p>
<p style="text-align: center;"><strong><i>Edital recebe inscrições até 2 de outubro; iniciativas selecionadas terão foco em mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Cerrado e na Caatinga</i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O 39º edital do </span><a href="https://ppp-ecos.ispn.org.br/"><span style="font-weight: 400;">Fundo PPP-ECOS</span></a><span style="font-weight: 400;">, gerido pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). vai destinar R$4,2 milhões para projetos desenvolvidos por mulheres e jovens com foco em desenvolvimento rural sustentável e benefícios ambientais nos biomas Cerrado e Caatinga. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado na quarta-feira, 14 de agosto, o 39º Edital PPP-ECOS [Mulheres e Jovens] recebe propostas até 2 de outubro. Saiba mais </span><a href="https://ppp-ecos.ispn.org.br/editais/39o-edital/"><span style="font-weight: 400;">aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As iniciativas devem ser protagonizadas por mulheres ou jovens para promover mitigação, redução de vulnerabilidades ambientais e sociais com ações voltadas para mitigação e adaptação às mudanças climáticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São duas linhas temáticas que orientam este chamamento: projetos para inclusão produtiva de grupos de mulheres, e projetos de jovens no contexto da educação do campo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As organizações interessadas podem se inscrever em três tipos de categorias de apoio: </span><b>Pequeno Projeto</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>Projeto de Consolidação</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>Projeto Estratégico</b><span style="font-weight: 400;">. Mais detalhes sobre cada um </span><a href="https://ppp-ecos.ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/39-Edital-GEF-BNDES-2.pdf"><span style="font-weight: 400;">no edital</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 30 anos de atuação, o Fundo PPP-ECOS tem uma fonte plural de financiadores e já destinou recursos para mais de 900 projetos e cerca de 500 organizações comunitárias pelo Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta vez, o </span><span style="font-weight: 400;">edital é viabilizado por recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente  (GEF), em sua “Sétima Fase Operacional do PPP-ECOS”, executado pelo ISPN em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e do Fundo Socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do projeto Protagonismo Juvenil e Feminismo Rural.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As inscrições seguem abertas até o dia 2 de outubro e devem ser feitas por meio de formulário. </span><a href="https://ppp-ecos.ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/39-Edital-GEF-BNDES-2.pdf"><span style="font-weight: 400;">Clique aqui para acessá-lo.</span></a></p>
<p><em>* Publicado originalmente em 14 de agosto de 2024.</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>37º Edital PPP-ECOS divulga lista de 9 projetos selecionados na Caatinga e no Cerrado</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/fundo-ppp-ecos-vai-apoiar-nove-projetos-na-caatinga-e-no-cerrado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 18:56:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[edital 37]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Ecos]]></category>
		<category><![CDATA[redes]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; ISPN divulga lista de projetos selecionados no 37º edital PPP-ECOS  O Fundo PPP-ECOS, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), vai apoiar nove projetos nos biomas Caatinga e Cerrado, selecionados no 37º Edital PPP-ECOS [Redes]. O valor máximo destinado a cada proposta é de R$250 mil. Serão investidos, no total,  mais de R$ 2 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_22752" aria-describedby="caption-attachment-22752" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22752 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44.jpeg" alt="" width="1600" height="1159" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44.jpeg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44-300x217.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44-1024x742.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44-768x556.jpeg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44-1536x1113.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-22752" class="wp-caption-text">Mão de mulheres com sementes vindas do Cerrado e da Caatinga (Foto: Méle Dornelas/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">ISPN divulga lista de projetos selecionados no 37º edital PPP-ECOS </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Fundo PPP-ECOS, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), vai apoiar nove projet</span><span style="font-weight: 400;">os nos biomas Caatinga e Cerrado, selecionados no 37º Edital PPP-ECOS [Redes]. O valor máximo destinado a cada proposta é de R$250 mil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Serão investidos, no total,  mais de R$ 2 milhões para apoiar </span><b>iniciativas em rede</b><span style="font-weight: 400;"> que contribuam para ampliar a conservação de recursos naturais e impulsionamento de produtos da sociobiodiversidade, gerando benefícios ambientais globais e desenvolvimento rural sustentável nos dois biomas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Entendemos que a atuação em rede tem um papel estratégico no desenvolvimento territorial e consegue potencializar as ações que as organizações locais já realizam”, explica Terena Castro, coordenadora de projetos do ISPN.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As inscrições foram recebidas entre 3 de maio e 17 de junho, totalizando 85 propostas inscritas – uma demanda dez vezes maior do que a disponibilidade de recursos previstos no edital. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A seleção das propostas para esse edital foi bem difícil. Recebemos projetos muito bons e tivemos o desafio de selecionar poucos”, acrescenta a coordenadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As organizações contempladas deverão se articular em parcerias para executar o projeto selecionado, amplificando benefícios e resultados na resolução de problemas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as linhas temáticas destacadas neste edital, estão a conservação dos territórios, a promoção das economias da sociobiodiversidade, a restauração ambiental e o aprimoramento de políticas públicas correlatas aos temas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O edital recebe apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), por meio da “Sétima Fase Operacional do PPP-ECOS”, projeto implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e executado pelo ISPN.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja a lista de selecionados:</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Projeto</b></td>
<td><b>Organização</b></td>
<td><b>Local de realização do projeto</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Central da SocioBio Serviço de Alimentação Ecossocial</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Cooperativa Central do Cerrado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">BA, GO, MG, MS, MT, TO</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Construindo bases para a resiliência ecológica dos agricultores familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal Matilde Luiza Zanatta Gomes</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">MT</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Fortalecimento da rede Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Associação Onça Dágua de apoio à Gestão e ao Manejo das Unidades de Conservação do Tocantins</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">TO</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Incidência política, educação ambiental e boas práticas para garantia de direitos dos Rio Mosquito</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">MG</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Rede Guardiãs: promovendo a sociobiodiversidade e gerando renda aos povos e comunidades tradicionais do Território da Chapada Diamantina</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Associação Casa de Maria</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">BA</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Rede Néctar do Sertão Expansão e Consolidação</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Agência de Desenvolvimento Econômico Local</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">CE</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Rekaatinga Catimbau: Plantar água, polinizar a caatinga e comer ancestralidades</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Associação Kapi&#8217;Wara</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">PE</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Tecendo Elos 2</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Rede Cerrado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">MT, MS, GO, DF, MG, SP, TO, MA E BA</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Tecendo Redes e Restaurando Cerrado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Rede de Sementes do Cerrado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">DF, GO, MG, TO, PA, BA</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conservação no Tocantins: comunidades como aliadas</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/conservacao-no-tocantins-comunidades-como-aliadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 19:50:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[farinha de jatobá]]></category>
		<category><![CDATA[jalapão]]></category>
		<category><![CDATA[jatobá]]></category>
		<category><![CDATA[onça d'água]]></category>
		<category><![CDATA[pilão]]></category>
		<category><![CDATA[tocantins]]></category>
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					<description><![CDATA[Associação Onça D'Água trabalha há 20 anos junto a comunidades rurais que vivem dentro ou no entorno de Áreas de Proteção Ambiental (APAs), influenciando políticas públicas de conservação da biodiversidade no estado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Como fortalecer as Unidades de Conservação (UCs) do Tocantins? Essa é a pergunta que norteia o trabalho da Associação Onça D&#8217;Água nos últimos 20 anos – mais precisamente desde janeiro de 2003, quando um grupo de socioambientalistas se reuniu para fundar a entidade, cujo objetivo é apoiar e influenciar políticas públicas de conservação da biodiversidade no estado. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Ao longo dessa história a gente se deparou com um público pouco assistido, que são as comunidades rurais no entorno das UCs ou na própria unidade, no caso das Áreas de Proteção Ambiental (APAs). A gente percebeu essa fragilidade, as pessoas que produzem e praticam o agroextrativismo estão carentes de assistência e orientação&#8221;, comenta Angélica Beatriz, conselheira administrativa da Associação Onça D&#8217;Água.  </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No Tocantins, 15% da área do estado são protegidas como UCs. De acordo com a legislação, após a criação da UC, um Plano de Manejo deve ser elaborado estabelecendo normas, restrições para o uso, ações a serem desenvolvidas e manejo dos recursos naturais da unidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nem sempre os planos são criados no prazo previsto pela lei – até cinco anos após a criação da UC – ou com normas almejadas pela população que habita o entorno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse motivo, Angélica explica que o trabalho da entidade hoje também tem sido estimular a conexão das comunidades com as instituições que fazem suas gestões – sobretudo com instâncias do poder público municipal e estadual. &#8220;A gente incentiva o diálogo entre os dois grupos e tenta mostrar onde eles podem se ajudar e colaborar entre si, principalmente porque o </span><span style="font-weight: 400;">Naturatins (Instituto Natureza do Tocantins) </span><span style="font-weight: 400;">é responsável pelas unidades. É a figura do poder público no local&#8221;.  </span></p>
<p><b>Projeto Redes </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto Redes de Iniciativas Produtivas Sustentáveis em Áreas de Proteção Ambiental (APA) no Tocantins, executado pela Associação Onça D&#8217;Água com o apoio do Fundo PPP-ECOS, do ISPN, e financiamento do Fundo Amazônia, envolveu a colaboração de gestores de três áreas de proteção ambiental: APA Ilha do Bananal/Cantão, APA Serra do Lajeado e APA Jalapão. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;A gente conseguiu envolver gestores das três APAs que estiveram presentes no projeto e também envolver dois parques que </span><span style="font-weight: 400;">demonstraram interesse em apoiar as atividades</span><span style="font-weight: 400;">&#8220;, explica Angélica. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela destaca ainda que &#8220;abrir o caminho para o diálogo&#8221; é uma das ações mais importantes que a associação tem tocado nos últimos anos. </span></p>
<figure id="attachment_24159" aria-describedby="caption-attachment-24159" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24159 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-164-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1277" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-164-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-164-300x187.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-164-1024x638.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-164-768x479.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-164-1536x957.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-24159" class="wp-caption-text">Projeto Redes, uma iniciativa da Associação Onça D&#8217;Água</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Camila Oliveira Muniz, supervisora da APA Serra do Lajeado, explica que o projeto proporcionou maior expertise para a atuação do poder público. &#8220;A gente tem essa ligação com a comunidade mas não tem a expertise que a equipe da Onça D&#8217;água trouxe pra nós, com a capacidade de agregar as pessoas de outras APAs para trocar experiências&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A gestora diz ainda que a expectativa, para os próximos anos, é colocar produtos da biodiversidade do Cerrado na merenda escolar para fortalecer o extrativismo e a agricultura familiar, &#8220;especialmente no território das áreas protegidas do nosso estado&#8221;. </span></p>
<figure id="attachment_24157" aria-describedby="caption-attachment-24157" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24157 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-274-1-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1360" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-274-1-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-274-1-300x199.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-274-1-1024x680.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-274-1-768x510.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-274-1-1536x1020.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-24157" class="wp-caption-text">Beneficiários do Projeto Redes, da Associação Onça D&#8217;Água, colhendo Fava D&#8217;Anta</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir daí, a compreensão sobre trabalhar em rede e de forma colaborativa ficou mais consolidada. Fruto disso é o <a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/FLOR-DA-SUSTENTABILIDADE.pdf" target="_blank" rel="noopener">Flor da Sustentabilidade</a>, uma carta de intenções e compromissos sobre o trabalho com uso sustentável dos recursos naturais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, o momento é de continuar captando recursos para fortalecer a semente plantada pelo projeto Redes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciado em 2022, com 24 meses de execução, o projeto buscou investir no incentivo e qualificação de atores locais para inserção produtiva no mercado, para geração de renda, e incidência em políticas públicas locais, a exemplo da lei municipal  aprovada em Caseara (TO) e de autoria da vereadora Maria Angela da Toinha (PSB), membro da AMA-Cantão, que incentiva a oferta de frutos do Cerrado na merenda escolar, promovendo a melhoria da qualidade de vida e conservação da biodiversidade.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste processo, o projeto mapeou 52 iniciativas de comunidades rurais, produtores agroextrativistas e artesãos residentes do Cerrado tocantinense. </span></p>
<p><b>Grande Encontro </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizado em outubro de 2023, o Grande Encontro de Troca de Saberes e Farinhada de Jatobá, em Caseara (TO), foi uma das 14 capacitações promovidas pelo projeto. No total, as atividades envolveram 316 beneficiários – dos quais 91 jovens – sendo eles agricultores familiares, produtores agroextrativistas e artesãos residentes em quatro regiões do Cerrado tocantinense: APA Ilha do Bananal/Cantão, APA Serra do Lajeado, APA Jalapão e Serra Geral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Convidado para o evento, o inventor de Palmas (TO) </span><span style="font-weight: 400;">Enoque Oliveira Freitas apresentou uma máquina despolpadeira capaz de processar a farinha de jatobá em maior quantidade e em menos tempo do que o instrumento manual, o pilão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma contagem informal para saber aproximadamente o tamanho dessa diferença, os participantes do evento chegaram no seguinte resultado: enquanto o pilão produz 2 kg de farinha em uma hora, a máquina é capaz de produzir até 30 kg no mesmo tempo. </span></p>
<figure id="attachment_24161" aria-describedby="caption-attachment-24161" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24161 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-18-at-08.51.19.jpeg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-18-at-08.51.19.jpeg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-18-at-08.51.19-300x200.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-18-at-08.51.19-1024x682.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-18-at-08.51.19-768x512.jpeg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-18-at-08.51.19-1536x1023.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-24161" class="wp-caption-text">Agroextrativistas calculam o tempo de pilagem do jatobá para produção de farinha</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Esse resultado é fruto de uma primeira experiência. A partir daí, ficou em nosso radar a possibilidade de buscar recursos para que todas possam ter a máquina&#8221;, explica Angélica.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">A máquina despolpa o fruto, </span><span style="font-weight: 400;">rico em minerais e fibras, </span><span style="font-weight: 400;">sem quebrar a sua semente. &#8220;É uma vantagem incrível, a gente tem condições de produzir mais, porque junta a turma que vai colhendo o jatobá no mato enquanto outros estão em casa processando o fruto. Ganha mais tempo e tem mais lucro&#8221;, argumenta José Batista dos Santos, mais conhecido como Zé Mininim. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, ele pondera: o pilão é tradição. &#8220;A gente não pode se desfazer dele porque, por exemplo, está no meio da produção e a energia acaba. Com o pilão a gente pode continuar.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Especialista no manejo de jatobá, Zé Mininim trabalha com o fruto há quase 20 anos e foi responsável pela oficina de processamento da farinha no Grande Encontro. No vídeo, ele explica sobre os diferentes tipos de jatobá e destaca a importância de manter árvores de pé para a atividade agroextrativista. Confira: </span></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/OFOMjvoqaDU?si=Z9Ai4znZsJkLIzU8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><b>Cerrado</b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Sem o Cerrado, não conseguimos produzir mel ou nenhum outro produto da apicultura, própolis, cera e pólen&#8221;, diz o beneficiário do Redes Antônio José de Carvalho, apicultor do Assentamento Manchete, localizado na </span><span style="font-weight: 400;">Zona rural de Marianópolis do Tocantins. &#8220;Nosso trabalho na agricultura é de preservação, contra o fogo, contra a derrubada do Cerrado. Precisamos do Cerrado em pé, não queremos um Cerrado desmatado.&#8221; </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo </span><span style="font-weight: 400;">Maurício José Alexandre de Araújo, diretor executivo da Onça D&#8217;Água,  uma das linhas do projeto é o incentivo ao plantio. Ele afirma que a agricultura é um &#8220;gargalo&#8221; para o extrativismo, já que, com o desmatamento aumentando nos locais de coleta, fica cada vez mais difícil extrair frutos, sobretudo se não há quem plante. </span></p>
<figure id="attachment_24163" aria-describedby="caption-attachment-24163" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24163 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-89-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1700" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-89-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-89-300x199.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-89-1024x680.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-89-768x510.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/2023-OX-89-1536x1020.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-24163" class="wp-caption-text">Maurício José Alexandre de Araujo, diretor executivo da Onça D&#8217;Água</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Lidejane Lopes de Oliveira e Maria Angela Gomes são extrativistas da Associação de Mulheres Agroextrativistas do Cantão (AMA Cantão). Para ambas, os frutos do Cerrado significam possibilidade de geração de renda e melhoria na qualidade de vida. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Cada mulher produz o que consegue, o que tá próximo de sua região. E a gente faz de tudo um pouco. Transforma o fruto em doce, licor…&#8221;, explica Lidejane. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Maria diz que &#8220;dos frutos que a gente colhe, nós conseguimos trazer uma renda para a nossa mesa. Isso vem mudando a minha vida e não só a minha, como a de mulheres que fazem parte desse projeto&#8221;.</span></p>
<figure id="attachment_24155" aria-describedby="caption-attachment-24155" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24155 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Farinhada-Jatoba-Redes-Onca-dagua-OX-2023-413-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1366" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Farinhada-Jatoba-Redes-Onca-dagua-OX-2023-413-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Farinhada-Jatoba-Redes-Onca-dagua-OX-2023-413-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Farinhada-Jatoba-Redes-Onca-dagua-OX-2023-413-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Farinhada-Jatoba-Redes-Onca-dagua-OX-2023-413-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Farinhada-Jatoba-Redes-Onca-dagua-OX-2023-413-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-24155" class="wp-caption-text">Quebra do jatobá na oficina Grande Encontro de Troca de Saberes</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Silvana Bastos, assessora técnica do ISPN, o Cerrado só será conservado na escala que precisamos por meio do apoio e reconhecimento sobre o papel dos territórios tradicionais e dos povos e comunidades que vivem e cuidam do bioma. </span></p>
<figure id="attachment_24169" aria-describedby="caption-attachment-24169" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24169 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-133-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1711" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-133-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-133-300x201.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-133-1024x685.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-133-768x513.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Final-Redes-Onca-dagua-OX-2023-133-1536x1027.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-24169" class="wp-caption-text">Silvana Bastos, assessora técnica do ISPN</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O  trabalho da Associação Onça D’Água foi registrado num documentário, que sintetizou os dois anos de execução do projeto. Confira: </span></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/E25RMloJOTE?si=14Mi7kDvocucTsIX" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Aqui tem PPP-ECOS: O projeto Redes de Iniciativas Produtivas Sustentáveis em Áreas de Proteção Ambiental (APA) no Tocantins, executado pela Associação Onça D&#8217;Água, foi selecionado no 29</span></i><i><span style="font-weight: 400;">º </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Edital PPP-ECOS, do ISPN, e contou com financiamento do Fundo Amazônia. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Texto por Camila Araujo, assessora de Comunicação do ISPN. Fotos por Studio OX/Onça D&#8217;água. </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Cerrativismo no sul do Piauí promove encontro entre 20 lideranças de povos e comunidades tradicionais</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/cerrativismo-no-sul-do-piaui-promove-encontro-entre-20-liderancas-de-povos-e-comunidades-tradicionais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2024 19:32:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[cerrativismo]]></category>
		<category><![CDATA[piauí]]></category>
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					<description><![CDATA[Preocupado com a conservação do Cerrado no sul do Piauí, um grupo de 20 cursistas de povos e comunidades tradicionais se reuniu no curso &#8220;Cerrativismo: em defesa do Cerrado nos territórios do sul do Piauí&#8221; para o fortalecimento do ativismo no bioma. O encontro foi realizado em três módulos nos meses de abril, julho e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Preocupado com a conservação do Cerrado no sul do Piauí, um grupo de 20 cursistas de povos e comunidades tradicionais se reuniu no curso <span class="yt-core-attributed-string yt-core-attributed-string--white-space-pre-wrap" role="text">&#8220;Cerrativismo: em defesa do Cerrado nos territórios do sul do Piauí&#8221; para o fortalecimento do ativismo no bioma. O encontro foi realizado em três módulos nos meses de abril, julho e outubro de 2023 na Escola Família Agrícola do </span><span class="yt-core-attributed-string yt-core-attributed-string--white-space-pre-wrap" role="text"> Vale do Gurguéia (EFAVAG), município de Cristino Castro, Piauí.<br />
</span></p>
<p>Durante os módulos, os cursistas desenvolveram atividades em suas comunidades, implementando pequenos projetos como construção de horta comunitária, aquisição de chocadeiras para produção de ovos na comunidade, resgate de atividades culturais, restauração de nascentes, e outros. Cada um deles recebeu um recurso de R$1.000 para executar a iniciativa. Maria Derismar Pereira da Silva, quilombola da comunidade Parentina, no município de Barreiras do Piauí, por exemplo, construiu uma horta e passou a vender alimentos para o <a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/inclusao-produtiva-rural/paa">Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).</a></p>
<p>&#8220;Eu achei que não fosse conseguir fazer nada, mas resolvi tentar&#8221;, explica a cursista, que forneceu maxixe, cheiro verde e abobrinha ao PAA. Ela acrescenta ainda que foi uma &#8220;conquista muito grande&#8221; fazer esse trabalho em sua comunidade. &#8220;Eu sempre tive horta para meu próprio consumo mas com o apoio do Cerrativismo eu pude plantar para vender.&#8221;</p>
<p>Terena Castro, assessora técnica do ISPN que acompanhou a realização do curso, afirma que a iniciativa de Derismar é um  exemplo. &#8220;Mesmo com pouco recurso, o apoio externo pode potencializar a ação das comunidades&#8221;, comenta.</p>
<p><strong> Saiba mais sobre o curso no vídeo:</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9jdVxlvAOjs?si=wFzVb7oYePDlyyAh" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Para Debora Almeida, consultora no Instituto Desenvolvimento Social (IDS), parceiro do ISPN e responsável pela assessoria pedagógica do curso, a formação não é para &#8220;formar&#8221; lideranças e sim fortalecer um &#8220;impulso pessoal&#8221; que cada participante já traz consigo em suas bagagens. Ela destaca ainda a riqueza da possibilidade de articulação e encontro entre pessoas que atuam nos diversos territórios da região.</p>
<p>O Cerrativismo é um projeto que tem como<span class="markedContent"><span dir="ltr" role="presentation"> objetivo instrumentalizar a sociedade civil </span><span dir="ltr" role="presentation">organizada e os movimentos sociais para ampliar e qualificar a atuação pelo Cerrado. A ideia é contri</span><span dir="ltr" role="presentation">buir para um melhor equilíbrio entre as forças atuantes nos territórios </span><span dir="ltr" role="presentation">e gerar benefícios socioambientais para o bioma como um todo. Quer conhecer experiências anteriores e saber mais sobre o projeto? Clique <a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Cerrativismo-experiencias-inspiradoras.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> para ler nossa cartilha ou assista ao <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TshRdvDf818">vídeo</a> sobre uma experiência de formação ativista no oeste da Bahia. </span></span></p>
<p>A formação é uma iniciativa do ISPN, com apoio do projeto Ceres e do WWF Brasil e financiamento da União Europeia. Nesta edição, o curso recebeu consultoria pedagógica do IDS e consultoria jurídica do Coletiva Antônia Flor. Contou ainda com um conselho gestor composto por 10 organizações: Associação dos Trabalhadores Filhos e Amigos de Currais, Associação Indígena Gamela, Coletivo Antônia Flor, Comissão Pastoral da Terra Piauí, Comunidade das Quebradeiras de Coco de Sítio, Instituto Sociedade, População e Natureza, Movimento Camponês Popular, Observatório Matopiba, Rede Cerrado e Universidade Federal do Piauí.</p>
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			</item>
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