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	<title>Arquivos casa mulher do nordeste - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>‘A força da gente é como raiz’: agroecologia na Caatinga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 20:38:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[afogados da ingazeira]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
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					<description><![CDATA[Quintais produtivos cultivados por mulheres garantem água, alimento e dignidade na convivência com semiárido  No semiárido pernambucano, mulheres camponesas têm transformado a realidade local por meio de práticas agroecológicas que aliam conservação ambiental ao fortalecimento econômico. Na comunidade quilombola Feijão e Posse, em Mirandiba (PE), as agricultoras agroecológicas abasteceram a cidade na pandemia, como destaca [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><i>Quintais produtivos cultivados por mulheres garantem água, alimento e dignidade na convivência com semiárido </i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No semiárido pernambucano, mulheres camponesas têm transformado a realidade local por meio de práticas agroecológicas que aliam conservação ambiental ao fortalecimento econômico. Na comunidade quilombola Feijão e Posse, em Mirandiba (PE), as agricultoras agroecológicas abasteceram a cidade na pandemia, como destaca a presidente da associação de moradores, Maria Tatiane Gomes de Souza. </span></p>
<figure id="attachment_26445" aria-describedby="caption-attachment-26445" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-26445 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1548" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-300x181.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-1024x619.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-768x465.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-1536x929.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26445" class="wp-caption-text">Liderança Tatiane Gomes à frente da horta comunitária da comunidade quilombola Feijão e Posse, em Mirandiba (PE)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“Usando grupos de venda no celular, abastecemos a cidade no tempo da pandemia”, conta Tatiane. Ela explica que na comunidade algumas famílias mantêm quintais produtivos individuais, mas a horta comunitária une a todos. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de Tatiane, a agricultora Maria Bezerra reforça a importância dessa união. “A força da gente é como raiz. Tiramos [alimento] da horta comunitária para comer, vender e, se necessário, doar.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_26447" aria-describedby="caption-attachment-26447" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26447 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38.jpeg" alt="" width="960" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38.jpeg 960w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38-768x1024.jpeg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-26447" class="wp-caption-text">Agricultora Maria Bezerra, moradora da comunidade Feijão e Posse, em Mirandiba (PE), com seu porco de estimação</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Sertânia, na comunidade da agricultora  Joana Darck, as práticas agroecológicas também garantem o sustento das famílias, com a produção de alimentos diversos misturados no plantio consorciado de gergelim e algodão agroecológico.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Presidente da Associação Agroecológica do Pajeú (ASAP), Joana explica: “A gente não está só retirando [da natureza], estamos devolvendo nutrientes. A produção agroecológica vai além das sementes, é um trabalho que abrange todas as culturas.”</span></p>
<figure id="attachment_26449" aria-describedby="caption-attachment-26449" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26449 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26449" class="wp-caption-text">Em Sertânia (PE), agricultoras da Associação Agroecológica do Pajeú (ASAP) beneficiam a colheita de gergelim</figcaption></figure>
<p><b>Agroecologia no semiárido </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas duas comunidades, projetos apoiados pelo Fundo Ecos têm fortalecido as práticas agroecológicas. Em Feijão e Posse, o foco está na finalização da cozinha comunitária, cuja construção começou em 2014, com apoio da Casa da Mulher do Nordeste (CMN). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio deste espaço, ao menos 20 famílias quilombolas são beneficiadas de forma direta, e 15 mulheres recebem formação em boas práticas de manipulação de alimentos, processamento de frutas e produção de doces. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em Serra Talhada (PE), a ASAP mantém uma unidade de beneficiamento de alimentos que agrega valor à produção local, transformando alimentos in natura em produtos como tahine, pasta de amendoim e óleo de gergelim. Os itens são processados com o apoio de energia fotovoltaica instalada com recursos do Fundo Ecos. São cerca de 230 famílias de 25 comunidades  envolvidas na produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a engenheira florestal Jessica Pedreira, assessora técnica do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), as práticas agroecológicas não apenas conservam a paisagem da Caatinga, mas também promovem a segurança alimentar e a geração de renda. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“São práticas de baixo impacto, que conservam o solo, a água e as sementes crioulas e tradicionais. O quintal produtivo, por exemplo, é um espaço feminino [onde a mulher passa a maior parte do tempo], essencial para a segurança alimentar. Quando associado ao extrativismo da Caatinga, permite a comercialização de excedentes, gerando mais valor aos produtos.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_26451" aria-describedby="caption-attachment-26451" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26451 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1553" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-300x182.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-1024x621.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-768x466.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-1536x932.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26451" class="wp-caption-text">Reunião da equipe do ISPN e da Casa Mulher do Nordeste com agricultoras da comunidade Feijão e Posse sobre projeto apoiado pelo Fundo Ecos</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A agroecologia se diferencia do cultivo convencional por sua abordagem integrada e sustentável. Enquanto a agroecologia valoriza saberes tradicionais e a soberania alimentar, o cultivo convencional prioriza a produtividade em larga escala, utilizando agrotóxicos e insumos químicos que podem degradar o solo e o ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma prática fundamental para a agroecologia no semiárido é a cobertura do solo –  consiste em cobrir a superfície do solo com matéria orgânica, como folhas secas, galhos, palha e restos de frutos. A técnica protege o solo contra erosão e reduz a evaporação da água em uma região com alta incidência solar. “A cobertura protege o solo, que funciona como uma esponja, armazenando melhor a água”, explica Jessica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tecnologias sociais, como as cisternas de reúso de águas cinzas, desempenham um papel central ao captar água descartada de cozinhas e banheiros para irrigar quintais produtivos. Já o armazenamento de água para consumo humano é garantido pelas chamadas cisternas de primeira água, que coletam e armazenam a água da chuva em reservatórios cobertos e protegidos.</span></p>
<figure id="attachment_26453" aria-describedby="caption-attachment-26453" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26453 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26453" class="wp-caption-text">Cisterna para armazenar água de primeiro uso garante convivência com o semiárido</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Joana Darck, assentada no Assentamento Cacimbinha, em  Sertânia, acredita que a agroecologia é “o único meio de permanecer no campo”. O desafio, no entanto, não se limita à irregularidade das chuvas. Dados da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) mostram que apenas 4,2% das terras agricultáveis estão nas mãos de 1,5 milhão de famílias agricultoras, enquanto 38% pertencem a grandes latifundiários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jessica reforça que o contexto exige inovação. “As práticas tradicionais, baseadas na agroecologia, precisam ser aprimoradas, com ações coletivas e não apenas individuais, para enfrentar as mudanças climáticas e a limitação de recursos nos territórios.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quilombola Catarina Maria de Conceição, moradora da comunidade Cacimba, localizada no Quilombo Catolé, município de Serra Talhada (PE), confirma o cenário: “vivo na luta, cuidando da roça, dos bichinhos, tentando. Quem tenta, um dia chega lá.”</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Uma vez eu morei aqui e não tinha água, precisava buscar água bem longe. Um dia eu tava meio aperreada, aí eu saí daqui e disse: só vou voltar aqui quando eu tiver água. Ter a água assim fica melhor, a cisterna é boa porque pega água boa”, acrescenta. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Catarina planta feijão, milho, algodão e palma. Para potencializar a produção, a agricultora tem sido beneficiada com a implantação de um sistema de produção de base agroecológica por meio do projeto do Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor), selecionado pelo 35º Edital Fundo Ecos. A ideia do fomento é constituir uma feira agroecológica próxima da comunidade, para comercialização de alimentos produzidos na região.</span></p>
<figure id="attachment_26459" aria-describedby="caption-attachment-26459" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26459 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1.jpeg" alt="" width="960" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1.jpeg 960w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1-768x1024.jpeg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-26459" class="wp-caption-text">Cisternas fortalecem quintais produtivos e hortas, garantindo água para a produção de alimentos</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com foco em famílias chefiadas por mulheres, o projeto busca melhorar a segurança alimentar e gerar renda, enfrentando também o cenário de violência contra mulheres no Sertão do Pajeú. Somente no primeiro semestre de 2024, foram registrados 1.203 casos de violência na região, quase 5% dos casos no estado de Pernambuco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o projeto da ASAP tem como foco o beneficiamento  de alimentos, como gergelim, girassol e amendoim,. Para a técnica agrícola da organização Diaconia, Roseane Simões, assessora técnica da Diaconia, “o impacto é que as famílias conseguem enxergar que sua produção tem um meio de comercialização, uma comercialização justa, tanto para quem produz como para pessoas consumidoras”. </span></p>
<figure id="attachment_26457" aria-describedby="caption-attachment-26457" style="width: 940px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26457 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50.jpeg" alt="" width="940" height="810" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50.jpeg 940w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50-300x259.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50-768x662.jpeg 768w" sizes="(max-width: 940px) 100vw, 940px" /><figcaption id="caption-attachment-26457" class="wp-caption-text">ASAP produz tahine, pasta de amendoim e óleo de gergelim em unidade de beneficiamento</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de fortalecer a produção agroecológica, os projetos apoiados pelo Fundo Ecos promovem formações coletivas e oficinas para transformar a produção local em produtos como geleias, doces e licores. “O Fundo contribui para o aproveitamento sustentável das produções, além de apoiar tecnologias sociais, como fogões agroecológicos, no caso dos projetos nas comunidades quilombolas, e energia solar em pequena escala, no caso do projeto da ASAP”, explica Jessica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos avanços, Jessica alerta sobre os impactos das grandes usinas de energia solar, que têm causado desmatamento na Caatinga. “A energia solar só é realmente sustentável quando usada em pequena escala e de forma descentralizada.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os intercâmbios entre comunidades também têm sido fundamentais para compartilhar experiências e fortalecer o protagonismo feminino. No sertão do Pajeú, a agroecologia tem mostrado ser mais do que uma técnica agrícola: é um caminho para resiliência, sustentabilidade e transformação social.</span></p>
<figure id="attachment_26461" aria-describedby="caption-attachment-26461" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26461 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1782" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-300x209.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-1024x713.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-768x535.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-1536x1069.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26461" class="wp-caption-text">Equipe do ISPN, da Casa Mulher do Nordeste e da Diaconia em visita a comunidades organizadas pela Associação Agroecológica do Pajeú</figcaption></figure>
<p><b>#AquiTemFundoEcos:</b><span style="font-weight: 400;"> Os projetos e organizações citadas no texto foram selecionadas no 35º edital do Fundo Ecos, com foco na Caatinga. A iniciativa conta com apoio financeiro do GEF (SGP) e apoio institucional do PNUD Brasil.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Texto e fotos por Camila Araujo, assessora de Comunicação do ISPN</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
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