<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos caraiú - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
	<atom:link href="https://ispn.org.br/tag/caraiu/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ispn.org.br/tag/caraiu/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 15 Jan 2026 20:14:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/cropped-ispn-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos caraiú - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
	<link>https://ispn.org.br/tag/caraiu/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>De Guajajara a caraiú: Guerreiras da Floresta protegem território amazônico com estratégia inovadora</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/de-guajajara-a-caraiu-guerreiras-da-floresta-protegem-territorio-amazonico-com-estrategia-inovadora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Sep 2023 15:06:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[bem viver]]></category>
		<category><![CDATA[caraiú]]></category>
		<category><![CDATA[guajajara]]></category>
		<category><![CDATA[guardiões da floresta]]></category>
		<category><![CDATA[guerreiras da floresta]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ispn.org.br/?p=21102</guid>

					<description><![CDATA[“Traçando caminhos para o bem viver” foi proposto por um coletivo de mulheres indígenas para fortalecer a proteção territorial e ambiental na Amazônia Oriental]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Pela conservação da Amazônia e por proteção territorial, o coletivo de mulheres indígenas Guajajara, Guerreiras da Floresta, realizaram um projeto de fortalecimento comunitário junto a povoados do entorno da Terra Indígena Caru, no oeste do Maranhão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia foi oferecer à população não indígena, chamada de “caraiú” na língua tenetehára, um financiamento de R$ 40 mil via 20 microprojetos – R$ 2 mil a cada iniciativa –  para desenvolvimento de atividades produtivas como hortas, roças e frutíferas/quintais, reflorestamento/viveiros e criações de animais de pequeno porte. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O projeto fortaleceu o coletivo e mostrou que a gente se sensibiliza com a causa do outro, não importa se é indígena ou branco. Todos nós precisamos de apoio, é uma causa única”, explica Marcilene Guajajara, membro do coletivo e uma das coordenadoras do projeto.  </span></p></blockquote>
<figure id="attachment_21127" aria-describedby="caption-attachment-21127" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-21127 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-05-at-10.15.35.jpeg" alt="" width="1280" height="853" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-05-at-10.15.35.jpeg 1280w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-05-at-10.15.35-300x200.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-05-at-10.15.35-1024x682.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-05-at-10.15.35-768x512.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><figcaption id="caption-attachment-21127" class="wp-caption-text">Marcilene Guajajara é membro do coletivo Guerreiras da Floresta, da TI Caru (Foto: Andreza Andrade/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fruto de uma parceria entre o ISPN e a Associação Indígena Wirazu, que representa a Terra Indígena Caru, o projeto </span><a href="https://ispn.org.br/guerreiras-da-floresta-protagonizam-iniciativas-de-dialogos-e-apoio-aos-povoados-do-entorno-da-terra-indigena-caru-ma/"><span style="font-weight: 400;">“Traçando novos caminhos para o bem viver”</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi selecionado em um edital da </span><a href="https://redecomua.org.br/"><span style="font-weight: 400;">Rede Comuá</span></a><span style="font-weight: 400;"> para promover proteção territorial e gestão ambiental da região, associadas à filantropia comunitária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tamanho sucesso, o projeto foi citado como um caso de boas práticas <a href="https://transformphilanthropy.wingsweb.org/case-studies/instituto-sociedade-populacao-e-natureza-ispn" target="_blank" rel="noopener">na plataforma Philanthropy Transformation Initiative da Wings</a> – uma comunidade que busca provocar o campo da filantropia a transformar suas práticas e instituições e construir um movimento para enfrentar os desafios socioambientais globais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os microprojetos buscam facilitar acesso a recursos para uma atividade familiar ou comunitária que já está sendo realizada e que precisa de apoio para engrenar. As ações foram realizadas em duas cidades com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado, em Alto Alegre do Pindaré e em Bom Jardim, atendendo seis povoados em cada município. </span></p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-21107 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0498-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1366" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0498-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0498-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0498-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0498-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0498-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-21125 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0451-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0451-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0451-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0451-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0451-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0451-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></p>
<p>Iniciativa das Guerreiras da Floresta apoiou 20 microprojetos de comunidades do entorno da TI Caru (Foto: Caroline Yoshida/Acervo ISPN)<span style="font-weight: 400;">Para Antônio Wilson Guajajara, cacique da aldeia Maçaranduba da Terra Indígena Caru, o projeto foi um motivo de orgulho para o território. “Quando soube que o projeto chegou na mão de famílias que tanto queriam e precisavam, eu me orgulhei muito”, disse, acrescentando que o objetivo é que a população não indígena enxergue os indígenas como amigos e “que essa parceria não acabe mais”.</span></p>
<h3><b>Proteção ambiental </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde 2014, as mulheres da TI Caru ajudam a proteger 173 mil hectares de terra demarcada, e que faz parte do Mosaico Gurupi – maior conjunto de áreas conservadas no extremo da Amazônia Oriental, que por sua vez integra o Centro de Endemismo Belém, área de relevância social e ecológica..</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora seja um importante patrimônio ambiental e cultural, a região é ameaçada pelo desmatamento e por atividades ilegais, como a extração de madeira, a pesca e a caça praticadas por pessoas de fora do território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É um trabalho importante pois é também uma forma de a gente conhecer nosso território e as coisas bonitas que têm dentro dele”, argumenta Maísa Guajajara, membro do coletivo de mulheres e uma das coordenadoras do projeto. </span></p>
<figure id="attachment_21119" aria-describedby="caption-attachment-21119" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21119 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0200-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1366" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0200-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0200-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0200-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0200-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0200-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-21119" class="wp-caption-text">Maísa Guajajara é uma das coordenadoras e proponentes da iniciativa (Foto: Caroline Yoshida/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O coletivo juntou-se aos Guardiões da Floresta, que atua desde 2014, com objetivo de  conter as invasões na TI Caru para exploração ilegal de madeira e outros recursos florestais presentes ali.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terra indígena é margeada pelos rios Pindaré e Caru, além de muitos igarapés, o que facilita invasões. Quando os madeireiros percebem a presença dos guardiões, eles jogam a madeira no fundo do rio e fogem. Além disso, a TI Caru é rodeada por dezenas de povoados, distritos, assentamentos e fazendas. Essa densidade populacional aumenta a pressão pelos recursos naturais ali presentes. </span></p>
<p><iframe style="border: 0;" src="https://www.google.com/maps/embed?pb=!1m18!1m12!1m3!1d509611.81581927196!2d-46.6644245886786!3d-3.735370599448857!2m3!1f0!2f0!3f0!3m2!1i1024!2i768!4f13.1!3m3!1m2!1s0x92c9fb6e128adad7%3A0xcb3d4c33358220d0!2sCaru%2C%20Bom%20Jardim%20-%20MA%2C%2065380-000!5e0!3m2!1spt-BR!2sbr!4v1693925492823!5m2!1spt-BR!2sbr" width="600" height="450" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Não é um trabalho fácil. A gente sai de casa para a patrulha sem saber se vai voltar”, lembra Maísa. Em 2019, uma liderança de um outro grupo de guardiões, Paulo Paulino Guajajara, da TI Araribóia, foi assassinado a tiros enquanto fazia seu trabalho de patrulha. Mais de 35 indígenas foram mortos no Maranhão nos últimos dez anos, segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de 2017, as Guerreiras também passaram a desenvolver ações de sensibilização no entorno, para compartilhar sobre seus direitos territoriais e de seus modos de vida. </span></p>
<figure id="attachment_21111" aria-describedby="caption-attachment-21111" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21111 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0131-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1366" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0131-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0131-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0131-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0131-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/DSC_0131-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-21111" class="wp-caption-text">Mulheres Guajajara ajudam a proteger o território com patrulha e sensibilização (Foto: Caroline Yoshida/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram as mulheres Guajajara que concluíram que parte das invasões no território é realizada por conta da vulnerabilidade socioeconômica do entorno. “Nós vimos a dificuldade deles e pensamos em um projeto para ajudá-los”, explica Rosilene Guajajara, que também coordenou o projeto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marcilene diz que a falta de organização coletiva desta população prejudicava o povo indígena. </span><span style="font-weight: 400;">“Percebemos a carência do povoado próximo ao nosso território, já que as políticas públicas não chegam até eles. Então nós pensamos formas de contribuir para fortalecer a proteção do território como um todo”, acrescenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maísa segue o mesmo raciocínio, concluindo que o povoado não tem recursos para promover as invasões: “o que eu percebo com esse trabalho é que quem faz a invasão não é a população do entorno e sim quem está em grandes cidades. Porque é uma logística grande e cara, considerando o aluguel da motossera, o combustível e a diária de quem vai trabalhar para retirar a madeira”.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela explica que a vontade das Guerreiras é dar continuidade e ampliar o trabalho, já que, inicialmente, apenas 20 famílias foram beneficiadas. “Muita gente nos procurou perguntando quando será o próximo”, destaca, explicando que o coletivo procura por novos editais e novas possibilidades de captar recursos. </span></p>
<h3><b>Documentário </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para registrar a memória da execução deste projeto, uma das etapas previstas foi a elaboração de um documentário fruto de uma oficina audiovisual oferecida para jovens indígenas do território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizada na aldeia Maçaranduba, a </span><a href="https://ispn.org.br/oficina-de-audiovisual-treina-jovens-indigenas-para-documentacao-do-projeto-tracando-novos-caminhos-para-o-bem-viver/"><span style="font-weight: 400;">Oficina de Audiovisual</span></a><span style="font-weight: 400;"> para comunicadoras e comunicadores aconteceu entre 25 e 30 de julho de 2022. Sete jovens participaram, sendo cinco mulheres de Maçaranduba e dois homens da aldeia Januária, da TI Rio Pindaré. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mauro Siqueira, cineasta do Coletivo 105, conduziu o encontro presencial. Dois meses antes, processos de formação em audiovisual já haviam sido iniciados pelo WhatsApp. Na plataforma de mensagens, os participantes assistiram videoaulas e realizaram exercícios práticos de vídeos e fotografias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário foi lançado em janeiro de 2023 e contou com apresentação para a comunidade. “Esse registro foi muito importante pois outras organizações de mulheres puderam conhecer nosso projeto e se inspirar para fazer algo parecido em suas comunidades”, diz Maísa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assista ao vídeo completo aqui: </span></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/1LNGHF_CGUc?si=_nLnJYu-e7n1q1l8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
