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	<title>Arquivos caatinga - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos caatinga - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>Fogões agroecológicos geram economia, qualidade de vida e reduzem impacto ambiental na Caatinga</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/fogoes-agroecologicos-geram-economia-qualidade-de-vida-e-reduz-impacto-ambiental-na-caatinga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 15:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[fogões agroecológicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Uso da tecnologia social transforma realidade no Semiárido pernambucano com diminuição do consumo de lenha, fumaça expelida para fora de casa e autonomia para o trabalho feminino No Sertão do Pajeú (PE), os fogões agroecológicos estão mudando o dia a dia das comunidades rurais. Eles substituem os fogões a lenha tradicionais, eliminando a fumaça dentro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">Uso da tecnologia social transforma realidade no Semiárido pernambucano com diminuição do consumo de lenha, fumaça expelida para fora de casa e autonomia para o trabalho feminino</span></i></p>
<figure id="attachment_27045" aria-describedby="caption-attachment-27045" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-27045 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2496-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" /><figcaption id="caption-attachment-27045" class="wp-caption-text">Moradora do sítio Mandim, agricultora familiar Joselma Alves Ferreira recebeu um fogão agroecológico por meio de projeto com a apoio do Fundo Ecos (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No Sertão do Pajeú (PE), os fogões agroecológicos estão mudando o dia a dia das comunidades rurais. Eles substituem os fogões a lenha tradicionais, eliminando a fumaça dentro das casas e usando menos lenha – apenas gravetos secos e restos de plantas, sem precisar derrubar árvores.<strong> Além de gerar economia no gás de cozinha, ele protege a saúde das mulheres, evitando a inalação de fumaça que adoece os pulmões de quem cozinha todos os dias.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presidente da Associação Comunitária Rural de Fortuna, Maria Joselma de Vasconcelos, usa a tecnologia desde 2014. Segundo ela, o fogão agroecológico significa autonomia.<strong> “Eu só trabalhava em casa cuidando dos filhos e da roça. Com o fogão agroecológico, passei a ter mais tempo disponível e comecei a produzir e comercializar pamonha e canjica. Foi um sonho realizado. Desde então, consegui ter minha renda.”</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado do fogão, há um forno acoplado que tem eficiência energética, tornando possível o uso de lenha secundária, como podas, gravetos e sabugos de milho, encontradas no entorno dos quintais produtivos. “Economiza tempo para sair de casa. <strong>Não precisamos desmatar, é só pegar gravetos no quintal</strong>”, explica Vasconcelos, que também coordena um projeto comunitário apoiado pelo Fundo Ecos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um levantamento da Casa Mulher do Nordeste, </span><a href="https://cadernos.aba-agroecologia.org.br/cadernos/article/view/476/928"><span style="font-weight: 400;">apresentado em 2018</span></a><span style="font-weight: 400;"> na Revista Cadernos de Agroecologia, mostrou que <strong>o uso dos fogões agroecológicos entre 30 mulheres agricultoras no território do Pajeú gerou uma diminuição de 64% no tempo utilizado para adquirir lenha.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa também identificou que, com a implantação da tecnologia, houve uma <strong>queda de 45% no uso de lenha e 71% no uso de carvão. </strong></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;"><strong>&#8220;Essa tecnologia melhora a qualidade de vida das mulheres, ajuda no beneficiamento da produção agroecológica, na comercialização e protege o meio ambiente&#8221;</strong>, explica a supervisora de projetos da Casa Mulher do Nordeste, Sara Rufino, uma das autoras do estudo.  </span></p></blockquote>
<figure id="attachment_27047" aria-describedby="caption-attachment-27047" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-27047 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2342-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="2268" /><figcaption id="caption-attachment-27047" class="wp-caption-text">Sara Rufino, da Casa Mulher do Nordeste (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A Casa oferece oficinas para ensinar famílias a construir seus próprios fogões, que, segundo Sara, são de fácil multiplicação. <strong>Para acender o fogão, a orientação é uso de matéria orgânica absorvível pelo solo, como restos de cerca e gravetos. Não é necessário desmatar a Caatinga e tirar o galho vivo, tampouco usar carvão, produto do desmate</strong>. </span></p>
<figure id="attachment_27053" aria-describedby="caption-attachment-27053" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-27053 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2488-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27053" class="wp-caption-text">Fogão agroecológico, aceso com lenhas gravetos e restos de poda, no preparo de um arroz (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><b>“</b><span style="font-weight: 400;">As mulheres utilizam muito menos lenha. A emissão de gás do efeito estufa é muito menor, porque o tempo de cozimento do alimento é otimizado, e o tempo que o fogão fica aceso liberando fumaça é menor</span><b>.” </b></p>
<p><strong>O fogão funciona com uma câmara de combustão que aquece uma chapa de metal onde as panelas são apoiadas e tem um forno integrado. Todo o calor é aproveitado e a fumaça sai por uma chaminé externa. Saiba mais sobre o funcionamento dessa tecnologia social na Cartilha Mulheres na Caatinga, da <a href="https://issuu.com/cmnordeste/docs/cartilha_mulheres_na_caatinga_arte">Casa Mulher do Nordeste</a>. </strong></p>
<figure id="attachment_27049" aria-describedby="caption-attachment-27049" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27049 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/fogao_agroecologico_com_lenhas-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27049" class="wp-caption-text">Mancha preta na parede é resquício do antigo fogão a lenha; lenhas reunidas em latas são maiores do que o necessário para acender fogão agroecológico (Foto: Jessica Pedreira/Acervo ISPN <span class="creditos-imagem">(Foto: Divulgação/UNFCCC)</span></figcaption></figure>
<p><b>Menos desmatamento </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agricultoras familiares de São José do Egito, que receberam o fogão agroecológico por meio do projeto<strong> “Famílias agricultoras semeando agroecologicamente a paisagem do Pajeú”</strong>, da Associação Comunitária Rural de Fortuna, apoiado pelo Fundo Ecos, concordam com essa definição. </span></p>
<figure id="attachment_27055" aria-describedby="caption-attachment-27055" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27055 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2668-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1366" /><figcaption id="caption-attachment-27055" class="wp-caption-text">Grupo de mulheres beneficiárias de projeto Fundo Ecos da Associação de Fortuna com técnicas do ISPN, da Casa Mulher do Nordeste e parceiro do WRI (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“Um botijão de gás dura 30 dias no máximo. Agora, com o fogão agroecológico, eu vou passar três meses com o gás”, diz a produtora de queijos e bolos, Joselma Ferreira, que combina o uso do fogão agroecológico com fogão à gás conforme a disponibilidade financeira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amante da Caatinga, ela afirma que não tem vontade de morar “na rua”, se referindo à parte urbana do município, porque gosta muito de morar no campo. <strong>“No sítio eu crio minha galinha, meu pé de goiaba, manga, acerola e caju, meu pezinho de coentro e cebolinha. Se eu precisar disso na rua, eu vou ter que comprar. Aqui eu utilizo minha produção”. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o fogão agroecológico, Joselma Ferreira faz um pedido. “Eu peço para o pessoal não desmatar. Não faça isso, pra usar o fogão não precisa desmatar. A gente só tira madeira que está morta, caída no chão, as que estão vivas a gente não tira”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com pesquisa </span><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/as-muitas-faces-do-sertao/"><span style="font-weight: 400;">publicada em 2013 na Revista Fapesp</span></a><span style="font-weight: 400;">, o <strong>desmatamento ilegal na Caatinga está ligado sobretudo à questão energética</strong>, pela extração de lenha e carvão da mata nativa, que vai para siderúrgicas dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, ou indústrias de gesso e cerâmica no próprio semiárido. </span></p>
<figure id="attachment_27057" aria-describedby="caption-attachment-27057" style="width: 1864px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27057 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_8834-scaled.jpg" alt="" width="1864" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27057" class="wp-caption-text">Graviolas do quintal produtivo Maria Lourdes Feitosa, moradora da Cachoeira do Cancão, que também usa fogão agroecológico e já foi beneficiária do Fundo Ecos. “Viver no sítio é melhor que viver no mundo”, diz (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contemplada no projeto da associação de Fortuna para receber a tecnologia, Wendya Nascimento tem 22 anos e sempre morou em comunidade rural no semiárido pernambucano. O fogão, que acaba de ser construído em sua casa, leva um dia para ficar pronto e precisa de nove dias para a &#8220;cura&#8221; do cimento, até finalmente poder ser acendido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Eu faço bolo para vender. E o fogão agroecológico vai mudar a minha vida. Porque a energia tá vindo muito cara. Eu faço bolo na energia e, às vezes, no gás, quando tem muito pedido. Agora com o fogão agroecológico, isso vai mudar. Eu estou muito animada”, conta. </span></p>
<figure id="attachment_27059" aria-describedby="caption-attachment-27059" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27059 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2450-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" /><figcaption id="caption-attachment-27059" class="wp-caption-text">Quintal de Wendya conta com cisterna de tipo “enxurrada”, composta de uma bacia de decantação para limpeza da água (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><b>Política pública</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>Caatinga é um bioma totalmente brasileiro</strong> e abrange os Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais. 38% da população, constituída de aproximadamente 27 milhões de habitantes, vive em zonas rurais. A Caatinga é uma das florestas secas mais biodiversas do mundo, embora já tenha perdido cerca de metade da sua cobertura vegetal (Mapbiomas). </span></p>
<p><strong>Povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, agricultores e agricultoras familiares, sertanejos ajudam a conversar o bioma por meio dos seus modos de vida, enfrentando os desafios da histórica ocupação do bioma. </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dados da Articulação do Semiárido (ASA) mostram que, nas regiões de clima Semiárido, <strong>1,3% dos latifúndios (acima de mil hectares) concentram 38% das terras agricultáveis da região, enquanto 1,5 milhão de famílias camponesas dividem apenas 4,2% dessas áreas.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As tecnologias sociais de convivência com o Semiárido, como os fogões agroecológicos, são meios<strong> fundamentais para garantir e melhorar o acesso a recursos e para reduzir desigualdades sociais e de gênero. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em nível de política pública, o impacto é ainda maior, com potencial de transformar paisagens. Exemplo disso é o programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), implementado a partir de 2003, por iniciativa da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) com financiamento do Governo Federal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então, mais de um milhão de cisternas foram construídas. Com água garantida para consumo e produção, o desafio no Semiárido — que ocupa 12% do território nacional — já não é tanto a seca, mas a desigualdade histórica no campo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, nesse sentido, <strong>os fogões agroecológicos já provaram seu poder de transformar realidades no sertão e na paisagem.</strong></span></p>
<figure id="attachment_27065" aria-describedby="caption-attachment-27065" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27065 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2572-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27065" class="wp-caption-text">Luciene Josefa, moradora da zona rural de São José do Egito, foi beneficiada com fogão agroecológico (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Luciene Josefa, moradora do Sítio Mandim, compartilha o sentimento das demais agricultoras familiares: &#8220;Gosto da vida na Caatinga: mexer com planta, hortaliça, criar bichos, ovelha, leite, gado&#8230; Vive-se de milho, banana, galinha, ovo — e de projetos como esse do fogão.&#8221;</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">#AquiTemFundoEcos: O projeto “Famílias agricultoras semeando agroecologicamente na Paisagem do Pajeú”, da Associação Comunitária Rural de Fortuna, viabilizou a instalação de 10 fogões agroecológicos na comunidade de Fortuna e arredores. A iniciativa foi selecionada em um edital do Fundo ECOS, no âmbito do Small Grants Programme (SGP) — programa financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), implementado internacionalmente pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e executado no Brasil pelo ISPN.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Texto por Assessoria de Comunicação ISPN / Camila Araujo.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Povo de terreiro no DF conquista apoio inédito do Fundo Ecos</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/povo-de-terreiro-no-df-conquista-apoio-inedito-do-fundo-ecos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Apr 2025 17:18:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
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		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
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		<category><![CDATA[Fundo Ecos]]></category>
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		<category><![CDATA[terreiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto &#8220;Cerrado de Marias Sagradas Mulheres&#8221;, liderado por guardiãs de saberes ancestrais, é selecionado em chamada que prioriza mulheres e jovens no Cerrado e na Caatinga Entre as vozes que ecoam na resistência pelo Cerrado de pé, está a de Maria do Cerrado — mulher preta, benzedeira e rezadeira, cujas mãos carregam séculos de tradição. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">Projeto &#8220;Cerrado de Marias Sagradas Mulheres&#8221;, liderado por guardiãs de saberes ancestrais, é selecionado em chamada que prioriza mulheres e jovens no Cerrado e na Caatinga</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as vozes que ecoam na resistência pelo Cerrado de pé, está a de </span><b>Maria do Cerrado</b><span style="font-weight: 400;"> — mulher preta, benzedeira e rezadeira, cujas mãos carregam séculos de tradição. À frente do </span><b>Santuário de Maria – Terreiro da Vovó Maria Conga</b><span style="font-weight: 400;">, ela celebra uma vitória coletiva: o projeto “Cerrado de Marias &#8211; Sagradas Mulheres” aprovado de forma inédita no 39º Edital Fundo Ecos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Localizado na zona rural de </span><b>Planaltina (DF)</b><span style="font-weight: 400;">, a apenas 40 km da sede política do país, o terreiro é um farol de conservação — tanto cultural quanto ambiental. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;O Cerrado está sendo violentado. Um movimento como esse da sociedade civil nos dá esperança: o mundo tem jeito, o país tem jeito, Brasília tem jeito&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, afirma Maria, em relação ao encontro de sua organização com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), que gere o Fundo Ecos. </span></p>
<figure id="attachment_26881" aria-describedby="caption-attachment-26881" style="width: 1505px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26881 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/WhatsApp-Image-2025-03-26-at-21.54.14.jpeg" alt="" width="1505" height="983" /><figcaption id="caption-attachment-26881" class="wp-caption-text">Roda de benzimento durante Oficina de Planejamento de Projetos do Fundo Ecos, em Brasília (DF) (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto selecionado vai beneficiar três comunidades rurais no entorno do Santuário: Largo da Pedra Fundamental, Sítios Agrovale e Pacheco. O objetivo é fortalecer o protagonismo de mulheres da região, por meio de oficinas para aprimorar e sistematizar saberes ancestrais – como produção de mudas e ervas, chás, garrafadas, “ecojoias”, etc – ao longo de 18 meses. </span></p>
<p><b>Reconhecimento tardio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comunidades de terreiro, </span><b>reconhecidas oficialmente como povos tradicionais</b><span style="font-weight: 400;"> pelo </span><b>Decreto nº 12.278/2024</b><span style="font-weight: 400;">, são guardiãs de uma herança afro-brasileira que resiste à marginalização. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Demorou, mas finalmente fomos reconhecidos”</span></i><span style="font-weight: 400;">, reflete Maria. Para ela, ser povo de terreiro é </span><b>cultuar a vida em todas as suas formas</b><span style="font-weight: 400;"> — das plantas aos ancestrais, do alimento às rezas que atravessam gerações.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Benzimento é força ancestral. Nossa casa devocional honra aqueles que vieram escravizados e aqui plantaram raízes. Antes, Brasília tinha muitas benzedeiras; hoje, somos poucas. Manter essa tradição é parte de nosso trabalho.&#8221;</span></i></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-26887 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/WhatsApp-Image-2025-03-26-at-21.52.22.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-26901 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/signal-2025-03-26-215721_007.jpeg" alt="" width="1200" height="1600" /><div class="creditos-imagem">(Foto: Cássio Bezerra / Acervo ISPN)</div><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-26903 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/signal-2025-03-26-215721_006.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" /></p>
<figure id="attachment_26885" aria-describedby="caption-attachment-26885" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26885 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/WhatsApp-Image-2025-03-26-at-21.52.21.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" /><figcaption id="caption-attachment-26885" class="wp-caption-text">Benzedeiras do Santuário de Maria – Terreiro da Vovó Maria Conga (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN) <span class="creditos-imagem">(Foto: Cássio Bezerra / Acervo ISPN)</span></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O Distrito Federal abriga </span><b>330 terreiros</b><span style="font-weight: 400;">, segundo mapeamento da </span><b>Fundação Palmares e UnB (2018)</b><span style="font-weight: 400;">. No entanto, esses espaços são alvos constantes de violência: dados da </span><b>SSP-DF</b><span style="font-weight: 400;"> revelam que </span><b>quase metade dos crimes de intolerância religiosa em 2024 atingiu religiões de matriz africana</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Questionada sobre a essência de sua tradição, Maria resume: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;É honrar ervas, orixás, inquices e voduns. É partilhar o que se planta e nunca faltar. Não aspiramos riqueza, mas prosperidade. Sem ervas, não há axé — cada erva é um orixá.&#8221;</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, o apoio do </span><b>Fundo Ecos</b><span style="font-weight: 400;"> — que há mais de 30 anos apoia projetos de populações indígenas, tradicionais e agricultores familiares — chega como um marco. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Abre portas para outros projetos&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, celebra Maria. O edital, financiado pelo </span><b>BNDES</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>GEF/PNUD</b><span style="font-weight: 400;">, prioriza </span><b>mulheres e jovens </b><span style="font-weight: 400;">no</span> <span style="font-weight: 400;">Cerrado e na Caatinga. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Mulheres são útero, jovens são renovação. O Cerrado é o berço das águas do planeta, e a Caatinga, a força da resiliência&#8221;, conclui a benzedeira.</span></i></p>
<figure id="attachment_26883" aria-describedby="caption-attachment-26883" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26883 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/WhatsApp-Image-2025-03-26-at-21.52.18.jpeg" alt="" width="1200" height="1600" /><figcaption id="caption-attachment-26883" class="wp-caption-text">Altar para rezas e benzimentos, com manjericão e outras ervas, e a figura de São Francisco de Assis (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por Assessoria de Comunicação do ISPN / Camila Araujo </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cisterneiras do Pajeú: mulheres constroem segurança hídrica no semiárido pernambucano</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/cisterneiras-do-pajeu-mulheres-constroem-seguranca-hidrica-no-semiarido-pernambucano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2025 19:33:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[bom sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[cisterneira pajeu]]></category>
		<category><![CDATA[protagonismo feminino]]></category>
		<category><![CDATA[sertão do pajeú]]></category>
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					<description><![CDATA[Com a construção de cisternas e a adoção de tecnologias sustentáveis, elas garantem acesso à água e transformam a realidade da região do Pajeú, fortalecendo o protagonismo feminino no semiárido No sertão do Pajeú, em Bom Sucesso, zona rural de Ingazeira, mulheres constroem as próprias cisternas para garantir o acesso à água e enfrentar a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><i>Com a construção de cisternas e a adoção de tecnologias sustentáveis, elas garantem acesso à água e transformam a realidade da região do Pajeú, fortalecendo o protagonismo feminino no semiárido</i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No sertão do Pajeú, em Bom Sucesso, zona rural de Ingazeira, mulheres constroem as próprias cisternas para garantir o acesso à água e enfrentar a desigualdade histórica no campo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dados da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) revelam essa desigualdade: 1,3% dos latifúndios, com mais de mil hectares, ocupam 38% das terras agricultáveis, enquanto 1,5 milhão de famílias agricultoras dividem apenas 4,2% – um retrato da profunda concentração fundiária no país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma região onde a água é distribuída de forma irregular e concentrada em poucas propriedades, elas colocam a mão na massa para transformar a realidade. Não se trata de &#8220;combater a seca&#8221;, mas de aprender a conviver com o semiárido, garantindo autonomia e dignidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para enfrentar esse cenário, tecnologias de captação e armazenamento de água, como as cisternas, são fundamentais. Mais do que garantir acesso à água, elas representam um passo para a independência, a segurança alimentar e a organização comunitária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a liderança de Maria Suely Carvalho, agricultora, pedreira e tratorista de 39 anos, presidente da Associação Comunitária das Mulheres de Bom Sucesso há quase seis anos, a organização transformou a realidade local com infraestrutura, cursos e o fortalecimento do protagonismo feminino na sociedade.</span></p>
<figure id="attachment_26497" aria-describedby="caption-attachment-26497" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26497 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1536" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-1536x1152.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-26497" class="wp-caption-text">Presidente da Associação de Mulheres da Comunidade de Bom Sucesso, Suely Carvalho, e a agricultora Neide Oliveira em frente à cisterna construída por mulheres da comunidade</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fundada há 16 anos, a associação começou suas atividades com reuniões realizadas de casa em casa, sem uma sede própria. Hoje, conta com um espaço fixo e uma garagem construída com o auxílio de um trator, adquirido por meio de uma emenda parlamentar. O veículo, que é operado pela própria Suely, tornou-se uma das principais fontes de renda da associação. Para ela, as conquistas são motivo de orgulho: “A associação nos deu oportunidades. Começamos com 25 mulheres, e agora já somos 52 associadas.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos marcos dessa trajetória foi a formação de cisterneiras, resultado de uma parceria entre a Casa da Mulher do Nordeste (CMN) e a ASA. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em janeiro de 2024, cinco mulheres de Bom Sucesso foram capacitadas pelo Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido: Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC), desenvolvido no início dos anos 2000, para construir as tecnologias de armazenamento de água de beber na comunidade. Elas construíram cinco cisternas na região, sendo uma dentro da própria comunidade. </span></p>
<figure id="attachment_26503" aria-describedby="caption-attachment-26503" style="width: 1890px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26503 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-scaled.jpg" alt="" width="1890" height="2048" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-scaled.jpg 1890w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-277x300.jpg 277w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-945x1024.jpg 945w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-768x832.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-1418x1536.jpg 1418w" sizes="(max-width: 1890px) 100vw, 1890px" /><figcaption id="caption-attachment-26503" class="wp-caption-text">Liderança feminina de Bom Sucesso, Suely Carvalho tem capacitação como pedreira, cisterneira e tratorista</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“As formações para construir as tecnologias sociais têm o objetivo de as mulheres serem multiplicadoras desse conhecimento. Para que a relação de poder seja minimamente igualitária, para que os homens e mulheres se entendam como igualitários”, explica a assessora técnica da CMN, Sara Rufino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Casa da Mulher do Nordeste, que acompanha a associação desde 2014, enxerga a segurança hídrica como um eixo central para a permanência das famílias no campo. “Não se trata de combater a seca, mas de trabalhar respeitando o território”, destaca Rufino. A formação de cisterneiras é um diferencial na comunidade em Ingazeira, onde as mulheres assumem a construção de cisternas de primeira água – reservatórios com capacidade de 16 mil litros, destinados ao consumo humano.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Gosto de ser cisterneira, gosto de estar no movimento de construção. É uma forma de mostrar para a sociedade que a mulher é capaz de construir o que quiser”, afirma Suely Carvalho.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Mulheres do Sertão do Pajeú, articuladas pela agroecologia e convivência com o semiárido&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, apoiado pelo Fundo Ecos, o grupo feminino de cisterneiras aplicou os conhecimentos na construção de tecnologias de armazenamento de água, implementando mais de cinco novas cisternas na comunidade.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-26509 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1920" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-1536x1152.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></p>
<figure id="attachment_26507" aria-describedby="caption-attachment-26507" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26507 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1920" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-1536x1152.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26507" class="wp-caption-text">Agricultora Bernadete Conceição mostra os frutos colhidos no seu quintal, chamado de “Resistência”, após construção de cisterna para captação de água</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto do projeto vai além do acesso à água, abrangendo também iniciativas para fortalecer os quintais produtivos. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Com lágrimas nos olhos, Bernadete Conceição, agricultora de Bom Sucesso, descreve a transformação: “Antes, eu não tinha um pé de coentro porque não tinha água. Hoje, graças ao projeto, meu quintal, que chamo de ‘Resistência’, está cheio de vida. O Fundo Ecos trouxe esperança e autonomia.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para as cisterneiras, a capacitação também foi uma forma de enfrentar preconceitos. “Os homens duvidavam da nossa capacidade. Mostramos que somos capazes de fazer cisternas e muito mais”, lembra a agricultora Eliene Carvalho, que participou do curso. Já Adriana, outra cisterneira, diz que o desafio valeu a pena: “Foi cansativo, mas conseguimos. Que venham mais cursos!”</span></p>
<p><b>Protagonismo feminino </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da associação está fundamentado em práticas agroecológicas, como sistemas produtivos integrados e uso de tecnologias sociais. Além das cisternas, as mulheres têm adotado fogões agroecológicos, biodigestores e sistemas de </span><a href="https://ispn.org.br/mes-das-mulheres-as-aguas-de-marco/#:~:text=O%20reuso%20da%20%C3%A1gua%20cinza,que%20o%20mecanismo%20vem%20gerando."><span style="font-weight: 400;">reúso de águas cinzas</span></a><span style="font-weight: 400;">, promovendo a sustentabilidade da Caatinga, a viabilidade de quintais produtivos e a segurança alimentar. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O acesso à água, favorecido pelas cisternas, viabiliza a produção de frutas e hortaliças nos quintais produtivos. Já os fogões agroecológicos contribuem para o processamento da produção, gerando renda para as mulheres e, como consequência, o fortalecimento  delas frente à violência doméstica, que infelizmente ainda é recorrente na região”, explica Jessica Pedreira, assessora técnica do ISPN.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A região do sertão do Pajeú, no interior de Pernambuco, enfrenta um cenário de violência contra mulheres. Somente nos primeiros seis meses de 2024, foram 1.203 casos registrados em todas as 17 cidades do Pajeú, quase 5% dos 26.752 que ocorreram em no estado pernambucano no mesmo período. Os municípios no Pajeú que lideram o ranking são Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, São José do Egito, Tabira e Carnaíba.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para fazer frente a este cenário, o projeto apresenta um conjunto de ações articuladas com foco no protagonismo feminino. Os fogões agroecológicos são usados para beneficiar alimentos colhidos nos quintais produtivos, na produção de geleias, doces e outros. Resultado disso é a geração de renda para mulheres e fortalecimento do protagonismo feminino. </span></p>
<figure id="attachment_26511" aria-describedby="caption-attachment-26511" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26511 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1600" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-300x187.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-1024x640.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-768x480.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-1536x960.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26511" class="wp-caption-text">Armazenamento de água no semiárido é fundamental para garantir a colheita de alimentos em períodos de seca</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Membro do conselho fiscal da associação, Rosineide Oliveira enfatiza a união como motor de transformação. “Foi uma luta para conseguir, mas conseguimos. A união faz a força. Nós, mulheres, mostramos que sabemos, podemos e somos capazes. E os homens, que antes duvidavam, hoje nos apoiam.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência das cisterneiras do Pajeú é um exemplo de como a mobilização comunitária e o protagonismo feminino podem transformar desafios em conquistas, garantindo o direito à água, fortalecendo a agricultura familiar e promovendo uma sociedade mais justa e igualitária. “Que nunca nos falte a esperança de viver em um mundo sem preconceitos, onde as mulheres sejam reconhecidas por sua capacidade”, conclui Suely.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-26513 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1920" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-1536x1152.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></p>
<p><b>#AquiTemFundoEcos:</b><span style="font-weight: 400;"> O projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Mulheres do Sertão do Pajeú, articuladas pela agroecologia e convivência com o semiárido&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, da Associação Comunitária das Mulheres do Bom Sucesso, foi selecionado no 35º edital do Fundo Ecos, com foco na Caatinga. A iniciativa conta com apoio financeiro do GEF (SGP) e apoio institucional do PNUD Brasil.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Texto e fotos por Camila Araujo/Assessoria de Comunicação do ISPN </span></i></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>‘A força da gente é como raiz’: agroecologia na Caatinga</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/a-forca-da-gente-e-como-raiz-agroecologia-na-caatinga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 20:38:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[afogados da ingazeira]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[casa mulher do nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[diaconia]]></category>
		<category><![CDATA[ISPN]]></category>
		<category><![CDATA[pajeú]]></category>
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					<description><![CDATA[Quintais produtivos cultivados por mulheres garantem água, alimento e dignidade na convivência com semiárido  No semiárido pernambucano, mulheres camponesas têm transformado a realidade local por meio de práticas agroecológicas que aliam conservação ambiental ao fortalecimento econômico. Na comunidade quilombola Feijão e Posse, em Mirandiba (PE), as agricultoras agroecológicas abasteceram a cidade na pandemia, como destaca [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><i>Quintais produtivos cultivados por mulheres garantem água, alimento e dignidade na convivência com semiárido </i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No semiárido pernambucano, mulheres camponesas têm transformado a realidade local por meio de práticas agroecológicas que aliam conservação ambiental ao fortalecimento econômico. Na comunidade quilombola Feijão e Posse, em Mirandiba (PE), as agricultoras agroecológicas abasteceram a cidade na pandemia, como destaca a presidente da associação de moradores, Maria Tatiane Gomes de Souza. </span></p>
<figure id="attachment_26445" aria-describedby="caption-attachment-26445" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26445 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1548" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-300x181.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-1024x619.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-768x465.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-1536x929.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26445" class="wp-caption-text">Liderança Tatiane Gomes à frente da horta comunitária da comunidade quilombola Feijão e Posse, em Mirandiba (PE)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“Usando grupos de venda no celular, abastecemos a cidade no tempo da pandemia”, conta Tatiane. Ela explica que na comunidade algumas famílias mantêm quintais produtivos individuais, mas a horta comunitária une a todos. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de Tatiane, a agricultora Maria Bezerra reforça a importância dessa união. “A força da gente é como raiz. Tiramos [alimento] da horta comunitária para comer, vender e, se necessário, doar.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_26447" aria-describedby="caption-attachment-26447" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26447 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38.jpeg" alt="" width="960" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38.jpeg 960w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38-768x1024.jpeg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-26447" class="wp-caption-text">Agricultora Maria Bezerra, moradora da comunidade Feijão e Posse, em Mirandiba (PE), com seu porco de estimação</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Sertânia, na comunidade da agricultora  Joana Darck, as práticas agroecológicas também garantem o sustento das famílias, com a produção de alimentos diversos misturados no plantio consorciado de gergelim e algodão agroecológico.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Presidente da Associação Agroecológica do Pajeú (ASAP), Joana explica: “A gente não está só retirando [da natureza], estamos devolvendo nutrientes. A produção agroecológica vai além das sementes, é um trabalho que abrange todas as culturas.”</span></p>
<figure id="attachment_26449" aria-describedby="caption-attachment-26449" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26449 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26449" class="wp-caption-text">Em Sertânia (PE), agricultoras da Associação Agroecológica do Pajeú (ASAP) beneficiam a colheita de gergelim</figcaption></figure>
<p><b>Agroecologia no semiárido </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas duas comunidades, projetos apoiados pelo Fundo Ecos têm fortalecido as práticas agroecológicas. Em Feijão e Posse, o foco está na finalização da cozinha comunitária, cuja construção começou em 2014, com apoio da Casa da Mulher do Nordeste (CMN). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio deste espaço, ao menos 20 famílias quilombolas são beneficiadas de forma direta, e 15 mulheres recebem formação em boas práticas de manipulação de alimentos, processamento de frutas e produção de doces. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em Serra Talhada (PE), a ASAP mantém uma unidade de beneficiamento de alimentos que agrega valor à produção local, transformando alimentos in natura em produtos como tahine, pasta de amendoim e óleo de gergelim. Os itens são processados com o apoio de energia fotovoltaica instalada com recursos do Fundo Ecos. São cerca de 230 famílias de 25 comunidades  envolvidas na produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a engenheira florestal Jessica Pedreira, assessora técnica do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), as práticas agroecológicas não apenas conservam a paisagem da Caatinga, mas também promovem a segurança alimentar e a geração de renda. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“São práticas de baixo impacto, que conservam o solo, a água e as sementes crioulas e tradicionais. O quintal produtivo, por exemplo, é um espaço feminino [onde a mulher passa a maior parte do tempo], essencial para a segurança alimentar. Quando associado ao extrativismo da Caatinga, permite a comercialização de excedentes, gerando mais valor aos produtos.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_26451" aria-describedby="caption-attachment-26451" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26451 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1553" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-300x182.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-1024x621.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-768x466.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-1536x932.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26451" class="wp-caption-text">Reunião da equipe do ISPN e da Casa Mulher do Nordeste com agricultoras da comunidade Feijão e Posse sobre projeto apoiado pelo Fundo Ecos</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A agroecologia se diferencia do cultivo convencional por sua abordagem integrada e sustentável. Enquanto a agroecologia valoriza saberes tradicionais e a soberania alimentar, o cultivo convencional prioriza a produtividade em larga escala, utilizando agrotóxicos e insumos químicos que podem degradar o solo e o ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma prática fundamental para a agroecologia no semiárido é a cobertura do solo –  consiste em cobrir a superfície do solo com matéria orgânica, como folhas secas, galhos, palha e restos de frutos. A técnica protege o solo contra erosão e reduz a evaporação da água em uma região com alta incidência solar. “A cobertura protege o solo, que funciona como uma esponja, armazenando melhor a água”, explica Jessica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tecnologias sociais, como as cisternas de reúso de águas cinzas, desempenham um papel central ao captar água descartada de cozinhas e banheiros para irrigar quintais produtivos. Já o armazenamento de água para consumo humano é garantido pelas chamadas cisternas de primeira água, que coletam e armazenam a água da chuva em reservatórios cobertos e protegidos.</span></p>
<figure id="attachment_26453" aria-describedby="caption-attachment-26453" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26453 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26453" class="wp-caption-text">Cisterna para armazenar água de primeiro uso garante convivência com o semiárido</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Joana Darck, assentada no Assentamento Cacimbinha, em  Sertânia, acredita que a agroecologia é “o único meio de permanecer no campo”. O desafio, no entanto, não se limita à irregularidade das chuvas. Dados da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) mostram que apenas 4,2% das terras agricultáveis estão nas mãos de 1,5 milhão de famílias agricultoras, enquanto 38% pertencem a grandes latifundiários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jessica reforça que o contexto exige inovação. “As práticas tradicionais, baseadas na agroecologia, precisam ser aprimoradas, com ações coletivas e não apenas individuais, para enfrentar as mudanças climáticas e a limitação de recursos nos territórios.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quilombola Catarina Maria de Conceição, moradora da comunidade Cacimba, localizada no Quilombo Catolé, município de Serra Talhada (PE), confirma o cenário: “vivo na luta, cuidando da roça, dos bichinhos, tentando. Quem tenta, um dia chega lá.”</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Uma vez eu morei aqui e não tinha água, precisava buscar água bem longe. Um dia eu tava meio aperreada, aí eu saí daqui e disse: só vou voltar aqui quando eu tiver água. Ter a água assim fica melhor, a cisterna é boa porque pega água boa”, acrescenta. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Catarina planta feijão, milho, algodão e palma. Para potencializar a produção, a agricultora tem sido beneficiada com a implantação de um sistema de produção de base agroecológica por meio do projeto do Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor), selecionado pelo 35º Edital Fundo Ecos. A ideia do fomento é constituir uma feira agroecológica próxima da comunidade, para comercialização de alimentos produzidos na região.</span></p>
<figure id="attachment_26459" aria-describedby="caption-attachment-26459" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26459 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1.jpeg" alt="" width="960" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1.jpeg 960w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1-768x1024.jpeg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-26459" class="wp-caption-text">Cisternas fortalecem quintais produtivos e hortas, garantindo água para a produção de alimentos</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com foco em famílias chefiadas por mulheres, o projeto busca melhorar a segurança alimentar e gerar renda, enfrentando também o cenário de violência contra mulheres no Sertão do Pajeú. Somente no primeiro semestre de 2024, foram registrados 1.203 casos de violência na região, quase 5% dos casos no estado de Pernambuco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o projeto da ASAP tem como foco o beneficiamento  de alimentos, como gergelim, girassol e amendoim,. Para a técnica agrícola da organização Diaconia, Roseane Simões, assessora técnica da Diaconia, “o impacto é que as famílias conseguem enxergar que sua produção tem um meio de comercialização, uma comercialização justa, tanto para quem produz como para pessoas consumidoras”. </span></p>
<figure id="attachment_26457" aria-describedby="caption-attachment-26457" style="width: 940px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26457 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50.jpeg" alt="" width="940" height="810" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50.jpeg 940w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50-300x259.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50-768x662.jpeg 768w" sizes="(max-width: 940px) 100vw, 940px" /><figcaption id="caption-attachment-26457" class="wp-caption-text">ASAP produz tahine, pasta de amendoim e óleo de gergelim em unidade de beneficiamento</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de fortalecer a produção agroecológica, os projetos apoiados pelo Fundo Ecos promovem formações coletivas e oficinas para transformar a produção local em produtos como geleias, doces e licores. “O Fundo contribui para o aproveitamento sustentável das produções, além de apoiar tecnologias sociais, como fogões agroecológicos, no caso dos projetos nas comunidades quilombolas, e energia solar em pequena escala, no caso do projeto da ASAP”, explica Jessica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos avanços, Jessica alerta sobre os impactos das grandes usinas de energia solar, que têm causado desmatamento na Caatinga. “A energia solar só é realmente sustentável quando usada em pequena escala e de forma descentralizada.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os intercâmbios entre comunidades também têm sido fundamentais para compartilhar experiências e fortalecer o protagonismo feminino. No sertão do Pajeú, a agroecologia tem mostrado ser mais do que uma técnica agrícola: é um caminho para resiliência, sustentabilidade e transformação social.</span></p>
<figure id="attachment_26461" aria-describedby="caption-attachment-26461" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26461 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1782" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-300x209.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-1024x713.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-768x535.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-1536x1069.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26461" class="wp-caption-text">Equipe do ISPN, da Casa Mulher do Nordeste e da Diaconia em visita a comunidades organizadas pela Associação Agroecológica do Pajeú</figcaption></figure>
<p><b>#AquiTemFundoEcos:</b><span style="font-weight: 400;"> Os projetos e organizações citadas no texto foram selecionadas no 35º edital do Fundo Ecos, com foco na Caatinga. A iniciativa conta com apoio financeiro do GEF (SGP) e apoio institucional do PNUD Brasil.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Texto e fotos por Camila Araujo, assessora de Comunicação do ISPN</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fundo PPP-ECOS lança novo edital de R$ 4,2 mi para apoiar projetos de jovens e mulheres</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/fundo-ppp-ecos-destina-r-42-mi-a-projetos-de-jovens-e-mulheres-no-cerrado-e-na-caatinga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 17:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[edital]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Ecos]]></category>
		<category><![CDATA[jovens e mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[Organizações podem se inscrever em três tipos de projeto: Pequeno, Consolidação ou Estratégico (Foto: Guilherme Noronha/Acervo ISPN) Edital recebe inscrições até 2 de outubro; iniciativas selecionadas terão foco em mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Cerrado e na Caatinga O 39º edital do Fundo PPP-ECOS, gerido pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). vai [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24394 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/IMG_3507-1.jpg" alt="" width="1012" height="712" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/IMG_3507-1.jpg 1012w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/IMG_3507-1-300x211.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/IMG_3507-1-768x540.jpg 768w" sizes="(max-width: 1012px) 100vw, 1012px" /></p>
<p>Organizações podem se inscrever em três tipos de projeto: Pequeno, Consolidação ou Estratégico (Foto: Guilherme Noronha/Acervo ISPN)</p>
<p style="text-align: center;"><strong><i>Edital recebe inscrições até 2 de outubro; iniciativas selecionadas terão foco em mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Cerrado e na Caatinga</i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O 39º edital do </span><a href="https://ppp-ecos.ispn.org.br/"><span style="font-weight: 400;">Fundo PPP-ECOS</span></a><span style="font-weight: 400;">, gerido pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). vai destinar R$4,2 milhões para projetos desenvolvidos por mulheres e jovens com foco em desenvolvimento rural sustentável e benefícios ambientais nos biomas Cerrado e Caatinga. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado na quarta-feira, 14 de agosto, o 39º Edital PPP-ECOS [Mulheres e Jovens] recebe propostas até 2 de outubro. Saiba mais </span><a href="https://ppp-ecos.ispn.org.br/editais/39o-edital/"><span style="font-weight: 400;">aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As iniciativas devem ser protagonizadas por mulheres ou jovens para promover mitigação, redução de vulnerabilidades ambientais e sociais com ações voltadas para mitigação e adaptação às mudanças climáticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São duas linhas temáticas que orientam este chamamento: projetos para inclusão produtiva de grupos de mulheres, e projetos de jovens no contexto da educação do campo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As organizações interessadas podem se inscrever em três tipos de categorias de apoio: </span><b>Pequeno Projeto</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>Projeto de Consolidação</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>Projeto Estratégico</b><span style="font-weight: 400;">. Mais detalhes sobre cada um </span><a href="https://ppp-ecos.ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/39-Edital-GEF-BNDES-2.pdf"><span style="font-weight: 400;">no edital</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 30 anos de atuação, o Fundo PPP-ECOS tem uma fonte plural de financiadores e já destinou recursos para mais de 900 projetos e cerca de 500 organizações comunitárias pelo Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta vez, o </span><span style="font-weight: 400;">edital é viabilizado por recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente  (GEF), em sua “Sétima Fase Operacional do PPP-ECOS”, executado pelo ISPN em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e do Fundo Socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do projeto Protagonismo Juvenil e Feminismo Rural.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As inscrições seguem abertas até o dia 2 de outubro e devem ser feitas por meio de formulário. </span><a href="https://ppp-ecos.ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/08/39-Edital-GEF-BNDES-2.pdf"><span style="font-weight: 400;">Clique aqui para acessá-lo.</span></a></p>
<p><em>* Publicado originalmente em 14 de agosto de 2024.</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>37º Edital PPP-ECOS divulga lista de 9 projetos selecionados na Caatinga e no Cerrado</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/fundo-ppp-ecos-vai-apoiar-nove-projetos-na-caatinga-e-no-cerrado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 18:56:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[edital 37]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Ecos]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; ISPN divulga lista de projetos selecionados no 37º edital PPP-ECOS  O Fundo PPP-ECOS, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), vai apoiar nove projetos nos biomas Caatinga e Cerrado, selecionados no 37º Edital PPP-ECOS [Redes]. O valor máximo destinado a cada proposta é de R$250 mil. Serão investidos, no total,  mais de R$ 2 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_22752" aria-describedby="caption-attachment-22752" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22752 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44.jpeg" alt="" width="1600" height="1159" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44.jpeg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44-300x217.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44-1024x742.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44-768x556.jpeg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2024/05/WhatsApp-Image-2024-05-02-at-13.06.44-1536x1113.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-22752" class="wp-caption-text">Mão de mulheres com sementes vindas do Cerrado e da Caatinga (Foto: Méle Dornelas/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">ISPN divulga lista de projetos selecionados no 37º edital PPP-ECOS </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Fundo PPP-ECOS, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), vai apoiar nove projet</span><span style="font-weight: 400;">os nos biomas Caatinga e Cerrado, selecionados no 37º Edital PPP-ECOS [Redes]. O valor máximo destinado a cada proposta é de R$250 mil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Serão investidos, no total,  mais de R$ 2 milhões para apoiar </span><b>iniciativas em rede</b><span style="font-weight: 400;"> que contribuam para ampliar a conservação de recursos naturais e impulsionamento de produtos da sociobiodiversidade, gerando benefícios ambientais globais e desenvolvimento rural sustentável nos dois biomas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Entendemos que a atuação em rede tem um papel estratégico no desenvolvimento territorial e consegue potencializar as ações que as organizações locais já realizam”, explica Terena Castro, coordenadora de projetos do ISPN.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As inscrições foram recebidas entre 3 de maio e 17 de junho, totalizando 85 propostas inscritas – uma demanda dez vezes maior do que a disponibilidade de recursos previstos no edital. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A seleção das propostas para esse edital foi bem difícil. Recebemos projetos muito bons e tivemos o desafio de selecionar poucos”, acrescenta a coordenadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As organizações contempladas deverão se articular em parcerias para executar o projeto selecionado, amplificando benefícios e resultados na resolução de problemas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as linhas temáticas destacadas neste edital, estão a conservação dos territórios, a promoção das economias da sociobiodiversidade, a restauração ambiental e o aprimoramento de políticas públicas correlatas aos temas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O edital recebe apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), por meio da “Sétima Fase Operacional do PPP-ECOS”, projeto implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e executado pelo ISPN.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja a lista de selecionados:</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Projeto</b></td>
<td><b>Organização</b></td>
<td><b>Local de realização do projeto</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Central da SocioBio Serviço de Alimentação Ecossocial</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Cooperativa Central do Cerrado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">BA, GO, MG, MS, MT, TO</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Construindo bases para a resiliência ecológica dos agricultores familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal Matilde Luiza Zanatta Gomes</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">MT</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Fortalecimento da rede Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Associação Onça Dágua de apoio à Gestão e ao Manejo das Unidades de Conservação do Tocantins</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">TO</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Incidência política, educação ambiental e boas práticas para garantia de direitos dos Rio Mosquito</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">MG</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Rede Guardiãs: promovendo a sociobiodiversidade e gerando renda aos povos e comunidades tradicionais do Território da Chapada Diamantina</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Associação Casa de Maria</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">BA</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Rede Néctar do Sertão Expansão e Consolidação</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Agência de Desenvolvimento Econômico Local</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">CE</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Rekaatinga Catimbau: Plantar água, polinizar a caatinga e comer ancestralidades</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Associação Kapi&#8217;Wara</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">PE</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Tecendo Elos 2</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Rede Cerrado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">MT, MS, GO, DF, MG, SP, TO, MA E BA</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Tecendo Redes e Restaurando Cerrado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Rede de Sementes do Cerrado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">DF, GO, MG, TO, PA, BA</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Central do Cerrado: sociobiodiversidade nas gôndolas de mercados</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/central-do-cerrado-sociobiodiversidade-nas-gondolas-de-mercados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jun 2023 13:58:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[central do cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[sociobiodiversidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ispn.org.br/?p=20448</guid>

					<description><![CDATA[Cooperativa comercializa produtos de mais de 40 organizações comunitárias de nove estados brasileiros  Farinha de jatobá, óleo de babaçu, castanha de pequi, flocão de milho não transgênico, sabão de coco macaúba e castanha de baru. Esses são alguns dos itens comercializados pela Cooperativa Central do Cerrado. Construído em 2004, o empreendimento atua para valorizar os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>Cooperativa comercializa produtos de mais de 40 organizações comunitárias de nove estados brasileiros </i></p>
<p>Farinha de jatobá, óleo de babaçu, castanha de pequi, flocão de milho não transgênico, sabão de coco macaúba e castanha de baru. Esses são alguns dos itens comercializados pela Cooperativa Central do Cerrado.</p>
<p>Construído em 2004, o empreendimento atua para valorizar os produtos da sociobiodiversidade amazônica, cerratense e caatinguense e garantir renda a povos e comunidades tradicionais destes biomas para que conservem territórios, paisagens e modos de vida.</p>
<blockquote><p>“Aqui, a comercialização é um meio e não um fim para atingir este objetivo”, explica o secretário executivo da organização, Luis Carrazza.</p></blockquote>
<p>Fruto de um coletivo de organizações apoiadas pela estratégia para a Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS), do ISPN, a Central do Cerrado comercializa produtos de mais de 40 organizações comunitárias de nove estados brasileiros: Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará, Goiás e Piauí.</p>
<figure id="attachment_20467" aria-describedby="caption-attachment-20467" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20467 size-large" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Cerrado-Photo-Andre-Dib-ISPN-Archive-6-1024x684.jpg" alt="" width="1024" height="684" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Cerrado-Photo-Andre-Dib-ISPN-Archive-6-1024x684.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Cerrado-Photo-Andre-Dib-ISPN-Archive-6-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Cerrado-Photo-Andre-Dib-ISPN-Archive-6-768x513.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Cerrado-Photo-Andre-Dib-ISPN-Archive-6.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-20467" class="wp-caption-text">Buritis, fruto tradicional do Cerrado, na Lagoa das Araras, Distrito de Bom Jardim (Foto: André Dib)</figcaption></figure>
<p>Os produtos advém do agroextrativismo, uma prática que ocorre aliada à observação da natureza e ao respeito do ciclo produtivo e reprodutivo das árvores e cujas vendas geram renda a famílias a partir da conservação da vegetação nativa. Por esse motivo, são estruturados em cadeias produtivas sustentáveis &#8211; que prezam pelo cuidado em relação ao ciclo da água, à regulação climática e à conservação da biodiversidade.</p>
<h2>Parcerias</h2>
<p>Após atingirem um nível de gestão e estrutura mais sólidas, as organizações que construíram a Central do Cerrado inicialmente buscavam ampliar a comercialização de seus produtos para além de suas regiões &#8211; podendo, desta forma, chegar a mais locais do país e também ao exterior.</p>
<p>“Resolvemos montar uma central de comercialização para ter uma equipe e estratégia compartilhada ao invés de cada uma montar sua forma de trabalhar”, comenta Luís.</p>
<figure id="attachment_20451" aria-describedby="caption-attachment-20451" style="width: 1078px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20451" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Luis-Carrazza-Photo-Copabase-Archive.jpg" alt="" width="1078" height="717" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Luis-Carrazza-Photo-Copabase-Archive.jpg 1078w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Luis-Carrazza-Photo-Copabase-Archive-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Luis-Carrazza-Photo-Copabase-Archive-1024x681.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Luis-Carrazza-Photo-Copabase-Archive-768x511.jpg 768w" sizes="(max-width: 1078px) 100vw, 1078px" /><figcaption id="caption-attachment-20451" class="wp-caption-text">Luis Carrazza é secretário executivo da Central do Cerrado (Foto: Acervo Copabase/Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Os empreendimentos comunitários juntos nessa parceria poderiam ter uma diversidade de produtos e uma quantidade que fizesse sentido aos procedimentos coletivos de comercialização. A ideia era gerar e distribuir renda para as comunidades, além de melhorar a qualidade de vida da população do entorno.</p>
<p>Uma dessas organizações que compõem a Central é a Cooperativa da Agricultura Familiar Sustentável Baseada na Economia Solidária (Copabase), localizada em Arinos, município do noroeste de Minas Gerais. A Copabase tem como foco a produção, processamento e agricultura familiar de nível comercial, utilizando produtos da biodiversidade do Cerrado. A organização está sediada em um território auto-reconhecido como Grande Sertão Veredas.</p>
<figure id="attachment_19051" aria-describedby="caption-attachment-19051" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19051 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Camila-Araujo-Baru-WEB-0051-scaled.jpg" alt="Acervo ISPN/Camila Araujo" width="2048" height="1366" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Camila-Araujo-Baru-WEB-0051-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Camila-Araujo-Baru-WEB-0051-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Camila-Araujo-Baru-WEB-0051-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Camila-Araujo-Baru-WEB-0051-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Camila-Araujo-Baru-WEB-0051-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-19051" class="wp-caption-text">Acervo ISPN/Camila Araujo</figcaption></figure>
<figure id="attachment_20461" aria-describedby="caption-attachment-20461" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20461 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8972-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1709" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8972-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8972-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8972-1024x684.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8972-768x513.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8972-1536x1025.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-20461" class="wp-caption-text">Baru é o principal produto comercializado pela Copabase (Foto: Raimundo Sampaio/Agência Cajuí)</figcaption></figure>
<p>A cooperativa abrange mais de 10 municípios do território, incluindo mais de 40 comunidades rurais de assentamentos da reforma agrária, além de comunidades tradicionais.</p>
<p>Os objetivos da Copabase estão alinhados com os da Central do Cerrado, ou seja, apoiar as famílias rurais com incentivo à geração de renda, além de criar uma identidade territorial por meio de oportunidades, competitividade e volume de produtos.</p>
<figure id="attachment_20455" aria-describedby="caption-attachment-20455" style="width: 225px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20455 size-medium" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Dionete-Figueiredo-Photo-Copabase-Archive-3-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Dionete-Figueiredo-Photo-Copabase-Archive-3-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Dionete-Figueiredo-Photo-Copabase-Archive-3-768x1024.jpeg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Dionete-Figueiredo-Photo-Copabase-Archive-3.jpeg 1104w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /><figcaption id="caption-attachment-20455" class="wp-caption-text">Dionete Figueiredo, coordenadora executiva da Copabase (Foto: Acervo Copabase/Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Dionete Figueiredo, coordenadora executiva da Copabase, cresceu em uma comunidade tradicional de agricultores, e faz parte da entidade desde a sua criação. Ela  comemora a parceria com a Central do Cerrado. “É uma parceria cada vez mais fortalecida por essa estrutura de mercado, logística e representatividade”.</p>
<h2>Outras experiências</h2>
<p>A cerca de 1,8 mil km da Copabase, encontra-se a Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas do Lago do Junco, conhecida como COPPALJI, no norte do Maranhão. O empreendimento comunitário faz parte das cooperativas da Central do Cerrado e é especializado na produção e comercialização do óleo de coco babaçu.</p>
<p>Fundada em 1991, com sede nos municípios de Lago do Junco, Lago dos Rodrigues e Bom Lugar, a COPPALJ tem como principal objetivo garantir qualidade de vida às quebradeiras de coco babaçu da região, com acesso às políticas públicas de habitação, educação e saúde, garantindo também um preço justo para a venda de amêndoas do coco.</p>
<p>É o que explica Ricardo Araújo, assessor técnico da COPPALJ, acrescentando que o empreendimento busca equilíbrio econômico, social e ambiental da região da cooperativa.</p>
<figure id="attachment_20459" aria-describedby="caption-attachment-20459" style="width: 270px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20459 size-medium" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Ricardo-Araujo-COPPALJs-technical-advisor-Photo-COPPALJ-Archive-270x300.jpeg" alt="" width="270" height="300" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Ricardo-Araujo-COPPALJs-technical-advisor-Photo-COPPALJ-Archive-270x300.jpeg 270w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Ricardo-Araujo-COPPALJs-technical-advisor-Photo-COPPALJ-Archive.jpeg 645w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" /><figcaption id="caption-attachment-20459" class="wp-caption-text">Ricardo Araújo é assessor técnico da COPPALJ (Foto: Acervo COPPALJ/Reprodução)</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Não adianta a cooperativa ter lucro se o meio ambiente for prejudicado. A responsabilidade social e ambiental é uma obrigação.”</p></blockquote>
<p>Hoje, a cooperativa reúne 230 quebradeiras de coco babaçu de 45 comunidades diferentes. O trabalho está distribuído em nove locais de armazenamento e venda, chamados de cantinas, que compram amêndoas e vendem outras mercadorias. Cada cantina tem seu espaço específico de discussão, para falar sobre gestão, operação e outros temas relacionados.</p>
<p>A COPPALJ também vem trabalhando para fortalecer os planos de manejo do babaçu, considerando os impactos ambientais da atividade extrativista. “É preciso conservar as palmeiras jovens e respeitar as diferentes fases da planta”, diz Ricardo.</p>
<p>“Fizemos um manual sobre isso a partir dos acordos coletivos que temos para o uso do babaçu”, completa.</p>
<p>A respeito da parceria com a Central do Cerrado, Ricardo lembra que ela vem muito antes da formalização do grupo e que a COPPALJ quer sempre fortalecê-la. “A Central do Cerrado nos abriu um leque de possibilidades, com venda direta, participação em feiras e espaços com chefs renomados.”</p>
<figure id="attachment_20463" aria-describedby="caption-attachment-20463" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20463 size-large" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Babacu-coconut-harvest-Photo-Peter-Caton-ISPN-Archive-3-1024x768.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Babacu-coconut-harvest-Photo-Peter-Caton-ISPN-Archive-3-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Babacu-coconut-harvest-Photo-Peter-Caton-ISPN-Archive-3-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Babacu-coconut-harvest-Photo-Peter-Caton-ISPN-Archive-3-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Babacu-coconut-harvest-Photo-Peter-Caton-ISPN-Archive-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-20463" class="wp-caption-text">Quebradeiras de Coco do Babaçu na Reserva Extrativista do Ciriaco (Foto: Peter Caton/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<h2>Pelas feiras</h2>
<p>Desde o início dos anos 2000, os empreendimentos que fundaram a Central do Cerrado participavam de encontros e feiras para debater a venda da produção. Naquele período, o PPP-ECOS já acumulava mais de uma década de conhecimento e apoio às organizações comunitárias.</p>
<p>A Cooperativa foi formalizada enquanto entidade apenas em 2010, tendo sido incubada dentro do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). “Eu era técnico e trabalhava com foco em criar uma estratégia de comercialização dos produtos dos projetos PPP-ECOS”, declara o secretário executivo.</p>
<p>O aprendizado colhido ao longo dos anos de trabalho foi o de atuar em múltiplos canais de comercialização para garantir a sustentabilidade financeira da Central, por meio da venda direta ao consumidor, da preparação de coquetéis e lanches, de vendas on-line, por loja física em Brasília. E também por meio de revendedores, vendas em empórios, grandes mercados de varejo, vendas de matéria prima para indústria e exportação.</p>
<figure id="attachment_20465" aria-describedby="caption-attachment-20465" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20465 size-large" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8805-1024x684.jpg" alt="" width="1024" height="684" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8805-1024x684.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8805-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8805-768x513.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8805-1536x1025.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/RWS8805-scaled.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-20465" class="wp-caption-text">Galpão da Central do Cerrado está localizado em Brasília-DF (Foto: Raimundo Sampaio/Agência Cajuí)</figcaption></figure>
<p>As vendas virtuais tanto na loja própria da Central do Cerrado e nas principais plataformas de vendas on-line, bem como o acesso às redes de supermercado e no varejo em geral, resultaram em um aumento da viabilidade do negócio.</p>
<p>A parceria com o supermercado Carrefour, que já chega a dois anos, garante uma gôndola própria em todas as lojas da marca no Distrito Federal. Agora a cooperativa também fornece baru para mais 40 lojas na cidade de São Paulo, e outros produtos para 17 hipermercados.</p>
<p>Para saber mais sobre a Cooperativa, comprar produtos e consultar receitas, acesse o <a href="https://www.centraldocerrado.org.br/">site</a>.</p>
<figure id="attachment_20492" aria-describedby="caption-attachment-20492" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20492 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Central-5-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1366" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Central-5-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Central-5-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Central-5-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Central-5-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Central-5-1536x1025.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-20492" class="wp-caption-text">Equipe Central do Cerrado (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<h2>PPP-ECOS</h2>
<p>Em 1994, o ISPN foi selecionado para coordenar o Small Grants Programme (SGP), no Brasil, onde ficou conhecido como Programa de Pequenos Projetos Ecossociais.</p>
<p>Em 2019, o PPP-ECOS se transforma em uma <a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/">estratégia institucional para promover Paisagens Produtivas Ecossociais</a>, por meio de quatro pilares: acesso a recursos, articulação política, protagonismo comunitário e gestão do conhecimento.</p>
<p>No Brasil, a iniciativa já apoiou mais de 890 projetos no Cerrado, na Caatinga e na Amazônia. Saiba mais <a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/">aqui</a>.</p>
<p>Reconhecido internacionalmente como um programa de apoio a projetos comunitários, o Small Grants Programme atua em 125 países com financiamento do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) e implementação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).</p>
<figure id="attachment_20494" aria-describedby="caption-attachment-20494" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20494 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Cerrado-Photo-Andre-Dib-ISPN-Archive-7.jpg" alt="" width="1080" height="720" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Cerrado-Photo-Andre-Dib-ISPN-Archive-7.jpg 1080w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Cerrado-Photo-Andre-Dib-ISPN-Archive-7-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Cerrado-Photo-Andre-Dib-ISPN-Archive-7-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Cerrado-Photo-Andre-Dib-ISPN-Archive-7-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><figcaption id="caption-attachment-20494" class="wp-caption-text">Paisagem do Cerrado (Foto: André Dib/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><em>* Foto da capa da matéria é de um estande de produtos no galpão da Central do Cerrado em Brasília-DF feita por Raimundo Samapaio/Agência Cajuí. Texto por Camila Araujo/Assessora de Comunicação. </em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Aprender com povos tradicionais: COP15 mira conservação da biodiversidade</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/aprender-com-povos-tradicionais-cop15-mira-conservacao-da-biodiversidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2022 13:24:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agricultores familiares]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[conferência internacional]]></category>
		<category><![CDATA[cop da biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[COP15]]></category>
		<category><![CDATA[ISPN]]></category>
		<category><![CDATA[povos tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[sociobiodiversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[ISPN participa do evento em Montreal, no Canadá, para contribuir no debate a favor da economia da sociobiodiversidade e conservação de todos os biomas brasileiros &#160; &#8220;Não se engane, a crise da biodiversidade também é uma crise climática&#8221;, afirmou o diretor-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza &#8211; IUCN, Dr. Bruno Orbele, em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>ISPN participa do evento em Montreal, no Canadá, para contribuir no debate a favor da economia da sociobiodiversidade e conservação de todos os biomas brasileiros</i></p>
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<p>&#8220;Não se engane, a crise da biodiversidade também é uma crise climática&#8221;, afirmou o diretor-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza &#8211; IUCN, Dr. Bruno Orbele, em carta aberta frente à 15ª Conferência de Biodiversidade da Organização das Nações Unidas (COP15), que iniciou-se em Montreal, no Canadá. Segundo Orbele, a UNFCCC COP 27, recém encerrada em Sharm El-Sheikh, no Egito, deixou claro que os limites de temperatura estabelecidos pelo Acordo de Paris não serão alcançados sem a proteção de todos os ecossistemas intactos, restaurando o que já foi esgotado e permitindo que a natureza e as soluções baseadas na natureza façam sua parte.</p>
<p>Este reconhecimento eleva a importância das decisões que serão discutidas durante a Conferência da Biodiversidade COP 15. A expectativa é encerrar 2022 com um acordo global ambicioso que evite a extinção de espécies e traga sinalizações claras dos meios e disposições financeiras dos países para recuperar os danos já causados ao meio ambiente, que resultam em progressiva perda de biodiversidade e dos ecossistemas naturais capazes de garantir mitigação e adaptação às mudanças do clima.</p>
<p>O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) participa deste debate mundial para defender o protagonismo e contribuições dos territórios de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares, que por meio do uso sustentável geram renda e segurança alimentar com a conservação dos ecossistemas. “É preciso olhar, valorizar e aprender com os povos tradicionais que habitam as florestas, as savanas, os campos, os sertões e todas as diversas de paisagens naturais que existem no Brasil e no mundo”, afirma Fabio Vaz Ribeiro de Almeida, Coordenador-Executivo do Instituto.</p>
<p>Diante da realidade das mudanças climáticas em nível global, o antropólogo pontua a necessidade de repensar os modos de produção de renda e riqueza, considerando que as consequências geradas pelo desmatamento em ascensão e pelos sistemas alimentares de larga escala são insustentáveis. Para ele, o uso sustentável e o reconhecimento dos conhecimentos tradicionais associados à sociobiodiversidade podem oferecer respostas tanto para o modelo econômico predatório da natureza, quanto caminhos para mitigação e adaptação às mudanças do clima.</p>
<p>“O desenvolvimento sustentável de sociedades do Sul e do Norte Global é uma possibilidade se colocarmos em prática técnicas e estratégias aprimoradas há séculos pelos modos de vida das comunidades locais. Os povos tradicionais brasileiros têm muito a ensinar ao mundo”, acrescenta. Almeida participará da COP15 ao lado de Guilherme Eidt, assessor de políticas públicas do ISPN, Lívia Carvalho Moura, assessora técnica da organização, e uma pequena delegação de povos tradicionais apoiadas pelo Instituto, com representantes de comunidades quilombolas e indígenas.</p>
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<p><b>Voz que vem das comunidades</b></p>
<p>Antonia Cariongo, ativista do movimento negro e defensora de direitos humanos e do meio ambiente, é uma das integrantes do grupo que vai à Montreal. “Esse é um espaço extremamente importante para nós, povos e comunidades tradicionais. É importante que estejamos presentes nessas discussões que envolvem nossa convivência com a mãe Terra. Esse espaço é importante para falarmos sobre os nossos modos de vida”, compartilha a liderança quilombola do quilombo Cariongo, no estado do Maranhão.</p>
<p>Ela ressalta sua expectativa de poder falar de suas experiências cotidianas. “Quero falar do meu povo, das nossas vivências, dos nossos territórios, mas sobretudo falar das ameaças que vivemos. Quero falar da perda da nossa biodiversidade: o babaçu, a castanha, o bacuri, o pequi. É dessa biodiversidade que fazemos o extrativismo [que sustenta e gera renda para as comunidades], mas ela está sendo derrubada pelo agronegócio”, denuncia Antonia.</p>
<p>O Coordenador-Executivo do ISPN destaca ser necessário fortalecer o protagonismo dos povos nas discussões de temas que os afetam diretamente. “A repartição de benefícios advindos do conhecimento tradicional associado à biodiversidade, por exemplo, tema quente que será debatido na COP15, não só interessa às comunidades como precisa envolver lideranças locais nas discussões”, argumenta.</p>
<p>Além de atuar pela proteção dos povos, o ISPN também está acompanhando a construção da <a href="https://ispn.org.br/cop-27-equilibrio-climatico-global-depende-da-conservacao-de-todos-os-biomas/">legislação europeia anti-desmatamento</a> para importação de <i>commodities</i>. Há uma forte expectativa de a União Europeia anunciar a versão final da norma nesta COP15. A matéria, que afeta diretamente a produção de soja brasileira, pode ser uma ferramenta aliada para a conservação ambiental do país. A depender da ambição dos europeus de incluir outras áreas arborizadas além dos ecossistemas florestais no escopo da legislação. Do contrário,  corre-se o risco dela se tornar ineficaz, deixando de fora o bioma Cerrado, principal vítima do desmatamento associado à expansão do agronegócio e commodities destinadas para o mercado europeu.</p>
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<p><b>Cadê a biodiversidade que estava aqui?</b></p>
<p>Entre 1970 e 2018, houve redução de 69% da vida selvagem mundial, segundo a última edição do relatório Planeta Vivo. Conforme destacado pelo WWF-Brasil, a América Latina apresenta o maior declínio regional (94%), enquanto as populações de espécies de água doce registraram o maior declínio global (84%). Essa tendência é confirmada pelo relatório de Avaliação Global IPBES sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (2019), segundo o qual 1 milhão de espécies de animais e plantas estão agora ameaçadas de extinção.</p>
<p>A cada ano, cerca de US$ 125 trilhões em serviços ecossistêmicos são fornecidos à economia global por meio de água potável, água para processos industriais, alimentos, ar fresco, absorção de calor, solo produtivo e florestas e oceanos que absorvem carbono. Mais da metade do PIB global depende da natureza. Ela é a maior aliada no combate à crise climática.</p>
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<p><b>O que está em jogo em Montreal?</b></p>
<p>Na conferência de Montreal, o objetivo será fechar o acordo sobre um novo Marco Global para Biodiversidade Pós 2020. Ele delineará o que os países precisam fazer, individual e coletivamente, nos próximos oito anos, até 2030, e daí para frente, para colocar a humanidade no rumo certo para que alcancemos a visão geral da CDB, que busca “viver em harmonia com a natureza” até 2050.</p>
<p>Uma das metas mais importantes é a que pede aos países que garantam que pelo menos 30% das áreas terrestres e marinhas sejam conservadas globalmente até 2030 (ponto conhecido como 30&#215;30). De acordo com o WWF-Brasil, os atuais sistemas alimentares, baseados sobretudo na monocultura, geram 70% da perda de biodiversidade na terra. Uma transição para a agricultura sustentável, como a praticada por povos e comunidades tradicionais, é essencial para proporcionar segurança alimentar e resiliência a longo prazo. <i>(Com informações do WWF-Brasil)</i></p>
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<p><b>SOBRE O ISPN</b></p>
<p>O ISPN é uma organização não-governamental brasileira sem fins lucrativos, fundada em abril de 1990 e sediada em Brasília e em Santa Inês, no Maranhão. Com 32 anos de atuação, é reconhecido por sua experiência em conservação e uso sustentável da biodiversidade, apoiando povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares nos biomas Cerrado, Amazônia e Caatinga. Tem como missão contribuir para viabilizar a equidade social e o equilíbrio ambiental, com o fortalecimento de meios de vida sustentáveis e estratégias de adaptação às mudanças do clima.</p>
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		<title>Série de webinars destaca impactos positivos da Meliponicultura</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/serie-de-webinars-destaca-impactos-positivos-da-meliponicultura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2020 14:33:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[meliponicultura]]></category>
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					<description><![CDATA[No início de outubro, dia 3, foi comemorado o Dia Nacional das Abelhas e em alusão à data, o ISPN, a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) e a Eco Nordeste Agência de Conteúdo, realizam a série Práticas Sustentáveis na Caatinga: a meliponicultura como propulsora do desenvolvimento local, uma oportunidade para lembrar a importância desta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">No início de outubro, dia 3, foi comemorado o Dia Nacional das Abelhas e em alusão à data, o </span><span style="font-weight: 400;">ISPN, a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) e a Eco Nordeste Agência de Conteúdo, realizam a</span><span style="font-weight: 400;"> série </span><b>Práticas Sustentáveis na Caatinga: a meliponicultura como propulsora do desenvolvimento local</b><span style="font-weight: 400;">, uma oportunidade para</span><span style="font-weight: 400;"> lembrar a importância desta espécie fundamental para a própria sobrevivência humana, bem como destacar ações com meliponicultores no Nordeste e a preservação dos ecossistemas, principalmente o bioma Caatinga.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a realização da série, as organizações buscam produzir conteúdo sobre a meliponicultura e discutir sua importância para o desenvolvimento local, destacando-a como uma atividade sustentável, que auxilia na preservação das espécies vegetais e no equilíbrio biológico nos diferentes biomas brasileiros. A criação de abelhas sem ferrão é uma atividade altamente adaptada às comunidades tradicionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Serão seis episódios com a presença de pesquisadores, produtores e organizações sociais que trabalham com esta cadeia produtiva. A série será transmitida no canal do YouTube da Adel (</span><a href="https://www.youtube.com/c/AdelBR"><span style="font-weight: 400;">https://www.youtube.com/c/AdelBR</span></a><span style="font-weight: 400;">). O primeiro episódio será na quinta-feira, 8, às 19h, </span><a href="https://youtu.be/63HPUtcdI8Q"><span style="font-weight: 400;">https://youtu.be/63HPUtcdI8Q</span></a><span style="font-weight: 400;">. Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel; Rodrigo Noleto, Coordenador do Programa Amazônia do ISPN e Everardo Alves, Meliponicultor da Rede Néctar do Sertão, dialogam sobre como a meliponicultura é propulsora do desenvolvimento local, suas potencialidades e oportunidades. O encontro virtual será mediado por Maristela Crispim, Jornalista idealizadora da Eco Nordeste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda quinta-feira, às 19, será trabalhada uma temática dentro do tema geral da série: 15/10 – Webinar Como criar abelhas nativas? A regularização de meliponários e a escolha das espécies; 22/10 – Webinar Boas práticas de manejo da meliponicultura; 29/10 – Webinar Beneficiamento e comercialização de mel de abelha sem ferrão; 05/11 – Webinar Inovação e sustentabilidade na meliponicultura; 12/11 – Webinar A importância dos Arranjos Produtivos Locais na meliponicultura.</span></p>
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