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	<title>Arquivos Automapeamento - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos Automapeamento - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>Aplicativo de celular permite que povos e comunidades tradicionais enviem informações ao MPF</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/aplicativo-de-celular-permite-que-povos-e-comunidades-tradicionais-enviem-informacoes-ao-mpf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jan 2022 15:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agricultores familiares]]></category>
		<category><![CDATA[aplicativo tô no mapa]]></category>
		<category><![CDATA[Automapeamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Tô no Mapa]]></category>
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					<description><![CDATA[Banco de dados pode auxiliar decisões judiciais em casos de conflito pela terra; Tô no Mapa já tem 10 mil famílias em 91 territórios cadastrados que, juntos, ocupam cerca de 500 mil hectares, tamanho aproximado do Distrito Federal O aplicativo Tô no Mapa é agora integrado à Plataforma de Territórios Tradicionais do Conselho Nacional dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>Banco de dados pode auxiliar decisões judiciais em casos de conflito pela terra; Tô no Mapa já tem 10 mil famílias em 91 territórios cadastrados que, juntos, ocupam cerca de 500 mil hectares, tamanho aproximado do Distrito Federal</i></p>
<p>O aplicativo <a href="https://tonomapa.org.br/">Tô no Mapa</a> é agora integrado à Plataforma de Territórios Tradicionais do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais junto ao MPF (Ministério Público Federal). Com a novidade, povos e comunidades, muitas vezes fora dos mapas oficiais, podem enviar informações sobre seus territórios com maior praticidade, em mais um passo para a regularização de Territórios Tradicionais no Brasil.</p>
<p>A parceria visibiliza a existência dos Territórios das populações tradicionais e busca subsidiar decisões judiciais, a proteção de territórios sob ameaça e a criação de políticas públicas específicas. Para contribuir com a prevenção e com a mitigação de violações a direitos humanos, a Plataforma de Territórios Tradicionais emite um certificado atestando que a comunidade é tradicional e organiza um acervo de dados georreferenciados de áreas ocupadas tradicionalmente por povos e comunidades.</p>
<p>“A integração visa fortalecer o mapeamento das comunidades e facilitar o acesso à Plataforma de Territórios Tradicionais. Agora, as comunidades poderão fazer parte desse banco de dados que tem como objetivo prevenir a violação de direitos e garantir os direitos territoriais”, diz a pesquisadora no Tô no Mapa e coordenadora de projetos no IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Isabel Castro.</p>
<p>Em operação há um ano, o Tô no Mapa é um aplicativo de celular para o automapeamento de Territórios Tradicionais pelas pessoas que moram nas comunidades. Para tal, sempre que possível, as comunidades contam com apoio e suporte da equipe do Tô no Mapa por meio de oficinas de capacitação. Já são 91 territórios mapeados que ocupam, juntos, uma área de quase 500 mil hectares onde vivem mais de 10 mil famílias de populações tradicionais brasileiras como quilombolas, indígenas, geraizeiros, retireiros, comunidades de fundo e fecho de pasto, quebradeiras de coco babaçu, vazanteiros, ribeirinhos, extrativistas, além de agricultores familiares.</p>
<p>Seu Manoel Filho, griô-aprendiz e presidente da Comunidade Remanescente de Quilombo Dona Juscelina no município de Muricilândia, norte do Tocantins, cadastrou três comunidades no aplicativo: além da sua própria, também realizou o cadastramento dos quilombos Dona Domicília e Dona Eva. “Há mais de dez anos lutamos pelo nosso território, o Tô no Mapa é uma ferramenta para subsidiar a comunidade em busca de nossos propósitos”, diz. “Esse é nosso território ancestral, apesar de não o termos ainda [administrativamente]. Tudo o que for para fortalecer a comunidade é bem-vindo”.</p>
<p>A comunidade de Manoel já tem a Certificação da Fundação Palmares, primeira etapa para o processo de reconhecimento do quilombo, e aguarda, desde 2010, o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), fase inicial do processo de titulação do território.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Mapa interativo</b></p>
<p>Um <a href="https://tonomapa.org.br/mapa/">mapa interativo</a> com a localização e as características dessas comunidades tradicionais está disponível para acesso livre e gratuito a partir do meio-dia desta segunda, 31, data do lançamento do <a href="https://tonomapa.org.br/wp-content/uploads/2022/01/To-no-mapa-relatorio2-v3.pdf">segundo relatório</a> do Tô no Mapa, pelas organizações IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza) e Rede Cerrado em parceria com o Instituto Cerrados.</p>
<p>“O mapa interativo visibiliza as comunidades que concordaram com a publicidade de seus dados e que participaram de todas as etapas necessárias para concluir o cadastro no Tô no Mapa. Nossa ideia é que ele esteja sempre em desenvolvimento, alinhado aos movimentos característicos da sociobiodiversidade de PCTAFs, e que também possa fortalecer as lutas das comunidades ao representá-las numa rede”, diz o assessor técnico de governança e engajamento do Tô no Mapa pelo ISPN, Bruno Tarin.</p>
<p>A maioria dos 91 territórios mapeados estão em Minas Gerais (23%), Mato Grosso do Sul (19%), Bahia (14%) e Goiás (14%). Também se cadastraram comunidades de Maranhão, Mato Grosso, Piauí e Tocantins. No total, são 11 segmentos de povos e comunidades tradicionais, além de agricultores familiares, com maior presença de quilombolas (37%), indigenas (19%), agricultores familiares (13%), geraizeiros (2%), retireiros (1%) e comunidades de fundo e fecho de pasto (1%).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Conflitos pela terra</b></p>
<p>Os principais conflitos apontados por quem vive nesses territórios são de invasões e disputas pela terra (48%), principalmente em Goiás, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Já o conflito pela água (16%), com foco em Tocantins e Minas Gerais, foi o segundo mais informado, seguido por contaminação por agrotóxicos (13%), queimadas não controladas (12%) e garimpo (1%) &#8211; esse último com maior ocorrência em Minas Gerais.</p>
<p>Quanto aos tipos de uso que as comunidades fazem de seus territórios, a roça foi o mais comum (28%), seguida por criação de animais (16%), produção agroecológica (13%), conservação (10%), extrativismo (8%), pesca (3%) e turismo (3%). Também disponível no Tô no Mapa, a categoria de “outros usos” teve 19% das respostas, que citaram o uso do território por espaços sagrados, cemitérios, quadras de esportes e escolas.</p>
<p>“Em um universo de 91 territórios de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares automapeados, foram relatados 165 conflitos, sendo possível afirmar que em muitos desses territórios há mais de um conflito em curso. O conflito pela terra, posse e invasões, ainda é o mais relatado entre as situações de conflito, fruto da inexistência da ação estatal para garantir a titularidade dos Territórios Tradicionalmente Ocupados, bem como pela total paralisação da política de reforma agrária”, destaca a antropóloga e secretária-executiva da Rede Cerrado, Kátia Favilla.</p>
<p>De acordo com ela, é necessário ainda realizar estudos mais aprofundados e perceber que muitos desses conflitos estão ameaçando a sobrevivência dos próprios territórios, como uso indiscriminado de agrotóxicos, degradação advinda da mineração e conflitos pelo uso da água. “Este segundo relatório aprofunda a tendência percebida já no primeiro e apresenta bons indicativos para ações de garantia desses territórios para povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares”, complementa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Guia para a regularização</b></p>
<p>Além da integração com a Plataforma de Territórios Tradicionais, o Tô no Mapa apresenta o <a href="https://tonomapa.org.br/guia-de-formalizacao-de-territorios-tradicionais/">Guia de Formalização de Territórios Tradicionais</a> com o lançamento do segundo relatório do projeto. Elaborado pelo Instituto Cerrados em consulta com MPF, ISPN e Rede Cerrado, o documento sistematiza de forma didática o processo de formalização de pedidos para reconhecimento territorial de comunidades tradicionais.</p>
<p>“Há milhares de comunidades tradicionais no Cerrado, uma sociobiodiversidade para se orgulhar, conhecer e proteger. No entanto, a maioria delas não tem ainda um reconhecimento formal e lida com dificuldades diversas, entre elas, as fundiárias”, afirma o integrante do Tô no Mapa e diretor do Instituto Cerrados, Yuri Salmona. “O Guia de Formalização dos Territórios Tradicionais é um documento inédito que elaboramos junto dos nossos parceiros, no qual reunimos as principais orientações sobre as diferentes possibilidades e um passo a passo para a formalização desses territórios.”</p>
<p>Com a proposta de contribuir com o protagonismo e com as lutas das comunidades pela garantia de direitos, o guia é compartilhado com representantes de territórios já no início do cadastro no aplicativo, e agora está também disponível no <a href="https://tonomapa.org.br/">site do Tô no Mapa</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Daqui para frente</b></p>
<p>O Tô no Mapa é desenvolvido em software livre e passa constantemente por melhorias na experiência de usuário, tendo em vista a segurança e a transparência do aplicativo. A participação das comunidades é necessária, inclusive, para reforçar a proteção: no momento do cadastro deve-se autorizar ou não a divulgação de dados dos territórios.</p>
<p>Para 2022, a iniciativa planeja novas articulações e aprimoramentos para aumentar a representatividade de comunidades no Tô no Mapa. A construção de parcerias com organizações da sociedade civil, movimentos sociais e universidades é um passo importante também para aprofundar análises de dados levantados pelo aplicativo, para gerar evidências sobre o papel das comunidades na conservação da sociobiodiversidade e para ampliar a segurança fundiária dos territórios.</p>
<p>O diálogo com representantes de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares continua sendo fundamental para que o Tô no Mapa possa seguir respeitando e refletindo seus pontos de vista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Sobre o Tô no Mapa</b></p>
<p>O aplicativo Tô no Mapa foi lançado <a href="https://ipam.org.br/novo-app-permite-que-comunidades-tradicionais-se-localizem-no-mapa/">em outubro de 2020</a> a partir de uma lacuna percebida nos dados oficiais sobre Territórios Tradicionais no Brasil. Um levantamento realizado pelo IPAM e ISPN em parte do Matopiba, região do Cerrado que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, mostrou que lá existem 3,5 vezes mais comunidades do que dizem os órgãos governamentais responsáveis.</p>
<p>Foi a partir de oficinas, pesquisas e do diálogo com as comunidades que o Tô no Mapa se tornou uma ferramenta para o automapeamento e fortalecimento do debate sobre territórios. O projeto é atualmente financiado pela CLUA (Climate and Land Use Alliance) e pela Good Energies Foundation, e tem o objetivo de construir um mapa que de fato expresse a realidade territorial de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares no país.</p>
<p>O aplicativo está disponível para <a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=br.org.eita.tonomapa">Android</a> e para <a href="https://apps.apple.com/br/app/t%C3%B4-no-mapa/id1550230299">iOS</a>.</p>
<p>Acesse o relatório completo <a href="https://tonomapa.org.br/wp-content/uploads/2022/01/To-no-mapa-relatorio2-v3.pdf">em português</a> e <a href="https://tonomapa.org.br/wp-content/uploads/2022/01/To-no-mapa-relatorio2-v2-ingles.pdf">em inglês</a>.<b> </b></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aplicativo mapeia mais de cinco mil famílias em territórios tradicionais desprotegidos</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/aplicativo-mapeia-mais-de-cinco-mil-familias-em-territorios-tradicionais-desprotegidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2021 13:58:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativo]]></category>
		<category><![CDATA[Automapeamento]]></category>
		<category><![CDATA[Povos e Comunidades Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Tô no Mapa]]></category>
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					<description><![CDATA[Fora dos mapas oficiais, povos e comunidades tradicionais utilizam a ferramenta Tô no Mapa na luta por direitos territoriais ainda não reconhecidos; conflitos pela terra, invasões, incêndios e contaminação por agrotóxicos são as principais ameaças enfrentadas, aponta relatório. Mais de cinco mil famílias de povos e comunidades tradicionais e de pequenos agricultores utilizaram o Tô [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>Fora dos mapas oficiais, povos e comunidades tradicionais utilizam a ferramenta Tô no Mapa na luta por direitos territoriais ainda não reconhecidos; conflitos pela terra, invasões, incêndios e contaminação por agrotóxicos são as principais ameaças enfrentadas, aponta relatório.</i></p>
<p>Mais de cinco mil famílias de povos e comunidades tradicionais e de pequenos agricultores utilizaram o Tô no Mapa, um aplicativo que possibilita o automapeamento de seus territórios, ainda não reconhecidos nos mapas oficiais do Brasil. É o que mostra o <a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Tô-no-mapa-relatório-1.pdf">primeiro relatório</a> sobre a ferramenta divulgado nesta quarta-feira, 30, pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e pelo ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza), com o apoio da Rede Cerrado e do Instituto Cerrados.</p>
<p>São quilombolas, indígenas, ribeirinhos, pescadores artesanais, extrativistas, quebradeiras de coco-babaçu, entre tantos outros, que acessaram a ferramenta para demarcar os limites de suas terras. Dados do IPAM e do ISPN, produzidos por meio de um levantamento em parte do Cerrado, mostram que existem 3,5 vezes mais comunidades tradicionais na região do que constam computadas por órgãos governamentais responsáveis. A lacuna torna o aplicativo uma ferramenta essencial para retratar a realidade dessas populações.</p>
<p>O Tô no Mapa foi lançado em outubro de 2020 pelo IPAM e pelo ISPN, em parceria com a Rede Cerrado, a partir de oficinas e do diálogo com comunidades da região do Matopiba. No aplicativo, é possível inserir as características e locais de uso do solo, bem como focos de conflito. A proposta é construir um mapa com informações sobre as comunidades e povos tradicionais e rurais de todo o Brasil.</p>
<figure id="attachment_14342" aria-describedby="caption-attachment-14342" style="width: 701px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-14342" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Bento-Viana-Buriti-WEB-0158-1024x683.jpg" alt="Acervo ISPN/Bento Viana" width="701" height="467" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Bento-Viana-Buriti-WEB-0158-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Bento-Viana-Buriti-WEB-0158-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Bento-Viana-Buriti-WEB-0158-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Bento-Viana-Buriti-WEB-0158.jpg 1080w" sizes="(max-width: 701px) 100vw, 701px" /><figcaption id="caption-attachment-14342" class="wp-caption-text">Acervo ISPN/Bento Viana</figcaption></figure>
<p><b>Comunidades invisibilizadas, territórios ameaçados</b></p>
<p>Até o momento, 53 comunidades de 23 estados brasileiros mapearam seus territórios no aplicativo. O maior número de cadastros se encontra no bioma Cerrado em Goiás (25%), Mato Grosso do Sul (23%), Tocantins (19%) e Maranhão (17%). A soma de todos os territórios mapeados é de 290 mil hectares.</p>
<p>Para a coordenadora do Programa Cerrado e Caatinga do ISPN, Isabel Figueiredo, mapas são ferramentas políticas. “Por meio desta iniciativa queremos disponibilizar uma ferramenta para que as comunidades se apropriem e possam elas mesmas definir os seus territórios e contribuir, assim, para a garantia desses territórios&#8221;, avalia.</p>
<p>Durante o processo de cadastramento, as famílias relataram problemas por disputa territorial e invasão das terras &#8211; situação que representa 53% dos conflitos informados no aplicativo, segundo o relatório. O não reconhecimento dos territórios tradicionais e a falta de regularização contribui para que os povos e comunidades tradicionais fiquem desprotegidos diante das ameaças. O automapeamento é um primeiro passo para que as comunidades passem, de alguma forma, a ser consideradas na elaboração de políticas públicas e de ações protetivas.</p>
<p><b>Guardiões da natureza</b></p>
<p>Se a invisibilização dos povos e comunidades tradicionais e dos agricultores familiares representa um risco à vida dessas pessoas, de suas culturas e de suas tradições seculares, também põe em xeque a sobrevivência do meio ambiente.</p>
<p>“O mapeamento pretende dar visibilidade a uma série de atores que são fundamentais para a conservação do Cerrado e dos demais biomas”, explica a pesquisadora e coordenadora de projetos do IPAM, Isabel Castro.</p>
<p>A produção agroecológica, a roça e a criação de pequenos animais definem as atividades de 70% das famílias que se cadastraram no aplicativo. Muitas vezes, com o uso comum do solo, povos e comunidades tradicionais adotam práticas sustentáveis para a conservação de nascentes e da biodiversidade da fauna e da flora ao redor.</p>
<figure id="attachment_14344" aria-describedby="caption-attachment-14344" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-14344" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Andre-Dib-Kalunga-WEB-0014-1024x746.jpg" alt="Acervo ISPN/André Dib" width="700" height="510" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Andre-Dib-Kalunga-WEB-0014-1024x746.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Andre-Dib-Kalunga-WEB-0014-300x219.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Andre-Dib-Kalunga-WEB-0014-768x560.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Andre-Dib-Kalunga-WEB-0014.jpg 1080w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-14344" class="wp-caption-text">Acervo ISPN/André Dib</figcaption></figure>
<p><b>Impacto da pandemia</b></p>
<p>A pandemia da covid-19 impossibilitou a continuidade de oficinas presenciais que, desde 2018, percorriam locais prioritários na região do Matopiba para conversar sobre o mapeamento. O formato adaptado foi o virtual, mas a instabilidade do sinal de internet e telefone nas comunidades impactou as possibilidades de participação.</p>
<p>O risco de contágio com o novo coronavírus também dificultou o registro das comunidades no aplicativo, uma vez que um dos requisitos para o cadastro é a realização de uma reunião entre os membros da comunidade, a fim de garantir um processo coletivo e participativo.</p>
<p>Entre os próximos passos está o aprimoramento do aplicativo e a reunião de mais organizações e comunidades interessadas no tema dos direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais.</p>
<p>As organizações pretendem, também, integrar o Tô no Mapa à plataforma de povos e comunidades tradicionais do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e do Ministério Público Federal (MPF).</p>
<p>O Tô no Mapa teve apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF), uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, do Fundo Global para o Meio Ambiente, do governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.</p>
<p><a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Tô-no-mapa-relatório-1.pdf"><strong>Veja aqui o relatório completo.</strong></a></p>
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