<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Aplicativo - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
	<atom:link href="https://ispn.org.br/tag/aplicativo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://ispn.org.br/tag/aplicativo/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 11 Jul 2025 21:05:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/09/cropped-ispn-favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Aplicativo - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
	<link>https://ispn.org.br/tag/aplicativo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Aplicativo mapeia mais de cinco mil famílias em territórios tradicionais desprotegidos</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/aplicativo-mapeia-mais-de-cinco-mil-familias-em-territorios-tradicionais-desprotegidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2021 13:58:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativo]]></category>
		<category><![CDATA[Automapeamento]]></category>
		<category><![CDATA[Povos e Comunidades Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Tô no Mapa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://ispn.org.br/?p=14339</guid>

					<description><![CDATA[Fora dos mapas oficiais, povos e comunidades tradicionais utilizam a ferramenta Tô no Mapa na luta por direitos territoriais ainda não reconhecidos; conflitos pela terra, invasões, incêndios e contaminação por agrotóxicos são as principais ameaças enfrentadas, aponta relatório. Mais de cinco mil famílias de povos e comunidades tradicionais e de pequenos agricultores utilizaram o Tô [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>Fora dos mapas oficiais, povos e comunidades tradicionais utilizam a ferramenta Tô no Mapa na luta por direitos territoriais ainda não reconhecidos; conflitos pela terra, invasões, incêndios e contaminação por agrotóxicos são as principais ameaças enfrentadas, aponta relatório.</i></p>
<p>Mais de cinco mil famílias de povos e comunidades tradicionais e de pequenos agricultores utilizaram o Tô no Mapa, um aplicativo que possibilita o automapeamento de seus territórios, ainda não reconhecidos nos mapas oficiais do Brasil. É o que mostra o <a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Tô-no-mapa-relatório-1.pdf">primeiro relatório</a> sobre a ferramenta divulgado nesta quarta-feira, 30, pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e pelo ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza), com o apoio da Rede Cerrado e do Instituto Cerrados.</p>
<p>São quilombolas, indígenas, ribeirinhos, pescadores artesanais, extrativistas, quebradeiras de coco-babaçu, entre tantos outros, que acessaram a ferramenta para demarcar os limites de suas terras. Dados do IPAM e do ISPN, produzidos por meio de um levantamento em parte do Cerrado, mostram que existem 3,5 vezes mais comunidades tradicionais na região do que constam computadas por órgãos governamentais responsáveis. A lacuna torna o aplicativo uma ferramenta essencial para retratar a realidade dessas populações.</p>
<p>O Tô no Mapa foi lançado em outubro de 2020 pelo IPAM e pelo ISPN, em parceria com a Rede Cerrado, a partir de oficinas e do diálogo com comunidades da região do Matopiba. No aplicativo, é possível inserir as características e locais de uso do solo, bem como focos de conflito. A proposta é construir um mapa com informações sobre as comunidades e povos tradicionais e rurais de todo o Brasil.</p>
<figure id="attachment_14342" aria-describedby="caption-attachment-14342" style="width: 701px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-14342" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Bento-Viana-Buriti-WEB-0158-1024x683.jpg" alt="Acervo ISPN/Bento Viana" width="701" height="467" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Bento-Viana-Buriti-WEB-0158-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Bento-Viana-Buriti-WEB-0158-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Bento-Viana-Buriti-WEB-0158-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Bento-Viana-Buriti-WEB-0158.jpg 1080w" sizes="(max-width: 701px) 100vw, 701px" /><figcaption id="caption-attachment-14342" class="wp-caption-text">Acervo ISPN/Bento Viana</figcaption></figure>
<p><b>Comunidades invisibilizadas, territórios ameaçados</b></p>
<p>Até o momento, 53 comunidades de 23 estados brasileiros mapearam seus territórios no aplicativo. O maior número de cadastros se encontra no bioma Cerrado em Goiás (25%), Mato Grosso do Sul (23%), Tocantins (19%) e Maranhão (17%). A soma de todos os territórios mapeados é de 290 mil hectares.</p>
<p>Para a coordenadora do Programa Cerrado e Caatinga do ISPN, Isabel Figueiredo, mapas são ferramentas políticas. “Por meio desta iniciativa queremos disponibilizar uma ferramenta para que as comunidades se apropriem e possam elas mesmas definir os seus territórios e contribuir, assim, para a garantia desses territórios&#8221;, avalia.</p>
<p>Durante o processo de cadastramento, as famílias relataram problemas por disputa territorial e invasão das terras &#8211; situação que representa 53% dos conflitos informados no aplicativo, segundo o relatório. O não reconhecimento dos territórios tradicionais e a falta de regularização contribui para que os povos e comunidades tradicionais fiquem desprotegidos diante das ameaças. O automapeamento é um primeiro passo para que as comunidades passem, de alguma forma, a ser consideradas na elaboração de políticas públicas e de ações protetivas.</p>
<p><b>Guardiões da natureza</b></p>
<p>Se a invisibilização dos povos e comunidades tradicionais e dos agricultores familiares representa um risco à vida dessas pessoas, de suas culturas e de suas tradições seculares, também põe em xeque a sobrevivência do meio ambiente.</p>
<p>“O mapeamento pretende dar visibilidade a uma série de atores que são fundamentais para a conservação do Cerrado e dos demais biomas”, explica a pesquisadora e coordenadora de projetos do IPAM, Isabel Castro.</p>
<p>A produção agroecológica, a roça e a criação de pequenos animais definem as atividades de 70% das famílias que se cadastraram no aplicativo. Muitas vezes, com o uso comum do solo, povos e comunidades tradicionais adotam práticas sustentáveis para a conservação de nascentes e da biodiversidade da fauna e da flora ao redor.</p>
<figure id="attachment_14344" aria-describedby="caption-attachment-14344" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-14344" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Andre-Dib-Kalunga-WEB-0014-1024x746.jpg" alt="Acervo ISPN/André Dib" width="700" height="510" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Andre-Dib-Kalunga-WEB-0014-1024x746.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Andre-Dib-Kalunga-WEB-0014-300x219.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Andre-Dib-Kalunga-WEB-0014-768x560.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Andre-Dib-Kalunga-WEB-0014.jpg 1080w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-14344" class="wp-caption-text">Acervo ISPN/André Dib</figcaption></figure>
<p><b>Impacto da pandemia</b></p>
<p>A pandemia da covid-19 impossibilitou a continuidade de oficinas presenciais que, desde 2018, percorriam locais prioritários na região do Matopiba para conversar sobre o mapeamento. O formato adaptado foi o virtual, mas a instabilidade do sinal de internet e telefone nas comunidades impactou as possibilidades de participação.</p>
<p>O risco de contágio com o novo coronavírus também dificultou o registro das comunidades no aplicativo, uma vez que um dos requisitos para o cadastro é a realização de uma reunião entre os membros da comunidade, a fim de garantir um processo coletivo e participativo.</p>
<p>Entre os próximos passos está o aprimoramento do aplicativo e a reunião de mais organizações e comunidades interessadas no tema dos direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais.</p>
<p>As organizações pretendem, também, integrar o Tô no Mapa à plataforma de povos e comunidades tradicionais do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e do Ministério Público Federal (MPF).</p>
<p>O Tô no Mapa teve apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF), uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, União Europeia, do Fundo Global para o Meio Ambiente, do governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.</p>
<p><a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Tô-no-mapa-relatório-1.pdf"><strong>Veja aqui o relatório completo.</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
