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	<title>Arquivos Agroecologia - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos Agroecologia - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>Fogões agroecológicos geram economia, qualidade de vida e reduzem impacto ambiental na Caatinga</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/fogoes-agroecologicos-geram-economia-qualidade-de-vida-e-reduz-impacto-ambiental-na-caatinga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 15:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[fogões agroecológicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Uso da tecnologia social transforma realidade no Semiárido pernambucano com diminuição do consumo de lenha, fumaça expelida para fora de casa e autonomia para o trabalho feminino No Sertão do Pajeú (PE), os fogões agroecológicos estão mudando o dia a dia das comunidades rurais. Eles substituem os fogões a lenha tradicionais, eliminando a fumaça dentro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">Uso da tecnologia social transforma realidade no Semiárido pernambucano com diminuição do consumo de lenha, fumaça expelida para fora de casa e autonomia para o trabalho feminino</span></i></p>
<figure id="attachment_27045" aria-describedby="caption-attachment-27045" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-27045 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2496-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" /><figcaption id="caption-attachment-27045" class="wp-caption-text">Moradora do sítio Mandim, agricultora familiar Joselma Alves Ferreira recebeu um fogão agroecológico por meio de projeto com a apoio do Fundo Ecos (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No Sertão do Pajeú (PE), os fogões agroecológicos estão mudando o dia a dia das comunidades rurais. Eles substituem os fogões a lenha tradicionais, eliminando a fumaça dentro das casas e usando menos lenha – apenas gravetos secos e restos de plantas, sem precisar derrubar árvores.<strong> Além de gerar economia no gás de cozinha, ele protege a saúde das mulheres, evitando a inalação de fumaça que adoece os pulmões de quem cozinha todos os dias.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presidente da Associação Comunitária Rural de Fortuna, Maria Joselma de Vasconcelos, usa a tecnologia desde 2014. Segundo ela, o fogão agroecológico significa autonomia.<strong> “Eu só trabalhava em casa cuidando dos filhos e da roça. Com o fogão agroecológico, passei a ter mais tempo disponível e comecei a produzir e comercializar pamonha e canjica. Foi um sonho realizado. Desde então, consegui ter minha renda.”</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado do fogão, há um forno acoplado que tem eficiência energética, tornando possível o uso de lenha secundária, como podas, gravetos e sabugos de milho, encontradas no entorno dos quintais produtivos. “Economiza tempo para sair de casa. <strong>Não precisamos desmatar, é só pegar gravetos no quintal</strong>”, explica Vasconcelos, que também coordena um projeto comunitário apoiado pelo Fundo Ecos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um levantamento da Casa Mulher do Nordeste, </span><a href="https://cadernos.aba-agroecologia.org.br/cadernos/article/view/476/928"><span style="font-weight: 400;">apresentado em 2018</span></a><span style="font-weight: 400;"> na Revista Cadernos de Agroecologia, mostrou que <strong>o uso dos fogões agroecológicos entre 30 mulheres agricultoras no território do Pajeú gerou uma diminuição de 64% no tempo utilizado para adquirir lenha.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa também identificou que, com a implantação da tecnologia, houve uma <strong>queda de 45% no uso de lenha e 71% no uso de carvão. </strong></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;"><strong>&#8220;Essa tecnologia melhora a qualidade de vida das mulheres, ajuda no beneficiamento da produção agroecológica, na comercialização e protege o meio ambiente&#8221;</strong>, explica a supervisora de projetos da Casa Mulher do Nordeste, Sara Rufino, uma das autoras do estudo.  </span></p></blockquote>
<figure id="attachment_27047" aria-describedby="caption-attachment-27047" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-27047 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2342-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="2268" /><figcaption id="caption-attachment-27047" class="wp-caption-text">Sara Rufino, da Casa Mulher do Nordeste (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A Casa oferece oficinas para ensinar famílias a construir seus próprios fogões, que, segundo Sara, são de fácil multiplicação. <strong>Para acender o fogão, a orientação é uso de matéria orgânica absorvível pelo solo, como restos de cerca e gravetos. Não é necessário desmatar a Caatinga e tirar o galho vivo, tampouco usar carvão, produto do desmate</strong>. </span></p>
<figure id="attachment_27053" aria-describedby="caption-attachment-27053" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-27053 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2488-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27053" class="wp-caption-text">Fogão agroecológico, aceso com lenhas gravetos e restos de poda, no preparo de um arroz (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><b>“</b><span style="font-weight: 400;">As mulheres utilizam muito menos lenha. A emissão de gás do efeito estufa é muito menor, porque o tempo de cozimento do alimento é otimizado, e o tempo que o fogão fica aceso liberando fumaça é menor</span><b>.” </b></p>
<p><strong>O fogão funciona com uma câmara de combustão que aquece uma chapa de metal onde as panelas são apoiadas e tem um forno integrado. Todo o calor é aproveitado e a fumaça sai por uma chaminé externa. Saiba mais sobre o funcionamento dessa tecnologia social na Cartilha Mulheres na Caatinga, da <a href="https://issuu.com/cmnordeste/docs/cartilha_mulheres_na_caatinga_arte">Casa Mulher do Nordeste</a>. </strong></p>
<figure id="attachment_27049" aria-describedby="caption-attachment-27049" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27049 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/fogao_agroecologico_com_lenhas-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27049" class="wp-caption-text">Mancha preta na parede é resquício do antigo fogão a lenha; lenhas reunidas em latas são maiores do que o necessário para acender fogão agroecológico (Foto: Jessica Pedreira/Acervo ISPN <span class="creditos-imagem">(Foto: Divulgação/UNFCCC)</span></figcaption></figure>
<p><b>Menos desmatamento </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agricultoras familiares de São José do Egito, que receberam o fogão agroecológico por meio do projeto<strong> “Famílias agricultoras semeando agroecologicamente a paisagem do Pajeú”</strong>, da Associação Comunitária Rural de Fortuna, apoiado pelo Fundo Ecos, concordam com essa definição. </span></p>
<figure id="attachment_27055" aria-describedby="caption-attachment-27055" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27055 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2668-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1366" /><figcaption id="caption-attachment-27055" class="wp-caption-text">Grupo de mulheres beneficiárias de projeto Fundo Ecos da Associação de Fortuna com técnicas do ISPN, da Casa Mulher do Nordeste e parceiro do WRI (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“Um botijão de gás dura 30 dias no máximo. Agora, com o fogão agroecológico, eu vou passar três meses com o gás”, diz a produtora de queijos e bolos, Joselma Ferreira, que combina o uso do fogão agroecológico com fogão à gás conforme a disponibilidade financeira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amante da Caatinga, ela afirma que não tem vontade de morar “na rua”, se referindo à parte urbana do município, porque gosta muito de morar no campo. <strong>“No sítio eu crio minha galinha, meu pé de goiaba, manga, acerola e caju, meu pezinho de coentro e cebolinha. Se eu precisar disso na rua, eu vou ter que comprar. Aqui eu utilizo minha produção”. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o fogão agroecológico, Joselma Ferreira faz um pedido. “Eu peço para o pessoal não desmatar. Não faça isso, pra usar o fogão não precisa desmatar. A gente só tira madeira que está morta, caída no chão, as que estão vivas a gente não tira”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com pesquisa </span><a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/as-muitas-faces-do-sertao/"><span style="font-weight: 400;">publicada em 2013 na Revista Fapesp</span></a><span style="font-weight: 400;">, o <strong>desmatamento ilegal na Caatinga está ligado sobretudo à questão energética</strong>, pela extração de lenha e carvão da mata nativa, que vai para siderúrgicas dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, ou indústrias de gesso e cerâmica no próprio semiárido. </span></p>
<figure id="attachment_27057" aria-describedby="caption-attachment-27057" style="width: 1864px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27057 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_8834-scaled.jpg" alt="" width="1864" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27057" class="wp-caption-text">Graviolas do quintal produtivo Maria Lourdes Feitosa, moradora da Cachoeira do Cancão, que também usa fogão agroecológico e já foi beneficiária do Fundo Ecos. “Viver no sítio é melhor que viver no mundo”, diz (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contemplada no projeto da associação de Fortuna para receber a tecnologia, Wendya Nascimento tem 22 anos e sempre morou em comunidade rural no semiárido pernambucano. O fogão, que acaba de ser construído em sua casa, leva um dia para ficar pronto e precisa de nove dias para a &#8220;cura&#8221; do cimento, até finalmente poder ser acendido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Eu faço bolo para vender. E o fogão agroecológico vai mudar a minha vida. Porque a energia tá vindo muito cara. Eu faço bolo na energia e, às vezes, no gás, quando tem muito pedido. Agora com o fogão agroecológico, isso vai mudar. Eu estou muito animada”, conta. </span></p>
<figure id="attachment_27059" aria-describedby="caption-attachment-27059" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27059 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2450-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" /><figcaption id="caption-attachment-27059" class="wp-caption-text">Quintal de Wendya conta com cisterna de tipo “enxurrada”, composta de uma bacia de decantação para limpeza da água (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><b>Política pública</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>Caatinga é um bioma totalmente brasileiro</strong> e abrange os Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais. 38% da população, constituída de aproximadamente 27 milhões de habitantes, vive em zonas rurais. A Caatinga é uma das florestas secas mais biodiversas do mundo, embora já tenha perdido cerca de metade da sua cobertura vegetal (Mapbiomas). </span></p>
<p><strong>Povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, agricultores e agricultoras familiares, sertanejos ajudam a conversar o bioma por meio dos seus modos de vida, enfrentando os desafios da histórica ocupação do bioma. </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dados da Articulação do Semiárido (ASA) mostram que, nas regiões de clima Semiárido, <strong>1,3% dos latifúndios (acima de mil hectares) concentram 38% das terras agricultáveis da região, enquanto 1,5 milhão de famílias camponesas dividem apenas 4,2% dessas áreas.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As tecnologias sociais de convivência com o Semiárido, como os fogões agroecológicos, são meios<strong> fundamentais para garantir e melhorar o acesso a recursos e para reduzir desigualdades sociais e de gênero. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em nível de política pública, o impacto é ainda maior, com potencial de transformar paisagens. Exemplo disso é o programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), implementado a partir de 2003, por iniciativa da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) com financiamento do Governo Federal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então, mais de um milhão de cisternas foram construídas. Com água garantida para consumo e produção, o desafio no Semiárido — que ocupa 12% do território nacional — já não é tanto a seca, mas a desigualdade histórica no campo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, nesse sentido, <strong>os fogões agroecológicos já provaram seu poder de transformar realidades no sertão e na paisagem.</strong></span></p>
<figure id="attachment_27065" aria-describedby="caption-attachment-27065" style="width: 1707px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27065 size-full" src="https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2025/04/IMG_2572-scaled.jpg" alt="" width="1707" height="2560" /><figcaption id="caption-attachment-27065" class="wp-caption-text">Luciene Josefa, moradora da zona rural de São José do Egito, foi beneficiada com fogão agroecológico (Foto: Camila Araujo/Acervo ISPN)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Luciene Josefa, moradora do Sítio Mandim, compartilha o sentimento das demais agricultoras familiares: &#8220;Gosto da vida na Caatinga: mexer com planta, hortaliça, criar bichos, ovelha, leite, gado&#8230; Vive-se de milho, banana, galinha, ovo — e de projetos como esse do fogão.&#8221;</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">#AquiTemFundoEcos: O projeto “Famílias agricultoras semeando agroecologicamente na Paisagem do Pajeú”, da Associação Comunitária Rural de Fortuna, viabilizou a instalação de 10 fogões agroecológicos na comunidade de Fortuna e arredores. A iniciativa foi selecionada em um edital do Fundo ECOS, no âmbito do Small Grants Programme (SGP) — programa financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), implementado internacionalmente pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e executado no Brasil pelo ISPN.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Texto por Assessoria de Comunicação ISPN / Camila Araujo.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cisterneiras do Pajeú: mulheres constroem segurança hídrica no semiárido pernambucano</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/cisterneiras-do-pajeu-mulheres-constroem-seguranca-hidrica-no-semiarido-pernambucano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2025 19:33:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[bom sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[cisterneira pajeu]]></category>
		<category><![CDATA[protagonismo feminino]]></category>
		<category><![CDATA[sertão do pajeú]]></category>
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					<description><![CDATA[Com a construção de cisternas e a adoção de tecnologias sustentáveis, elas garantem acesso à água e transformam a realidade da região do Pajeú, fortalecendo o protagonismo feminino no semiárido No sertão do Pajeú, em Bom Sucesso, zona rural de Ingazeira, mulheres constroem as próprias cisternas para garantir o acesso à água e enfrentar a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><i>Com a construção de cisternas e a adoção de tecnologias sustentáveis, elas garantem acesso à água e transformam a realidade da região do Pajeú, fortalecendo o protagonismo feminino no semiárido</i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No sertão do Pajeú, em Bom Sucesso, zona rural de Ingazeira, mulheres constroem as próprias cisternas para garantir o acesso à água e enfrentar a desigualdade histórica no campo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dados da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) revelam essa desigualdade: 1,3% dos latifúndios, com mais de mil hectares, ocupam 38% das terras agricultáveis, enquanto 1,5 milhão de famílias agricultoras dividem apenas 4,2% – um retrato da profunda concentração fundiária no país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma região onde a água é distribuída de forma irregular e concentrada em poucas propriedades, elas colocam a mão na massa para transformar a realidade. Não se trata de &#8220;combater a seca&#8221;, mas de aprender a conviver com o semiárido, garantindo autonomia e dignidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para enfrentar esse cenário, tecnologias de captação e armazenamento de água, como as cisternas, são fundamentais. Mais do que garantir acesso à água, elas representam um passo para a independência, a segurança alimentar e a organização comunitária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a liderança de Maria Suely Carvalho, agricultora, pedreira e tratorista de 39 anos, presidente da Associação Comunitária das Mulheres de Bom Sucesso há quase seis anos, a organização transformou a realidade local com infraestrutura, cursos e o fortalecimento do protagonismo feminino na sociedade.</span></p>
<figure id="attachment_26497" aria-describedby="caption-attachment-26497" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26497 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1536" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1548-1-1536x1152.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-26497" class="wp-caption-text">Presidente da Associação de Mulheres da Comunidade de Bom Sucesso, Suely Carvalho, e a agricultora Neide Oliveira em frente à cisterna construída por mulheres da comunidade</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fundada há 16 anos, a associação começou suas atividades com reuniões realizadas de casa em casa, sem uma sede própria. Hoje, conta com um espaço fixo e uma garagem construída com o auxílio de um trator, adquirido por meio de uma emenda parlamentar. O veículo, que é operado pela própria Suely, tornou-se uma das principais fontes de renda da associação. Para ela, as conquistas são motivo de orgulho: “A associação nos deu oportunidades. Começamos com 25 mulheres, e agora já somos 52 associadas.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos marcos dessa trajetória foi a formação de cisterneiras, resultado de uma parceria entre a Casa da Mulher do Nordeste (CMN) e a ASA. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em janeiro de 2024, cinco mulheres de Bom Sucesso foram capacitadas pelo Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido: Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC), desenvolvido no início dos anos 2000, para construir as tecnologias de armazenamento de água de beber na comunidade. Elas construíram cinco cisternas na região, sendo uma dentro da própria comunidade. </span></p>
<figure id="attachment_26503" aria-describedby="caption-attachment-26503" style="width: 1890px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26503 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-scaled.jpg" alt="" width="1890" height="2048" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-scaled.jpg 1890w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-277x300.jpg 277w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-945x1024.jpg 945w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-768x832.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1628-2-1418x1536.jpg 1418w" sizes="(max-width: 1890px) 100vw, 1890px" /><figcaption id="caption-attachment-26503" class="wp-caption-text">Liderança feminina de Bom Sucesso, Suely Carvalho tem capacitação como pedreira, cisterneira e tratorista</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“As formações para construir as tecnologias sociais têm o objetivo de as mulheres serem multiplicadoras desse conhecimento. Para que a relação de poder seja minimamente igualitária, para que os homens e mulheres se entendam como igualitários”, explica a assessora técnica da CMN, Sara Rufino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Casa da Mulher do Nordeste, que acompanha a associação desde 2014, enxerga a segurança hídrica como um eixo central para a permanência das famílias no campo. “Não se trata de combater a seca, mas de trabalhar respeitando o território”, destaca Rufino. A formação de cisterneiras é um diferencial na comunidade em Ingazeira, onde as mulheres assumem a construção de cisternas de primeira água – reservatórios com capacidade de 16 mil litros, destinados ao consumo humano.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Gosto de ser cisterneira, gosto de estar no movimento de construção. É uma forma de mostrar para a sociedade que a mulher é capaz de construir o que quiser”, afirma Suely Carvalho.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Mulheres do Sertão do Pajeú, articuladas pela agroecologia e convivência com o semiárido&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, apoiado pelo Fundo Ecos, o grupo feminino de cisterneiras aplicou os conhecimentos na construção de tecnologias de armazenamento de água, implementando mais de cinco novas cisternas na comunidade.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-26509 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1920" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1441-1536x1152.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></p>
<figure id="attachment_26507" aria-describedby="caption-attachment-26507" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26507 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1920" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1450-1536x1152.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26507" class="wp-caption-text">Agricultora Bernadete Conceição mostra os frutos colhidos no seu quintal, chamado de “Resistência”, após construção de cisterna para captação de água</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto do projeto vai além do acesso à água, abrangendo também iniciativas para fortalecer os quintais produtivos. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Com lágrimas nos olhos, Bernadete Conceição, agricultora de Bom Sucesso, descreve a transformação: “Antes, eu não tinha um pé de coentro porque não tinha água. Hoje, graças ao projeto, meu quintal, que chamo de ‘Resistência’, está cheio de vida. O Fundo Ecos trouxe esperança e autonomia.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para as cisterneiras, a capacitação também foi uma forma de enfrentar preconceitos. “Os homens duvidavam da nossa capacidade. Mostramos que somos capazes de fazer cisternas e muito mais”, lembra a agricultora Eliene Carvalho, que participou do curso. Já Adriana, outra cisterneira, diz que o desafio valeu a pena: “Foi cansativo, mas conseguimos. Que venham mais cursos!”</span></p>
<p><b>Protagonismo feminino </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da associação está fundamentado em práticas agroecológicas, como sistemas produtivos integrados e uso de tecnologias sociais. Além das cisternas, as mulheres têm adotado fogões agroecológicos, biodigestores e sistemas de </span><a href="https://ispn.org.br/mes-das-mulheres-as-aguas-de-marco/#:~:text=O%20reuso%20da%20%C3%A1gua%20cinza,que%20o%20mecanismo%20vem%20gerando."><span style="font-weight: 400;">reúso de águas cinzas</span></a><span style="font-weight: 400;">, promovendo a sustentabilidade da Caatinga, a viabilidade de quintais produtivos e a segurança alimentar. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O acesso à água, favorecido pelas cisternas, viabiliza a produção de frutas e hortaliças nos quintais produtivos. Já os fogões agroecológicos contribuem para o processamento da produção, gerando renda para as mulheres e, como consequência, o fortalecimento  delas frente à violência doméstica, que infelizmente ainda é recorrente na região”, explica Jessica Pedreira, assessora técnica do ISPN.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A região do sertão do Pajeú, no interior de Pernambuco, enfrenta um cenário de violência contra mulheres. Somente nos primeiros seis meses de 2024, foram 1.203 casos registrados em todas as 17 cidades do Pajeú, quase 5% dos 26.752 que ocorreram em no estado pernambucano no mesmo período. Os municípios no Pajeú que lideram o ranking são Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, São José do Egito, Tabira e Carnaíba.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para fazer frente a este cenário, o projeto apresenta um conjunto de ações articuladas com foco no protagonismo feminino. Os fogões agroecológicos são usados para beneficiar alimentos colhidos nos quintais produtivos, na produção de geleias, doces e outros. Resultado disso é a geração de renda para mulheres e fortalecimento do protagonismo feminino. </span></p>
<figure id="attachment_26511" aria-describedby="caption-attachment-26511" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26511 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1600" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-300x187.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-1024x640.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-768x480.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1473-1536x960.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26511" class="wp-caption-text">Armazenamento de água no semiárido é fundamental para garantir a colheita de alimentos em períodos de seca</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Membro do conselho fiscal da associação, Rosineide Oliveira enfatiza a união como motor de transformação. “Foi uma luta para conseguir, mas conseguimos. A união faz a força. Nós, mulheres, mostramos que sabemos, podemos e somos capazes. E os homens, que antes duvidavam, hoje nos apoiam.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência das cisterneiras do Pajeú é um exemplo de como a mobilização comunitária e o protagonismo feminino podem transformar desafios em conquistas, garantindo o direito à água, fortalecendo a agricultura familiar e promovendo uma sociedade mais justa e igualitária. “Que nunca nos falte a esperança de viver em um mundo sem preconceitos, onde as mulheres sejam reconhecidas por sua capacidade”, conclui Suely.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-26513 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1920" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-1626-1536x1152.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></p>
<p><b>#AquiTemFundoEcos:</b><span style="font-weight: 400;"> O projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Mulheres do Sertão do Pajeú, articuladas pela agroecologia e convivência com o semiárido&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, da Associação Comunitária das Mulheres do Bom Sucesso, foi selecionado no 35º edital do Fundo Ecos, com foco na Caatinga. A iniciativa conta com apoio financeiro do GEF (SGP) e apoio institucional do PNUD Brasil.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Texto e fotos por Camila Araujo/Assessoria de Comunicação do ISPN </span></i></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>‘A força da gente é como raiz’: agroecologia na Caatinga</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/a-forca-da-gente-e-como-raiz-agroecologia-na-caatinga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 20:38:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[afogados da ingazeira]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[caatinga]]></category>
		<category><![CDATA[casa mulher do nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[diaconia]]></category>
		<category><![CDATA[ISPN]]></category>
		<category><![CDATA[pajeú]]></category>
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					<description><![CDATA[Quintais produtivos cultivados por mulheres garantem água, alimento e dignidade na convivência com semiárido  No semiárido pernambucano, mulheres camponesas têm transformado a realidade local por meio de práticas agroecológicas que aliam conservação ambiental ao fortalecimento econômico. Na comunidade quilombola Feijão e Posse, em Mirandiba (PE), as agricultoras agroecológicas abasteceram a cidade na pandemia, como destaca [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><i>Quintais produtivos cultivados por mulheres garantem água, alimento e dignidade na convivência com semiárido </i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No semiárido pernambucano, mulheres camponesas têm transformado a realidade local por meio de práticas agroecológicas que aliam conservação ambiental ao fortalecimento econômico. Na comunidade quilombola Feijão e Posse, em Mirandiba (PE), as agricultoras agroecológicas abasteceram a cidade na pandemia, como destaca a presidente da associação de moradores, Maria Tatiane Gomes de Souza. </span></p>
<figure id="attachment_26445" aria-describedby="caption-attachment-26445" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26445 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1548" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-300x181.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-1024x619.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-768x465.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-627-1536x929.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26445" class="wp-caption-text">Liderança Tatiane Gomes à frente da horta comunitária da comunidade quilombola Feijão e Posse, em Mirandiba (PE)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“Usando grupos de venda no celular, abastecemos a cidade no tempo da pandemia”, conta Tatiane. Ela explica que na comunidade algumas famílias mantêm quintais produtivos individuais, mas a horta comunitária une a todos. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de Tatiane, a agricultora Maria Bezerra reforça a importância dessa união. “A força da gente é como raiz. Tiramos [alimento] da horta comunitária para comer, vender e, se necessário, doar.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_26447" aria-describedby="caption-attachment-26447" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26447 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38.jpeg" alt="" width="960" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38.jpeg 960w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.34.38-768x1024.jpeg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-26447" class="wp-caption-text">Agricultora Maria Bezerra, moradora da comunidade Feijão e Posse, em Mirandiba (PE), com seu porco de estimação</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Sertânia, na comunidade da agricultora  Joana Darck, as práticas agroecológicas também garantem o sustento das famílias, com a produção de alimentos diversos misturados no plantio consorciado de gergelim e algodão agroecológico.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Presidente da Associação Agroecológica do Pajeú (ASAP), Joana explica: “A gente não está só retirando [da natureza], estamos devolvendo nutrientes. A produção agroecológica vai além das sementes, é um trabalho que abrange todas as culturas.”</span></p>
<figure id="attachment_26449" aria-describedby="caption-attachment-26449" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26449 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-889-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26449" class="wp-caption-text">Em Sertânia (PE), agricultoras da Associação Agroecológica do Pajeú (ASAP) beneficiam a colheita de gergelim</figcaption></figure>
<p><b>Agroecologia no semiárido </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas duas comunidades, projetos apoiados pelo Fundo Ecos têm fortalecido as práticas agroecológicas. Em Feijão e Posse, o foco está na finalização da cozinha comunitária, cuja construção começou em 2014, com apoio da Casa da Mulher do Nordeste (CMN). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio deste espaço, ao menos 20 famílias quilombolas são beneficiadas de forma direta, e 15 mulheres recebem formação em boas práticas de manipulação de alimentos, processamento de frutas e produção de doces. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em Serra Talhada (PE), a ASAP mantém uma unidade de beneficiamento de alimentos que agrega valor à produção local, transformando alimentos in natura em produtos como tahine, pasta de amendoim e óleo de gergelim. Os itens são processados com o apoio de energia fotovoltaica instalada com recursos do Fundo Ecos. São cerca de 230 famílias de 25 comunidades  envolvidas na produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a engenheira florestal Jessica Pedreira, assessora técnica do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), as práticas agroecológicas não apenas conservam a paisagem da Caatinga, mas também promovem a segurança alimentar e a geração de renda. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“São práticas de baixo impacto, que conservam o solo, a água e as sementes crioulas e tradicionais. O quintal produtivo, por exemplo, é um espaço feminino [onde a mulher passa a maior parte do tempo], essencial para a segurança alimentar. Quando associado ao extrativismo da Caatinga, permite a comercialização de excedentes, gerando mais valor aos produtos.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_26451" aria-describedby="caption-attachment-26451" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26451 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1553" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-300x182.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-1024x621.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-768x466.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-589-1-1536x932.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26451" class="wp-caption-text">Reunião da equipe do ISPN e da Casa Mulher do Nordeste com agricultoras da comunidade Feijão e Posse sobre projeto apoiado pelo Fundo Ecos</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A agroecologia se diferencia do cultivo convencional por sua abordagem integrada e sustentável. Enquanto a agroecologia valoriza saberes tradicionais e a soberania alimentar, o cultivo convencional prioriza a produtividade em larga escala, utilizando agrotóxicos e insumos químicos que podem degradar o solo e o ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma prática fundamental para a agroecologia no semiárido é a cobertura do solo –  consiste em cobrir a superfície do solo com matéria orgânica, como folhas secas, galhos, palha e restos de frutos. A técnica protege o solo contra erosão e reduz a evaporação da água em uma região com alta incidência solar. “A cobertura protege o solo, que funciona como uma esponja, armazenando melhor a água”, explica Jessica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tecnologias sociais, como as cisternas de reúso de águas cinzas, desempenham um papel central ao captar água descartada de cozinhas e banheiros para irrigar quintais produtivos. Já o armazenamento de água para consumo humano é garantido pelas chamadas cisternas de primeira água, que coletam e armazenam a água da chuva em reservatórios cobertos e protegidos.</span></p>
<figure id="attachment_26453" aria-describedby="caption-attachment-26453" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26453 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1707" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-863-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26453" class="wp-caption-text">Cisterna para armazenar água de primeiro uso garante convivência com o semiárido</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Joana Darck, assentada no Assentamento Cacimbinha, em  Sertânia, acredita que a agroecologia é “o único meio de permanecer no campo”. O desafio, no entanto, não se limita à irregularidade das chuvas. Dados da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) mostram que apenas 4,2% das terras agricultáveis estão nas mãos de 1,5 milhão de famílias agricultoras, enquanto 38% pertencem a grandes latifundiários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jessica reforça que o contexto exige inovação. “As práticas tradicionais, baseadas na agroecologia, precisam ser aprimoradas, com ações coletivas e não apenas individuais, para enfrentar as mudanças climáticas e a limitação de recursos nos territórios.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quilombola Catarina Maria de Conceição, moradora da comunidade Cacimba, localizada no Quilombo Catolé, município de Serra Talhada (PE), confirma o cenário: “vivo na luta, cuidando da roça, dos bichinhos, tentando. Quem tenta, um dia chega lá.”</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Uma vez eu morei aqui e não tinha água, precisava buscar água bem longe. Um dia eu tava meio aperreada, aí eu saí daqui e disse: só vou voltar aqui quando eu tiver água. Ter a água assim fica melhor, a cisterna é boa porque pega água boa”, acrescenta. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Catarina planta feijão, milho, algodão e palma. Para potencializar a produção, a agricultora tem sido beneficiada com a implantação de um sistema de produção de base agroecológica por meio do projeto do Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor), selecionado pelo 35º Edital Fundo Ecos. A ideia do fomento é constituir uma feira agroecológica próxima da comunidade, para comercialização de alimentos produzidos na região.</span></p>
<figure id="attachment_26459" aria-describedby="caption-attachment-26459" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26459 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1.jpeg" alt="" width="960" height="1280" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1.jpeg 960w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-17.05.19-1-768x1024.jpeg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-26459" class="wp-caption-text">Cisternas fortalecem quintais produtivos e hortas, garantindo água para a produção de alimentos</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com foco em famílias chefiadas por mulheres, o projeto busca melhorar a segurança alimentar e gerar renda, enfrentando também o cenário de violência contra mulheres no Sertão do Pajeú. Somente no primeiro semestre de 2024, foram registrados 1.203 casos de violência na região, quase 5% dos casos no estado de Pernambuco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o projeto da ASAP tem como foco o beneficiamento  de alimentos, como gergelim, girassol e amendoim,. Para a técnica agrícola da organização Diaconia, Roseane Simões, assessora técnica da Diaconia, “o impacto é que as famílias conseguem enxergar que sua produção tem um meio de comercialização, uma comercialização justa, tanto para quem produz como para pessoas consumidoras”. </span></p>
<figure id="attachment_26457" aria-describedby="caption-attachment-26457" style="width: 940px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26457 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50.jpeg" alt="" width="940" height="810" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50.jpeg 940w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50-300x259.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-29-at-15.35.50-768x662.jpeg 768w" sizes="(max-width: 940px) 100vw, 940px" /><figcaption id="caption-attachment-26457" class="wp-caption-text">ASAP produz tahine, pasta de amendoim e óleo de gergelim em unidade de beneficiamento</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de fortalecer a produção agroecológica, os projetos apoiados pelo Fundo Ecos promovem formações coletivas e oficinas para transformar a produção local em produtos como geleias, doces e licores. “O Fundo contribui para o aproveitamento sustentável das produções, além de apoiar tecnologias sociais, como fogões agroecológicos, no caso dos projetos nas comunidades quilombolas, e energia solar em pequena escala, no caso do projeto da ASAP”, explica Jessica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos avanços, Jessica alerta sobre os impactos das grandes usinas de energia solar, que têm causado desmatamento na Caatinga. “A energia solar só é realmente sustentável quando usada em pequena escala e de forma descentralizada.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os intercâmbios entre comunidades também têm sido fundamentais para compartilhar experiências e fortalecer o protagonismo feminino. No sertão do Pajeú, a agroecologia tem mostrado ser mais do que uma técnica agrícola: é um caminho para resiliência, sustentabilidade e transformação social.</span></p>
<figure id="attachment_26461" aria-describedby="caption-attachment-26461" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26461 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1782" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-300x209.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-1024x713.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-768x535.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Camila-Araujo-Pajeu-WEB-906-1536x1069.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption id="caption-attachment-26461" class="wp-caption-text">Equipe do ISPN, da Casa Mulher do Nordeste e da Diaconia em visita a comunidades organizadas pela Associação Agroecológica do Pajeú</figcaption></figure>
<p><b>#AquiTemFundoEcos:</b><span style="font-weight: 400;"> Os projetos e organizações citadas no texto foram selecionadas no 35º edital do Fundo Ecos, com foco na Caatinga. A iniciativa conta com apoio financeiro do GEF (SGP) e apoio institucional do PNUD Brasil.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Texto e fotos por Camila Araujo, assessora de Comunicação do ISPN</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vídeos ensinam agricultores familiares sobre produção de algodão sustentável</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/videos-ensinam-agricultores-familiares-sobre-producao-de-algodao-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2022 12:40:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agricultores familiares]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[algodão sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[assentamento]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[culturas tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[famílias assentadas]]></category>
		<category><![CDATA[fiandeiras]]></category>
		<category><![CDATA[reforma agrária]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[Preparo da terra, plantio, manejo e colheita são os temas abordados nesta série que destaca a experiência bem-sucedida de 46 famílias de Minas Gerais Quatro vídeos curtos de menos de cinco minutos ensinam agricultores familiares sobre a produção adequada de algodão sustentável. Eles são divididos por temas (preparo da terra, plantio, manejo e colheita) e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i>Preparo da terra, plantio, manejo e colheita são os temas abordados nesta série que destaca a experiência bem-sucedida de 46 famílias de Minas Gerais</i></p>
<p>Quatro vídeos curtos de menos de cinco minutos ensinam agricultores familiares sobre a produção adequada de algodão sustentável. Eles são divididos por temas (preparo da terra, plantio, manejo e colheita) e dão dicas sobre espaçamento entre sementes, adubos permitidos, horário adequado de colheita e armazenamento, além de contribuir também com informações sobre plantio de consórcios que fortalecem a segurança alimentar dos agricultores e evitam pragas no algodão. Os vídeos estão disponíveis no <a href="https://www.youtube.com/user/InstitutoSPN">canal de YouTube</a> do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), realizador das peças lançadas neste mês como celebração ao 17 de abril, <strong>Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária</strong>.</p>
<p>Dezoito comunidades de oito municípios localizados no Cerrado do noroeste de Minas Gerais, ao redor da cidade de Arinos, são protagonistas dos vídeos. Por lá, 46 famílias de agricultores familiares foram beneficiadas pelo projeto Algodão Sustentável, apoiado pelo Fundo de Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS), com financiamento da Laudes Foundation. Com o recurso financeiro e o suporte técnico do ISPN, além da parceria com a Copabase e Central Veredas, as comunidades superaram a marca de cinco toneladas de algodão sustentável produzidas na safra de 2021, e comemoraram também a fartura dos consórcios alimentares, que garantiram prato cheio no momento de pandemia de Covid-19 que deixou tantos brasileiros em situação de insegurança alimentar.</p>
<figure id="attachment_16992" aria-describedby="caption-attachment-16992" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16992" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-300x200.jpg" alt="Fartura nos quintais (Acervo ISPN/Fellipe Abreu)" width="600" height="400" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-1536x1024.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-scaled.jpg 2048w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16992" class="wp-caption-text">Fartura nos quintais (Acervo ISPN/Fellipe Abreu)</figcaption></figure>
<p>A agricultora Andreia Frota, uma das beneficiadas pelo projeto, mostra a felicidade que é ter uma boa colheita de algodão, com fartura e diversidade no quintal. “Só da gente se alimentar sem agrotóxicos, isso já é uma bênção. Na agricultura familiar, tendo assistência, a gente consegue produzir. Nossa terra é a nossa empresa”, compartilha. Nascido na fazenda e contemplado com políticas de reforma agrária, o agricultor Gaspar Gonçalves também comemora o sucesso do projeto, vislumbrando um futuro melhor para a população do campo. “Lembro quando entrei pela primeira vez na minha terra. Foi 22 setembro de 2001 a primeira noite que dormi na minha terra, onde resido até hoje e não pretendo sair”, conta.</p>
<p>A produção de algodão ainda fortaleceu a tradição cultural da tecelagem e da cantoria das fiandeiras, um costume que era mantido com a busca do algodão sem agrotóxico em outras regiões já que o produto com veneno intoxica e adoece as tecelãs. Haroldo Mendes, agricultor do projeto, celebra esse resgate. “Há 40 anos, minha mãe tinha uma roda de fiar, mas passou um período que não tínhamos mais isso. Agora, com o algodão sustentável, pode aparecer novamente”, comenta com esperança.</p>
<figure id="attachment_16990" aria-describedby="caption-attachment-16990" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16990" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas-300x168.png" alt="Fiandeiras (Acervo ISPN/Fellipe Abreu)" width="600" height="337" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas-300x168.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas-1024x575.png 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas-768x431.png 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas-1536x862.png 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas.png 2048w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16990" class="wp-caption-text">Fiandeiras (Acervo ISPN/Fellipe Abreu)</figcaption></figure>
<p>Antonio Marcos e Anny Caroliny, ambos agentes de assistência técnica e extensão rural que estiveram à frente do sucesso do projeto do Algodão Sustentável, recomendam aos principiantes do cultivo do algodão o trabalho em uma área inicial pequena, de cerca de um hectare. Veja abaixo os principais pontos abordados nos vídeos tutoriais:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Preparo da terra</b></p>
<p><iframe title="Tutorial do algodão sustentável (1/4) - Preparo do solo" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/iSbusLQgyxg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8211; Cultivo em faixas intercaladas com os consórcios de espécies alimentares;</p>
<p>&#8211; Variedades de algodão recomendadas: BRS 416, BRS 293 e BRS 372;</p>
<p>&#8211; Adubação verde: feijão de porco, feijão guandu, crotalária e mucuna preta;</p>
<p>&#8211; Atenção ao regime de chuvas e análise do solo;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Plantio</b></p>
<p><iframe title="Tutorial do algodão sustentável (2/4) - Plantio" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/4n02dqzyqqk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8211; Adubação sustentável: pó de rocha, fosfato, esterco bovino e farinha de osso;</p>
<p>&#8211; Sequência de plantio: gergelim, algodão e consórcio (espécie alimentar);</p>
<p>&#8211; Semeadura manual ou com matraca;</p>
<p>&#8211; Acompanhamento por diário de anotações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Manejo</b></p>
<p><iframe title="Tutorial do algodão sustentável (3/4) - Manejo" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/BweAkzhX1AI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8211; Raleamento após 30 dias do plantio;</p>
<p>&#8211; Controle de plantas daninhas;</p>
<p>&#8211; Controle de pragas mais comuns;</p>
<p>&#8211; Produtos para evitar pragas: cal virgem, sulfato de cobre, leite cru e urina de vaca curtida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Colheita</b></p>
<p><iframe title="Tutorial do algodão sustentável (4/4) - Colheita" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/Skg96dDPXgc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8211; Período de seca, sem sereno ou orvalho;</p>
<p>&#8211; Uso exclusivo de sacos de algodão;</p>
<p>&#8211; Separação do “algodão de primeira” do “algodão de segunda”;</p>
<p>&#8211; Armazenamento adequado;</p>
<p>&#8211; Período do vazio sanitário do algodão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para Jessica Pedreira, engenheira florestal, facilitadora e assessora técnica do ISPN, são os povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares os verdadeiros protetores do meio ambiente. “O modo de vida dos agricultores familiares são inspiração para o aprendizado sobre como ter um desenvolvimento justo e sustentável”, explica. “Como diz aquele ditado, se o campo não planta, a cidade não janta. A experiência do projeto do Algodão Sustentável é um caldeirão de sucesso de produção agroecológica, segurança alimentar, resgate cultural e recordação da importância das políticas de reforma agrária. Estamos falando de fortalecimento das comunidades, para que possam dialogar com o poder público”, finaliza. Para assistir aos quatro vídeos e conferir as orientações completas, além de ver também o mini-documentário de resultados do projeto, <a href="https://www.youtube.com/user/InstitutoSPN/videos">clique aqui</a>.</p>
<p><iframe title="Fiando Histórias: Algodão Sustentável no Cerrado" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/G_bV8XgKnvc?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><b>Sobre ISPN</b></p>
<p>O ISPN é uma organização da sociedade civil sem fins econômicos com sede em Brasília e um escritório em Santa Inês (MA), que há mais de 30 anos atua pelo desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental, por meio do fortalecimento de meios de vida sustentáveis e mitigação às mudanças do clima. Sua principal estratégia é o <b>Fundo PPP-ECOS</b>, um fundo independente gerido pelo ISPN, que capta e destina recursos a projetos de organizações comunitárias de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares que atuam pela conservação ambiental. O Instituto atua nos biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga, em diálogo com as comunidades locais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Começa a colheita do algodão sustentável no noroeste de Minas</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/comeca-a-colheita-do-algodao-sustentavel-no-noroeste-de-minas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 16:56:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Algodão]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Ecos]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Algodão]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[Projetos do PPP-ECOS contribuem com agricultores familiares e transformam paisagens do Cerrado em áreas de produção agroecológica; consórcios garantem segurança alimentar dos produtores 46 famílias de agricultores familiares apoiados pelo PPP-ECOS iniciam a colheita do algodão sustentável no noroeste de Minas Gerais. Além do recurso para aquisição de máquinas, insumos orgânicos e preparo da terra, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Projeto</em><em>s</em><em> do PPP-ECOS contribu</em><em>em</em><em> com agricultores familiares e transforma</em><em>m</em><em> paisagens do Cerrado em áreas de produção agroecológica; consórcios </em><em>garantem segurança alimentar dos produtores</em></p>
<p>46 famílias de agricultores familiares apoiados pelo PPP-ECOS iniciam a colheita do algodão sustentável no noroeste de Minas Gerais. Além do recurso para aquisição de máquinas, insumos orgânicos e preparo da terra, o ISPN também proporciona subsídio técnico para transformar áreas rurais com produção agroecológica. O algodão das comunidades, que irá passar por processo de certificação orgânica, não é o único produto que cresce nas mãos das famílias. O algodão é plantado em consórcios que garantem a segurança alimentar dessas comunidades.</p>
<p>Abóbora, melancia, gergelim, milho e outros alimentos brotam nos quintais dos agricultores beneficiados nesta segunda safra, cuja expectativa é de crescimento em comparação com a safra 2019/2020. Para a Assessora Técnica do ISPN responsável pelo acompanhamento do projeto, Jessica Pedreira, a primeira experiência foi um aprendizado. &#8220;Na primeira safra, metade dos produtores tiveram perdas ou desistência. Conseguimos colher 990kg de algodão sustentável. Neste ano, temos certeza de superação desse número. Nossa técnica melhorou, houve preparo com antecedência e mais participantes envolvidos&#8221;, comenta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14014" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-4.50.54-PM-300x135.jpeg" alt="" width="800" height="360" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-4.50.54-PM-300x135.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-4.50.54-PM-1024x461.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-4.50.54-PM-768x346.jpeg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-4.50.54-PM.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Que o digam os agricultores das comunidades de Igrejinha e do Projeto de Assentamento Borá, ambas do município de Arinos (MG). Por lá a colheita enche as mãos dos produtores. “Esse ano está bem melhor do que ano passado. Alguns produtores já colheram 200kg [de algodão]”, relata a agricultora Anny Caroliny Pereira Rocha.</p>
<p>O sucesso não veio sem desafios. Anny Caroliny comenta que as comunidades enfrentaram formigas e estresse hídrico por quantidade de chuvas, mas com técnica e conhecimento, alcançaram resultados que surpreenderam. “Alguns produtores já querem ampliar a área para a próxima safra, eles estão muito felizes com o projeto”, celebra Rocha .</p>
<p>Aroldo Mendes Babosa, um dos produtores beneficiados, também demonstra satisfação com o projeto. &#8220;Eu planto há 20 anos nessa área, mas nunca tinha feito correção de solo. A terra tem que estar viva para a planta sair bem, por isso que o algodão cresceu desse jeito. O resultado está aí, cresceu tanto que é até difícil de andar por ele&#8221;, diz.</p>
<p>O preparo do solo é uma das contribuições do projeto. O resultado positivo pinta de branco-algodão 52 hectares de área e transforma as paisagens do Cerrado em produção agroecológica. A próxima safra começa em outubro, com o preparo do solo, para plantio em dezembro/janeiro. O cultivo irá vestir a população, pois será utilizado especialmente na produção têxtil. O excedente das culturas alimentícias também é destinado à comercialização.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14019 alignleft" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-04-27-at-11.11.23-AM.jpeg" alt="" width="359" height="479" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-04-27-at-11.11.23-AM.jpeg 959w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-04-27-at-11.11.23-AM-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-04-27-at-11.11.23-AM-767x1024.jpeg 767w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-04-27-at-11.11.23-AM-768x1025.jpeg 768w" sizes="(max-width: 359px) 100vw, 359px" /></p>
<p><strong>Sobre o Fundo PPP-ECOS</strong></p>
<p>A promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) é a principal estratégia adotada pelo ISPN na busca por um desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental. Para viabilizar esta estratégia, o Instituto gere um Fundo independente que capta e destina recursos a projetos de organizações comunitárias que atuam pela conservação ambiental por meio do uso sustentável dos recursos naturais, gerando benefícios econômicos e sociais. Hoje, a carteira de financiadores do Fundo PPP-ECOS conta com o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Fundo Amazônia/BNDES, Laudes Foundation, União Europeia e Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU).</p>
<p><em>(Fotos: Anny Caroliny/Dona Aparecida)</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sustentabilidade e geração de renda no Noroeste de Minas Gerais</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/sustentabilidade-e-geracao-de-renda-no-noroeste-de-minas-gerais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2020 12:52:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Já pensou em uma iniciativa que contribui para a qualidade de vida de famílias agricultoras ao mesmo tempo que proporciona produtos mais sustentáveis para a sociedade? Esse é o Projeto Algodão Sustentável no Cerrado, desenvolvido dentro da estratégia para promover Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) do ISPN. Desde o ano passado, a ação vem apoiando associações [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10823" aria-describedby="caption-attachment-10823" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10823" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Algodao.jpg" alt="" width="319" height="426" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Algodao.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Algodao-225x300.jpg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Algodao-768x1024.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Algodao-1152x1536.jpg 1152w" sizes="(max-width: 319px) 100vw, 319px" /><figcaption id="caption-attachment-10823" class="wp-caption-text">Foto: acervo Copabase.</figcaption></figure>
<p>Já pensou em uma iniciativa que contribui para a qualidade de vida de famílias agricultoras ao mesmo tempo que proporciona produtos mais sustentáveis para a sociedade? Esse é o Projeto Algodão Sustentável no Cerrado, desenvolvido dentro da estratégia para promover Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) do ISPN. Desde o ano passado, a ação vem apoiando associações comunitárias no Noroeste de Minas Gerais que, por sua vez, atuam com agricultores e agricultoras familiares por meio do desenvolvimento de capacitações, distribuição de sementes e orientações técnicas para o plantio do algodão agroecológico, feito junto com o cultivo de outras culturas, o que também contribui para a renda e segurança alimentar local.</p>
<p>Ao todo, são cerca de 45 pessoas diretamente beneficiadas em sete municípios da região. Com a produção do algodão agroecológico, agricultores e agricultoras poderão comercializá-lo com pequenas e médias empresas da moda, o que irá contribuir para um consumo sustentável e consciente na sociedade, além de garantir mais geração de renda e promover a melhoria da qualidade de vida nas comunidades alcançadas pela iniciativa.</p>
<figure id="attachment_10824" aria-describedby="caption-attachment-10824" style="width: 317px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10824 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Mao-segurando-algodao.jpg" alt="" width="317" height="322" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Mao-segurando-algodao.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Mao-segurando-algodao-296x300.jpg 296w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Mao-segurando-algodao-1009x1024.jpg 1009w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Mao-segurando-algodao-768x780.jpg 768w" sizes="(max-width: 317px) 100vw, 317px" /><figcaption id="caption-attachment-10824" class="wp-caption-text">Foto: acervo Copabase</figcaption></figure>
<p>Durante os meses de junho e julho, os grupos de agricultores e agricultoras começaram a colheita do algodão, que é plantado de maneira agroecológica, sem o uso de agrotóxicos e em diálogos coletivos para o fortalecimento e incentivo ao protagonismo das famílias agricultoras. Junto com o algodão, também são produzidos gergelim, milho, abóbora e feijão. O gergelim iniciou seu processo de comercialização com o apoio de uma das organizações parceira e beneficiária, a Cooperativa COPABASE, o que irá proporcionar mais renda para as famílias agricultoras.</p>
<p>Os próximos passos do projeto contarão com o beneficiamento, comercialização e certificação do algodão. A COPABASE irá organizar o beneficiamento e comercialização coletiva para que o algodão seja inserido no mercado com um preço justo. Embora os plantios já tenham sido feitos de forma agroecológica e seguindo a especificações da legislação de orgânicos, a Copabase  e o ISPN irão articular rodas de conversa e trocas de experiências para que os grupos de produtores dialoguem e se informem sobre as etapas e benefícios do processo de certificação.</p>
<p>“A sistematização dos aprendizados até a fase atual irá continuar, para o melhor planejamento das próximas safras, esperando que mais produtores façam a adesão ao projeto para fortalecer a cadeia produtiva do algodão agroecológico”, comenta a assessora técnica do ISPN, Jessica Pedreira .</p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</span></p>
<p><a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b><i> A iniciativa integra nossa estratégia para a promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) e recebe o financiamento da Laudes Foundation. Saiba mais sobre o PPP-ECOS.  </i></b></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quem protege nosso Meio Ambiente?</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/quem-protege-nosso-meio-ambiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 10:09:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Territórios]]></category>
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					<description><![CDATA[Há diversas gerações, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares conectam experiências sustentáveis à conservação ambiental, o que pode significar muito para superarmos crises, como a gerada pela pandemia da COVID-19 Proteção de nascentes, plantio de árvores, cultivos sem o uso de agrotóxicos e distribuição de sementes são algumas das práticas de agricultores familiares, indígenas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">Há diversas gerações, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares conectam experiências sustentáveis à conservação ambiental, o que pode significar muito para superarmos crises, como a gerada pela pandemia da COVID-19</span></i></p>
<figure id="attachment_10527" aria-describedby="caption-attachment-10527" style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10527 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/KRAHO_A_42346-1.jpg" alt="" width="526" height="395" /><figcaption id="caption-attachment-10527" class="wp-caption-text">Foto: acervo ISPN/Peter Caton</figcaption></figure>
<p>Proteção de nascentes, plantio de árvores, cultivos sem o uso de agrotóxicos e distribuição de sementes são algumas das práticas de agricultores familiares, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, pescadores artesanais e tantos outros povos e comunidades tradicionais que, há gerações, aprenderam a conviver de maneira harmoniosa com o meio ambiente. Desconhecidos por grande parte da população brasileira, muitos desses povos do campo contam com o apoio de iniciativas que valorizam seus modos de vida, o que contribui para que permaneçam em seus territórios e continuem atuando pela proteção da biodiversidade. E é por esse caminho que podemos encontrar respostas para superarmos crises sanitárias como a atual.</p>
<h5>Povos, Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares: quem são?</h5>
<p>De acordo com a Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, instituída pelo decreto 6.040 de 2007, esses são “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos por tradição&#8221;.</p>
<p>A agricultura familiar, por sua vez, é feita por mão de obra essencialmente formada pelo núcleo familiar. Ao conversar com um agricultor ou agricultora, você irá descobrir que, provavelmente, seus pais, tios, avós, bisavós e tataravós também praticavam esse tipo de atividade, conectando gerações. E é bonito perceber que praticamente todos os povos e comunidades tradicionais também praticam essa forma de produção que acompanha gerações.</p>
<p><iframe title="Povos e Comunidades Tradicionais" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/yuFVtrQO0GY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h5>Conhecimentos pela vida, proteção pela natureza</h5>
<p>No Cerrado, na Caatinga, na Amazônia e em qualquer outro bioma brasileiro, estão essas pessoas que possuem modos de vida próprios, bem diferente de muitos centros urbanos, e que, por isso mesmo, têm muito o que nos ensinar. O aprendizado com seus antepassados e a relação intrínseca com a natureza fizeram com que esses grupos desenvolvessem práticas que respeitam e conservam o meio ambiente ao mesmo tempo que utilizam seus recursos para sobreviverem. Na biodiversidade, agricultores e povos e comunidades tradicionais (PCTAFs) encontram alimentação, moradia, remédios e tradições culturais.</p>
<p>No Cerrado goiano, a comunidade da quilombola e especialista em fitoterápicos e curas tradicionais, Lucely Morais Pio, desvenda uma verdadeira farmácia. Ela conta que a casca do ipê roxo, por exemplo, é usada para curar infecções, já a do Jatobá serve para fortalecer a imunidade, além de ser um importante expectorante no tratamento de tosses com secreção. A planta guaco, também bastante utilizada pelos quilombolas, ajuda no combate à bronquite, gripe, rouquidão, infecção na garganta e tosse; e a assa peixe, que pode ser preparada como se fosse realmente um peixe, contribui no tratamento da pneumonia, além de ser rica em ômega 3.</p>
<p>Lucely herdou de seus avós muitos desses conhecimentos, que por sua vez aprenderam com seu tataravô a fazer o uso da biodiversidade de maneira responsável e para o bem da comunidade. A quilombola também faz parte da Associação Pacari, rede formada por organizações comunitárias e que, por meio do uso sustentável do Cerrado, praticam a medicina tradicional. O aprendizado com seus antepassados e o fortalecimento dele junto a Pacari fazem de Lucely mais uma voz em defesa da savana brasileira. “Precisamos usar de forma sustentável o Cerrado, pois nossos remédios naturais saem de plantas endêmicas e da diversidade que o bioma traz, ele é muito importante para a vida da gente”, salienta.</p>
<figure id="attachment_10550" aria-describedby="caption-attachment-10550" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10550" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Lucely.jpg" alt="" width="511" height="341" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Lucely.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Lucely-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Lucely-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Lucely-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 511px) 100vw, 511px" /><figcaption id="caption-attachment-10550" class="wp-caption-text">Lucely é quilombola e aprendeu com seus antepassados a força das plantas medicinais do Cerrado.</figcaption></figure>
<p>Assim como a sabedoria tradicional de Lucely esclarece a importância do meio ambiente para contribuir com a saúde de sua comunidade, o doutor em Ciências Biológicas e Molecular e professor na Universidade de São Paulo (USP), Marcos Buckeridge, pontua a importância da valorização e proteção da biodiversidade para pesquisas que nos forneçam medicamentos essenciais para a saúde da população. “Muitas plantas do Cerrado apresentam capacidade enorme de produção de compostos químicos. Muitas delas poderiam, hoje, ser usadas como fitoterápicos que amenizassem os efeitos da COVID-19 ou então como base para rapidamente desenhar novos fármacos que ajudassem a interferir mais fortemente no processo de entrada do vírus nas células”, comenta.</p>
<p>Para Buckeridge, se pensarmos no futuro, a biodiversidade é a maior riqueza que um país poderá ter. E nas práticas do geraizeiro Samuel Caetano e sua comunidade, localizada em Minas Gerais, encontramos a proteção dessa biodiversidade. Samuel explica que aprendeu com seus antepassados como aproveitar o que o meio ambiente oferece sem prejudicar seus recursos naturais. “A gente aprendeu, através de conhecimentos seculares, a viver de forma harmoniosa com o Cerrado. Então, por exemplo, se existem áreas muito vulneráveis, como as nascentes de beira de rio, já sabemos que ali não podemos fazer intervenções, temos sim que proteger”.</p>
<p>Kunity Panará, do povo indígena Panará, comunga da mesma fala de Samuel, “a gente tem formas de viver que não precisam prejudicar a Amazônia e nem acabar com o nosso território, que é onde a gente vive”, conta. Segundo estudos científicos*, mesmo rodeadas por forte pressão, as terras indígenas são as que conseguem bloquear de forma mais eficiente o desmatamento, seguidas das Unidades de Conservação de Proteção Integral e as de Uso Sustentável.</p>
<h5>Paisagens conservadas, populações fortalecidas</h5>
<p>Por meio da estratégia do ISPN para a promoção de <a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS)</a>, os Panará, etnia de Kunity, receberão apoio para um projeto comunitário ecossocial que potencializa o trabalho de proteção da natureza desenvolvido por eles e seus antepassados. Com a iniciativa, o grupo poderá fortalecer atividades produtivas como coleta, manejo e comercialização do fruto cumaru, assim como a produção e comercialização do artesanato feito pelas mulheres da aldeia. Além disso, o projeto prevê o plantio de roças tradicionais, com recuperação de áreas degradadas na Amazônia. “Iniciativas assim aparecem para contribuir e valorizar os modos de vida das populações do campo, contribuindo para que eles permaneçam na terra com dignidade e fazendo o que sabem de melhor: proteger o ambiente onde estão inseridos”, explica a coordenadora do Programa Cerrado e Caatinga do ISPN, Isabel Figueiredo.</p>
<p>Assim como os Panará, no município de Nova Guarita (MT), agricultores familiares também receberão apoio do PPP-ECOS para a organização de sua Rede de Sementes e outras atividades de conservação ambiental. As sementes cumprem importante papel para o reflorestamento de terras degradadas, como o plantio de mudas para a proteção do solo. “Nós queremos organizar nossa rede de sementes para possibilitar que os agricultores possam plantar suas agroflorestas, suas áreas de preservação ambiental ou fazer a recuperação de nascentes”, conta o agricultor Nevair Bugão.</p>
<p>A forma de produção também conta bastante quando o assunto é proteger o meio ambiente. Na Caatinga, no município de Solidão (PE), por meio de um projeto também apoiado pelo PPP-ECOS, agricultoras contam com um sistema para o reuso da água vinda de tarefas domésticos como lavar louça, roupa e tomar banho, conhecida como <a href="https://ispn.org.br/mes-das-mulheres-as-aguas-de-marco/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">água cinza</a>. O reaproveitamento dessa água é utilizado para aumentar a irrigação de suas plantações. A agricultora Maria Celeste conta sobre o empoderamento que o mecanismo gera. “Quero plantar bastante pé de mamão, maracujá e goiaba. Dobrar minha produção. O reuso da água vem me dando mais independência financeira, meu marido fica fora, e eu sou responsável pela roça e pela casa. Não quero depender mais do dinheiro dele”, explica Celeste.</p>
<figure id="attachment_10552" aria-describedby="caption-attachment-10552" style="width: 435px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10552 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/construcao-sistema-de-reuso-da-agua-cinza.jpg" alt="" width="435" height="389" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/construcao-sistema-de-reuso-da-agua-cinza.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/construcao-sistema-de-reuso-da-agua-cinza-300x268.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/construcao-sistema-de-reuso-da-agua-cinza-1024x916.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/construcao-sistema-de-reuso-da-agua-cinza-768x687.jpg 768w" sizes="(max-width: 435px) 100vw, 435px" /><figcaption id="caption-attachment-10552" class="wp-caption-text">Sistema para o tratamento e reuso da água cinza, utilizada para irrigar plantações.</figcaption></figure>
<p>Além de otimizar o uso da água, bem valioso não só no Sertão, mas para toda população, as agricultoras priorizam os adubos naturais, como o esterco das vacas, para proteger suas plantações, eliminando os agrotóxicos de sua rotina. Com isso, evitam a poluição dos solos e das águas e ainda garantem alimentos livres de veneno para suas famílias e para quem os consome nas feiras locais ou quando enviam para os centros urbanos nas feiras agroecológicas.</p>
<p>Segundo o <a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/portfolio-cerradocaatinga.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">portfólio do PPP-ECOS no Cerrado e na Caatinga</a>, somente nesses biomas, cada família beneficiada pela iniciativa evita a liberação de gás carbônico (CO2) equivalente às emissões anuais de 45 famílias (considerando três pessoas por família). Ou seja, os projetos de restauração ecológica que encontram protagonismo dos PCTAFs retornam benefícios relevantes para a mitigação das mudanças climáticas, em uma dinâmica de ações locais para impactos globais. Encontramos assim paisagens conservadas ao mesmo tempo que temos o fortalecimento de quem mais atua para essa proteção: os modos de vida de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10641 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/povos.png" alt="" width="503" height="285" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/povos.png 695w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/povos-300x170.png 300w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /></p>
<figure id="attachment_10638" aria-describedby="caption-attachment-10638" style="width: 506px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10638" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/conectando.png" alt="" width="506" height="285" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/conectando.png 695w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/conectando-300x169.png 300w" sizes="(max-width: 506px) 100vw, 506px" /><figcaption id="caption-attachment-10638" class="wp-caption-text">Paisagens conservadas por PCTAFs com o uso sustentável conectam as Áreas Protegidas, formando corredores de biodiversidade.</figcaption></figure>
<h5>Conservação ambiental e o enfrentamento às crises sanitárias</h5>
<p>Diante da pandemia do novo coronavírus, é recorrente a questão de como a proteção ambiental pode ser aliada ao enfrentamento de crises sanitárias. A saúde humana e a saúde do planeta estão fortemente ligadas. Segundo o Programa da ONU para o Meio Ambiente, existem cerca de oito milhões de formas de vida no mundo, e os humanos são apenas uma. “Isso inclui cerca de 1,7 milhão de vírus não identificados. Vírus e outros patógenos podem se espalhar facilmente entre os animais que são mantidos juntos ou para os seres humanos que os manuseiam, transportam, comercializam ou os consomem, principalmente quando práticas sanitárias e de proteção não são seguidas”, pontua em suas plataformas na internet.</p>
<p>Para o professor e doutor Marcos Buckeridge, o desmatamento e a degradação ambiental são inimigas da saúde do meio ambiente e humana. “O desmatamento no Brasil, mais acelerado durante a pandemia, vai exterminando as possibilidades de combater não somente o vírus SARS-Cov-2, que provoca a COVID-19, mas também outros vírus e bactérias que causam doenças em humanos, plantas e animais. O extermínio da biodiversidade é um crime contra a humanidade”.</p>
<p>Buckeridge defende que é preciso valorizar a biodiversidade para pensarmos em um futuro no qual crises como a atual possam ser mais facilmente evitadas e combatidas. “Poderíamos ter mecanismos desvendados em animais que são resistentes ao coronavírus. Poderíamos ter milhares de substâncias com estrutura química determinada e, com isto, buscar quais delas seriam as mais adequadas para agora. Deveríamos pensar em como usar nossas riquezas para tornar o Brasil um país justo e pujante”, conta.</p>
<p>Ecossistemas saudáveis ​​e biodiversos são resilientes, adaptáveis ​​e ajudam a regular doenças. Diante das histórias contadas aqui, protagonizadas por pessoas que encontram no respeito ambiental seus modos de vida, é fácil deduzir quem são os grandes agentes de proteção desses ecossistemas, não é mesmo? Os povos do campo são peças fundamentais na construção de um planeta sustentável, justo e preparado para enfrentar desequilíbrios sanitários.</p>
<p>A sabedoria desses grupos nos traz conhecimentos que podem ser introduzidos no nosso cotidiano, em nossas políticas públicas e na forma como lidamos com o ambiente que nos cerca. A crise sanitária vem trazendo graves consequências, mas ela vai passar, e quando passar, lembremos de recomeçarmos por meio da valorização do conhecimento de quem garante produção e diversidade há gerações: nossos protetores e protetoras do meio ambiente.</p>
<figure id="attachment_5899" aria-describedby="caption-attachment-5899" style="width: 562px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5899" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/quem-somos.jpg" alt="" width="562" height="374" /><figcaption id="caption-attachment-5899" class="wp-caption-text">Paisagens conservadas contam com a presença de PCTAFs. Proteger o meio ambiente é proteger seus direitos.</figcaption></figure>
<h6><a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b>As iniciativas apoiadas pelo PPP-ECOS citadas aqui contam ou contaram com o financiamento do Fundo Amazônia e do Fundo Global para o Meio Ambiente. Saiba mais sobre a iniciativa, </b><b>clique aqui.</b></a></h6>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><em>* <a href="https://www.pnas.org/content/110/13/4956">Governance regime and location influence avoided deforestation success of protected areas in the Brazilian Amazon </a></em></p>
<p><em>* <a href="http://marte.sid.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr%4080/2008/11.13.14.42/doc/6377-6384.pdf">Análise da inibição do desmatamento pelas áreas protegidas na parte sudoeste do Arco</a> </em><em><a href="http://marte.sid.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr%4080/2008/11.13.14.42/doc/6377-6384.pdf">de desmatamento </a></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agricultores familiares lançam loja virtual com produtos do Cerrado e da Caatinga</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/agricultores-familiares-lancam-loja-virtual-com-produtos-do-cerrado-e-da-caatinga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 14:01:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A loja virtual da Central do Cerrado reúne mais de 30 associações e cooperativas de diferentes pontos do país  Baru, jatobá, pequi, umbu. Ingredientes regionais que simbolizam a biodiversidade encontrada nos sabores brasileiros. A safra do Cerrado e da Caatinga inspira agricultores que residem em alguns territórios desses biomas — Minas Gerais, Distrito Federal, Tocantins, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10292" aria-describedby="caption-attachment-10292" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10292 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/producao-sustentavel.jpg" alt="" width="503" height="335" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/producao-sustentavel.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/producao-sustentavel-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/producao-sustentavel-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/producao-sustentavel-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-10292" class="wp-caption-text">Foto: Thomas Bauer</figcaption></figure>
<h5 style="text-align: center;"><em>A loja virtual da Central do Cerrado reúne mais de 30 associações e cooperativas de diferentes pontos do país </em></h5>
<p dir="ltr">Baru, jatobá, pequi, umbu. Ingredientes regionais que simbolizam a biodiversidade encontrada nos sabores brasileiros. A safra do Cerrado e da Caatinga inspira agricultores que residem em alguns territórios desses biomas — Minas Gerais, Distrito Federal, Tocantins, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Pará e Goiás — a beneficiarem produtos alimentícios e a produzirem artesanato com riqueza cultural que garante autonomia e renda.</p>
<p dir="ltr">Comunidades de agricultores familiares extrativistas protagonizam esse trabalho, que raramente ocupa as prateleiras dos supermercados. Juntas elas formam a Central do Cerrado: uma cooperativa formada por mais de 30 organizações comunitárias (entre cooperativas e associações) e funciona como uma ponte entre quem produz e quem consome. Em tempos de fortalecimento do serviço de entregas, a Central inaugura uma nova plataforma onde o internauta de qualquer lugar do país encontra mais de 200 itens e pode recebê-los sem sair de casa.</p>
<p dir="ltr">“Com a situação do COVID19 e isolamento social, muitas dessas comunidades tiveram o escoamento de sua produção comprometidos. A venda pela loja virtual é uma forma de escoar os produtos dessas comunidades e garantir renda para as famílias agroextrativistas. A comercialização ajuda a manter o Cerrado e Caatinga em pé, conservar a biodiversidade nativa, incentiva a permanência no campo, valoriza a cultura local e o modo de vida tradicional”, ressalta o secretário executivo da Central do Cerrado, Luis Roberto Carrazza.</p>
<p dir="ltr">As agroindústrias das comunidades de produtores da Central do Cerrado operam observando os cuidados básicos de distanciamento social, uso de máscaras, cuidados redobrados de higienização pessoal, esterilização das estruturas de equipamento e insumos: detalhes também observados pela equipe da Central do Cerrado no preparo e envio dos pedidos da loja virtual.</p>
<h5 dir="ltr">Produtos da sociobiodiversidade</h5>
<p dir="ltr">Entre as opções de compra estão alimentos como farinhas especiais com destaque para o mesocarpo de babaçu (500g, R$ 15) da Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Esperantinópolis (Coopaesp) da comunidade tradicional das quebradeiras, de Esperantinópolis, no Maranhão; as farinha de buriti (1 kg, R$ 50) da cooperativa Grande Sertão de Montes Claros, Norte de Minas Gerais — além do flocão de milho não-transgênico (500g, R$ 7) (matéria-prima para o cuscuz nordestino) da Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), de Irecê, na Bahia.</p>
<p dir="ltr">As castanhas brasileiras também ganham destaque no novo site, entre elas a castanha-de-baru da cooperativa Copabase (300g, R$35), super proteica e energética, um dos grandes ícones do Cerrado. Pouco utilizada pelos chefs de cozinha, a castanha-de-pequi (100g, R$15) também figura entre as oleaginosas oferecidas pela Central do Cerrado lado a lado da amêndoa de licuri torrada (100g, R$7), da Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes), também chamado de coquinho na Bahia e rico em proteínas. Na categoria bebidas a página apresenta o licor de pequi da marca familiar Savana Brasil (700ml, R$70) e a cerveja de coquinho azedo fruit beer (600ml, R$ 25)  da cooperativa Grande Sertão, de Montes Claros, Minas Gerais.</p>
<p dir="ltr">Além dos produtos, o internauta encontra informações sobre a origem social e territorial das comunidades produtoras. Entre os conteúdos da plataforma estão receitas, fichas técnicas e dicas de uso.</p>
<h5 dir="ltr">Saiba mais sobre a Central do Cerrado</h5>
<p dir="ltr">A Central do Cerrado é uma cooperativa formada por diversas organizações comunitárias de agricultores familiares extrativistas do Cerrado e da Caatinga. Nossa missão é manter os modos de vida tradicionais e conservação dos territórios onde vivem esses povos a partir da comercialização de produtos desenvolvidos através do uso sustentável da biodiversidade nativa.</p>
<h5 dir="ltr">Entregas em todo o Brasil pelo site:<br />
<a href="http://www.centraldocerrado.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.centraldocerrado.org.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1589635557629000&amp;usg=AFQjCNG1Of0QGESpvshwrLWoJfXoopcSRQ">www.centraldocerrado.org.br</a></h5>
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		<title>Produção sustentável e o enfrentamento à Covid-19</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/producao-sustentavel-e-o-enfrentamento-ao-convid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2020 17:43:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Povos e Comunidades Tradicionais]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10161" aria-describedby="caption-attachment-10161" style="width: 525px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10161 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/04/alimento-sustentavel.jpg" alt="" width="525" height="404" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/04/alimento-sustentavel.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/04/alimento-sustentavel-300x231.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/04/alimento-sustentavel-1024x788.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/04/alimento-sustentavel-768x591.jpg 768w" sizes="(max-width: 525px) 100vw, 525px" /><figcaption id="caption-attachment-10161" class="wp-caption-text">A produção sustentável fornece alimentos de qualidade que contribuem com nossa saúde. Foto: acervo ISPN/Méle Dornelas</figcaption></figure>
<p>A produção sustentável, praticada por muitos povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares, é uma forte aliada para superarmos crises como a vinda com o Coronavírus no Brasil. Esse tipo de produção tem capacidade para atender demandas por alimentação de todo país, o que pode contribuir com o giro da economia em um ciclo saudável: os pequenos produtores geram renda por meio da comercialização de seus produtos, enquanto a sociedade ganha com alimentos de qualidade na mesa que prezem por sua saúde, livres de venenos e cheio de nutrientes. Ou seja, incentivar e cobrar dos governos políticas voltadas a esse tipo de produção é fundamental. Consumir dos grupos de produtores agroecológicos ao invés de ir ao grande supermercado também faz a diferença. Uma das soluções para superarmos a crise sanitária atual vive entre nós há muitas gerações e está bem ali nas frutas agroecológicas, nos vegetais orgânicos e no respeito à natureza: o modo de vida de agricultores familiares, indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e tantos outros povos e comunidades tradicionais.</p>
<p><em><strong>Assunto relacionado:</strong></em></p>
<h5 class="vce-featured-title vce-featured-link-article">Movimentos sociais apresentam solução emergencial de 1 bi para alimentar população vulnerável</h5>
<p>Mais de 300 movimentos e organizações sociais do campo e da cidade apresentaram hoje ao Governo Federal uma proposta para fortalecimento do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), demandando o aporte emergencial de R$ 1 bilhão para esse mecanismo que ganhou relevância na crise do coronavírus. Endereçada aos governos federal, estaduais e municipais, a demanda prevê a mobilização de 150 mil famílias de agricultores, com a aquisição de 250 mil toneladas de alimentos, nos próximos três meses.</p>
<p><a href="https://agroecologia.org.br/2020/04/08/paa-programa-de-aquisicao-de-alimentos-da-agricultura-familiar-comida-saudavel-para-o-povo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Leia a matéria completa no site da Articulação Nacional de Agroecologia, clique aqui. </a></p>
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		<item>
		<title>ISPN promove oficina para projetos apoiados pelo PPP-ECOS no Maranhão</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/ispn-promove-oficina-para-projetos-apoiados-pelo-ppp-ecos-no-maranhao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2020 19:49:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Povos e Comunidades Tradicionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerca de 80 pessoas, entre técnicos e integrantes de organizações e associações, estarão reunidas, até sexta-feira (14), em Imperatriz (MA), representando 20 projetos selecionados pelo ISPN dentro da estratégia para a promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS). Ao todo, serão investidos quase R$ 6,450 milhões nos estados do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins em ações [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 80 pessoas, entre técnicos e integrantes de organizações e associações, estarão reunidas, até sexta-feira (14), em Imperatriz (MA), representando 20 projetos selecionados pelo ISPN dentro da estratégia para a promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (<a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">PPP-ECOS</a>). Ao todo, serão investidos quase R$ 6,450 milhões nos estados do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins em ações comunitárias que buscam o uso sustentável da biodiversidade contribuindo com impactos ambientais globais positivos às mudanças climáticas.</p>
<p>A proposta do encontro é que os participantes conheçam e troquem experiências sobre as iniciativas aprovadas na região, identificando oportunidades de articulações entre as instituições e capacitando as organizações executoras sobre a gestão dos projetos, como execução, monitoramento, prestação de contas, estratégias de comunicação, e elaboração dos relatórios de atividades e financeiro.</p>
<p>Os projetos foram selecionados por meio do 25º edital público do Fundo de Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS), com recursos do Fundo Amazônia/ Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Durante a última edição, foram selecionadas 32 propostas, sendo 15 a serem executadas no Maranhão, envolvendo agricultores familiares, assentados, quilombolas, povos indígenas e pescadores.</p>
<p>O PPP-ECOS atua com diferentes questões como raça, etnia, educação, agroextrativismo e juventude, além do incentivo ao protagonismo das mulheres em projetos comunitários. A questão ambiental é aliada às pautas sociais. Os projetos vão beneficiar diretamente cerca de 2.700 famílias.</p>
<p>Uma das iniciativas contempladas foi a da Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema). “Com o nosso projeto, pretendemos criar uma cadeia de produção e comercialização de polpa de frutas oriundas de sistemas agroflorestais para agregar valor econômico, gerar renda, possibilitar acesso a mercados formais pelas famílias e contribuir para aumentar a biodiversidade nos babaçuais”, explicou a coordenadora da Assema, Silvianete Carvalho.</p>
<p>Para o coordenador do Programa Amazônia do ISPN, Rodrigo Noleto, os projetos vão oportunizar uma melhoria de vida das famílias nas suas regiões de atuação que, por sua vez, atuam pela manutenção dos serviços ecossistêmicos que beneficiam toda a sociedade.</p>
<p>“Nosso olhar ecossocial valoriza meios de vida produtivos e sustentáveis. A estratégia institucional que adotamos para esse caminho é a promoção do PPP-ECOS. Um fundo que atua para promover a conservação ambiental e o equilíbrio climático aliados ao uso sustentável da biodiversidade, além de fortalecer a segurança alimentar, gerar renda e promover vida digna no campo por meio de diálogos e ações que assegurem o protagonismo comunitário em sintonia com o enfrentamento das desigualdades sociais”, ressaltou Noleto.</p>
<p>Além da equipe técnica do ISPN, a programação conta com representantes de instituições do estado do Maranhão, como Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP), Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e empresa Suzano.</p>
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