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	<title>Arquivos Agricultura Familiar - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<title>Arquivos Agricultura Familiar - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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	<item>
		<title>Vídeos ensinam agricultores familiares sobre produção de algodão sustentável</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/videos-ensinam-agricultores-familiares-sobre-producao-de-algodao-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2022 12:40:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[agricultores familiares]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[algodão sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[Preparo da terra, plantio, manejo e colheita são os temas abordados nesta série que destaca a experiência bem-sucedida de 46 famílias de Minas Gerais Quatro vídeos curtos de menos de cinco minutos ensinam agricultores familiares sobre a produção adequada de algodão sustentável. Eles são divididos por temas (preparo da terra, plantio, manejo e colheita) e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i>Preparo da terra, plantio, manejo e colheita são os temas abordados nesta série que destaca a experiência bem-sucedida de 46 famílias de Minas Gerais</i></p>
<p>Quatro vídeos curtos de menos de cinco minutos ensinam agricultores familiares sobre a produção adequada de algodão sustentável. Eles são divididos por temas (preparo da terra, plantio, manejo e colheita) e dão dicas sobre espaçamento entre sementes, adubos permitidos, horário adequado de colheita e armazenamento, além de contribuir também com informações sobre plantio de consórcios que fortalecem a segurança alimentar dos agricultores e evitam pragas no algodão. Os vídeos estão disponíveis no <a href="https://www.youtube.com/user/InstitutoSPN">canal de YouTube</a> do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), realizador das peças lançadas neste mês como celebração ao 17 de abril, <strong>Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária</strong>.</p>
<p>Dezoito comunidades de oito municípios localizados no Cerrado do noroeste de Minas Gerais, ao redor da cidade de Arinos, são protagonistas dos vídeos. Por lá, 46 famílias de agricultores familiares foram beneficiadas pelo projeto Algodão Sustentável, apoiado pelo Fundo de Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS), com financiamento da Laudes Foundation. Com o recurso financeiro e o suporte técnico do ISPN, além da parceria com a Copabase e Central Veredas, as comunidades superaram a marca de cinco toneladas de algodão sustentável produzidas na safra de 2021, e comemoraram também a fartura dos consórcios alimentares, que garantiram prato cheio no momento de pandemia de Covid-19 que deixou tantos brasileiros em situação de insegurança alimentar.</p>
<figure id="attachment_16992" aria-describedby="caption-attachment-16992" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-16992" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-300x200.jpg" alt="Fartura nos quintais (Acervo ISPN/Fellipe Abreu)" width="600" height="400" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-1536x1024.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/20210513_fellipeabreu_ispn_103511-scaled.jpg 2048w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16992" class="wp-caption-text">Fartura nos quintais (Acervo ISPN/Fellipe Abreu)</figcaption></figure>
<p>A agricultora Andreia Frota, uma das beneficiadas pelo projeto, mostra a felicidade que é ter uma boa colheita de algodão, com fartura e diversidade no quintal. “Só da gente se alimentar sem agrotóxicos, isso já é uma bênção. Na agricultura familiar, tendo assistência, a gente consegue produzir. Nossa terra é a nossa empresa”, compartilha. Nascido na fazenda e contemplado com políticas de reforma agrária, o agricultor Gaspar Gonçalves também comemora o sucesso do projeto, vislumbrando um futuro melhor para a população do campo. “Lembro quando entrei pela primeira vez na minha terra. Foi 22 setembro de 2001 a primeira noite que dormi na minha terra, onde resido até hoje e não pretendo sair”, conta.</p>
<p>A produção de algodão ainda fortaleceu a tradição cultural da tecelagem e da cantoria das fiandeiras, um costume que era mantido com a busca do algodão sem agrotóxico em outras regiões já que o produto com veneno intoxica e adoece as tecelãs. Haroldo Mendes, agricultor do projeto, celebra esse resgate. “Há 40 anos, minha mãe tinha uma roda de fiar, mas passou um período que não tínhamos mais isso. Agora, com o algodão sustentável, pode aparecer novamente”, comenta com esperança.</p>
<figure id="attachment_16990" aria-describedby="caption-attachment-16990" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-16990" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas-300x168.png" alt="Fiandeiras (Acervo ISPN/Fellipe Abreu)" width="600" height="337" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas-300x168.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas-1024x575.png 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas-768x431.png 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas-1536x862.png 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2022/04/Senhoras-reunidas.png 2048w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16990" class="wp-caption-text">Fiandeiras (Acervo ISPN/Fellipe Abreu)</figcaption></figure>
<p>Antonio Marcos e Anny Caroliny, ambos agentes de assistência técnica e extensão rural que estiveram à frente do sucesso do projeto do Algodão Sustentável, recomendam aos principiantes do cultivo do algodão o trabalho em uma área inicial pequena, de cerca de um hectare. Veja abaixo os principais pontos abordados nos vídeos tutoriais:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Preparo da terra</b></p>
<p><iframe title="Tutorial do algodão sustentável (1/4) - Preparo do solo" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/iSbusLQgyxg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8211; Cultivo em faixas intercaladas com os consórcios de espécies alimentares;</p>
<p>&#8211; Variedades de algodão recomendadas: BRS 416, BRS 293 e BRS 372;</p>
<p>&#8211; Adubação verde: feijão de porco, feijão guandu, crotalária e mucuna preta;</p>
<p>&#8211; Atenção ao regime de chuvas e análise do solo;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Plantio</b></p>
<p><iframe title="Tutorial do algodão sustentável (2/4) - Plantio" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/4n02dqzyqqk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8211; Adubação sustentável: pó de rocha, fosfato, esterco bovino e farinha de osso;</p>
<p>&#8211; Sequência de plantio: gergelim, algodão e consórcio (espécie alimentar);</p>
<p>&#8211; Semeadura manual ou com matraca;</p>
<p>&#8211; Acompanhamento por diário de anotações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Manejo</b></p>
<p><iframe title="Tutorial do algodão sustentável (3/4) - Manejo" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/BweAkzhX1AI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8211; Raleamento após 30 dias do plantio;</p>
<p>&#8211; Controle de plantas daninhas;</p>
<p>&#8211; Controle de pragas mais comuns;</p>
<p>&#8211; Produtos para evitar pragas: cal virgem, sulfato de cobre, leite cru e urina de vaca curtida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Colheita</b></p>
<p><iframe title="Tutorial do algodão sustentável (4/4) - Colheita" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/Skg96dDPXgc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8211; Período de seca, sem sereno ou orvalho;</p>
<p>&#8211; Uso exclusivo de sacos de algodão;</p>
<p>&#8211; Separação do “algodão de primeira” do “algodão de segunda”;</p>
<p>&#8211; Armazenamento adequado;</p>
<p>&#8211; Período do vazio sanitário do algodão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para Jessica Pedreira, engenheira florestal, facilitadora e assessora técnica do ISPN, são os povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares os verdadeiros protetores do meio ambiente. “O modo de vida dos agricultores familiares são inspiração para o aprendizado sobre como ter um desenvolvimento justo e sustentável”, explica. “Como diz aquele ditado, se o campo não planta, a cidade não janta. A experiência do projeto do Algodão Sustentável é um caldeirão de sucesso de produção agroecológica, segurança alimentar, resgate cultural e recordação da importância das políticas de reforma agrária. Estamos falando de fortalecimento das comunidades, para que possam dialogar com o poder público”, finaliza. Para assistir aos quatro vídeos e conferir as orientações completas, além de ver também o mini-documentário de resultados do projeto, <a href="https://www.youtube.com/user/InstitutoSPN/videos">clique aqui</a>.</p>
<p><iframe title="Fiando Histórias: Algodão Sustentável no Cerrado" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/G_bV8XgKnvc?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><b>Sobre ISPN</b></p>
<p>O ISPN é uma organização da sociedade civil sem fins econômicos com sede em Brasília e um escritório em Santa Inês (MA), que há mais de 30 anos atua pelo desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental, por meio do fortalecimento de meios de vida sustentáveis e mitigação às mudanças do clima. Sua principal estratégia é o <b>Fundo PPP-ECOS</b>, um fundo independente gerido pelo ISPN, que capta e destina recursos a projetos de organizações comunitárias de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares que atuam pela conservação ambiental. O Instituto atua nos biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga, em diálogo com as comunidades locais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Restaurantes se unem à ONG pela valorização do Cerrado</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/restaurantes-se-unem-a-ong-pela-valorizacao-do-cerrado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2021 20:34:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[#cerradotropicano]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos nutritivos]]></category>
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		<category><![CDATA[Quebradeiras de Coco Babaçu]]></category>
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					<description><![CDATA[Em campanha que celebra a diversidade alimentar do bioma brasileiro neste fim de ano, Instituto destaca ingredientes locais nos cardápios dos estabelecimentos e clientes ganham brinde; confira as opções saborosas &#160; Três restaurantes da capital federal participam da campanha Cerrado Tropicano, promovida pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) para incentivar o consumo de alimentos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>Em campanha que celebra a diversidade alimentar do bioma brasileiro neste fim de ano, Instituto destaca ingredientes locais nos cardápios dos estabelecimentos e clientes ganham brinde; confira as opções saborosas</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Três restaurantes da capital federal participam da campanha <b>Cerrado Tropicano</b>, promovida pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) para incentivar o consumo de alimentos do Cerrado produzidos ou extraídos por comunidades tradicionais e agricultores familiares. A organização não-governamental tem sede em Brasília e atua há mais de trinta anos pela conservação do bioma. Entre 1º e 23 de dezembro, clientes da Casa Baco, do Authoral e do Le Parisien que, entre as opções do cardápio, pedirem a sugestão &#8220;tropicana&#8221; ganham um brinde em retribuição à preferência pelos ingredientes do Cerrado.</p>
<p>&#8220;Sabemos há tempos que o Cerrado é fonte de vitaminas e minerais, mas muitos consumidores ainda não têm a prática de olhar para esses alimentos e os inserir na alimentação&#8221;, diz Terena Peres de Castro, assessora técnica do ISPN. A dificuldade, ela relata, tem a ver com a forma de acesso aos alimentos, muitas vezes indisponíveis nos mercados tradicionais, e também com a falta de conhecimento sobre como aproveitar os produtos. &#8220;O consumo de produtos oriundos da biodiversidade é um consumo consciente por cumprir importante papel para a conservação ambiental, pois são alimentos produzidos com respeito e envolvem comunidades locais&#8221;, destaca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Cerrado</b><b><i> à la carte</i></b></p>
<p>Nos restaurantes participantes, clientes têm acesso aos sabores regionais. Na Casa Baco, a opção de almoço assinada pelo chef Gil Guimarães é o lombo de sol com canjiquinha e cajuzinho do Cerrado (R$ 59); no Authoral, o chef André Castro traz o óleo de babaçu na receita de pescada em crosta de castanhas brasileiras, creme de moqueca, mousseline de batata doce roxa e vinagrete de milho tostado (R$ 74); já no Le Parisien, o chef Leandro Nunes homenageia a pimenta de macaco no pirarucu empanado com cerveja preta, molho tártaro e chips de batata (R$ 48).</p>
<figure id="attachment_16021" aria-describedby="caption-attachment-16021" style="width: 214px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16021" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Casa-Baco.-materia-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Casa-Baco.-materia-214x300.jpg 214w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Casa-Baco.-materia.jpg 300w" sizes="(max-width: 214px) 100vw, 214px" /><figcaption id="caption-attachment-16021" class="wp-caption-text">Lombo de sol com canjiquinha e cajuzinho do Cerrado da Casa Baco (Divulgação)</figcaption></figure>
<p>Para o chef do Authoral, é responsabilidade dos cozinheiros do Cerrado fomentar o consumo de produtos locais junto à sociedade. &#8220;Isso ajuda na saúde, considerando a variedade nutricional, além de contribuir com a cadeia produtiva que envolve os pequenos produtores&#8221;, afirma. Seu colega de profissão Leandro Nunes concorda: &#8220;Espero que a campanha possa trazer mais atenção para nosso bioma, para ajudar as famílias que vivem do extrativismo sustentável&#8221;. Ambos, assim como o chef Gil Guimarães, compram seus produtos diretamente da Central do Cerrado ou de agroextrativistas e produtores locais.</p>
<figure id="attachment_16019" aria-describedby="caption-attachment-16019" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-16019" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Authoral.-materia-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Authoral.-materia-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Authoral.-materia.jpg 400w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-16019" class="wp-caption-text">Pescada em crosta de castanhas brasileiras, creme de moqueca, mousseline de batata doce roxa e vinagrete de milho tostado no óleo de babaçu do Authoral (Divulgação)</figcaption></figure>
<p>Ao degustar um desses pratos, clientes levam para casa um pedacinho de Cerrado para exibir em suas cozinhas domésticas e se lembrarem da sociobiodiversidade local: ímãs de geladeira que homenageiam as quebradeiras de coco babaçu e os agricultores familiares. Adeptos da ação ainda ajudam a fortalecer o trabalho da ONG que apoia comunidades tradicionais locais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Cerrado é rico em alimentos</b></p>
<p>&#8220;Ao levarmos algumas dessas espécies para os cardápios dos restaurantes, estamos valorizando o bioma e contribuindo para a geração de renda e manutenção dos modos de vida tradicionais&#8221;, diz Ana Paula Jacques, pesquisadora e professora de gastronomia do Instituto Federal de Brasília (IFB). &#8220;A gastronomia tem se mostrado uma importante aliada nesse processo e é isso que o projeto Cerrado Tropicano quer proporcionar aos brasilienses: a oportunidade de conhecerem os sabores do Cerrado em preparações autorais e criativas, além de se conectarem com agricultores familiares e agroextrativistas que coletam, processam e beneficiam esses ingredientes&#8221;, completa, convidando as pessoas a colocarem mais Cerrado no prato.</p>
<p>Brasileiros e estrangeiros que vivem o Cerrado, sejam moradores, turistas ou admiradores, têm à disposição muito mais do que trilhas, cachoeiras e ipês. Como a savana mais biodiversa do mundo, com 30% das espécies nacionais, o Cerrado é berço de alimentos nutritivos e saudáveis, coletados e cultivados por agricultores familiares e comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco babaçu. Presente em todas as regiões, ocupando 25% do Brasil, o bioma é muito mais do que as fronteiras agrícolas de monoculturas. A diversidade alimentar é uma de suas características originais mais marcantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Cerratinga</b></p>
<p>Uma outra ação da campanha<b> Cerrado Tropicano</b> divulga o portal <a href="https://www.cerratinga.org.br/"><i>Cerratinga</i></a>, que disponibiliza aos internautas uma lista de produtores e extrativistas fornecedores de alimentos nativos, como a própria Central do Cerrado. Os consumidores interessados têm acesso ao que eles comercializam e ao canal para aquisição, além de opções de receita que ensinam como consumir os alimentos da melhor maneira. O site ainda oferece detalhes nutricionais de cada espécie e está disponível no endereço www.cerratinga.org.br. Ao incluir os ingredientes nativos no cotidiano, consumidores colaboram no fortalecimento da economia local de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Serviço</b></p>
<p>Campanha Cerrado Tropicano</p>
<p>Até 23 de dezembro</p>
<p><i>Casa Baco</i> (Casapark, Piso Térreo)</p>
<p>Lombo de sol com canjiquinha e cajuzinho do Cerrado [servido no almoço]</p>
<p><i>Authoral </i>(CLS 302, Bloco A, Loja 10)</p>
<p>Pescada em crosta de castanhas brasileiras, creme de moqueca, mousseline de batata doce roxa e vinagrete de milho tostado no óleo de babaçu</p>
<p><i>Le Parisien</i> (CLN 103 Bloco B Loja 2)</p>
<p>Pirarucu empanado com cerveja preta, pimenta de macaco, molho tártaro e chips de batata</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Três estratégias para envolver jovens no campo</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/tres-estrategias-para-envolver-jovens-no-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 13:41:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Bico do Papagaio]]></category>
		<category><![CDATA[Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Família Agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Quebradeira de coco]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombola]]></category>
		<category><![CDATA[Zona rural]]></category>
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					<description><![CDATA[Comunidades tradicionais e agricultores familiares do Maranhão e do Tocantins mostram que educação, comunicação e a prática do artesanato engajam a juventude e a torna orgulhosa de suas raízes rurais, conscientes de que são elas que sustentam as cidades, para além de suas próprias famílias &#160; O desenvolvimento e a modernidade passam pela roça. Essa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>Comunidades tradicionais e agricultores familiares do Maranhão e do Tocantins mostram que educação, comunicação e a prática do artesanato engajam a juventude e a torna orgulhosa de suas raízes rurais, conscientes de que são elas que sustentam as cidades, para além de suas próprias famílias</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desenvolvimento e a modernidade passam pela roça. Essa é a convicção do estudante Erivelton Oliveira Sousa, 18 anos, estudante do último ano do ensino médio da Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio Padre Josimo. No extremo norte do Tocantins, os alunos aprendem não só matemática, português, biologia, artes e as disciplinas convencionais, mas também têm aulas sobre movimentos sociais, sindicatos, produção agroecológica e criação de animais. Baseada na pedagogia da alternância, crianças e jovens passam uma semana na escola e uma semana realizando atividades em casa, aplicando os conhecimentos nas suas próprias comunidades e compartilhando o que aprendem sobre a terra com suas famílias agricultoras.</p>
<p>Remanescente quilombola da comunidade Ciriaco, localizada às margens do Rio Tocantins, Erivelton chegou à EFA ainda no ensino fundamental. Ele recorda que encontrou um espaço onde pode se identificar com o que era ensinado, encontrando uma relação sólida entre teoria e prática. Hoje ele planeja seguir seus estudos superiores em Ciências Agrárias, mas não quer ir para longe: quer estar próximo o suficiente de sua comunidade para continuar aprimorando cada vez mais o trabalho local com a terra.</p>
<p>&#8220;Se todo mundo sair do campo, quem vai alimentar a cidade? Quem vai sujar a mão de terra? O desenvolvimento também está no campo, ele é a base para sustentar a cidade&#8221;. Erivelton tem consciência da importância da sucessão rural, algo que aprendeu na sua escola e que vê no seu cotidiano. Ele comenta que sua comunidade era grande no passado, mas hoje há apenas uma família habitando o local, à qual ele serve de fonte de informação sobre melhores práticas agrícolas. Por lá, plantam cana, criam galinhas, mantêm uma horta e, mais recentemente, Erivelton iniciou a implantação de um apiário local.</p>
<figure id="attachment_15648" aria-describedby="caption-attachment-15648" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15648" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/erivelton.png" alt="Erivelton Oliveira Sousa" width="600" height="374" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/erivelton.png 839w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/erivelton-300x187.png 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/erivelton-768x479.png 768w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15648" class="wp-caption-text">Erivelton Oliveira Sousa, estudante, sabe a importância do campo para as cidades (Acervo ISPN/Raisa Pina)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Agroecologia da escola para a família</b></p>
<p>Silmara Silva, 17 anos, há quatro anos na EFA, sonha em ser fotógrafa e já começou a se aventurar pelo campo artístico. Na aula de artes da EFA, os estudantes são estimulados a realizarem obras de pintura, colagem e desenhos com elementos naturais recolhidos do bosque. Mas o que mais tocou Silmara foi o aprendizado sobre agroecologia. &#8220;É uma forma da gente melhorar as coisas; aqui na escola ensinam a gente a não usar agrotóxico, isso melhora a nossa vida&#8221;.</p>
<p>De acordo com a pesquisa <i>Who Cares, Who Does?</i> de 2020, realizada pela Kantar, quem mais influencia as pessoas em suas escolhas e suas mudanças de consumo numa direção ambiental são os filhos. Celebridades famosas aparecem em oitavo lugar da lista de influenciadores, o que reforça a importância da juventude para a formação da família inteira. Recentemente, uma <a href="https://www.brasildefato.com.br/2020/11/19/juventude-do-bico-do-papagaio-to-quer-permanecer-no-campo-mas-precisa-de-condicoes">pesquisa feita pela APA-TO</a> entre a juventude agroecológica do Bico do Papagaio mostrou que, de 245 estudantes de 12 municípios da região, 72% desejam continuar no campo. O número é resultado das ações de educação e de engajamento desses jovens em comunicação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Comunicação para divulgar e valorizar</b></p>
<p>Matheus Indiano, 23 anos, ex-aluno da EFA e atual técnico da instituição na docência sobre agroecologia, é um dos jovens que integra o GT das Juventudes Rurais do Bico, grupo que reúne quilombolas, quebradeiras de coco e assentados membros de movimentos sociais que organizam as juventudes rurais. Criado em 2018, o GT discute temas do campo e, durante a pandemia, por meio de oficinas temáticas para redes sociais, passou a estimular a produção de conteúdo elaborados pelas próprias comunidades para divulgar direitos, identidades e culturas das comunidades.</p>
<p>No perfil do Instagram, o GT divulga vídeos e fotos produzidos pelos jovens, como o tutorial para fazer turbantes, realizado por Laith Cardoso, ou ainda o tutorial gravado por Antônio Ly, que ensina a fazer uma caixinha de segredos com a palha da palmeira do babaçu. Para Matheus, que sofria preconceito na infância por ser da zona rural, a educação foi fundamental para que ele tivesse orgulho de suas origens.</p>
<p>&#8220;Viemos de antepassados criados no campo, isso faz com que nós, jovens, precisemos dar continuidade a essa luta. Percebo que faço a defesa de uma luta de trabalhadores, é importante lembrar das origens&#8221;, diz o universitário que atualmente estuda Licenciatura em Educação do Campo na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), no campus de Marabá. O trabalho que o GT das Juventudes Rurais do Bico faz, além de engajar, amplia o alcance de narrativas protagonizadas por jovens orgulhosos do campo e com conhecimento valioso em agroecologia, que serve em benefício do equilíbrio climático global.</p>
<figure id="attachment_15650" aria-describedby="caption-attachment-15650" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15650 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/matheus.png" alt="Matheus Indiano" width="600" height="355" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/matheus.png 600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/matheus-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15650" class="wp-caption-text">Matheus Indiano busca qualificação para compartilhar com sua comunidade (Acervo ISPN/Raisa Pina)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Artesanato para agregar valor</b></p>
<p>Do outro lado do Rio Tocantins, já no estado do Maranhão, na região Tocantina, as quebradeiras de coco babaçu da Estrada do Arroz, nas proximidades da Reserva Extrativista do Ciriaco, executaram um projeto que, além de beneficiar mais de 150 famílias, envolvem a juventude na cadeia de produção e comercialização de sabonetes e enfeites. Após capacitação virtual e consultoria empresarial, nasceu a Pindowa, marca coletiva do artesanato das quebradeiras de cinco povoados que compartilham o território (São Félix, Olhos D’água dos Martins, Ciriaco, Coquelândia e Petrolina). O nome é uma referência ao babaçu ainda no estágio juvenil e é resultado do projeto Babaçu Fonte de Vida, apoiado pelo Fundo para Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) e pela Suzano.</p>
<p>As representantes das organizações comunitárias de quebradeiras de coco vem participando cada vez mais de feiras de empreendedorismo e artesanato, além de expandir as encomendas nacional e internacionalmente. O Consulado da Suíça no Brasil é um parceiro e recentemente convidou a Pindowa para participar de um evento no país europeu. No último trimestre, a marca produziu quase dois mil sabonetes feitos à base do óleo de coco babaçu. Neste Natal, as jovens planejam elaborar um kit especial para comercialização via Instagram e WhatsApp.</p>
<figure id="attachment_15652" aria-describedby="caption-attachment-15652" style="width: 501px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15652" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-300x212.jpg" alt="Bárbara" width="501" height="354" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-300x212.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-1024x724.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-768x543.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-1536x1086.jpg 1536w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/11/FSS05444ALTAS-scaled.jpg 2048w" sizes="(max-width: 501px) 100vw, 501px" /><figcaption id="caption-attachment-15652" class="wp-caption-text">Bárbara, filha de quebradeira de coco, é uma das artesãs da Pindowa (Suzano/Fernando Soares)</figcaption></figure>
<p>As experiências das juventudes do Bico do Papagaio e da fronteira do Maranhão, com toda sua consciência e orgulho de serem do campo, preocupados com as gerações futuras e a continuidade da sucessão rural para benefício das cidades e também do clima global, fazem emergir o verso do poeta Manoel de Barros: &#8220;Meu quintal é maior do que o mundo&#8221;. Talvez os quintais desses jovens não sejam maiores, mas com certeza são eles os responsáveis por salvar o planeta das tragédias anunciadas de agrotóxicos e mudanças climáticas. O futuro do mundo está no quintal agroecológico dessas juventudes.</p>
<p>Os Projetos que fomentam a EFA Bico Padre Josimo (Educação do campo e a agroecologia: caminhos para juventude camponesa do Bico), a APA-TO (Organização Sócio-Produtiva para Fomento de Circuitos Curtos de Comercialização da Rede Bico Agroecológico) e as quebradeiras de coco babaçu (Organização da Rede de Produção Agroecológica dos municípios de Araguatins e Buriti) recebem o apoio do Fundo PPP-ECOS, de promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais, com recursos do Fundo Amazônia e gerenciado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Sobre o Fundo PPP-ECOS</b></p>
<p>A promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) é a principal estratégia adotada pelo ISPN na busca por um desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental. Para viabilizar esta estratégia, o Instituto gere um Fundo independente que capta e destina recursos a projetos de organizações comunitárias que atuam pela conservação ambiental por meio do uso sustentável dos recursos naturais, gerando benefícios econômicos e sociais. Hoje, a carteira de financiadores do Fundo PPP-ECOS conta com o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Fundo Amazônia/BNDES, Laudes Foundation, União Europeia e Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Começa a colheita do algodão sustentável no noroeste de Minas</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/comeca-a-colheita-do-algodao-sustentavel-no-noroeste-de-minas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreza Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 16:56:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Algodão]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Ecos]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Algodão]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[Projetos do PPP-ECOS contribuem com agricultores familiares e transformam paisagens do Cerrado em áreas de produção agroecológica; consórcios garantem segurança alimentar dos produtores 46 famílias de agricultores familiares apoiados pelo PPP-ECOS iniciam a colheita do algodão sustentável no noroeste de Minas Gerais. Além do recurso para aquisição de máquinas, insumos orgânicos e preparo da terra, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Projeto</em><em>s</em><em> do PPP-ECOS contribu</em><em>em</em><em> com agricultores familiares e transforma</em><em>m</em><em> paisagens do Cerrado em áreas de produção agroecológica; consórcios </em><em>garantem segurança alimentar dos produtores</em></p>
<p>46 famílias de agricultores familiares apoiados pelo PPP-ECOS iniciam a colheita do algodão sustentável no noroeste de Minas Gerais. Além do recurso para aquisição de máquinas, insumos orgânicos e preparo da terra, o ISPN também proporciona subsídio técnico para transformar áreas rurais com produção agroecológica. O algodão das comunidades, que irá passar por processo de certificação orgânica, não é o único produto que cresce nas mãos das famílias. O algodão é plantado em consórcios que garantem a segurança alimentar dessas comunidades.</p>
<p>Abóbora, melancia, gergelim, milho e outros alimentos brotam nos quintais dos agricultores beneficiados nesta segunda safra, cuja expectativa é de crescimento em comparação com a safra 2019/2020. Para a Assessora Técnica do ISPN responsável pelo acompanhamento do projeto, Jessica Pedreira, a primeira experiência foi um aprendizado. &#8220;Na primeira safra, metade dos produtores tiveram perdas ou desistência. Conseguimos colher 990kg de algodão sustentável. Neste ano, temos certeza de superação desse número. Nossa técnica melhorou, houve preparo com antecedência e mais participantes envolvidos&#8221;, comenta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14014" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-4.50.54-PM-300x135.jpeg" alt="" width="800" height="360" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-4.50.54-PM-300x135.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-4.50.54-PM-1024x461.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-4.50.54-PM-768x346.jpeg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-07-at-4.50.54-PM.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Que o digam os agricultores das comunidades de Igrejinha e do Projeto de Assentamento Borá, ambas do município de Arinos (MG). Por lá a colheita enche as mãos dos produtores. “Esse ano está bem melhor do que ano passado. Alguns produtores já colheram 200kg [de algodão]”, relata a agricultora Anny Caroliny Pereira Rocha.</p>
<p>O sucesso não veio sem desafios. Anny Caroliny comenta que as comunidades enfrentaram formigas e estresse hídrico por quantidade de chuvas, mas com técnica e conhecimento, alcançaram resultados que surpreenderam. “Alguns produtores já querem ampliar a área para a próxima safra, eles estão muito felizes com o projeto”, celebra Rocha .</p>
<p>Aroldo Mendes Babosa, um dos produtores beneficiados, também demonstra satisfação com o projeto. &#8220;Eu planto há 20 anos nessa área, mas nunca tinha feito correção de solo. A terra tem que estar viva para a planta sair bem, por isso que o algodão cresceu desse jeito. O resultado está aí, cresceu tanto que é até difícil de andar por ele&#8221;, diz.</p>
<p>O preparo do solo é uma das contribuições do projeto. O resultado positivo pinta de branco-algodão 52 hectares de área e transforma as paisagens do Cerrado em produção agroecológica. A próxima safra começa em outubro, com o preparo do solo, para plantio em dezembro/janeiro. O cultivo irá vestir a população, pois será utilizado especialmente na produção têxtil. O excedente das culturas alimentícias também é destinado à comercialização.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14019 alignleft" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-04-27-at-11.11.23-AM.jpeg" alt="" width="359" height="479" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-04-27-at-11.11.23-AM.jpeg 959w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-04-27-at-11.11.23-AM-225x300.jpeg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-04-27-at-11.11.23-AM-767x1024.jpeg 767w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-04-27-at-11.11.23-AM-768x1025.jpeg 768w" sizes="(max-width: 359px) 100vw, 359px" /></p>
<p><strong>Sobre o Fundo PPP-ECOS</strong></p>
<p>A promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) é a principal estratégia adotada pelo ISPN na busca por um desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental. Para viabilizar esta estratégia, o Instituto gere um Fundo independente que capta e destina recursos a projetos de organizações comunitárias que atuam pela conservação ambiental por meio do uso sustentável dos recursos naturais, gerando benefícios econômicos e sociais. Hoje, a carteira de financiadores do Fundo PPP-ECOS conta com o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Fundo Amazônia/BNDES, Laudes Foundation, União Europeia e Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU).</p>
<p><em>(Fotos: Anny Caroliny/Dona Aparecida)</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Terra Madre Brasil oferece atividades gratuitas com atores socioambientais de todo país</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/terra-madre-brasil-2020-oferece-atividades-gratuitas-com-atores-socioambientais-dos-cinco-cantos-do-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2020 13:37:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Povos e Comunidades Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[Programação do evento conta com oficinas educativas, rodas de conversa e apresentações artísticas A pluralidade da agricultura familiar e camponesa e as nuances da biodiversidade e da cultura alimentar brasileira integram o formato online da 3ª edição do Terra Madre Brasil (TMB), que acontece entre os dias 17 e 22 de novembro de 2020. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11250" aria-describedby="caption-attachment-11250" style="width: 462px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11250 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Agricultora-familiar-em-barraca-da-feira.jpg" alt="" width="462" height="308" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Agricultora-familiar-em-barraca-da-feira.jpg 2000w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Agricultora-familiar-em-barraca-da-feira-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Agricultora-familiar-em-barraca-da-feira-1024x682.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Agricultora-familiar-em-barraca-da-feira-768x512.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Agricultora-familiar-em-barraca-da-feira-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 462px) 100vw, 462px" /><figcaption id="caption-attachment-11250" class="wp-caption-text">Foto: arquivo Secom do Governo da Bahia</figcaption></figure>
<h5 dir="ltr" style="text-align: center;">Programação do evento conta com oficinas educativas, rodas de conversa e apresentações artísticas</h5>
<p dir="ltr">A pluralidade da agricultura familiar e camponesa e as nuances da biodiversidade e da cultura alimentar brasileira integram o formato online da 3ª edição do Terra Madre Brasil (TMB), que acontece entre os dias 17 e 22 de novembro de 2020.</p>
<p dir="ltr">O evento conta com a correalização do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural/Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (SDR/CAR). A programação integra o evento internacional Terra Madre &#8211; Salone del Gusto 2020, lançado entre os dias 8 e 12 de outubro, e segue por seis meses até abril de 2021, período em que acontece o Congresso Internacional do Slow Food.</p>
<p dir="ltr"><strong>Para conferir a programação completa do evento, clique aqui. </strong></p>
<p dir="ltr">Agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, queijeiros, meliponicultores, quilombolas, indígenas, povos e comunidades tradicionais, ativistas, jornalistas e cozinheiros que compõem o diverso mosaico da rede Slow Food encontram-se virtualmente no Terra Madre Brasil 2020.</p>
<p dir="ltr">“Por conta da pandemia, optamos por manter o evento este ano mudando o formato. Desta forma o movimento Slow Food no Brasil pode seguir com força e novo fôlego em 2021”, avalia Valentina Bianco, coordenadora de parcerias institucionais da Associação Slow Food do Brasil.</p>
<p dir="ltr">Apesar da lacuna de atividades presenciais, a organização do evento enxerga oportunidades neste novo formato. “Inúmeros pontos que devem ser colocados como vantajosos como a ampliação do alcance do evento, a possibilidade da sua extensão e também a ideia de já nascer em um ambiente onde as escolhas e o consumo são feitos de forma consciente”, destaca Guilherme Cerqueira Martins e Souza, coordenador de Inteligência de Mercado do Projeto Bahia Produtiva, realizado pela CAR.</p>
<h5 dir="ltr">Programação</h5>
<p dir="ltr">Para esta edição foram inseridos três eixos que norteiam toda a programação: Cultura Alimentar e Biodiversidade, Educação Alimentar, Segurança Alimentar e Nutricional e Alimentação Escolar e Incidência Política e Mobilização da Sociedade Civil. O Terra Madre Brasil coincide no dia 20 de novembro com o Dia da Consciência Negra, e terá uma  programação dedicada à Diáspora e Culinária Afrobrasileira.</p>
<p dir="ltr">Entre as atividades estão 15 Rodas de Conversa com integrantes da rede Slow Food Brasil — de comunidades rurais e urbanas — e de organizações parcerias para debates e fortalecimento de iniciativas conjuntas dos três eixos temáticos. A programação conta com 2 grandes Diálogos, espaços de problematização, reflexão coletiva e inspiração sobre o sistema alimentar e seus impactos na cultura alimentar, na justiça social e no equilíbrio ecológico, com a participação de ativistas e formadores de opinião.</p>
<p dir="ltr"><em><strong>Rodas de Conversa, Diálogos e Oficinas do Gosto  </strong></em></p>
<p dir="ltr">As Rodas de Conversa iniciam no dia 17/11, às 14h, com uma Mesa de Abertura composta pela ativista Bela Gil, Georges Schnyder (presidente da Associação Slow Food do Brasil), Dionete Figueiredo (referência da Fortaleza Slow Food do Baru e liderança da cooperativa Copabase/MG), Wilson Dias (Presidente &#8211; Diretor da CAR) e saudações de Carlo Petrini (fundador do movimento Slow Food).</p>
<p dir="ltr">Às 16h acontece a Roda de Conversa Ferramentas de reconhecimento do patrimônio e da cultura alimentar (MAPA, FAO, IPHAN, Slow Food) e às 18h, o encontro virtual sobre Cultura alimentar e políticas públicas, mediado por Lina Luz (Escola de Gastronomia Social &#8211; CE), que terá entre os participantes Tainá Marajoara (Ponto de cultura Iacitátá &#8211; PA) e Célio Turino (responsável pela criação do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_Cultura_Viva" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_Cultura_Viva&amp;source=gmail&amp;ust=1603455144249000&amp;usg=AFQjCNHtRJJ9rUtJtb40XAzV6_vlX3B4kw">Programa Cultura Viva</a>, política do Ministério da Cultura 2004-2010).</p>
<p dir="ltr">O modelo de Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA) também figura entre os temas que integram as Rodas de Conversa no dia 18/11, às 14h. Os CSAs têm como proposta transformar consumidores em voz ativa de um sistema de compra mais justo e sustentável. Entre os participantes confirmados estão Rafael Coimbra, Wagner Ferreira dos Santos e Claudia Vivaqua.</p>
<p dir="ltr">O dia 20/11 é dedicado ao eixo temático Diáspora e Culinária Afrobrasileira. Das 16h às 17h30 acontece o Diálogo Comida de Terreiro. O bate-papo aborda a importância cultural dos ingredientes que ganham  significado espiritual entre as regiões de matriz africana. A conversa é inspirada nos saberes originários de experiências simbólicas nos terreiros.</p>
<p dir="ltr">As histórias das mulheres negras na cozinha e a forte identidade da mulher negra nascida no início do século 20 inspirou a criação do livro As mulheres das Colheres de Pau, ainda não publicado. Essa temática cultural será o tema central do encontro A Resistência das Mulheres Negras: alimento que resiste, alimento que conecta, que acontece das 18h às 19h30.</p>
<p dir="ltr">No dia 21/22, às 11h, o Diálogo Alimentando Pandemias, com a participação já confirmada da ativista e jornalista Soledad Barruti (Argentina), e dos pesquisadores Beta Recine (DF) e Paulo Artaxo (SP), propõe reflexões sobre a pandemia global que compromete nosso futuro: obesidade, desnutrição, colapso climático e covid-19.</p>
<p dir="ltr">Ainda na programação do fim de semana, o Diálogo Outros Caminhos Possíveis traz caminhos de inspiração e resiliência a partir da interligação entre comida, natureza e sociedade. Outros modos de viver e se organizar, tendo a centralidade do alimento como premissa, pelo olhar de Jera Guarani (cosmologia Guarani) e Tiganá Santana (cosmologias bantu), entre os participantes já confirmados, com a mediação de Frei Betto.</p>
<p dir="ltr">O espaço educativo será composto por uma programação que envolve 16 atividades, entre  laboratórios para crianças e oficinas do gosto, promovendo a aproximação entre  cozinheiras e cozinheiros da rede Slow Food que atuam na valorização dos biomas e ecossistemas brasileiros e representantes de comunidades rurais engajadas na salvaguarda de alimentos que integram a Arca do Gosto: catálogo internacional de alimentos de origem vegetal, animal e produtos beneficiados que são fruto de técnicas e conhecimentos tradicionais e compõem a sociobiodiversidade brasileira.</p>
<p dir="ltr">Entre os ingredientes do catálogo estão os frutos do bioma Caatinga como umbu, maracujá da caatinga e licuri &#8211; todos eles serão utilizados e apresentados na Oficina do Gosto: bioma Caatinga.  As raças nativas de caprinos e ovinos e as técnicas de conservação ligadas à manta de bode serão o foco principal da oficina conduzida pela cozinheira Bruna Moreira, nascida no interior da Bahia na região do semiárido. A atividade é seguida de um bate-papo com Denise Cardoso, nascida na comunidade tradicional de Fundo de Pasto de Caladinho, interior de Curaçá, Bahia, e presidenta da Cooperativa Coopercuc, que integra a Fortaleza do Umbu e do Maracujá da Caatinga, com a mediação do pesquisador Marcelo Terça-Nada.</p>
<p dir="ltr">As diferenças entre os Méis de Abelhas Nativas e das originárias de abelhas apis serão o tema central da Oficina do Gosto mediada por Carlos Alexandre Demeterco (facilitador do Slow Food Brasil e mestre em agricultura no trópico úmido) com participação do casal de agricultores familiares Salete e Benedito, criadores de abelhas nativas em Mandirituba -PR e do cozinheiro Rodrigo Bellora, do restaurante Valle Rústico (Vale dos Vinhedos &#8211; RS).</p>
<p dir="ltr"><em><strong>Apresentações artísticas </strong></em></p>
<p dir="ltr">O Terra Madre Brasil conta também com uma rica programação apresentações artísticas, entre documentários, show, filmes e bate-papos, que ocorrerão no final do dia, a partir das 19h30. Já confirmaram presença nomes como Chico César (dia 17/11, das 19h30 às 20h30) e Alessandra Leão (dia 22/11 das 19h30 às 20h30). No dia 19/11, das 19h30 às 20h30 é dia de Slow Food no Filme com a estreia do documentário Dois Riachões: Cacau e Liberdade.</p>
<p dir="ltr">Ainda integrarão a plataforma e conteúdo do Terra Madre Brasil 2020 um mapa interativo dedicado às Comunidades Slow Food, à Agricultura Familiar e às Indicações Geográficas e uma instalação artística que busca reproduzir o universo da mandioca e da produção de farinhas. A Casa de Farinha tem como recorte a região Norte, centro de origem da mandioca; o Nordeste, com as casas de farinha e o Sul, com a presença dos engenhos. Nesse espaço serão valorizados os aspectos patrimoniais, de segurança alimentar e nutricional e da cultura alimentar que permeiam os territórios onde as farinhas são produzidas a partir de técnicas e saberes tradicionais.</p>
<h5 dir="ltr">Sobre o Slow Food Brasil</h5>
<p dir="ltr">O Slow Food surge protestando contra a primeira loja do McDonald’s na Itália, em 1986, em contraposição política, simbólica e filosófica ao fast-food e o que esse modelo alimentar representa: a padronização massiva da alimentação de má qualidade, o modelo agrícola químico-dependente de produção em larga escala e as condições injustas de trabalho.</p>
<p dir="ltr">Os ativistas e defensores da filosofia Slow Food integram os núcleos de ação local denominados Comunidades Slow Food, que reúnem pessoas de várias esferas e com diversos interesses sobre o alimento. Esses grupos tecem uma rede alimentar com potencial para pensar e construir alternativas ao sistema alimentar vigente a níveis local, regional e global.</p>
<p dir="ltr">No Brasil, o movimento chegou pelo Rio de Janeiro no ano 2000, e realizou suas primeiras duas edições do Terra Madre respectivamente em 2007 e 2010, ambos em Brasília. Desde 2013 a rede Slow Food Brasil conta com o apoio institucional da Associação Slow Food do Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público que atua como guardiã dos programas, da filosofia e da marca do Slow Food no Brasil.</p>
<h5 dir="ltr">Sobre a CAR</h5>
<p dir="ltr">Com a missão de promover o desenvolvimento regional por meio da inclusão socioprodutiva, o Governo da Bahia, através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR,  vem se empenhando fortemente no combate à pobreza em comunidades rurais, priorizando o fortalecimento da agricultura familiar, economia solidária, comercialização, territorialização, segurança hídrica, convivência com a seca, e o gerenciamento sustentável do meio ambiente.</p>
<p dir="ltr">A CAR tem apostado nas potencialidades regionais, incentivado associações e cooperativas que investem em atividades e produtos capazes de gerar efetivamente emprego e renda, e estimula o desenvolvimento de diversas cadeias produtivas, tais como a apicultura, caprinocultura, fruticultura, ovinocaprinocultura, a produção de chocolate e o beneficiamento de leite.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sustentabilidade e geração de renda no Noroeste de Minas Gerais</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/sustentabilidade-e-geracao-de-renda-no-noroeste-de-minas-gerais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2020 12:52:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10823" aria-describedby="caption-attachment-10823" style="width: 319px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10823" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Algodao.jpg" alt="" width="319" height="426" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Algodao.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Algodao-225x300.jpg 225w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Algodao-768x1024.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Algodao-1152x1536.jpg 1152w" sizes="(max-width: 319px) 100vw, 319px" /><figcaption id="caption-attachment-10823" class="wp-caption-text">Foto: acervo Copabase.</figcaption></figure>
<p>Já pensou em uma iniciativa que contribui para a qualidade de vida de famílias agricultoras ao mesmo tempo que proporciona produtos mais sustentáveis para a sociedade? Esse é o Projeto Algodão Sustentável no Cerrado, desenvolvido dentro da estratégia para promover Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) do ISPN. Desde o ano passado, a ação vem apoiando associações comunitárias no Noroeste de Minas Gerais que, por sua vez, atuam com agricultores e agricultoras familiares por meio do desenvolvimento de capacitações, distribuição de sementes e orientações técnicas para o plantio do algodão agroecológico, feito junto com o cultivo de outras culturas, o que também contribui para a renda e segurança alimentar local.</p>
<p>Ao todo, são cerca de 45 pessoas diretamente beneficiadas em sete municípios da região. Com a produção do algodão agroecológico, agricultores e agricultoras poderão comercializá-lo com pequenas e médias empresas da moda, o que irá contribuir para um consumo sustentável e consciente na sociedade, além de garantir mais geração de renda e promover a melhoria da qualidade de vida nas comunidades alcançadas pela iniciativa.</p>
<figure id="attachment_10824" aria-describedby="caption-attachment-10824" style="width: 317px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10824 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Mao-segurando-algodao.jpg" alt="" width="317" height="322" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Mao-segurando-algodao.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Mao-segurando-algodao-296x300.jpg 296w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Mao-segurando-algodao-1009x1024.jpg 1009w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Mao-segurando-algodao-768x780.jpg 768w" sizes="(max-width: 317px) 100vw, 317px" /><figcaption id="caption-attachment-10824" class="wp-caption-text">Foto: acervo Copabase</figcaption></figure>
<p>Durante os meses de junho e julho, os grupos de agricultores e agricultoras começaram a colheita do algodão, que é plantado de maneira agroecológica, sem o uso de agrotóxicos e em diálogos coletivos para o fortalecimento e incentivo ao protagonismo das famílias agricultoras. Junto com o algodão, também são produzidos gergelim, milho, abóbora e feijão. O gergelim iniciou seu processo de comercialização com o apoio de uma das organizações parceira e beneficiária, a Cooperativa COPABASE, o que irá proporcionar mais renda para as famílias agricultoras.</p>
<p>Os próximos passos do projeto contarão com o beneficiamento, comercialização e certificação do algodão. A COPABASE irá organizar o beneficiamento e comercialização coletiva para que o algodão seja inserido no mercado com um preço justo. Embora os plantios já tenham sido feitos de forma agroecológica e seguindo a especificações da legislação de orgânicos, a Copabase  e o ISPN irão articular rodas de conversa e trocas de experiências para que os grupos de produtores dialoguem e se informem sobre as etapas e benefícios do processo de certificação.</p>
<p>“A sistematização dos aprendizados até a fase atual irá continuar, para o melhor planejamento das próximas safras, esperando que mais produtores façam a adesão ao projeto para fortalecer a cadeia produtiva do algodão agroecológico”, comenta a assessora técnica do ISPN, Jessica Pedreira .</p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</span></p>
<p><a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b><i> A iniciativa integra nossa estratégia para a promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) e recebe o financiamento da Laudes Foundation. Saiba mais sobre o PPP-ECOS.  </i></b></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Propostas para a agricultura familiar devem ser votadas semana que vem</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/propostas-para-a-agricultura-familiar-devem-ser-votadas-semana-que-vem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2020 15:33:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[Com informações da Articulação Nacional de Agroecologia  Seria votado na última quinta-feira, 25.06, na Câmara dos Deputados,  o Projeto de Lei Emergencial da Agricultura Familiar. Redes e movimentos populares do campo e deputados/as progressistas elaboraram um conjunto de propostas a serem incorporadas ao PL Emergencial, que visa apoiar a agricultura familiar e camponesa durante o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10722" aria-describedby="caption-attachment-10722" style="width: 499px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10722" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Agricultora-e-agricultor-familiar-em-contra-luz-aguando-plantacao.jpg" alt="Agricultora e agricultor familiar em contra-luz aguando plantação" width="499" height="334" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Agricultora-e-agricultor-familiar-em-contra-luz-aguando-plantacao.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Agricultora-e-agricultor-familiar-em-contra-luz-aguando-plantacao-300x201.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Agricultora-e-agricultor-familiar-em-contra-luz-aguando-plantacao-1024x685.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Agricultora-e-agricultor-familiar-em-contra-luz-aguando-plantacao-768x514.jpg 768w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /><figcaption id="caption-attachment-10722" class="wp-caption-text">Foto: acervo ISPN/Méle Dornelas</figcaption></figure>
<p><a href="https://agroecologia.org.br/2020/06/22/camara-vota-propostas-para-a-agricultura-familiar-na-proxima-quinta-feira/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Com informações da Articulação Nacional de Agroecologia </em></a></p>
<p>Seria votado na última quinta-feira, 25.06, na Câmara dos Deputados,  o Projeto de Lei Emergencial da Agricultura Familiar. Redes e movimentos populares do campo e deputados/as progressistas elaboraram um conjunto de propostas a serem incorporadas ao PL Emergencial, que visa apoiar a agricultura familiar e camponesa durante o período de calamidade pública ocasionado pela pandemia do coronavírus. <span data-offset-key="bv32-0-0">A votação do PL foi adiada e ainda não há nova data. Espera-se que o presidente da Câmara, </span><span class="_247o" spellcheck="false" data-offset-key="bv32-1-0"><span data-offset-key="bv32-1-0">Rodrigo Maia</span></span><span data-offset-key="bv32-2-0">, coloque o Projeto na pauta da próxima semana.</span></p>
<p>Essas propostas são matéria de cerca de 23 projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, entre eles o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2241784">PL 886/2020</a>, de autoria de Padre João (PT/MG) e outros 12 deputados/as, e o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2239605">PL 735/2020</a> , de autoria de Enio Verri (PT/PR) e outros 46 deputados/as. Todas as proposições legislativas para a agricultura familiar serão analisadas, na próxima quinta-feira, sob o “guarda-chuva” do PL 735/2020, que precisa ser apreciado pelo Plenário da Câmara em regime de urgência.</p>
<p>As proposições populares estão organizadas em quatro eixos: fomento à atividade agropecuária familiar e crédito em condições especiais; criação do Programa de Aquisição de Alimentos Emergencial (PAA-E); ações específicas para o apoio a mulheres agricultoras e solução do endividamento da agricultura familiar e camponesa.</p>
<p>O valor proposto para o fomento às atividades produtivas é de até R$ 5 mil e, no caso das mulheres, de até R$ 10 mil. Há também a possibilidade de cooperativas e associações acessarem até R$ 200 mil. “Esses são recursos não reembolsáveis, destinados a aumentar a produção. Para isso, é necessário investir na estruturação das unidades produtivas familiares, a exemplo de processos de beneficiamento dos alimentos”, explica Denis Monteiro, agrônomo e secretário executivo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).</p>
<p>A linha de crédito de custeio emergencial é destinada ao financiamento dos alimentos, com crédito de até R$ 20 mil por cada beneficiário, com juros zero, prazo de carência de cinco anos para começar a pagar a dívida e prazo de reembolso de 10 anos. No caso de coletivos e grupos de mulheres, a proposta é que o crédito possa ser de até R$ 50 mil por grupo.</p>
<p>Para Monteiro, a política de fomento é importante, entre outros motivos, porque os juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), anunciado a semana passada pelo governo federal, estão em 2,75%. “São juros altos, acima da taxa Selic. Infelizmente, vão contribuir ainda mais para que o número de agricultores e agricultoras familiares que acessam o Pronaf seja ainda menor e que o financiamento seja muito focado na produção de soja e de milho para ração animal, favorecendo as cadeias de exportação vinculadas ao agronegócio, não favorecendo a produção diversificada de alimentos saudáveis para o mercado interno e para abastecer os programas públicos. Por isso, a proposta dos movimentos para o fomento é direcionada aos agricultores e agricultoras de mais baixa renda, que estão no campo e produzem os alimentos consumidos nas cidades. Esses agricultores são a grande massa de agricultores familiares no Brasil”.</p>
<p>Outro grupo de propostas busca solucionar as dívidas já contraídas pela agricultura familiar. Prevê uma moratória de três anos de todas as dívidas de agricultores e agricultoras familiares e cooperativas dessa categoria. Após esse prazo, a dívida seria parcelada por 10 anos com revisão de valores e encargos. “Essa proposta é bem importante para que agricultores e agricultoras que têm dívidas não fiquem excluídos do acesso às políticas públicas”, defende Monteiro.</p>
<p>O eixo de ação relativo ao PAA Emergencial trata da simplificação dos procedimentos administrativos. O objetivo é que o governo possa comprar a produção da agricultura familiar e fazer a doação desses alimentos para organizações que prestam assistência alimentar a famílias de baixa renda. As modalidades propostas para o PAA Emergencial são a “Compra Direta” e o “Apoio à Formação de Estoques”. Devem ser considerados o limite anual de compra por unidade familiar de até R$ 10 mil, a participação de, no mínimo, 50% de mulheres e que estados e municípios fiquem autorizados a contratar diretamente das organizações da agricultura familiar.</p>
<p>“A gente está vivendo um momento em que há grande incerteza em relação aos mercados de alimentos para os próximos meses. A agricultura familiar já sofreu um impacto grande com a suspensão das feiras, a interrupção, em muitos estados e municípios, da compra institucional pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE, com o fechamento de restaurantes etc. Então, há perdas que foram se acumulando ao longo desses meses e uma incerteza de como se comportará o mercado de alimentos nos próximos três, seis meses ou um ano. O Estado precisa sinalizar para a agricultura familiar que haverá apoio efetivo. Esse apoio significa que haverá programas de compras públicas, como o PAA Emergencial”, afirma o representante da ANA.</p>
<p>No final de abril, o governo federal anunciou a liberação de R$ 500 milhões para o PAA, valor considerado insuficiente pelos movimentos . No documento “<a href="https://agroecologia.org.br/2020/04/08/paa-programa-de-aquisicao-de-alimentos-da-agricultura-familiar-comida-saudavel-para-o-povo/">Programa de Aquisição de Alimentos: Comida Saudável para o Povo</a>”, assinado por mais de 800 organizações, redes e movimentos do campo e da cidade, a reivindicação é pela liberação de R$ 1 bilhão, até o final deste ano, e de R$ 3 bilhões, até 2021.</p>
<p>A aprovação do PL Emergencial, considerando as propostas e valores apresentados pelo grupo de redes e movimentos populares e parlamentares progressistas, é importante também para os consumidores e consumidoras de alimentos residentes nos grandes centros urbanos. O planejamento da produção no campo se reflete na disponibilidade e preço dos alimentos que chegam às cidades. Denis Monteiro defende que os recursos públicos aplicados na agricultura familiar são investimentos na segurança alimentar de toda a população. “A agricultura precisa planejar e semear todo dia. Precisa tomar decisões se vai ampliar ou não a área de produção e o criatório. Então, o Estado precisa sinalizar com políticas públicas de apoio. Caso contrário, podemos ter problemas para a segurança alimentar e nutricional, não só das pessoas que estão em dificuldade econômica, mas também das pessoas nas cidades que terão dificuldade de acessar determinados tipos de alimentos”.</p>
<p>O estímulo à produção neste período de pandemia já tem apresentado reflexos nos preços. “A gente tem visto que o preço dos alimentos segue subindo. A inflação nos últimos 12 meses foi de 1,88%, mas a inflação dos alimentos chegou a perto de 5%. A gente viu, só nos últimos três meses, alimentos como arroz, feijão, cebola e ovos terem aumento de preço”, explica.</p>
<p>“Corremos, então, um risco real de, nos próximos meses, caso não haja políticas públicas consistentes, direcionadas à agricultura familiar, que produz a maior parte dos alimentos que a gente consome, termos o preço da comida subindo e o desabastecimento de alguns itens e mercados. Não quer dizer que haverá prateleiras vazias, mas alguns itens podem começar a faltar se não houver estímulo à produção da agricultura familiar. Então, políticas públicas são importantes. O PL Emergencial trata disso, visa gerar demanda pelos alimentos produzidos pela agricultura familiar e criar as condições para que agricultores e agricultoras  possam plantar, cuidar de seus pomares, ampliar suas hortas, plantar o roçado, porque terão a garantia de que poderão comercializar a sua produção”, conclui o secretário executivo da ANA.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quem protege nosso Meio Ambiente?</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/quem-protege-nosso-meio-ambiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 10:09:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Territórios]]></category>
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					<description><![CDATA[Há diversas gerações, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares conectam experiências sustentáveis à conservação ambiental, o que pode significar muito para superarmos crises, como a gerada pela pandemia da COVID-19 Proteção de nascentes, plantio de árvores, cultivos sem o uso de agrotóxicos e distribuição de sementes são algumas das práticas de agricultores familiares, indígenas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">Há diversas gerações, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares conectam experiências sustentáveis à conservação ambiental, o que pode significar muito para superarmos crises, como a gerada pela pandemia da COVID-19</span></i></p>
<figure id="attachment_10527" aria-describedby="caption-attachment-10527" style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10527 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/KRAHO_A_42346-1.jpg" alt="" width="526" height="395" /><figcaption id="caption-attachment-10527" class="wp-caption-text">Foto: acervo ISPN/Peter Caton</figcaption></figure>
<p>Proteção de nascentes, plantio de árvores, cultivos sem o uso de agrotóxicos e distribuição de sementes são algumas das práticas de agricultores familiares, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, pescadores artesanais e tantos outros povos e comunidades tradicionais que, há gerações, aprenderam a conviver de maneira harmoniosa com o meio ambiente. Desconhecidos por grande parte da população brasileira, muitos desses povos do campo contam com o apoio de iniciativas que valorizam seus modos de vida, o que contribui para que permaneçam em seus territórios e continuem atuando pela proteção da biodiversidade. E é por esse caminho que podemos encontrar respostas para superarmos crises sanitárias como a atual.</p>
<h5>Povos, Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares: quem são?</h5>
<p>De acordo com a Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, instituída pelo decreto 6.040 de 2007, esses são “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos por tradição&#8221;.</p>
<p>A agricultura familiar, por sua vez, é feita por mão de obra essencialmente formada pelo núcleo familiar. Ao conversar com um agricultor ou agricultora, você irá descobrir que, provavelmente, seus pais, tios, avós, bisavós e tataravós também praticavam esse tipo de atividade, conectando gerações. E é bonito perceber que praticamente todos os povos e comunidades tradicionais também praticam essa forma de produção que acompanha gerações.</p>
<p><iframe title="Povos e Comunidades Tradicionais" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/yuFVtrQO0GY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h5>Conhecimentos pela vida, proteção pela natureza</h5>
<p>No Cerrado, na Caatinga, na Amazônia e em qualquer outro bioma brasileiro, estão essas pessoas que possuem modos de vida próprios, bem diferente de muitos centros urbanos, e que, por isso mesmo, têm muito o que nos ensinar. O aprendizado com seus antepassados e a relação intrínseca com a natureza fizeram com que esses grupos desenvolvessem práticas que respeitam e conservam o meio ambiente ao mesmo tempo que utilizam seus recursos para sobreviverem. Na biodiversidade, agricultores e povos e comunidades tradicionais (PCTAFs) encontram alimentação, moradia, remédios e tradições culturais.</p>
<p>No Cerrado goiano, a comunidade da quilombola e especialista em fitoterápicos e curas tradicionais, Lucely Morais Pio, desvenda uma verdadeira farmácia. Ela conta que a casca do ipê roxo, por exemplo, é usada para curar infecções, já a do Jatobá serve para fortalecer a imunidade, além de ser um importante expectorante no tratamento de tosses com secreção. A planta guaco, também bastante utilizada pelos quilombolas, ajuda no combate à bronquite, gripe, rouquidão, infecção na garganta e tosse; e a assa peixe, que pode ser preparada como se fosse realmente um peixe, contribui no tratamento da pneumonia, além de ser rica em ômega 3.</p>
<p>Lucely herdou de seus avós muitos desses conhecimentos, que por sua vez aprenderam com seu tataravô a fazer o uso da biodiversidade de maneira responsável e para o bem da comunidade. A quilombola também faz parte da Associação Pacari, rede formada por organizações comunitárias e que, por meio do uso sustentável do Cerrado, praticam a medicina tradicional. O aprendizado com seus antepassados e o fortalecimento dele junto a Pacari fazem de Lucely mais uma voz em defesa da savana brasileira. “Precisamos usar de forma sustentável o Cerrado, pois nossos remédios naturais saem de plantas endêmicas e da diversidade que o bioma traz, ele é muito importante para a vida da gente”, salienta.</p>
<figure id="attachment_10550" aria-describedby="caption-attachment-10550" style="width: 511px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10550" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Lucely.jpg" alt="" width="511" height="341" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Lucely.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Lucely-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Lucely-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Lucely-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 511px) 100vw, 511px" /><figcaption id="caption-attachment-10550" class="wp-caption-text">Lucely é quilombola e aprendeu com seus antepassados a força das plantas medicinais do Cerrado.</figcaption></figure>
<p>Assim como a sabedoria tradicional de Lucely esclarece a importância do meio ambiente para contribuir com a saúde de sua comunidade, o doutor em Ciências Biológicas e Molecular e professor na Universidade de São Paulo (USP), Marcos Buckeridge, pontua a importância da valorização e proteção da biodiversidade para pesquisas que nos forneçam medicamentos essenciais para a saúde da população. “Muitas plantas do Cerrado apresentam capacidade enorme de produção de compostos químicos. Muitas delas poderiam, hoje, ser usadas como fitoterápicos que amenizassem os efeitos da COVID-19 ou então como base para rapidamente desenhar novos fármacos que ajudassem a interferir mais fortemente no processo de entrada do vírus nas células”, comenta.</p>
<p>Para Buckeridge, se pensarmos no futuro, a biodiversidade é a maior riqueza que um país poderá ter. E nas práticas do geraizeiro Samuel Caetano e sua comunidade, localizada em Minas Gerais, encontramos a proteção dessa biodiversidade. Samuel explica que aprendeu com seus antepassados como aproveitar o que o meio ambiente oferece sem prejudicar seus recursos naturais. “A gente aprendeu, através de conhecimentos seculares, a viver de forma harmoniosa com o Cerrado. Então, por exemplo, se existem áreas muito vulneráveis, como as nascentes de beira de rio, já sabemos que ali não podemos fazer intervenções, temos sim que proteger”.</p>
<p>Kunity Panará, do povo indígena Panará, comunga da mesma fala de Samuel, “a gente tem formas de viver que não precisam prejudicar a Amazônia e nem acabar com o nosso território, que é onde a gente vive”, conta. Segundo estudos científicos*, mesmo rodeadas por forte pressão, as terras indígenas são as que conseguem bloquear de forma mais eficiente o desmatamento, seguidas das Unidades de Conservação de Proteção Integral e as de Uso Sustentável.</p>
<h5>Paisagens conservadas, populações fortalecidas</h5>
<p>Por meio da estratégia do ISPN para a promoção de <a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS)</a>, os Panará, etnia de Kunity, receberão apoio para um projeto comunitário ecossocial que potencializa o trabalho de proteção da natureza desenvolvido por eles e seus antepassados. Com a iniciativa, o grupo poderá fortalecer atividades produtivas como coleta, manejo e comercialização do fruto cumaru, assim como a produção e comercialização do artesanato feito pelas mulheres da aldeia. Além disso, o projeto prevê o plantio de roças tradicionais, com recuperação de áreas degradadas na Amazônia. “Iniciativas assim aparecem para contribuir e valorizar os modos de vida das populações do campo, contribuindo para que eles permaneçam na terra com dignidade e fazendo o que sabem de melhor: proteger o ambiente onde estão inseridos”, explica a coordenadora do Programa Cerrado e Caatinga do ISPN, Isabel Figueiredo.</p>
<p>Assim como os Panará, no município de Nova Guarita (MT), agricultores familiares também receberão apoio do PPP-ECOS para a organização de sua Rede de Sementes e outras atividades de conservação ambiental. As sementes cumprem importante papel para o reflorestamento de terras degradadas, como o plantio de mudas para a proteção do solo. “Nós queremos organizar nossa rede de sementes para possibilitar que os agricultores possam plantar suas agroflorestas, suas áreas de preservação ambiental ou fazer a recuperação de nascentes”, conta o agricultor Nevair Bugão.</p>
<p>A forma de produção também conta bastante quando o assunto é proteger o meio ambiente. Na Caatinga, no município de Solidão (PE), por meio de um projeto também apoiado pelo PPP-ECOS, agricultoras contam com um sistema para o reuso da água vinda de tarefas domésticos como lavar louça, roupa e tomar banho, conhecida como <a href="https://ispn.org.br/mes-das-mulheres-as-aguas-de-marco/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">água cinza</a>. O reaproveitamento dessa água é utilizado para aumentar a irrigação de suas plantações. A agricultora Maria Celeste conta sobre o empoderamento que o mecanismo gera. “Quero plantar bastante pé de mamão, maracujá e goiaba. Dobrar minha produção. O reuso da água vem me dando mais independência financeira, meu marido fica fora, e eu sou responsável pela roça e pela casa. Não quero depender mais do dinheiro dele”, explica Celeste.</p>
<figure id="attachment_10552" aria-describedby="caption-attachment-10552" style="width: 435px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10552 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/construcao-sistema-de-reuso-da-agua-cinza.jpg" alt="" width="435" height="389" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/construcao-sistema-de-reuso-da-agua-cinza.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/construcao-sistema-de-reuso-da-agua-cinza-300x268.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/construcao-sistema-de-reuso-da-agua-cinza-1024x916.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/construcao-sistema-de-reuso-da-agua-cinza-768x687.jpg 768w" sizes="(max-width: 435px) 100vw, 435px" /><figcaption id="caption-attachment-10552" class="wp-caption-text">Sistema para o tratamento e reuso da água cinza, utilizada para irrigar plantações.</figcaption></figure>
<p>Além de otimizar o uso da água, bem valioso não só no Sertão, mas para toda população, as agricultoras priorizam os adubos naturais, como o esterco das vacas, para proteger suas plantações, eliminando os agrotóxicos de sua rotina. Com isso, evitam a poluição dos solos e das águas e ainda garantem alimentos livres de veneno para suas famílias e para quem os consome nas feiras locais ou quando enviam para os centros urbanos nas feiras agroecológicas.</p>
<p>Segundo o <a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/portfolio-cerradocaatinga.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">portfólio do PPP-ECOS no Cerrado e na Caatinga</a>, somente nesses biomas, cada família beneficiada pela iniciativa evita a liberação de gás carbônico (CO2) equivalente às emissões anuais de 45 famílias (considerando três pessoas por família). Ou seja, os projetos de restauração ecológica que encontram protagonismo dos PCTAFs retornam benefícios relevantes para a mitigação das mudanças climáticas, em uma dinâmica de ações locais para impactos globais. Encontramos assim paisagens conservadas ao mesmo tempo que temos o fortalecimento de quem mais atua para essa proteção: os modos de vida de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10641 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/povos.png" alt="" width="503" height="285" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/povos.png 695w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/povos-300x170.png 300w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /></p>
<figure id="attachment_10638" aria-describedby="caption-attachment-10638" style="width: 506px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10638" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/conectando.png" alt="" width="506" height="285" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/conectando.png 695w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/06/conectando-300x169.png 300w" sizes="(max-width: 506px) 100vw, 506px" /><figcaption id="caption-attachment-10638" class="wp-caption-text">Paisagens conservadas por PCTAFs com o uso sustentável conectam as Áreas Protegidas, formando corredores de biodiversidade.</figcaption></figure>
<h5>Conservação ambiental e o enfrentamento às crises sanitárias</h5>
<p>Diante da pandemia do novo coronavírus, é recorrente a questão de como a proteção ambiental pode ser aliada ao enfrentamento de crises sanitárias. A saúde humana e a saúde do planeta estão fortemente ligadas. Segundo o Programa da ONU para o Meio Ambiente, existem cerca de oito milhões de formas de vida no mundo, e os humanos são apenas uma. “Isso inclui cerca de 1,7 milhão de vírus não identificados. Vírus e outros patógenos podem se espalhar facilmente entre os animais que são mantidos juntos ou para os seres humanos que os manuseiam, transportam, comercializam ou os consomem, principalmente quando práticas sanitárias e de proteção não são seguidas”, pontua em suas plataformas na internet.</p>
<p>Para o professor e doutor Marcos Buckeridge, o desmatamento e a degradação ambiental são inimigas da saúde do meio ambiente e humana. “O desmatamento no Brasil, mais acelerado durante a pandemia, vai exterminando as possibilidades de combater não somente o vírus SARS-Cov-2, que provoca a COVID-19, mas também outros vírus e bactérias que causam doenças em humanos, plantas e animais. O extermínio da biodiversidade é um crime contra a humanidade”.</p>
<p>Buckeridge defende que é preciso valorizar a biodiversidade para pensarmos em um futuro no qual crises como a atual possam ser mais facilmente evitadas e combatidas. “Poderíamos ter mecanismos desvendados em animais que são resistentes ao coronavírus. Poderíamos ter milhares de substâncias com estrutura química determinada e, com isto, buscar quais delas seriam as mais adequadas para agora. Deveríamos pensar em como usar nossas riquezas para tornar o Brasil um país justo e pujante”, conta.</p>
<p>Ecossistemas saudáveis ​​e biodiversos são resilientes, adaptáveis ​​e ajudam a regular doenças. Diante das histórias contadas aqui, protagonizadas por pessoas que encontram no respeito ambiental seus modos de vida, é fácil deduzir quem são os grandes agentes de proteção desses ecossistemas, não é mesmo? Os povos do campo são peças fundamentais na construção de um planeta sustentável, justo e preparado para enfrentar desequilíbrios sanitários.</p>
<p>A sabedoria desses grupos nos traz conhecimentos que podem ser introduzidos no nosso cotidiano, em nossas políticas públicas e na forma como lidamos com o ambiente que nos cerca. A crise sanitária vem trazendo graves consequências, mas ela vai passar, e quando passar, lembremos de recomeçarmos por meio da valorização do conhecimento de quem garante produção e diversidade há gerações: nossos protetores e protetoras do meio ambiente.</p>
<figure id="attachment_5899" aria-describedby="caption-attachment-5899" style="width: 562px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5899" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/quem-somos.jpg" alt="" width="562" height="374" /><figcaption id="caption-attachment-5899" class="wp-caption-text">Paisagens conservadas contam com a presença de PCTAFs. Proteger o meio ambiente é proteger seus direitos.</figcaption></figure>
<h6><a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b>As iniciativas apoiadas pelo PPP-ECOS citadas aqui contam ou contaram com o financiamento do Fundo Amazônia e do Fundo Global para o Meio Ambiente. Saiba mais sobre a iniciativa, </b><b>clique aqui.</b></a></h6>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><em>* <a href="https://www.pnas.org/content/110/13/4956">Governance regime and location influence avoided deforestation success of protected areas in the Brazilian Amazon </a></em></p>
<p><em>* <a href="http://marte.sid.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr%4080/2008/11.13.14.42/doc/6377-6384.pdf">Análise da inibição do desmatamento pelas áreas protegidas na parte sudoeste do Arco</a> </em><em><a href="http://marte.sid.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr%4080/2008/11.13.14.42/doc/6377-6384.pdf">de desmatamento </a></em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agricultores familiares lançam loja virtual com produtos do Cerrado e da Caatinga</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/agricultores-familiares-lancam-loja-virtual-com-produtos-do-cerrado-e-da-caatinga/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 14:01:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A loja virtual da Central do Cerrado reúne mais de 30 associações e cooperativas de diferentes pontos do país  Baru, jatobá, pequi, umbu. Ingredientes regionais que simbolizam a biodiversidade encontrada nos sabores brasileiros. A safra do Cerrado e da Caatinga inspira agricultores que residem em alguns territórios desses biomas — Minas Gerais, Distrito Federal, Tocantins, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10292" aria-describedby="caption-attachment-10292" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10292 " src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/producao-sustentavel.jpg" alt="" width="503" height="335" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/producao-sustentavel.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/producao-sustentavel-300x200.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/producao-sustentavel-1024x683.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/producao-sustentavel-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-10292" class="wp-caption-text">Foto: Thomas Bauer</figcaption></figure>
<h5 style="text-align: center;"><em>A loja virtual da Central do Cerrado reúne mais de 30 associações e cooperativas de diferentes pontos do país </em></h5>
<p dir="ltr">Baru, jatobá, pequi, umbu. Ingredientes regionais que simbolizam a biodiversidade encontrada nos sabores brasileiros. A safra do Cerrado e da Caatinga inspira agricultores que residem em alguns territórios desses biomas — Minas Gerais, Distrito Federal, Tocantins, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Pará e Goiás — a beneficiarem produtos alimentícios e a produzirem artesanato com riqueza cultural que garante autonomia e renda.</p>
<p dir="ltr">Comunidades de agricultores familiares extrativistas protagonizam esse trabalho, que raramente ocupa as prateleiras dos supermercados. Juntas elas formam a Central do Cerrado: uma cooperativa formada por mais de 30 organizações comunitárias (entre cooperativas e associações) e funciona como uma ponte entre quem produz e quem consome. Em tempos de fortalecimento do serviço de entregas, a Central inaugura uma nova plataforma onde o internauta de qualquer lugar do país encontra mais de 200 itens e pode recebê-los sem sair de casa.</p>
<p dir="ltr">“Com a situação do COVID19 e isolamento social, muitas dessas comunidades tiveram o escoamento de sua produção comprometidos. A venda pela loja virtual é uma forma de escoar os produtos dessas comunidades e garantir renda para as famílias agroextrativistas. A comercialização ajuda a manter o Cerrado e Caatinga em pé, conservar a biodiversidade nativa, incentiva a permanência no campo, valoriza a cultura local e o modo de vida tradicional”, ressalta o secretário executivo da Central do Cerrado, Luis Roberto Carrazza.</p>
<p dir="ltr">As agroindústrias das comunidades de produtores da Central do Cerrado operam observando os cuidados básicos de distanciamento social, uso de máscaras, cuidados redobrados de higienização pessoal, esterilização das estruturas de equipamento e insumos: detalhes também observados pela equipe da Central do Cerrado no preparo e envio dos pedidos da loja virtual.</p>
<h5 dir="ltr">Produtos da sociobiodiversidade</h5>
<p dir="ltr">Entre as opções de compra estão alimentos como farinhas especiais com destaque para o mesocarpo de babaçu (500g, R$ 15) da Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Esperantinópolis (Coopaesp) da comunidade tradicional das quebradeiras, de Esperantinópolis, no Maranhão; as farinha de buriti (1 kg, R$ 50) da cooperativa Grande Sertão de Montes Claros, Norte de Minas Gerais — além do flocão de milho não-transgênico (500g, R$ 7) (matéria-prima para o cuscuz nordestino) da Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), de Irecê, na Bahia.</p>
<p dir="ltr">As castanhas brasileiras também ganham destaque no novo site, entre elas a castanha-de-baru da cooperativa Copabase (300g, R$35), super proteica e energética, um dos grandes ícones do Cerrado. Pouco utilizada pelos chefs de cozinha, a castanha-de-pequi (100g, R$15) também figura entre as oleaginosas oferecidas pela Central do Cerrado lado a lado da amêndoa de licuri torrada (100g, R$7), da Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes), também chamado de coquinho na Bahia e rico em proteínas. Na categoria bebidas a página apresenta o licor de pequi da marca familiar Savana Brasil (700ml, R$70) e a cerveja de coquinho azedo fruit beer (600ml, R$ 25)  da cooperativa Grande Sertão, de Montes Claros, Minas Gerais.</p>
<p dir="ltr">Além dos produtos, o internauta encontra informações sobre a origem social e territorial das comunidades produtoras. Entre os conteúdos da plataforma estão receitas, fichas técnicas e dicas de uso.</p>
<h5 dir="ltr">Saiba mais sobre a Central do Cerrado</h5>
<p dir="ltr">A Central do Cerrado é uma cooperativa formada por diversas organizações comunitárias de agricultores familiares extrativistas do Cerrado e da Caatinga. Nossa missão é manter os modos de vida tradicionais e conservação dos territórios onde vivem esses povos a partir da comercialização de produtos desenvolvidos através do uso sustentável da biodiversidade nativa.</p>
<h5 dir="ltr">Entregas em todo o Brasil pelo site:<br />
<a href="http://www.centraldocerrado.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.centraldocerrado.org.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1589635557629000&amp;usg=AFQjCNG1Of0QGESpvshwrLWoJfXoopcSRQ">www.centraldocerrado.org.br</a></h5>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>É preciso estar atento: MP 910 cai, mas pode virar Projeto de Lei</title>
		<link>https://ispn.org.br/noticia/e-preciso-estar-atento-mp-910-cai-mas-pode-virar-projeto-de-lei/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[leticia@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 17:55:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Povos e Comunidades Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Territórios]]></category>
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					<description><![CDATA[Veja quem votou contra ou a favor da tramitação da MP da Grilagem, clique aqui. Ontem foi um dia difícil, mas, ao mesmo tempo, importante para os movimentos que defendem o meio ambiente e apoiam povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. Mesmo depois de apelos da sociedade civil organizada, artistas, influenciadores, cientistas, ex-ministros e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10274" aria-describedby="caption-attachment-10274" style="width: 535px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10274" style="font-size: 16px;" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/garimpo-nao.jpg" alt="" width="535" height="401" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/garimpo-nao.jpg 1200w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/garimpo-nao-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/garimpo-nao-1024x766.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/garimpo-nao-768x575.jpg 768w" sizes="(max-width: 535px) 100vw, 535px" /><figcaption id="caption-attachment-10274" class="wp-caption-text">Foto: Victor Moriyama/ISA</figcaption></figure>
<h5 style="text-align: center;"><a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Veja-quem-votou-contra-e-a-favor-da-tramitacao-da-MP-da-Grilagem.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Veja quem votou contra ou a favor da tramitação da MP da Grilagem, clique aqui.</a></h5>
<p>Ontem foi um dia difícil, mas, ao mesmo tempo, importante para os movimentos que defendem o meio ambiente e apoiam povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. Mesmo depois de apelos da sociedade civil organizada, artistas, influenciadores, cientistas, ex-ministros e vários brasileiros e brasileiras, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, colocou para votação a Medida Provisória 910, conhecida como MP da Grilagem. No entanto, Maia teve que recuar após forte pressão da oposição e da mobilização dentro das redes sociais.</p>
<p>&#8220;Em meio à pandemia da COVID-19, colocar em votação uma medida que facilitaria o roubo de terras públicas e implicaria no aumento do desmatamento era inadmissível. Ainda mais, quando as decisões estão sendo tomadas de forma remota, sem muita transparência e comprometendo a participação pública&#8221;, comenta o assessor jurídico do ISPN, Guilherme Eidt.</p>
<p><a href="https://deolhonosruralistas.com.br/2019/05/12/mapa-das-terras-dos-parlamentares-mostra-que-congressistas-acumulam-fazendas-na-amazonia-e-no-matopiba/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Uma reportagem do De olho nos Ruralistas</strong></a><strong> aponta que parlamentares são os maiores acumuladores de fazendas na Amazônia e no Cerrado</strong>, na região do MATOPIBA, muitos deles seriam beneficiados com as propostas da MP-910. &#8220;Embora o deputado Zé Silva tenha avançado em relação ao texto original, medidas objetivas de combate à grilagem e ao desmatamento não foram contempladas pelo relator. Pelo contrário, o deputado insistiu em flexibilizar a legislação ambiental e em regularizar terras sem prévia vistoria, um claro benefício para grileiros, que resultaria em mais conflitos no campo. Nesse momento, é preciso concentrar esforços em votar medidas que contribuam para superação da crise sanitária atual. Existem proposições que buscam atender povos indígenas, povos das florestas, dos campos e das águas, agricultores familiares, com políticas públicas de saúde e econômicas que devem ser priorizadas na pauta do Congresso Nacional”, ressalta Eidt.</p>
<p>Maia havia se comprometido em só colocar pautas para votação relacionadas ao enfrentamento da crise sanitária, ou que estivessem em comum acordo entre as lideranças partidárias. Esse argumento foi bastante explorado pela oposição para derrubar a votação da MP e funcionou, somado aos esforços e a pressão nas redes. Mas o que vem pela frente ainda é preocupante. Maia assumiu o compromisso de transformar o texto da MP 910 em um projeto de lei que seria votado com urgência na Câmara. A princípio o texto base seria o relatório do deputado  Zé Silva (Solidariedade-MG), mas é esperado que os ruralistas que se distanciam cada vez mais do agronegócio moderno e responsável busquem resgatar pontos críticos defendidos pelo governo federal. Os próximos dias serão decisivos para se estabelecer um processo de diálogo legítimo e respeitoso que contribua para construção de políticas públicas sólidas de regularização fundiária, que respeitem o meio ambiente e os direitos de povos e comunidades tradicionais.</p>
<h5><a href="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Veja-quem-votou-contra-e-a-favor-da-tramitacao-da-MP-da-Grilagem.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Veja quem votou contra e a favor da tramitação da MP da Grilagem, clique aqui.</a></h5>
<p><strong>Seguimos mobilizados: </strong></p>
<div class="container">
<div class="post-content">
<div class="post-content-lead">
<article>A pressão deve continuar forte para evitar que sigam adiante propostas que não contribuem para o desenvolvimento territorial sustentável do país e ainda colocam em risco a vida das pessoas. O texto da MP 910, que pode se tornar um PL, representa o aprofundamento da destruição ambiental do Brasil e o aumento da violência no campo, além de ser um fator estratégico que aprofunda a crise sanitária atual. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aponta que 796 km2 de floresta foram derrubados nos três primeiros meses do ano. Um terço da devastação ocorreu em terras públicas, áreas cobiçadas por grileiros. De acordo com o Inpe, o aumento nos alertas de desmatamento entre janeiro e março foi de 51% na comparação com 2019.</article>
<article>.</article>
<article><strong>O que você pode fazer? Escreva para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e para os líderes dos partidos, dizendo que é contra a MP 910. Grilagem Não!</strong></article>
<article>.</article>
<article class="post-details clearfix"><strong>E-mail Rodrigo Maia</strong>: dep.rodrigomaia@camara.leg.br</article>
</div>
</div>
</div>
<p><strong>Facebook:</strong></p>
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