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	<title>Arquivos açaí - ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza</title>
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		<title>Café de açaí? Caroço de fruto amazônico vira bebida aromática em comunidade do Maranhão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[camila@ispn.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Apr 2023 18:14:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
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					<description><![CDATA[O que antes era considerado resíduo foi reaproveitado para virar uma bebida quente e amarga, como o café, na comunidade de extrativistas Povoado 1700 Transformar o caroço de açaí em pó para preparo de uma bebida quente e amarga, aromática, similar ao café. Foi essa a alternativa que as famílias extrativistas do Povoado Km 1700 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19874" aria-describedby="caption-attachment-19874" style="width: 2048px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-19874 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/20221216_0946491-scaled.jpg" alt="" width="2048" height="1536" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/20221216_0946491-scaled.jpg 2048w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/20221216_0946491-300x225.jpg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/20221216_0946491-1024x768.jpg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/20221216_0946491-768x576.jpg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/20221216_0946491-1536x1152.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><figcaption id="caption-attachment-19874" class="wp-caption-text">Agroindústria é destinada ao beneficiamento de açaí para comercialização e para produção de &#8220;coffí&#8221; (Foto: Acervo ISPN/Rodrigo Noleto)</figcaption></figure>
<p style="text-align: center;"><em>O que antes era considerado resíduo foi reaproveitado para virar uma bebida quente e amarga, como o café, na comunidade de extrativistas Povoado 1700</em></p>
<p>Transformar o caroço de açaí em pó para preparo de uma bebida quente e amarga, aromática, similar ao café. Foi essa a alternativa que as famílias extrativistas do Povoado Km 1700 da zona rural do município de Imperatriz, no Maranhão, encontraram para dar um destino ao resíduo do fruto amazônico.</p>
<p>Os caroços do açaí sobravam após a colheita e beneficiamento do fruto, representando um problema ambiental para a comunidade, que conta com 300 famílias. Os caroços eram jogados na rua e tornavam-se resíduos sem uma correta destinação.</p>
<p>“Decidimos torrar e vimos que dava uma excelente bebida”, explica a extrativista de açaí Elcilene Alencar, de 41 anos, moradora da comunidade e presidente da Associação Agroextrativistas Familiares Solidários &#8211; entidade selecionada em edital do <strong>Fundo PPP-ECOS</strong>, do ISPN, com financiamento do Fundo Amazônia, para a construção de uma agroindústria de beneficiamento do açaí.</p>
<figure id="attachment_19869" aria-describedby="caption-attachment-19869" style="width: 1040px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-19869 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-11.17.241.jpeg" alt="" width="1040" height="780" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-11.17.241.jpeg 1040w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-11.17.241-300x225.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-11.17.241-1024x768.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-11.17.241-768x576.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1040px) 100vw, 1040px" /><figcaption id="caption-attachment-19869" class="wp-caption-text">Mulheres do Povoado 1700 são linha de frente na produção da bebida (Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Os moradores se reuniram e pensaram numa solução para esse cenário: lavar, secar, e torrar o caroço para, por fim, coar o pó com água e chegar num preparo semelhante ao café. “Num  primeiro momento, o sabor não ficou tão bom“, conta a a presidente da associação. Mas, a cada torra, o “café” de açaí foi melhorando.</p>
<p><b>Coffí: surge uma nova marca</b></p>
<p>Foi a partir de uma parceria entre o povoado 1700 e a Faculdade de Imperatriz (MA), Facimp, que a bebida aromática alçou novos voos: recebeu nome, marca e endereço. A população e sobretudo as mulheres, que estão na linha de frente do processo, receberam treinamento de marketing e de gestão financeira.</p>
<figure id="attachment_19871" aria-describedby="caption-attachment-19871" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-19871 size-full" src="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-09.57.453.jpeg" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-09.57.453.jpeg 1600w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-09.57.453-300x200.jpeg 300w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-09.57.453-1024x682.jpeg 1024w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-09.57.453-768x512.jpeg 768w, https://ispn.org.br/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-22-at-09.57.453-1536x1023.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-19871" class="wp-caption-text">&#8220;Coffí&#8221; é uma bebida a base de açaí sem cafeína (Foto: Acervo Pessoal/Reprodução)</figcaption></figure>
<p>É o que explicou Klenne Lys, de 24 anos, estudante de Engenharia Química e coordenadora de projetos da entidade Enactus Brasil da Facimp. Segundo ela, ao conversar com os moradores e perceber os problemas com os resíduos, o grupo universitário, por meio da entidade, identificou que a própria comunidade já tinha a solução: fazer “café de açaí”.</p>
<p>“Como tinha muito caroço, a comunidade começou a utilizá-lo para adubo, mas também torrando-o para fazer a bebida”, detalhou Klenne. Percebendo as possibilidades de geração de renda por meio do  beneficiamento, os estudantes levaram o &#8220;café&#8221; para laboratórios e fizeram análises sensoriais para descobrir o ponto de torra correto.</p>
<p>Assim,  surgiu o “Coffí”, que não é de fato um café, já que não possui cafeína. Mas, tem gosto amargo e, tomado em temperatura quente, assemelha-se à bebida tão popular no mundo. O processo de preparo é parecido: primeiro o caroço é lavado, depois secado e por fim, torrado.</p>
<p>Comercializado em feiras e lojas que vendem açaí, o pó pode ser encontrado em duas versões: extra forte ou com rapadura. “Toda vez que vou à comunidade, levo  um pacote para casa”, conta a estudante. Atualmente, o produto é comercializado apenas localmente.  A presidente da Associação Agroextrativistas Familiares Solidários, Elcilene Alencar, afirma que a intenção é expandir a produção para alcançar novos mercados em outras regiões.</p>
<p><b>Extrativismo </b></p>
<p>O açaí <em>(Euterpe oleracea)</em>, por ser uma palmeira nativa da região, não é plantado pela comunidade e sim manejado &#8211; há cerca de 30 anos, segundo Elcilene. O fruto é uma importante fonte de renda para a população local e a prática extrativista requer que a mata seja conservada &#8211; já que sem as árvores não há frutos.</p>
<p>“É o que a gente tenta promover: uso de área sem desmatamento, sem alterar o uso do solo, apenas o extrativismo”, comenta Rodrigo Noleto, engenheiro florestal e coordenador do Programa Amazônia, do ISPN, que acompanha o projeto de fortalecimento da associação e de apoio à agroindustrialização da bebida de açaí no povoado.</p>
<p>Com apoio do PPP-ECOS,  o projeto começou a ser executado em outubro de 2022. Foi então que a comunidade viu as paredes da casa do açaí subirem, com previsão de ser inaugurada no final de 2023. A proposta é que o local seja dividido em duas partes: uma delas destinada ao processamento do açaí para extração de sua polpa e a outra, para a torra do caroço.</p>
<p>“O ISPN trouxe a oportunidade de transformar um produto, antes feito de forma artesanal, em um produto levado ao mercado”, destacou a estudante Klenne Lys da Facimp, acrescentando que o apoio institucional também contribui com o “sentimento de valorização das mulheres por terem um de seus produtos reconhecidos”.</p>
<p><b>Sobre  o PPP-ECOS </b></p>
<p>O <b>PPP-ECOS</b> é uma estratégia para promover Paisagens Produtivas Ecossociais, por meio de quatro pilares: acesso a recursos, articulação política, protagonismo comunitário e gestão do conhecimento.</p>
<p>A iniciativa já apoiou mais de 890 projetos no Cerrado, na Caatinga e na Amazônia desde 1994.</p>
<p>Saiba mais sobre a estratégia clicando <a href="https://ispn.org.br/ppp-ecos-promocao-de-paisagens-produtivas-ecossociais/">aqui</a>.</p>
<p><em>Texto por Assessoria de Comunicação ISPN/Camila Araujo. </em></p>
<p><em>Foto da capa: Acervo Pessoal/Reprodução<br />
</em></p>
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