Foto: acervo Copabase.

Já pensou em uma iniciativa que contribui para a qualidade de vida de famílias agricultoras ao mesmo tempo que proporciona produtos mais sustentáveis para a sociedade? Esse é o Projeto Algodão Sustentável no Cerrado, desenvolvido dentro da estratégia para promover Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) do ISPN. Desde o ano passado, a ação vem apoiando associações comunitárias no Noroeste de Minas Gerais que, por sua vez, atuam com agricultores e agricultoras familiares por meio do desenvolvimento de capacitações, distribuição de sementes e orientações técnicas para o plantio do algodão agroecológico, feito junto com o cultivo de outras culturas, o que também contribui para a renda e segurança alimentar local.

Ao todo, são cerca de 45 pessoas diretamente beneficiadas em sete municípios da região. Com a produção do algodão agroecológico, agricultores e agricultoras poderão comercializá-lo com pequenas e médias empresas da moda, o que irá contribuir para um consumo sustentável e consciente na sociedade, além de garantir mais geração de renda e promover a melhoria da qualidade de vida nas comunidades alcançadas pela iniciativa.

Foto: acervo Copabase

Durante os meses de junho e julho, os grupos de agricultores e agricultoras começaram a colheita do algodão, que é plantado de maneira agroecológica, sem o uso de agrotóxicos e em diálogos coletivos para o fortalecimento e incentivo ao protagonismo das famílias agricultoras. Junto com o algodão, também são produzidos gergelim, milho, abóbora e feijão. O gergelim iniciou seu processo de comercialização com o apoio de uma das organizações parceira e beneficiária, a Cooperativa COPABASE, o que irá proporcionar mais renda para as famílias agricultoras.

Os próximos passos do projeto contarão com o beneficiamento, comercialização e certificação do algodão. A COPABASE irá organizar o beneficiamento e comercialização coletiva para que o algodão seja inserido no mercado com um preço justo. Embora os plantios já tenham sido feitos de forma agroecológica e seguindo a especificações da legislação de orgânicos, a Copabase  e o ISPN irão articular rodas de conversa e trocas de experiências para que os grupos de produtores dialoguem e se informem sobre as etapas e benefícios do processo de certificação.

“A sistematização dos aprendizados até a fase atual irá continuar, para o melhor planejamento das próximas safras, esperando que mais produtores façam a adesão ao projeto para fortalecer a cadeia produtiva do algodão agroecológico”, comenta a assessora técnica do ISPN, Jessica Pedreira .

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 A iniciativa integra nossa estratégia para a promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) e recebe o financiamento da Laudes Foundation. Saiba mais sobre o PPP-ECOS.