Com o tema Soluções para o bem-estar e desenvolvimento sustentável, o evento contará com a presença de autoridades de diversos países da região.

Lima, Peru, 14 de outubro de 2019 – O III Congresso de Áreas Protegidas da América Larina e Caribe (CAPLAC), que se realizará de 14 a 17 de outubro e reunirá mais de 2.500 especialistas em temas de conservação de 37 países, será inaugurado hoje pelo presidente da República do Peru, Martín Vizcarra, acompanhado da sua ministra do meio ambiente, Fabiola Muñoz.

O evento organizado pelo Ministério do Meio Ambiente do Peru e o Serviço Nacional de Áreas Protegidas pelo Estado (Sernanp), a União Internacional para a Conservação da Natureza e sua Comissão Mundial de Áreas Protegidas, Rede Latino-Americana de Cooperação Técnica em Parques Nacionais, outras Áreas Protegidas, Flora e Fauna Silvestre (RedParques) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e
Agricultura (FAO), acontece no Centro de Convenções de Lima. Os participantes terão um espaço para a troca de experiências e para o debate sobre políticas públicas, a fim de promover as áreas protegidas como soluções baseadas na natureza para os desafios da sociedade.

Depois de 12 anos, o Peru recebe a terceira versão deste Congresso que culminará com a assinatura da Declaração de Lima, um documento que destacará a importância das áreas protegidas para conservar nossos recursos naturais e promover o desenvolvimento sustentável para o bem-estar das populações.

Além disso, esta Declaração enriquecerá as discussões da COP25 sobre Mudança Climática (Chile, dezembro de 2019), da COP15 da Convenção sobre Diversidade Biológica (Pequim 2020), do Congresso Mundial de Conservação (Marselha 2020) e do VII Congresso Mundial de Parques (2024). Será também um contributo para a construção do Quadro Mundial de Biodiversidade pós-2020.

No primeiro dia do evento, ministros do Meio Ambiente da América Latina e do Caribe compartilharão com os participantes como os países decidem ser líderes em conservação e o que propõem para os compromissos dos Objetivos de Aichi 2020. Por outro lado, representantes dos povos indígenas, do setor privado ligados à gestão dos espaços naturais e esportivos, serão responsáveis por dialogar sobre a necessidade de contar com atores sociais relevantes para a conservação transversal na região.

No total, serão 890 eventos, entre palestras, apresentações e conversas, além de espaços de exposição e apresentação de pavilhões de informação. Os reconhecimentos também serão apresentados: Prêmio Internacional Guardaparques, Prêmios UICN, Prêmio Iniciativas Comunitárias, Prêmios Fred Packard e Kenton Miller y Prêmio Carlos Ponce.

ISPN no III Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe

O ISPN estará presente nos quatro dias de eventos para apresentar iniciativas de gestão e proteção territorial que fazem parte de suas articulações políticas e sociais. Uma delas é o Mosaico Gurupi, rede articulada no estado do Maranhão da qual a organização faz parte. Ela reúne representantes de Terras Indígenas, de organizações da sociedade civil e do poder público para promover a gestão ambiental, o desenvolvimento sustentável, a conservação dos territórios e o bem viver nas terras tradicionalmente ocupadas.

A segunda iniciativa tem âmbito global e é conhecida como Territórios Indígenas e Comunitários Conservados (TICCAs), que reforçam uma ideia na qual os povos e as comunidades tradicionais possuem forte conexão com seus territórios de vida, promovem o bem-estar social, fazem a conservação ambiental e sociocultural e cuidam dos recursos para as próximas gerações. O ISPN pretende se apropriar e entender a possível aplicação desse instrumento no contexto brasileiro para contribuir com a defesa e proteção dos territórios tradicionais.