Hoje (09/08), Dia Internacional dos Povos Indígenas, foi dada a largada para a primeira Marcha das Mulheres Indígenas, que será realizada em Brasília – DF. Cerca de 400 indígenas de diversos territórios do Maranhão saem rumo à capital do país organizadas em oitos caravanas. A Marcha acontece até a próxima terça-feira (13) e reunirá povos indígenas de todo o Brasil.

Com o tema “Território: nosso corpo, nosso espírito”, o objetivo da Marcha é dar visibilidade às ações das mulheres indígenas, discutindo questões inerentes às suas diversas realidades, reconhecendo e fortalecendo os seus protagonismos e capacidades na defesa e na garantia dos direitos humanos, em especial o cuidado com a mãe terra, com o território, com o corpo e com o espírito.

A Marcha das Mulheres Indígenas será muito mais do que o nome do evento sugere. A proposta é realizar um grande encontro de mulheres indígenas para discutir e encaminhar questões e proposições referentes à luta, resistência, território, cultura e direitos dos povos indígenas, frente às ameaças da atual conjuntura política, do agronegócio, das mudanças climáticas, do machismo e do racismo.

No intuito de buscar unidade e fortalecimento, a ideia é que logo em seguida do evento, as indígenas se somem à Marcha das Margaridas – ato que reunirá mulheres do campo e da floresta – numa grande manifestação nacional em prol dos direitos e do protagonismo da mulher, a partir de uma nova visão de desenvolvimento sustentável e justiça social.

“É uma conquista a gente realizar a Marcha, mostra que as mulheres indígenas estão se empoderando. Estamos juntas pelos nossos direitos. Vamos se unir a todas as mulheres do Brasil, do campo e dos territórios indígenas”, ressaltou a coordenadora da Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão – Coapima, Marcilene Guajajara.

“A Marcha será um momento muito importante para nós, mulheres, que estamos cada vez mais fortalecidas na luta pelos nossos direitos. Vamos deixar lá, em Brasília, o nosso recado: nenhum direito a menos. Mulheres unidas jamais serão vencidas. As guerreiras estão firmes na luta pelos nossos povos e pelos nossos territórios”, enfatizou Maísa Guajajara, integrante da Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão – Amima.

O ISPN é um dos parceiros no estado para a Marcha. O Instituto participou da articulação e mobilização para o evento junto às mulheres e lideranças indígenas, e também está apoiando no deslocamento das caravanas do Maranhão até Brasília.