É bonito e engrandecedor aprender com as culturas dos povos, a sabedoria dos agricultores e agricultoras e a ciência de quem dedica a vida para entender a importância da nossa biodiversidade viva e diversa. Somos filhos e filhas da sabedoria popular, acreditamos em um planeta justo e sustentável, onde todas as pessoas convivam com o meio ambiente de maneira harmônica e prezem para que ele continue em pé para as próximas gerações.

Bebemos da água vinda de incidências políticas que olham para indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, vazanteiros e tantas outras populações tradicionais como cidadãos detentores de direitos. Queremos esses grupos muito vivos e fazendo o que sabem de melhor: a defesa das nossas florestas, dos nossos rios e da nossa casa, os ecossistemas.

Há 30 anos, uma organização atua para que esses nossos sonhos coletivos estejam cada vez mais próximos de se tornarem tangíveis. O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) dedica seu trabalho por um desenvolvimento com equidade social e equilíbrio ambiental. E todos nós fazemos parte disso: colaboradores/as, beneficiários/as e parceiros.

Estamos juntos no apoio a pequenos projetos ecossociais, no suporte a pesquisadores e pesquisadoras para levantar dados socioambientais e pela defesa de direitos que protejam os biomas e seus elos, especialmente o Cerrado, a Amazônia, a Caatinga e seus povos. O ISPN somos nós, e nos orgulhamos de saber que, em 1990, uma semente era plantada para florescer dias de luta e conquistas em prol da nossa sociobiodiversidade.

Hoje, queremos continuar plantando o respeito aos povos, a valorização da nossa riqueza cultural e o diálogo entre a ciência e a sabedoria popular. E quanto mais plural forem essas sementes, maior será nossa certeza da diversidade de ideias que teremos para contribuir com as populações, a sociedade e a natureza. É tempo de, juntos, plantarmos o futuro, e ele vem das mãos cobertas da luta que aprendemos a seguir junto às comunidades, que colhem da terra a história exata que queremos contar.

Foto: acervo ISPN/Bento Viana