Foto: Aldeia Maçaranduba – Terra Indígena Caru (Maranhão) – Acervo ISPN/Roberto Ksal

Na semana passada, o ISPN iniciou os ciclos de mobilização e articulação do “Projeto Gestão Ambiental e Territorial Integrada de Terras Indígenas na Amazônia Oriental” em execução com o Centro de Trabalho Indigenista – CTI e apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). O objetivo é contribuir para a conservação da região, no estado do Maranhão e norte do Tocantins, por meio da gestão territorial e ambiental integrada. As ações evolvem 10 Terras Indígenas, habitadas por cerca de 19 mil indígenas e somam mais de 2 milhões de hectares.

“Com a formação dos povos indígenas e sua instrumentalização com ferramentas de gestão, esperamos melhorar a governança e proteção dessas Terras Indígenas, assegurando sua contribuição para a conservação da biodiversidade e manutenção de serviços ecossistêmicos”, explicou o coordenador do Programa Povos Indígenas do ISPN, João Guilherme Nunes Cruz.

O projeto ainda contribuirá com a implementação da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas – PNGATI, usando instrumentos e ferramentas reconhecidos pela Política, tais como os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs), Etnomapeamentos e Etnozoneamentos.

“O projeto vem trazer esperança para nós, da Terra Indígena Araribóia, principalmente para as gerações futuras, pois a ideia de desenvolvimento para nós, indígenas, tem outra lógica. Esperamos que as ações propostas no projeto fortaleçam a cultura, a nossa alimentação tradicional com segurança alimentar e promova a proteção territorial. A proposta é que essas iniciativas busquem a conservação e proteção dos rios e das florestas, algo muito importante para a nossa organização social, pois a maior parte das nossas terras já foi queimada e invadida”, enfatizou Cíntia Guajajara – integrante da Coordenação da Comissão dos Caciques e Lideranças da Terra Indígena Araribóia – Ccocalitia.

A iniciativa faz parte do Programa Povos Indígenas do ISPN. No Maranhão, conta com o apoio da Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão – Coapima, Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão – Amima, Associação Wyty Catë e Ccocalitia, em parceria com a Fundação Nacional do Índio – Funai, especialmente Coordenação Regional do Maranhão.