Documento reúne 27 recomendações em defesa do Bioma, seus povos e comunidades tradicionais; Rede Cerrado faz entrega simbólica a presidenciáveis e parlamentares durante evento realizado em Brasília

Resultado de um processo construído coletivamente por diversas organizações da sociedade civil, o documento “Estratégias Políticas para o Cerrado” foi lançado na tarde desta terça-feira (04), durante o ato político “Desenvolvimento para Sempre – compromisso ambiental dos candidatos às eleições 2018”, realizado no Salão Verde da Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento foi organizado pela Frente Parlamentar Ambientalista e contou com a participação da Rede Cerrado, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), da Fundação SOS Mata Atlântica, do Instituto Socioambiental da Amazônia (IPAM), Instituto Socioambiental (ISA), SOS Pantanal e WWF-Brasil.

“Neste importante cenário político para o país, em que estamos em meio a um processo eleitoral dos mais emblemáticos dos últimos anos, as organizações da sociedade civil que se preocupam com a conservação do Cerrado e com a garantia dos direitos dos povos e das comunidades tradicionais se unem na construção de um documento estratégico e com propostas efetivas às candidaturas presidenciais”, ressaltou Kátia Favilla, secretária executiva da Rede Cerrado que fez a entrega simbólica do documento aos candidatos à Presidência da República e parlamentares.

Para acessar o documento Estratégias Políticas para o Cerrado na íntegra, clique aqui.

Para o assessor jurídico do ISPN, Guilherme Eidt, o documento foi um esforço coletivo da sociedade civil para influenciar executivo e legislativo. “As 27 recomendações hoje apresentadas por um conjunto de organizações da sociedade civil orientam estratégias políticas que dialogam com a importância econômica do Cerrado e visam influenciar ações governamentais prioritárias para sua conservação. Para além de dialogar com os programas de governo dos postulantes à Presidência da República de 2018, o ponto forte desse documento é ter conseguido reunir organizações que atuam em campos sociais diferentes entorno de uma agenda política unificada para o Cerrado”, pontuou.

Dentre as propostas apresentadas, Favilla destacou a necessidade de instalar e garantir as condições de funcionamento do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), assim como reformular o Conselho Nacional do Programa Cerrado Sustentável (Conacer). “Associar a produtividade agrícola e o desenvolvimento socioeconômico responsável do setor, equalizando situações de conflitos com povos indígenas e povos e comunidades tradicionais, incentivando a conservação e apoiando a restauração da vegetação nativa, é fundamental para a saúde e a manutenção dos serviços ecossistêmicos do Bioma a longo prazo”, pontuou.