“Eu sou mulher, mulher negra, quebradeira de coco. Eu sou várias!”

Na madrugada de hoje, faleceu um símbolo para a luta das mulheres negras e dos povos e comunidades tradicionais. Maria de Jesus Bringelo, Dona Dijé, se despediu de toda gente que acompanhou seu percurso pelas diversas liberdades. No entanto, Dijé lutou tanto em vida e fez por tantas vidas que não se vai por completo. De olhar firme, fala suave e mãos com histórias, ela estará sempre presente nos modos de vida das quebradeiras, na resistência e na sabedoria das mulheres que darão continuidade à narrativa que ela ajudou a escrever pela defesa de direitos e dos territórios tradicionais. Seu protagonismo político e social fica entre nós, germinando em cada nova guerreira que ouse lutar para ser várias.

Um homenagem do ISPN a Dona Dijé e às as várias mulheres nela representadas.

Dona Dijé, presente!